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    Bens bloqueados e escancara crise do Grupo Bitcoin Banco

    19 de agosto de 2019

    O GBB, fundado por Cláudio Oliveira, enfrenta diversos processos desde que foi alvo de uma tentativa de fraude em maio deste ano

    “Rei do bitcoin” tem bens bloqueados após dívida milionária com clientes

    Em maio de 2019 o GBB – Grupo Bitcoin Banco entrou em uma forte crise após anunciar ter sido alvo de uma fraude, isso em meio a um sucesso crescente na comunidade. O grupo está por trás da exchange NegocieCoins, que em abril disse ter a maior movimentação de criptomoedas do mundo, com US$ 900 milhões.

    Cláudio Oliveira, dono do GBB, também estava em ascensão no primeiro semestre. Participando de grandes eventos e ampliando seu negócio, ele ganhou o apelido de “Rei do Bitcoin” do apresentador Amaury Júnior. Agora, junto com o grupo que criou, enfrenta muitas dificuldades, incluindo processos e penhora de bens.

    Na última sexta-feira (16), Oliveira foi alvo de uma ação de sequestro de bens, que incluía sua casa em Curitba e sua chácara, além de obras de arte, relógios e joias. Conforme informações do jornal Valor Econômico os itens chegaram a ser empacotados, mas não foram levados após uma promessa de quitação dos débitos nesta segunda.

    Na semana passada, o jornalista Lauro Jardim, de O Globo, afirmou que Oliveira está com passagem comprada para a Suíça para esta quarta-feira (21). Com cidadania do país europeu, aumenta a tensão entre os credores do GBB de que o executivo possa estar tentando fugir e ficar na Europa.

    O Bitcoin Banco denunciou em maio um esquema que levou ao saque indevido de cerca de R$ 50 milhões da empresa, que decidiu suspender a retirada de valores dela e congelar as contas dos clientes. Desde então, já são centenas de processos contra o GBB de pessoas lesadas.

    Já são várias decisões da Justiça para bloqueios valores da empresa, em uma delas, de R$ 6 milhões, foram encontradas contas vazias, levando ao valor bloqueado de apenas R$ 130 mil.

    Com duas exchanges – a NegocieCoins e a TemBTC -, o GBB tinha uma “arma” na mão, garantindo ganho ao alternar a posição entre as duas e ainda sustentar a diferença de preço ao prover liquidez no mercado. Com isso, desde o início do ano, o grupo ganhava cada vez mais clientes e se tornava um dos “queridinhos” dos investidores.

    Este crescimento foi graças à introdução de uma plataforma de segurança chamada FortKnox, que permite a transferência de fundos em reais diretamente entre as exchanges, sem depender do sistema bancário.

    Nestes últimos meses, o GBB e Oliveira já fizeram promessas de que vão resolver os problemas, conseguiram diversos acordos, desde pagamentos pequenos até uso de uma criptomoeda própria, a Br2Ex, para garantir o saque de até R$ 30 mil.

    Mas o caso ainda vai longe. Até agora, nenhuma destas “soluções” resolveu o problema e em muitos casos a história é que quem aceitou estes acordos também não conseguiu reaver seu investimento.

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    Passo a passo para detectar dólar falso

    12 de agosto de 2019

    Passo a passo para detectar dólar falso

    Descubra como identificar uma nota verdadeira e fuja dos golpes

    O medo de acabar recebendo notas de dólar falsas, seja durante uma viagem ao exterior ou após uma compra em estabelecimento internacional, é algo que assombra milhares de brasileiros. Afinal, a falta de familiaridade com a moeda estrangeira faz dos estrangeiros vítimas mais vulneráveis desse tipo de golpe.

    Por isso, neste artigo serão explicadas as principais características do dólar e quais são as moedas em circulação atualmente. Dessa forma, é possível ter mais cuidado na hora de aceitar troco em estabelecimentos comerciais e evitar que notas falsas vão parar na carteira.

    Quais as cédulas ainda em circulação nos EUA?

    Antes de ensinar o passo a passo para detectar dólar falso, é preciso explicar que existem 3 tipos de cédulas ainda em circulação nos EUA e é possível distingui-las principalmente pelo tamanho do busto estampado em cada uma delas.

    Nota “cabeça pequena” produzida até 1993

    A nota mais antiga em circulação é conhecida como “cabeça pequena” parou de ser produzida há muitos anos, mais precisamente em 1993. Por isso, essa nota não é mais aceita em qualquer lugar, devido a dificuldade de revenda.

    Ou seja, se você possui cédulas “cabeça pequena”, saiba que certamente só será possível utilizá-la dentro dos Estados Unidos.

    Nota “cabeça grande” produzida até 2006

    Em 1996 outro modelo de cédula começou a ser fabricado na “Terra do Tio Sam”, com características um pouco diferentes da anterior, como o aumento da imagem do busto que ilustra as notas.

    Se você possui esse tipo de nota, pode ficar tranquilo. Afinal, elas ainda são amplamente aceitas em diferentes partes do mundo, desde que em bom estado.

    Nota “Novo dólar americano” que começou a ser produzido em 2013

    Por último, vamos falar um pouco da nota mais atual, a que continua sendo produzida nos Estados Unidos e que também pode ser utilizada em todo o mundo – sem depender muito de seu estado de conservação – o “Novo dólar americano”.

