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    7 verdades e mitos sobre os Fundos de Investimento Imobiliário

    18 de julho de 2019

    Vale a pena investir em Fundos de Investimento Imobiliário (FII)?

    FII pode ser uma Opção interessante de diversificação, produtos são acessíveis e geram rendimentos isentos a pessoas físicas. Confira para quais investidores são indicados

    O FII é um produto financeiro que voltar a ficar cada vez mais em evidência. Os fundos imobiliários são interessantes para quem pretende ganhar dinheiro com a renda de aluguéis e a compra e vende de imóveis, porém, em vez de se arriscar a gerir os ativos sozinho, prefere comprar cotas de um fundo de investimento e delegar o trabalho para terceiros.

    Estes fundos estão em alta em tempos de Selic em seu menor patamar histórico — 6,50% ao ano —, sinal de que os investidores estão buscando alternativas aos juros mais baixos da renda fixa e também reflexo de uma expectativa de melhora do setor imobiliário.

    Conforme a CVM – Comissão de Valores Mobiliários, órgão regulador do mercado de capitais brasileiro, o patrimônio dos fundos imobiliários (listados ou não na B3) ultrapassou os R$ 102 bilhões em maio, dado mais recente, o que representa um aumento de 27% sobre o mesmo período do ano passado.

    “Os fundos imobiliários têm atraído cada vez mais investidores porque, além de serem acessíveis, geram rendimentos isentos. É uma boa opção para quem gosta do setor imobiliário e não tem recursos para comprar um imóvel físico por conta própria. Eles também são uma opção interessante de diversificação para os pequenos investidores”, explica Ricardo Humberto Rocha, professor de finanças do Insper.

    Aplicar em fundos imobiliários, porém, exige conhecimento. Embora sejam menos voláteis do que as ações, eles também têm cotas negociadas em bolsa. Veja a seguir sete mitos e verdades sobre os fundos imobiliários que vão tirar todas as suas dúvidas sobre o investimento.

    VERDADE: Fundos imobiliários são renda variável

    Sim, os fundos imobiliários são negociados em bolsa e seus preços variam conforme a oferta e a demanda. Assim como outros fundos de investimento, os FIIs são espécies de condomínios de investidores. Um gestor especializado reúne os recursos aplicados por todos os participantes do fundo e se encarrega de aplicá-los e fazê-los render.

    A diferença é que os fundos imobiliários aplicam em bens como galpões, shopping centers, edifícios comerciais e até hospitais. Eles também podem investir em títulos financeiros e ativos relacionados ao mercado de imóveis, como as Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) e os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs).

    Quando você aplica em um fundo imobiliário, você está comprando cotas que representam sua participação no todo (nos bens ou nos títulos do FII). Mas como ou onde você adquire essas cotas?

    Os FII funcionam como se fossem um condomínio fechado — quando o fundo é lançado, a administradora vende as cotas em uma oferta inicial. Se a demanda for alta, ela pode fazer uma segunda oferta — chamada de “follow on”.

    Se você não comprou as cotas nas ofertas da administradora, para se tornar participante do fundo depois disso, precisa comprar as cotas de outro investidor que queira vendê-las no chamado mercado secundário — a bolsa de valores (B3). É uma operação bastante semelhante à compra e venda de ações e precisa da intermediação de uma corretora de valores.

    MITO: Os fundos imobiliários são muito caros

    Os fundos imobiliários são acessíveis. O valor mínimo vai variar de fundo a fundo, mas você consegue investir a partir de R$ 100, por exemplo. Por outro lado, os fundos imobiliários têm custos que não podem ser ignorados. Você tem que estar ciente disso antes de fazer a sua aplicação.

    Assim como em outros fundos de investimento, há a incidência de taxa de administração — um percentual anual cobrado sobre o patrimônio administrado. Também pode haver cobrança de taxa de performance — um percentual sobre o lucro obtido caso ele seja superior ao indicador de referência, que costuma ser o Ifix, o índice de fundos de investimento imobiliários da B3, que consolida os ativos mais negociados.

