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    Defenda o seu Bitcoin – A verdadeira história do MercadoBitcoin

    28 de novembro de 2013

    Em abril de 2013, MercadoBitcoin sofreu um problema de segurança, que permitiu que um hacker roubasse todos os bitcoins que eles possuiam, forçando o MercadoBitcoin a interromper suas atividades por 3 meses, para a reformulação da plataforma deles, para depois darem a volta por cima em um retorno mais do que triunfal, pois eles não só recuperaram todos os bitcoins que haviam sido roubados, bem como reabriram as negociações com um volume 3 vezes maior do que o de antes.

    Uma história brilhante, um empresário bem sucedido que nunca havia feito uma única empresa na vida, na verdade um gênio chamado Sr. Leandro Mariano César. O fundador do MercadoBitcoin.

    O que poucas pessoas sabem é como Leandro Cesar conseguiu recuperar os 500 bitcoins roubados em um curtissimo período de apenas 3 meses.

    Segundo o Leandro, o MercadoBitcoin recebeu um investimento de Rodrigo Batista e outro investidor.

    A pergunta é: Porque os investidores iriam colocar tamanho esforço para recuperar uma bolsa cujo não tinha mais credibilidade ao invés de abrir outra bolsa? O que realmente aconteceu?

    Para explicar isso, temos de voltar um pouco no tempo para ver as outras atividades do senhor Leandro César, entre elas o BitcoinRain, mais conhecido como Chuva de Bitcoins.

    E o que é o BitcoinRain?

    Entre outubro de 2011 até abril de 2013, Leandro Cesar criou um esquema chamado http://bitcoinrain.com , também conhecido como ” Fazendo chover bitcoins “, que pode ser visto em detalhes neste post, https://bitcointalk.org/index.php?topic=46750.0;all ).

    Em suma, Leandro César prometia um retorno de no mínimo 9% por mês nos bitcoins investidos, e na média 12% ao mês

    Considerando os 12% ao mês, uma pessoa que investisse 1 bitcoin na abertura do fundo dele, em Outubro de 2011, teria em Março de 2013 a quantia de 6 bitcoins.

    E todo este retorno impressionante realizando arbitragem internacional de bitcoins, que na verdade são operações extremamente competitivas, e de baixissimo retorno, insuficiente para pagar as taxas de juros que ele estava pagando.

    Ele conseguiu atrair mais de 300 investidores, que depositaram com ele mais de 15 mil bitcoins, que podem ser vistos neste endereço, https://blockchain.info/pt/address/1FuiZdyNvJPy5pPdJMSNSoUhme3D6FmPpp .

    E o que aconteceu?

    No final de Março de 2013, o Bitcoin deu uma subida muito rápida, e alguns investidores resolveram sacar o valor investido. Um destes investidores, identificado como ThiagoCMC, solicitou o resgate de 1200 bitcoins do total de 2260 bitcoins que ele havia investido.

    Pelas regras do esquema de chuva de bitcoins, o Leandro teria 3 dias para efetuar o saque dos bitcoins, mas durante estes 3 dias, o Leandro decidiu implementar um recurso “redeem code” para a MtGox, mesmo ele tendo sido alertado por membros do forum que a MtGox iria desabilitar este mecanismo duas semanas depois.

    Passados os 3 dias, o Leandro fechou o MercadoBitcoin e o BitcoinRain alegando que houve uma invasão no sistema através da funcionalidade de redeem code, invasão essa que permitiu que o hacker pudesse roubar os bitcoins.

    O mais curioso, é que quando o MercadoBitcoin voltou ao mercado, ele voltou com força total, com um volume muito maior que o anterior, e não só isso, vendendo bitcoins a um valor inferior ao valor cobrado nos EUA. Basta olhar os gráficos no bitcoincharts http://bitcoincharts.com/charts/mrcdBRL#rg360ztgSzm1g10zm2g25zv .