    Além de ter passado por uma nova mudança no busto, que agora não está mais posicionado dentro de uma forma oval, a nova nota ganhou alguns detalhes que não estavam nas notas anteriores. Veja:

    • Uma fita azul em 3D localizada bem no centro das cédulas de 100 dólares
    • Imagem de sino de tinteiro de cor cobre, mas que muda para verde, bem no canto inferior direito da cédula
    • Nas notas de 10, 20, 50 e 100 há um número que varia de cor no canto inferior direito da cédula

    Agora que você já sabe quais os tipos de nota de dólar que circulam nos Estados Unidos e em demais países que também utilizam o dólar americano, é hora de entender como detectar o dólar falso seguindo poucos passos.

    Como detectar dólar falso em poucos passos?

    Assim como qualquer outra cédula de papel moeda, para detectar se uma nota é ou não falsa, é preciso observá-la com muita cautela. Não se acanhe em esticá-la na direção da luz ou esfregá-la com seus dedos, esse é um trabalho que exige olhos e sentidos atentos.

    1. Observe a textura e a espessura da cédula

    Os dólares verdadeiros não são impressos em papel comum, mas sim em um material produzido a partir de fibras de algodão e linho, o que resulta em uma textura áspera e mais resistente do que papel.

    Outra diferença a ser observada é a textura da própria tinta utilizada para marcar o papel moeda, pois, ela forma um relevo sensível ao toque, principalmente em áreas onde há figuras com maior área preenchida de pigmento. Contudo, isso só poderá ser sentido em notas um pouco mais novas, afinal esse relevo se desgasta com o tempo.

    2. Procure pela marca d’água

    Outra forma de detectar dólar falso é por meio da marca d’água. As notas de dólar possuem como marca d’água uma imagem da mesma pessoa que ilustra o busto principal, localizado no centro da cédula, que pode ser George Washington (US$ 1), Thomas Jefferson (US$ 2), Abraham Lincoln (US$ 5), Alexander Hamilton (US$ 10), Andrew Jackson (US$ 20), Ulysses Grant (US$ 50) e Benjamin Franklin (US$ 100).

    Para identificar essa marca d’água, basta segurar a nota esticada com as suas mãos contra uma fonte de luz.

    3. Observe o número de série da nota

    Uma informação que passa facilmente despercebida por falsificadores de dinheiro é o número de série. Por isso, preste bastante atenção nesse ponto.

    Cada nota possui seu próprio número de série, impresso duas vezes em lugares diferentes, nos dois lados da cédula. Sempre confira os dois números e verifique se há alguma diferença entre eles.

    Outra informação, essa a título de curiosidade, é que a partir de 1996, a primeira letra do número de série de cada nota passou a ser determinada pelo ano em que ela foi impressa. São elas:

    E = 2004
    G = 2004A
    I = 2006
    J = 2009
    L = 2009A

    4. Qualidade de impressão do busto

    Outra dica para detectar se uma cédula de dólar é ou não falsa, é por meio da qualidade da impressão. Principalmente as áreas onde há uma imagem impressa com maior quantidade de tinta, como é o caso dos bustos centrais das notas, as cédulas falsas costumam exibir impressões borradas, com traços menos precisos em comparação aos originais.

    Se essa orientação ficou um pouco vaga para você, aqui vai uma mãozinha: verifique se é possível ler os dizeres “The United States of America” na borda de cada busto usando uma lupa. Se sim, a nota certamente é original.

    Além de todas essas dicas, é importante comprar dólar somente em estabelecimentos autorizados pelo Banco Central. Para saber se uma casa de câmbio ou distribuidora é credenciada, basta acessar o site oficial do Banco Central e fazer uma busca.

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    Reclamações disparam: Unick Forex suspende resgates por 10 dias

    9 de agosto de 2019

    A CVM faz alerta e determina suspensão de empresa de Forex FX Trading

    Empresa oferece investimentos com rentabilidade muito acima do mercado e foi alvo de três alertas da Comissão de Valores Mobiliários

    Unick Forex já vinha atrasando pagamentos, o que provocou a disparada das queixas de clientes no site Reclame Aqui!

    A Unick Forex, uma empresa que oferece investimentos com rentabilidade muito acima do mercado e que foi alvo de três alertas da CVM – Comissão de Valores Mobiliários, anunciou na semana passada a suspensão dos pagamentos de resgates por dez dias. A empresa, que afirma ter mais de um milhão de clientes e 400 colaboradores, alega que está fazendo uma atualização de seus sistemas e precisa suspender os pagamentos. Depois, haverá um “cronograma para regularizar todos os pedidos de saques já efetuados” e que não foram pagos.

    A Unick Forex já vinha atrasando pagamentos, o que provocou a disparada das queixas de clientes no site Reclame Aqui. Conforme o PortaldoBitcoin, a empresa já vinha atrasando os pagamentos desde junho. Em julho, reportagem do site mostrava que a empresa tinha 3.651 reclamações. Hoje, esse número já atinge 6.430, sendo que 5.142 queixas foram nos últimos seis meses. Em meados de julho, a Unick já tinha anunciado que estornaria os pedidos de resgates feitos até 12 de julho por conta de “e-mails hackeados”.