    A taxa de performance não é necessariamente ruim. Ela estimula o gestor e sua equipe a atingirem um bom resultado, ou seja, a conseguirem um bom lucro para o fundo. Assim, eles serão remunerados por isso. Logo, se você está pagando taxa de performance, significa que o fundo ganhou mais dinheiro do que o objetivo e que você provavelmente recebeu rendimentos mensais ou semestrais interessantes.

    Não se esqueça também das despesas com a corretora de valores, como as taxas de custódia e de corretagem, um valor fixo cobrado a cada ordem de compra ou venda. Esses custos vão variar de instituição a instituição, então, pesquise.

    VERDADE: Posso ter rendimento mensal ao comprar cotas

    A CVM determina que 95% dos lucros auferidos pelos fundos imobiliários sejam distribuídos aos investidores semestralmente. Na prática, muitos desses fundos pagam esses valores todos os meses. A informação sobre os rendimentos mensais ou semestrais deve ser lida nas regras do FII antes de você comprar as cotas. É importante você saber que o valor dos rendimentos pode variar — no período que o fundo tiver mais lucro, vai pagar mais, e vice-versa.

    “O investidor que tem foco no longo prazo pode pegar os yields [rendimentos] dos fundos imobiliários e reinvestir, comprando mais cotas. Lá na frente, ele vai ter uma participação maior no FII e, consequentemente, vai receber yields maiores para reforçar sua aposentadoria”, sugere Rocha, do Insper.

    Também é possível lucrar com a variação das cotas. Imagine que uma nova estação de metrô foi inaugurada ao lado de um shopping center que está na carteira do seu FII. A mudança provavelmente deve ampliar a circulação de pessoas no local e, consequentemente, a procura por lojas. E, diante da valorização do empreendimento, a tendência é que o valor das cotas também suba — quem investiu anteriormente poderá, então, vender sua participação no fundo por um preço maior do que comprou e embolsar o lucro.

    MITO: Os dividendos são taxados

    Os fundos imobiliários não pagam Imposto de Renda ao vender os imóveis de suas carteiras e o ganho é distribuído aos cotistas (dividendos) também isento para pessoas físicas, desde que sejam respeitadas três condições: o cotista beneficiado tenha menos do que 10% das cotas do fundo; o fundo tenha no mínimo 50 cotistas; e as cotas sejam negociadas exclusivamente em bolsa de valores ou mercado de balcão organizado.

    O benefício é importante porque, como não há cobrança de imposto no pagamento de rendimentos, você recebe mais e, consequentemente, tem mais dinheiro para reinvestir no fundo. Do lado do gestor, a isenção de imposto na venda dos imóveis do fundo amplia o lucro do produto e ajuda na estratégia.

    Mas atenção: se você decidir vender suas cotas, estará sujeito à cobrança de 20% de Imposto de Renda sobre o ganho de capital — numa operação de venda de ações (com exceção de day trade), por exemplo, a alíquota corresponde a 15%.

    A estrutura de remuneração e a isenção de imposto para as pessoas físicas são uma combinação interessante dos fundos imobiliários, segundo analistas. Nem todos os fundos têm a mesma capacidade de entregar resultado, mas a classe como um todo tem bom potencial de ganho em 2019, afirma Daniel Linger, estrategista da RB Investimentos, da gestora RB Capital.

    Ele destaca três fatores-chave para o otimismo com os FIIs neste ano: o cenário econômico favorável à valorização de ativos imobiliários; o maior conhecimento do produto pelos investidores; e a maior quantidade de fundos disponíveis no mercado. Existem cerca de 180 FIIs no mercado brasileiro atualmente. Desse total, 92 fazem parte do índice IFIX.

    VERDADE: É preciso diversificar a carteira

    Como qualquer investimento, ao aplicar em fundos imobiliários, você também deve diversificar. É possível fazer isso de duas formas: a primeira é montando uma cesta com diferentes tipos de FIIs — alguns podem investir em galpões comerciais, outros em shoppings e outros apenas em LCI e CRI, por exemplo. A segunda é adquirindo um fundo imobiliário que compra cotas de outros FIIs.

    “Independentemente da estratégia adotada, é importante que o investidor esteja ciente dos ativos que compõem a carteira de seus fundos imobiliários. São eles que vão gerar o lucro do fundo e, consequentemente, sua remuneração lá na frente”, diz Gustavo Bueno, diretor da área de análise de FIIs da XP Investimentos.