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    E-moeda é fraude?

    5 de junho de 2013

    Bem, parece que agora acendeu uma luz amarela após a febre das e-moedas(e-coin, dinheiro virtual).
    Saiu um ótimo artigo a pouco na exame que nos faz pensar um pouco mais a respeito e tomar muito cuidado para não ser mais uma vítima dentre tantas fraudes que existem mundo afora.
    Um destes golpes em pleno curso ainda é o golpe do telexfree.

    Segue matéria para quem se interessar por esta leitura:


    E-moeda é moeda?

    Quando, como e quem pode criar dinheiro? Nos últimos dias, nada menos que cinco episódios colocaram em evidência os limites da criação monetária.

    O acontecimento mais espetacular foi a prisão da gangue responsável (?) pela criação e gestão de um software para transferências online de dinheiro sem origem declarada. Os “gênios” do “Liberty Reserve” montaram uma operação global capaz de lavar US$ 6 bilhões a partir de um esquema na Costa Rica. A prisão dos gatunos imediatamente levantou a questão: afinal, quando, como e quem pode criar dinheiro digital, dinheiro eletrônico, meios de pagamento virtuais? Há no mesmo episódio outra questão de fundo: é possível a existência de dinheiro sem Estado, regulação e confiança? Basta tecnologia, redes digitais e uma “comunidade” para colocar em pé uma “rede social” voltada a lavar dinheiro de tráfico de armas, drogas e contrabando? Qual a diferença entre o “Liberty Reserve” e a “bitcoin”?

    Um segundo acontecimento, menos visado pela opinião pública internacional, foi destaque no “Financial Times” no editorial “O novo banqueiro de Deus”. Segundo a tradicional publicação britânica, somente com intervenção divina é possível sobreviver numa carreira em finanças nos dias de hoje. Ironias à parte, o tema é o banco do Vaticano, que já teve contas bloqueadas por lavagem de dinheiro e continua uma instituição altamente opaca, com operações interbancárias suspensas pelo Banco da Itália até que se submeta a supervisão adequada.

    O terceiro episódio envolvendo a definição de quem, como e quando pode criar e gerenciar fluxos monetários foi o encontro entre a chanceler alemã Angela Merkel e o presidente francês François Hollande para acelerar as medidas prudenciais e de coordenação de políticas econômicas para salvar bancos europeus quebrados, ou seja, para salvar o próprio euro. Para dar garantias ao mercado de que a moeda européia terá vida longa as duas lideranças tentam um mínimo de consenso sobre o controle das contas públicas e a capacidade de intervenção em bancos quebrados.

    O quarto incidente envolve o veto do governo chinês às operações da Mastercard com a moeda “renmimbi”. O caso recoloca em evidência a relutância das autoridades chinesas quando se trata de abrir o mercado doméstico (seja internet, seja transções com cartões de crédito estrangeiros). Foram interrompidas as operações do “EPayLinks”. O bloqueio acontece um ano depois da Organização Mundial do Comércio denunciar o protecionismo chinês no campo do mercado de dinheiro eletrônico.

    O quinto acontecimento foi a elevação dos juros no Brasil. Claro que não se trata de ação criminosa ou dificuldade política maior. É “apenas” mais uma evidência, depois de meses de negativas do governo e daqueles economistas “chapa branca”, de que há um limite para a politização do controle inflacionário.

    Das trapaças monetárias na internet ao controle supranacional de contas públicas e intervenções para salvar bancos e moedas, passando pelo protecionismo monetário chinês ou brasileiro, a questão fundamental é sempre a mesma: confiança. Não é a tecnologia que cria a moeda, mas a confiança dos mercados nas moedas que torna mais ou menos viável usar novas tecnologias para liquidar contratos seja qual for a moeda preferida de cada um.
    exame.abril.com.br/rede-de-blogs/iconomia/2013/06/03/e-moeda-e-moeda-2

     

    Até o próximo post.