    Um dia antes da “manutenção”, 1ª de agosto, a empresa Rede Invictus, ligada à Unick, divulgou comunicado informando que “um problema pontual” havia causado o atraso dos saques para algumas plataformas bancárias. “A previsão é que a normalização dos serviços comece amanhã”, disse a Invictus. No dia seguinte, porém, foi divulgado o comunicado da Unick suspendendo os pagamentos e informando da “atualização do sistema”.

    Leia também:

    [BIT FRAUDE BREAKINGNEWS] Ministério Público compara InDeal e Unick Forex com esquema de pirâmide da Telexfree

    No vídeo divulgado no Youtube, Danter Silva, diretor de Marketing da Unick Forex, diz que a paralisação representa “dores do crescimento”. Outras atualizações também teriam ocorrido em 2017 e em 2018, afirma. “Nossa empresa não parou, passamos por um processo de crescimento gigantesco em 2019, porém passamos das expectativas e sofremos uma dor de crescimento em função da dificuldade na solução de pagamentos”, diz. “Nossa empresa não parou e não vai parar, de maneira alguma, estamos em dois anos mudando a vida de mais de 1 milhão de pessoas em mais de 90 países”, afirmou.

    Já Leidimar Lopes diz que a Unick “não vai parar, tem agenda de vários eventos” e anunciou uma entrega de prêmios no dia 17 de agosto. “Estamos passando por uma atualização de sistemas, vamos estar analisando vários pontos… nosso carro está na corrida há dois anos, chega um momento em que precisa parar e fazer um pit stop”, diz, garantindo que as equipes de atendimentos continuarão de plantão em São Leopoldo, onde fica o escritório principal da empresa.

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    A CVM faz alerta e determina suspensão de empresa de Forex FX Trading

    21 de maio de 2019

    forex trading

    A determinação da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) é que a empresa interrompa imediatamente a captação de clientes no país, sob pena de multa diária de R$ 1.000.

    A CVM emitiu alerta por atuação irregular e determinou a suspensão das operações da FX Trading, que oferece uma plataforma para operações com moedas. Segundo a autarquia, a empresa fazia captações de clientes no Brasil através de seu site e por redes sociais. A determinação é de que a empresa interrompa imediatamente a captação de clientes no país, sob pena de multa diária de R$ 1.000. A FX Trading pode enfrentar um processo disciplinar que pode levar a punições contra a empresa e seus sócios.

    A captação de clientes no Brasil para operação no mercado financeiro depende de autorização da CVM. Como o mercado de Forex e outros derivativos no país não são regulados, não há nenhuma empresa autorizada a fazer esse tipo de captação no país.

    A atuação da CVM contra o mercado de Forex e outras operações irregulares tem aumentado nos últimos meses. Em abril, a CVM reforçou alerta contra a operação irregular da Unick e abriu processo sancionador contra a empresa e seus sócios.

    No mesmo mês, emitiu alertas contra a HQ Broker e a Stakeshop, que também captavam clientes. Outros alertas atingiram a Zero10 Club, Allium Sociedade Médica, Giovanella Huxleer, NQZ Participações, Euro Capital e Olymp Trade.
    fonte de consulta: moneytimes.com.br/cvm-faz-alerta-e-determina-suspensao-de-empresa-de-forex

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    Cresce número de ciberataques para mineração de criptomoedas

    10 de maio de 2019
    Sucesso das criptomoedas faz com que elas sejam alvo de pessoas mal-intencionadas
    Sucesso das criptomoedas faz com que elas sejam alvo de pessoas mal-intencionadas

    2009 foi um ano especial para a economia, não por crises financeiras, mas sim pela criação do Bitcoin, primeira criptomoeda da história. A iniciativa fez sucesso e, desde então, pelo menos 4.000 outras foram criadas. Hoje, estima-se que pelo menos 1.600 estejam em atividade.

    Como elas passaram a movimentar cifras consideráveis no mercado, era de se imaginar que pudesse haver interceptações e crimes envolvendo as criptomoedas, o que infelizmente se confirmou em 2011, ano em que se encontra o primeiro registro de roubo de Bitcoins.

    A situação foi se tornando cada vez mais crítica, e os ciberataques passaram a se tornar comuns e resultar em sérios prejuízos: em 2018, ataques que visaram a mineração de criptomoedas cresceram 237% em relação ao ano de 2017!

    Vamos entender melhor como essa história se iniciou, há 8 anos, e como a situação evoluiu muito desde então.

    Quando os ciberataques de criptomoedas se iniciaram?

    Embora não se possa afirmar com certeza de que esse foi o primeiro ataque, ele é um dos primeiros de que se tem notícia e aconteceu em junho de 2011. Na época, a comunidade de Bitcoin era composta por pessoas que encontravam nele um hobby, já que seu sucesso ainda não era tão grande nos dias de hoje.

    Além disso, a mineração (nome dado ao processo que resulta na obtenção da criptomoeda) podia ser feita por qualquer pessoa que se interessasse, com o uso de um computador doméstico convencional, diferente do que ocorre hoje em dia, em que há a necessidade de investir em supermáquinas para sua realização.

    O usuário “allinvain”, que participava de um fórum de Bitcoins, havia relatado que conseguiu minerar 25.000 Bitcoins. Cada moeda valia poucos centavos em 2010, mas no início de junho de 2011, atingiu o valor de US$ 20, o que aumentou sua “ciberfortuna” para algo em torno de US$ 500.000.