    “Tudo faz a diferença. Em fundos que investem em imóveis comerciais alugados, por exemplo, você precisa saber se os contratos de aluguel são típicos (de cinco anos, com renovação a cada três anos) ou atípicos, que podem durar muito mais tempo, como 15 anos”, explica Bueno.

    No caso de agências bancárias, por uma tendência de inovação no sistema bancário, o diretor da XP ressalta que o número de agências físicas tende a diminuir, fazendo com que alguns contratos de locação não sejam renovados. Desta forma, em meio à identificação de novos tipos de locatários para os imóveis, pode haver vacância. “Se não tiver locatário, não tem aluguel. Isso afeta a remuneração do fundo.”

    MITO: A experiência do gestor não faz diferença

    A consistência dos pagamentos dos aluguéis e a potencial valorização das cotas de um FII dependem de quem é o locatário(s), do risco de vacância, da localização, da qualidade do imóvel, entre outros critérios. Assim, o retorno está diretamente ligado à qualidade dos ativos e do gestor. Os fundos imobiliários que têm um bom gestor tendem a ter melhor desempenho.

    “Você deve pesquisar o histórico do gestor e ler as lâminas e prospectos do fundo para saber tudo o que ele pode fazer. Os cotistas têm poder. Eles podem participar de assembleias de imóveis, por exemplo, e o gestor precisa da autorização deles para fazer algumas operações”, diz Rocha, do Insper.

    O professor sugere que o pequeno investidor não concentre grande parte de seus investimentos em fundos imobiliários, mesmo que ele tenha um perfil arrojado. “Você não deveria ter mais do que 30% da sua carteira em um único ativo, qualquer que seja ele. Separe um percentual para ativos de risco, se você for moderado ou arrojado, mas ele deve ser a menor fatia das suas aplicações.”

    VERDADE: Investir em FII tem riscos comuns aos de ações

    Qualquer aplicação envolve riscos, especialmente em um produto de renda variável — negociado em bolsa. No caso dos fundos imobiliários, existem três riscos principais. O primeiro deles envolve duas possibilidades: a vacância, quando os imóveis do fundo ficam desocupados, e a inadimplência, quando os inquilinos não cumprem seus compromissos e ficam sem pagar os aluguéis. Em ambos os casos, o lucro do fundo diminui e a quantia que você recebe de dividendos também.

    O segundo risco principal dos FIIs é o de desvalorização das cotas. Os bens do fundo podem sofrer uma queda de valor, seja por fatores macroeconômicos, como um desaquecimento no mercado imobiliário e uma diminuição no preço dos imóveis no geral, seja por fatores específicos, como degradação da região ou más condições de conservação da propriedade.

    O terceiro risco é o de liquidez. É mais fácil comprar ou vender cotas de um fundo imobiliário do que uma casa ou um apartamento. Mesmo assim, o volume de operações ainda não é tão expressivo quanto os negócios com ações. Você pode ter que vender suas cotas por um preço mais baixo para conseguir reaver seu dinheiro, dependendo do fundo escolhido. Por isso, prefira aqueles do Ifix, especialmente se seu objetivo não for o longo prazo.

    “Os FIIs são aconselhados para investimento de médio e longo prazo em função da volatilidade na cotação das cotas. Porém, a relação entre retorno e volatilidade de longo prazo joga a favor do investidor”, diz Linger, da RB Investimentos. “As cotas dos FIIs são negociadas na B3, ou seja, podem ser vendidas a qualquer hora. A liquidez, no entanto, varia de fundo a fundo. O volume negociado vem aumentando semana a semana.”

    O estrategista alerta para o fato de que fundos que aplicam em títulos do setor imobiliário — LCI e CRI — podem ter retornos menores do que os que têm imóveis próprios por causa do baixo patamar da Selic. No entanto, eles são interessantes para diversificar a sua carteira.

    E você, o que pensa a respeito?
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    Até o próximo post.

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    Onde investir sua reserva de emergência?

    26 de junho de 2019

    Poupança da Caixa, Tesouro Selic, fundo DI ou CDB? Conheça as diferenças entre os três produtos recomendados para o seu colchão de liquidez

    Quanto rende a Poupança da Caixa?

    As emergências sempre acontecem, então você provavelmente não espera chegar em casa e ver que a geladeira estragou, perder o emprego da noite para o dia ou sofrer um acidente de carro e ter que arcar com os custos, ainda que a culpa não tenha sido sua.

    Imprevistos não têm hora certa para aparecer. E é por isso que, tão importante quanto pensar no médio e no longo prazo e alcançar a desejada independência financeira, é preciso ter um olhar permanente sobre o presente para estar sempre prevenido para o pior, para os riscos a serem enfrentados ao longo do caminho. Tal seguro responde pelo nome de reserva de emergência.

    Monte sua reserva de emergência assim que possível!

    “Reserva de emergência é aquele valor que deve ficar à sua disposição. É um fundo ou um ativo que deve ter alta liquidez, ou seja, que você consiga transformar rapidamente em dinheiro”, resume Jorge Luis Prado, assessor de investimentos no escritório Sal Investimentos.

    A proposta de garantir que uma parcela do portfólio esteja constantemente em aplicações mais líquidas, isto é, com possibilidade de resgate no curtíssimo prazo (preferencialmente no próprio dia ou no seguinte ao pedido), gera segurança para o investidor e previne erros. Em caso de emergência, não é preciso comprometer produtos mais voltados para o longo prazo que, muitas vezes, podem penalizar o investidor se o resgate acontecer antes do tempo, seja por conta de uma tributação elevada ou até de prejuízo.

    Ter sempre uma poupança também pode evitar um endividamento desnecessário, no qual se recorre às elevadas taxas de juros de bancos para saldar dívidas emergenciais. É um dinheiro caro e que a pessoa não poderá deixar rendendo, segundo Lucas Paulino, especialista em investimentos na plataforma Mais Retorno.

    Qual deve ser o tamanho da reserva de emergência?

    Não há uma quantia exata a ser reservada para imprevistos, já que o valor pode variar conforme a renda e o custo de vida da pessoa, dentre outros fatores, porém uma estimativa que pode ajudar a se programar financeiramente.

    Para alcançar uma cifra próxima do ideal para sua reserva, basta multiplicar as suas despesas médias mensais por seis. Esse valor deve incluir gastos com cartões de crédito, supermercado, luz, celular, mensalidades com serviços de streaming e academia, por exemplo. Os mais conservadores podem aumentar o piso de reserva para 12 meses ou quantos mais julgarem necessários. O importante é se sentir minimamente seguro para bancar imprevistos.

    A economia, todavia, não será consolidada de uma hora para a outra. Por isso, a orientação que agentes autônomos dão aos seus clientes é guardar entre 5% e 10% da renda todo mês. “O investidor não deve se frustrar por ser um pequeno valor; no Tesouro Direto, por exemplo, ele consegue investir R$ 30”, afirma Prado, da Sal Investimentos. E completa: “O efeito dos juros compostos vem com o tempo”.

    Onde não investir?

    Poupar dinheiro e investir em bons produtos ainda hoje é um dos grandes desafios da educação financeira no país. O brasileiro poupa pouco. Ele poupa o que sobra, e quando sobra. Quando consegue economizar, deixa o dinheiro em produtos com baixa rentabilidade.

    O contexto atual da economia também não está ajudando. De acordo com dados da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), apenas dois em cada 10 brasileiros conseguiram poupar em abril.

    Dentre os que conseguiram investir no período, 65% optaram pela caderneta de poupança, que rendeu apenas 1,87% neste ano até maio. Pior ainda, 25% dos poupadores deixaram o saldo reservado em casa, sem rendimentos, e 20% ficaram com o dinheiro parado em conta corrente.

    Apesar de ter o dinheiro a mão em caso de emergências, o investidor que recorre à poupança, ao colchão ou à conta corrente está tendo prejuízo sem nem perceber, por conta da inflação. Neste ano até maio, o Índice Nacional de Preços do Consumidor Amplo (IPCA) acumula alta de 2,22%, superior, portanto, que o retorno da caderneta.

    Onde investir sua reserva?