    Então, no dia 13 de junho, o usuário tomou ciência do crime. Assim que ele verificou o extrato de sua conta de Bitcoins, viu que uma parte tinha sumido sem explicação. allinvain acredita que alguém acessou seu computador e roubou as criptomoedas do disco rígido, tendo-as transferido para uma conta controlada pelos hackers.

    US$ 500.000 já é um belo dinheiro, mas se as moedas não tivessem sido roubadas, equivaleriam a aproximadamente US$ 132,90 milhões pela cotação de 1º de maio de 2019, quando a criptomoeda estava avaliada em R$ 20.838,42 (ou algo em torno de US$ 5.315).

    Infelizmente, a prática começou a crescer e resultou em outros ataques consideráveis aos Bitcoins, como os seguintes, com seus respectivos valores estimados em reais, pela cotação de 1º de maio de 2019:

    • Março de 2012:703 Bitcoins (R$ 973,755 milhões) foram roubados de usuários do servidor na web Linode. Ainda no mesmo mês, a Bitcoinica sofreu um segundo ataque cibernético de 18.000 Bitcoins (R$ 375,3 milhões).
    • Setembro de 2012: a Bitcoin exchange (plataforma digital que facilita a aquisição e venda das criptomoedas) Bitfloor sofreu um ataque que envolveu 24.000 Bitcoins (R$ 500,4 milhões).
    • Fevereiro de 2014: a Mt. Gox era a maior exchange da época, até sofrer um ciberataque e ter o prejuízo de 850.000 Bitcoins (R$ 17,72 bilhões).
    • Janeiro de 2015: a exchange Bitstamp afirmou perder 19.000 Bitcoins (R$ 396,15 milhões).
    • Agosto de 2016: a exchange Bitfinex anunciou que hackers roubaram US$ 77 milhões em Bitcoins, o que trouxe um grande prejuízo à empresa.

    Apenas nos ciberataques citados acima, foram interceptados mais de 1,089 milhão de Bitcoins, valor correspondente a R$ 22,727 bilhões de acordo com a cotação de 1º de maio de 2019, número que infelizmente ainda pode crescer muito.

    Ciberataques de mineração de criptomoedas crescem 237%

    De acordo com o estudo Round Up, feito pela Trend Micro, os ataques foram 237% maiores em 2018 do que em 2017. Além disso, as técnicas e práticas utilizadas estão se diversificando, o que torna mais difícil se proteger contra elas.

    Outros números chamam a atenção. De acordo com a CypherTrace, empresa especializada em cibersegurança, as perdas causadas pelo roubo de criptomoedas em exchanges e atividades similares atingiram US$ 1,2 bilhão apenas nos 4 primeiros meses de 2019, valor correspondente a 70% do prejuízo de todo o ano de 2018, que foi de US$ 1,7 bilhão.

    E se você acredita que o Bitcoin é o preferido dos hackers, está coberto de razão. De acordo com Jonathan Levin, co-fundador e diretor-chefe da Chainalysis, 95% de todos os ciberataques a criptomoedas envolvem Bitcoins.

    A iniciativa que levou à criação do Bitcoin, de ter uma moeda com sistemas de controle descentralizados, que não precisavam de sistemas bancários e das regulações presentes nas moedas físicas, é até interessante, mas isso também faz com que os ciberataques sejam ainda mais prejudiciais.

    Como é difícil responsabilizar alguém quando isso ocorre, o que muitas vezes não se aplica nem às exchanges que são hackeadas, os usuários estão passíveis a prejuízos sérios, que podem levar embora suas fortunas virtuais em um curto período de tempo.

    Se você investe em Bitcoins, é bom tomar o máximo de cuidado para não ser vítima de ataques virtuais. Assim como acontece em tudo que envolve segurança, da contratação de uma consultoria em telecom até a venda de um automóvel, é melhor prevenir do que remediar, ainda mais quando nem sempre é possível encontrar um remédio.

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    Mineração de Bitcoin: o que é e como funciona

    19 de março de 2019

    Domine o assunto de Bitcoins!

    Entenda tudo o que você precisa saber sobre o assunto!

    Antigamente, quando se falava sobre moedas, era comum pensar em reais, dólares, euros, libras, pesos e ienes, entre outras, todas físicas. Porém, com o massivo desenvolvimento da tecnologia que impacta o mundo inteiro, era difícil duvidar que isso chegaria ao mercado financeiro um dia.

    Foi isso o que aconteceu em 2009, quando um desenvolvedor criou a primeira criptomoeda descentralizada, o Bitcoin, que desde então já apareceu em manchetes de jornais, posts nas redes sociais e até mesmo nos grandes telejornais.

    Um dos termos mais citados quando se trata do assunto é a mineração, indispensável para o funcionamento dos Bitcoins, mas você sabe do que ele se trata? Aliás, você entende exatamente o que é Bitcoin?

    Se você não conseguiu responder, fique tranquilo, pois nós separamos um guia com cada informação que você precisa saber sobre essa moeda digital. Depois de ler o artigo, você já entenderá sobre o assunto e saberá como é possível garimpar Bitcoins!

    O que é Bitcoin?

    A primeira criptomoeda (ativo digital que atua como meio de troca) já desenvolvida. Ao invés de recorrer a uma autoridade central, o Bitcoin (BTC) faz uso de um forte esquema de criptografia para trazer segurança às transações financeiras, controlar a criação de unidades adicionais e verificar a transferência de ativos.