    De olho em investimentos que combinem acessibilidade, liquidez, segurança e rentabilidade adequada para a finalidade, é possível recorrer a três tipos de produtos em caso de reserva de emergência: Tesouro Selic, CDBs e fundos DI. Confira a seguir as principais diferenças entre eles.

    Tesouro Selic

    O Tesouro Selic é o título público mais conservador do Tesouro Direto, com retorno pós-fixado indexado à taxa Selic, atualmente em 6,5% ao ano. A rentabilidade anda lado a lado com o CDI, o referencial das aplicações mais conservadoras. “O papel tem a garantia do Tesouro Nacional e o dinheiro fica disponível em D+1”, destaca Paulino, da Mais Retorno, em referência ao prazo de liquidação do investimento.

    Uma das grandes vantagens, diz, está nas condições de preço e rentabilidade, que são as mesmas em qualquer instituição financeira. E o valor do investimento é bastante acessível. Nesta terça-feira (25), por exemplo, o valor mínimo para aplicar no Tesouro Selic era de R$ 101,67, em meio à possibilidade de se comprar uma fração do valor cheio do título, de R$ 10.167.

    O único custo obrigatório que recai sobre o Tesouro Direto é a taxa de custódia, paga à B3 e cobrada semestralmente, com valor anual de 0,25% ao ano. A taxa de administração é opcional e já foi eliminada há tempos pelas principais corretoras de valores e até por grandes bancos. Mesmo assim, das 57 instituições financeiras habilitadas pelo programa, metade cobra a tarifa. Por isso, vale prestar atenção à plataforma selecionada.

    Em termos tributários, há cobrança de Imposto de Renda com alíquotas que seguem uma tabela regressiva, que varia de 22,5% para resgates feitos em até 180 dias depois da aplicação, à taxa mínima de 15%, para liquidações realizadas a partir de 720 dias.

    CDB

    Outra boa opção para a reserva de emergência está nos Certificados de Depósitos Bancários, desde que sejam respeitadas pelo menos duas condições. A primeira delas está na liquidez. A maior parte dos CDBs não oferece a possibilidade de resgate antecipado (antes do vencimento final), portanto, atenção a esse ponto. O produto só vai funcionar como colchão de liquidez se ele permitir a você resgatar o dinheiro na hora desejada.

    A segunda condição diz respeito ao retorno. Como você já sabe que o Tesouro Selic entrega rentabilidade próxima de 100% da Selic (o que significa perto de 100% do CDI), o CDB só será uma boa alternativa para sua reserva se, além da liquidez diária, ele oferecer retorno igual ou superior a 100% do CDI.

    O valor da aplicação varia conforme o banco emissor e a plataforma de investimento, mas costuma ser maior que o exigido no Tesouro Direto. Não há taxa de custódia sobre os CDBs, mas, da mesma forma como nos títulos públicos, há a incidência de Imposto de Renda sobre o lucro, conforme a tabela regressiva de renda fixa.

    Ainda que os títulos públicos sejam o produto mais seguro da economia brasileira, vale lembrar que os CDBs têm a seu favor a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), no valor de até R$ 250 mil por CPF e instituição, em caso de quebra do banco emissor.

    Fundo DI

    Terceira e última opção para a reserva de emergência, os chamados fundos DI precisam destinar 95% do patrimônio a ativos que busquem acompanhar as variações do CDI ou da taxa Selic. Na prática, quando você investe em um fundo DI, você está alocando o capital essencialmente em Tesouro Selic.

    Por isso, só fará sentido utilizar a alternativa em vez de aplicar diretamente no título público se a taxa de administração do fundo for menor que 0,25% ao ano. É fundamental lembrar ainda que o produto está sujeito à cobrança de come-cotas, que corresponde a uma antecipação obrigatória do Imposto de Renda sobre a aplicação. A tributação é a mesma do Tesouro Selic e dos CDBs.

    As opções são interessantes para a formação de uma reserva de emergência. Ainda que existam variações de retorno, elas são, de maneira geral, pouco expressivas. O fundamental é não se esquecer da proteção a qualquer momento.

    E você, o que pensa a respeito?
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    Até o próximo post.