    Seu desenvolvimento é atribuído ao pseudônimo Satoshi Nakamoto, que retirou muitas das ideias do projeto da comunidade cypherpunk, grupo informal de pessoas interessadas em criptografia, para tornar o projeto da criptomoeda em realidade.

    O domínio “Bitcoin.org” foi registrado em 18 de agosto de 2008, e no dia 31 de outubro do mesmo ano, o link para um documento chamado “Bitcoin: A Peer-to-Peer Electronic Cash System” (Bitcoin: um sistema de dinheiro eletrônico peer-to-peer) foi compartilhado com uma lista de discussão sobre criptografia.

    Então, em 3 de janeiro de 2009, a rede da criptomoeda passou a existir oficialmente através da mineração do “bloco de gênese de Bitcoin”, bloco de número 0, que gerou 50 Bitcoins como recompensa.

    O primeiro cliente de Bitcoin de código aberto foi lançado em 9 de janeiro de 2009, e três dias depois ocorreu sua primeira transação, com o programador Hal Finney, que recebeu 10 Bitcoins de Nakamoto.

    É importante ressaltar que o Bitcoin é uma moeda “limitada”, cujo montante não ultrapassará os 21 milhões. Por isso, conforme ela se tornar mais escassa, a tendência é de que também tenha seu valor aumentado.

    O que é a mineração de Bitcoins?

    É o processo de adicionar registros de transações de Bitcoins ao seu livro de registros disponibilizado publicamente, o qual também leva o nome de blockchain, já que representa uma “corrente de blocos”.

    Essa confirmação se dá através do funcionamento de programas especiais que solucionam problemas matemáticos e recebem um certo número de Bitcoins em troca, como pagamento. Esse é um método inteligente de “emissão” da moeda virtual, além de incentivar outras pessoas a procederem com a mineração.

    Isso se faz necessário devido à ausência de um governo central para regular a moeda, como ocorre com o dinheiro físico tradicional, onde há um órgão que decide quando o dinheiro deve ser impresso e para quem será distribuído.

    A mineração de Bitcoins ajuda a manter a rede segura graças à aprovação das transações, que é feita através da solução dos cálculos matemáticos que vimos anteriormente. Com isso, a moeda se mantém estável e protegida.

    O blockchain, onde as transações são registradas cronológica e linearmente, além de assinadas digitalmente, permite que as movimentações da criptomoeda sejam legítimas e, assim, impede tentativas de gastar uma certa quantia de Bitcoins que já foi gasta anteriormente, de modo que seja possível combater fraudes.

    Portanto, há dois objetivos para a mineração de bitcoins, que são os seguintes:

    1. Confirmar transações através de uma maneira confiável, desde que haja poder computacional (esforço) suficiente a ser dedicado ao bloco;
    2. Criar novos Bitcoins em cada bloco.

    Resumidamente, a mineração consiste de cinco passos:

    1. Verificação da validade das transações;
    2. Agrupamento de transações em um bloco;
    3. Seleção da parte superior do bloco mais recente, seguida de sua inserção em um novo bloco, o qual deve ser compatível com a sua “digital” (chamada de hash);
    4. Solução do problema matemático;
    5. Quando a solução é encontrada, o novo bloco é adicionado ao blockchain local e, então, propagado à rede.

    Quem pode minerar Bitcoins?

    Quem possui um computador com alta capacidade de processamento, o que é indispensável para o funcionamento da rede.

    Hoje em dia, já não é mais possível utilizar computadores convencionais para a realização desses cálculos matemáticos, já que eles não possuem poder de processamento suficiente para trazer a agilidade necessária.

    O objetivo desses cálculos é encontrar uma sequência que torne um bloco de transações de Bitcoins compatível com o bloco anterior. Para que isso seja possível, é necessário fazer milhares de cálculos por segundo, até que se consiga encontrar aquela combinação perfeita.

    Quando isso acontece, o minerador é recompensado com bitcoins, o que foi estabelecido para que mais pessoas se interessem por emprestar (ou melhor, vender) o poder de processamento de seus computadores para que a blockchain não pare de funcionar.

    A competição por essa recompensa de bitcoins é percorrida por milhares de mineradores. Ainda que um novo bloco de transações seja formado a cada 10 minutos, a competitividade é muito grande.

    O poder computacional necessário para os cálculos é tão grande que é possível encontrar empresas que vendem contratos de mineração, os quais são adquiridos por um determinado valor e, posteriormente, revertem rendimentos a quem o adquiriu.

    É possível encontrar computadores desenvolvidos especialmente para a mineração de Bitcoins, com valores que podem chegar a até US$ 3.000, mas é preciso também levar em conta os custos com energia elétrica, a qual é necessária para manter o equipamento em funcionamento.

    Também há opções de mineradores de bitcoins que funcionam via USB, os quais são mais baratos e partem de até US$ 19,99, mas seu poder de processamento é inferior, o que significa que as chances de conseguir encontrar a combinação ideal também são menores.

    Domine o assunto de Bitcoins!

    O funcionamento é complexo, é verdade, mas não há dúvidas de que o Bitcoin é uma realidade – bem valiosa, por sinal. Em 1º de março de 2019, 1 Bitcoin valia R$ 14.367,91.

    Curiosamente, no início das transações, quando o valor era negociado pelas partes envolvidas, duas pizzas entregues pela franquia Papa John’s, nos Estados Unidos foram adquiridas por 10.000 BTC, o que equivaleria a R$ 143,679 milhões de reais na cotação de 01/03/2019, embora, na época, não se conhecesse o verdadeiro potencial da criptomoeda.

    Assim como existe a consultoria em telecom para quem precisa de ajuda sobre o assunto, hoje também existem empresas que prestam consultoria em Bitcoins. Agora      que você já percebeu seu valor e complexidade, não é de se espantar a existência de tais empresas, já que o número de pessoas que deseja aprender sobre mineração e todos os demais aspectos da criptomoeda só tem a crescer.

    Convidados

    Especialistas finalmente quebraram o laptop do CEO da criptografia que morreu com acesso exclusivo a US $ 137 milhões. Mas o dinheiro já foi embora.

    6 de março de 2019

    [BITFRAUDE BREAKINGNEWS] Tribunal no Canadá ordena criador da Plexcoin a transferir 420 Bitcoins para Justiça canadense

    E aí, mais um golpe no mundo das fraudes coins? US$ 190 mi em criptomoedas sumiram após morte de dono de casa de câmbio.
    Quando o CEO de uma casa de câmbio no Canadá morreu, a empresa ficou devendo milhões aos seus clientes!

    Mission Impossible (DC)
    Business Insider: Experts finally cracked the laptop of the crypto CEO who died with sole access to $137 million. But the money was already gone.

    Milhões de dólares estavam faltando quando o CEO de uma bolsa de criptomoedas morreu sem compartilhar as senhas com suas contas. Investigadores recentemente quebraram seu laptop – apenas para descobrir que o dinheiro havia acabado.
    Gerald Cotten, o fundador da QuadrigaCX, foi pensado para ter acesso exclusivo aos fundos e moedas trocados nele. Após sua morte em dezembro, seus colegas disseram que cerca de US $ 137 milhões em criptomoedas pertencentes a cerca de 115.000 clientes foram mantidos offline em “armazenamento a frio” e inacessíveis.

    O caso provocou inúmeras teorias, incluindo que Cotten forjou sua própria morte e fugiu com o dinheiro. Um auditor apontado pelo tribunal, a Ernst & Young, conseguiu quebrar o laptop de Cotten e descobriu que as contas foram esvaziadas em abril, oito meses antes de sua morte, informou em um relatório na semana passada.
    “Em abril de 2018, o bitcoin remanescente nas Carteiras Identificadas de Bitcoin Frio foi transferido, trazendo os saldos para zero”, disse o relatório.

    Os investigadores disseram que encontraram outras questões também, como a de que a Quadriga manteve “livros e registros limitados” e nunca relatou seus dados financeiros.
    A Ernst & Young também informou que encontrou 14 contas de usuários ligadas a Cotten que negociaram na bolsa da Quadriga e retiraram criptomoedas para endereços não vinculados à Quadriga.
    Sobrecarregado com US $ 190 milhões em dívidas e incapaz de encontrar ou acessar o dinheiro, a Quadriga pediu proteção ao credor no final de janeiro. Um tribunal da Nova Escócia lançou nesta semana uma tábua de salvação para a companhia, concedendo uma prorrogação de 45 dias que impede que os credores entrem com ações judiciais até meados de abril.

    Kraken (bolsa norte-americana de criptomoedas que opera no Canadá, na UE, no Japão e nos EUA) está oferecendo $ 100.000 para informações sobre onde o dinheiro da Quadriga foi.

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    Até o próximo post.

    Geral

    [BIT FRAUDE BREAKINGNEWS] Ministério Público compara InDeal e Unick Forex com esquema de pirâmide da Telexfree

    20 de fevereiro de 2019

    Como evitar cair no golpe da moeda virtual

    O MPF – Ministério Público Federal – está investigando um possível esquema de pirâmides instalado em Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul. Dentre as empresas envolvidas estão a Unick Forex e a InDeal.

    cvm-suspeita-unick-piramide-financeira

    Acusada de pirâmide, Unick Forex desafia CVM e continua com ofertas em criptomoedas

    O procurador da República Celso Tres, numa entrevista cedida na segunda-feira (18) ao programa Gaúcha, da Rádio Gaúcha, disse que a criptomoeda não ter regulação não justifica essas empresas multiplicarem esses rendimentos da noite para o dia.

    “Tivemos mês no ano passado que passou mais de R$100 milhões apenas de crédito de uma dessas empresas. (…) oferecem lá 15% de rendimento ao mês mais 5% de cada novo investidor que a pessoa levar para o sistema”.

    O Procurador afirma que a investigação começou a partir de dados levantados pela Receita Federal, Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e alguns outros órgãos, que forma levados espontaneamente pelas pessoas.

    Apesar de serem alguns elementos iniciais, como afirma o próprio Procurador Federal, ele disse que tudo indica se tratar de “um caso clássico de pirâmide financeira”, como foi a Telexfree — que em 2013 foi desmantelada.

    “(…) é a famosa pirâmide na qual há um motivo qualquer para alguém oferecer um grande rendimento de dinheiro, igual já tivemos um caso internacional, inclusive, que tinha americano envolvido. Foi a Telexfree no Brasil, que era ligações telefônicas a partir de anúncios, que as pessoas pagavam e ofereciam 200% de rendimento ao ano. Então aqui no caso é a criptomoeda”.

    Leia mais clicando no link aqui.

    E você, o que pensa a respeito?
    Deixe a sua opinião.

    Até o próximo post.

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    6 importantes dicas para não cair nas pirâmides financeiras

    27 de dezembro de 2018

    Estude: Sinais que você está diante de um golpe de pirâmide com Bitcoin

    Sinais que você está diante de um golpe de pirâmide com Bitcoin
    Se faz necessário saber como identificar ação de estelionatários que praticam Esquema de Pirâmide financeira, o qual paga investidores antigos com dinheiro dos novos e é ilegal, além de gerar graves prejuízos aos que ficam.

    Nestes tipos de esquemas existe geralmente uma ausência de produtos ou serviços a serem comercializados. O foco principal é o recrutamento de novos investidores.

    As pirâmides financeiras são modelos de negócio que funcionam recrutando membros e que ao invés de fornecer produtos/serviços reais, promete lucros aos que inscreverem novos membros no negócio. A pirâmide paga os investidores antigos com dinheiro dos novos investidores. Esse esquema é insustentável no longo prazo, infringe as leis e gera graves prejuízos aos que permanecem no negócio.

    O primeiro esquema conhecido de pirâmide financeira foi estruturado nos EUA pelo Ítalo Americano Carlo Ponzi em 1919. Ponzi fazia arbitragem (uma prática legal) usando selos postais de resposta internacionais que poderiam ser revendidos com ágio. Ponzi prometia devolver 50% do investimento em 45 dias ou 100% em 90 dias.

    No lugar de aplicar o dinheiro, ele redistribuía o valor pago pelos novos participantes. O sucesso do esquema atraiu milhares de investidores. O golpe continuou até 1920 quando Ponzi foi preso e deportado para a Itália. Ele faleceu pobre no ano de 1949 na cidade do Rio de Janeiro.

    Diercio Ferreira, Economista e Educador Financeiro, denota que este modelo é completamente insustentável e exemplifica que se o negócio girar sucessivamente com dez pessoas indicando dez novos membros todo mês, exponencialmente em 11 meses a pirâmide atingiria 10 (dez) bilhões de pessoas (mais que a população mundial). A pirâmide naturalmente vai quebrar e muitos investidores perderão dinheiro.

    Os golpistas podem lucrar sem gastar nada, bastando incluir membros fictícios (falsos associados) na parte superior da pirâmide, garantindo que estes zumbis lucrem antes dos reais participantes que sofrerão prejuízos quando a pirâmide fatalmente colapsar.

    A principal característica de uma pirâmide financeira é que os lucros dependem do recrutamento de participantes adicionais, além da ausência de um produto ou serviço a ser comercializado ou existindo um produto/serviço este é vendido a preços superfaturados para outros membros afiliados. No entanto, a comercialização do produto/serviço não é relevante porque o foco da estratégia está no recrutamento de novos investidores.

    Este tipo de fraude promete altos retornos sem riscos num lapso temporal muito curto. Promete fluxos regulares de rendimentos, independentemente das reais condições da economia do País.

    Os donos de um esquema pirâmide em geral abusam da exibição do luxo e da riqueza como forma de atrair adeptos, apresentam-se dentro aviões, mansões, iates e carros de luxo como símbolo de seu sucesso
    Outra característica é que os supostos investimentos e seus participantes em geral não estão registrados em órgãos de controle como a Comissão de Valores Mobiliários ou a Associação Brasileira de Franquias. As pirâmides financeiras não possuem qualquer vínculo com as normas legais, trabalhistas ou tributárias.

    Confira:

    1. Cheque os produtos
    2. Examine se algum produto ou serviço real está sendo comercializado. Verifique se estão sendo úteis apenas como caminho para que outras pessoas que serão recrutadas entrem na pirâmide e se qualifiquem como membros. Esta é uma das marcas de uma pirâmide financeira que se disfarça como marketing Multinível.

    3. Seja cético
    4. Fique atento quanto a promessas de altos retornos ou rendimentos imediatos em um curto período de tempo sem riscos ou com riscos quase nulos, isso pode envolver algum tipo de fraude. Seja extremamente cauteloso se a rentabilidade estiver sendo gerada por algo que você nunca ouviu falar.

    5. Foco em Recrutamento
    6. O esquema de Ponzi é uma forma de investimento hierarquizado. Começa com pessoas que recrutam outras para investir em vários esquemas diferentes. Estes, por sua vez, recrutam outros investidores. Aos novos investidores é prometida uma elevada rentabilidade de seus investimentos.

    7. Histórico do investimento
    8. Verifique como o investimento foi realizado no passado. Se eles não lhe derem informações, ou as informações que você recebe não puderem ser verificadas, isso lhe diz que o investimento não é bom.

    9. Suspeite de ofertas não solicitadas
    10. Caso alguém entre em contato com você de forma inesperada, convidando-o para um seminário de investimentos patrocinado por pessoa/empresa desconhecida no mercado financeiro e de capitais, acenda um alerta vermelho.

    11. Ter cautela
    12. Pessoas querem criar um senso de urgência para levar outras pessoas a investir. Quando você for confrontado com esse tipo de técnica de vendas, dê um passo para trás e pergunte a si mesmo: “com que frequência uma oportunidade é única na vida?”. A resposta é quase sempre nunca.

    E você, o que pensa a respeito deste tema? Deixa a sua opinião.

    Até mais.

    Convidados

    6 pontos para entender como funciona a cotação do dólar

    26 de outubro de 2018

    Pontos para entender como funciona a cotação do dólar
    Entender as causas da oscilação da moeda é mais fácil do que você imagina

    Quem acompanha, ainda que pouco, as notícias do Brasil e do mundo, sabe que o dólar ora está com o preço lá em cima, ora com o preço lá embaixo.

    Mas, o que provoca essas oscilações da moeda? É sobre isso que trata este artigo. Se você quer entender um pouco mais sobre o assunto, continue lendo.

    1. Como funciona o mercado de câmbio

    Antes de mais nada é preciso entender o que a taxa de câmbio significa. Existe uma definição que diz “Câmbio é a referência em valor da moeda nacional com relação à moeda estrangeira”.

    Ou seja, quando a moeda estrangeira utilizada como referência, no caso o dólar, sobe, significa que a moeda nacional, o real, perdeu valor em relação ao dólar. E na situação inversa é a mesma coisa, quando a taxa do dólar cai, significa que o real ganhou valor em relação ao dólar.

    A taxa de câmbio é alterada diariamente de acordo com várias questões, incluindo a situação econômica de cada país. Exemplo disso é o período eleitoral. Aqui no Brasil é de praxe que durante as eleições o real ganhe e perca valor do dia para noite como resposta às pesquisas eleitorais.

    2. Dólar comercial

    Quando falamos em dólar é preciso primeiro explicar qual das duas cotações está sendo mencionada. São elas: dólar comercial e dólar turismo, classificadas de acordo com a natureza da operação em que estão envolvidas.

    O dólar comercial representa a cotação utilizada exclusivamente em operações na Bolsa de Valores e transações feitas no exterior entre empresas e pelo governo. Aqui a taxa tende a ser mais barata devido ao alto da valor das operações nas quais está envolvido.

    3. Dólar turismo

    É a cotação que rege as transações feitas em viagens no exterior, e também no pagamento da fatura do cartão de crédito utilizado para as comprinhas fora do país.

    Geralmente você pode escolher entre pagar com a cotação do dia da compra ou de acordo com a taxa de câmbio vigente na data de fechamento da fatura, basta verificar a possibilidade na operadora do seu cartão.

    Não pense que ao ver na TV que a cotação do dólar caiu e que por isso você vai economizar enquanto estiver tirando férias em Orlando. A cotação anunciada nos veículos de comunicação diz respeito ao dólar comercial, na maioria das vezes.

    Fique de olho antes de tirar conclusões precipitadas!

    4. O que provoca a queda do dólar?

    Em linhas gerais, quanto maior a disponibilidade do dólar no Brasil, ou seja, quanto maior a sua oferta por aqui, menor será a sua cotação. Para ilustrar isso, pense em uma loja de roupas.

    No inverno, a busca por biquínis e roupas de verão cai, certo? O estoque da loja fica com muita peça em estoque devido a baixa demanda. Ou seja, há muita disponibilidade e pouca procura, o que leva a queda no preço desses produtos.

    Com o dólar funciona basicamente da mesma forma. Quanto mais o Brasil exporta seus produtos para países estrangeiros, maior a entrada de dólares em território nacional, o que provoca a queda na demanda e na cotação da moeda em relação ao real.

    5. O que provoca o aumento do dólar?

    Em contrapartida, quando a circulação do dólar diminui no país, maior a demanda pela moeda. Quanto maior a demanda, maior será a sua taxa cambial em relação à moeda brasileira que, nesse caso, perde o seu valor.

    Ainda usando o exemplo da loja de roupas, a busca por casacos e blusas de frio aumenta no inverno, certo? Portanto, o estoque da loja tende a sofrer redução, diminuindo a disponibilidade. Ou seja, a oferta de casacos e blusas de frio na loja também cai, o que leva ao aumento de preço.

    Quanto maior o número de importações feitas pelo Brasil, maior também a demanda de dólares para pagar essas transações. Isso é chamado de déficit comercial e é uma das causas de aumento do dólar em relação ao real.

    6. Risco país

    Como o próprio termo sugere, o Risco País é um índice que classifica a estabilidade econômica das nações. Quanto mais instável um país está, maior o risco que esse Estado oferece a aqueles que investem dinheiro por lá. Isso, é claro, afasta investidores.

    O contrário funciona da mesma forma, quanto maior a estabilidade e solidez oferecida por determinado país, mais ele atrai investidores.

    Essas duas situações também são causa de aumento e diminuição do dólar. Pois, como dito, a oscilação da moeda acontece de acordo com a relação oferta e demanda. Portanto, quanto mais investidores apostando no país, maior a disponibilidade da moeda em território nacional.

    Do contrário, quanto maior o risco oferecido pelo país, menos dólar circulando no país e, com isso, mais alta a taxa de câmbio da moeda em relação ao real.

    A dica para você que tem interesse no assunto é: não deixe de comprar dólar durante a baixa, ainda que de forma fracionada. Gente que fica sempre a espera da cotação perfeita acaba perdendo boas oportunidades de fazer o dinheiro render.