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    7 sinais de que nunca será rico

    17 de junho de 2019

    11 sinais que você terá sucesso, mesmo que não pareça

    7 sinais de que você nunca será rico - Especialista da Creditas, Otávio Machado aponta comportamentos perigosos e erros mais comuns que atrapalham sua saúde financeira

    Para quem resolver contas faz parte da vida, pessoal ou profissional, conhecimentos matemáticos estarão frescos na sua mente. Mas nem todas as profissões e rotinas diárias dependem desses cálculos.
    Tem uma matéria específica do campo matemático não é ensinada nas escolas, ou não aprofundada como deveria ser, mas é muito ativa na vida de todas as pessoas: a Educação Financeira.

    Para ajudar quem está começando a organizar as finanças o coordenador de crédito da Creditas (Otávio Machado) separou os principais sete erros te afastam da estabilidade financeira – e, no médio prazo, da riqueza. Confira:

    1. Ficar em dúvida de quando pagar à vista ou parcelado
    2. Na verdade, tudo depende das condições de pagamento. Você vai ter algum desconto pagando tudo de uma vez? De quanto? Se for maior do que as taxas de rendimento das aplicações da sua carteira de investimentos, o pagamento à vista é, sim, o mais indicado.

      “A taxa livre de risco (SELIC) está em 6,5% ao ano hoje, ela pode servir de comparação para um parcelamento em 12x, por exemplo. Se o desconto à vista for maior que 6,5% vale mais a pena pagar à vista do que parcelar em 12x”, explica Otávio.

      Caso não haja desconto ou se ele for menor do que seu dinheiro renderia aplicado, vale a pena dividir, desde que o parcelamento seja sem juros. Além disso, considere o efeito da inflação: quando você parcela sem juros, o valor pago nas últimas prestações vale menos do que no começo. Ou seja, você está economizando.

    3. Ter dinheiro apenas para pagar contas fixas – e não sobrar dinheiro para investir
    4. Normalmente, quando o salário entra, o mais comum para as pessoas é pagar os chamados gastos burocráticos, que são os que englobam contas de moradia e consumo, os gastos fixos ou de rotina, por exemplo.

      Em seguida, partimos para gastos flexíveis, os custos com tudo o que você compra, mas não precisa necessariamente, como aquela ida ao cinema ou a um restaurante que você gosta. O que configura o necessário para manter sua qualidade de vida.

      E, por fim, ficam os investimentos no futuro: aquele dinheiro que você reserva para ter um bom padrão de vida no futuro ou realizar um projeto ou objetivo importante.

      No entanto, o ideal é inverter essa lógica e colocar seus sonhos e seu futuro em primeiro lugar. Em seguida, sua qualidade de vida. E por último os gastos burocráticos. Dessa forma você tem mais flexibilidade para fazer uma mudança de vida.

    5. Não guardar dinheiro
    6. É preciso criar o hábito de guardar dinheiro antes de investir. É muito importante ter consciência de que é importante guardar e não gastar.

      Muitas pessoas querem já pensar em taxas altas de rendimento e estudar mil tipos de investimentos, quando, na verdade, teriam mais dinheiro se guardassem mais no começo ou gastassem menos.

    7. Não ter teto de gastos
    8. Se você não coloca um teto, um limite para seus gastos, facilmente perderá o controle das suas finanças.

      Tomando a dica 3 como base, há um método que você pode seguir para cuidar do seu orçamento: a regra do 50-30-20. Ao segui-la, você estabelece uma proporção mensal para cada um dos tipos de gasto: 50% para os gastos burocráticos ou fixos; 30% para os gastos flexíveis ou de qualidade de vida; 20% para os investimentos no futuro ou prioridades financeiras.

      É importante calcular a porcentagem de quanto equivale cada fatia dessa no seu orçamento mensal. E lembre-se de manter esses valores em mente, assim fica mais fácil priorizar como gastar ou, melhor, investir seu dinheiro.

    9. Achar que falar sobre investimentos é só para especialistas
    10. Para começar e aprender a investir, não tem outro jeito: você precisa procurar fontes de informação variadas. Pesquise muito: vale fazer conta em várias corretoras, explorar simuladores de investimentos e comparadores de fundos, assinar newsletters e relatórios.

      Quando começar a aplicar, também é uma boa ideia colocar um pouco do seu dinheiro em cada tipo de ação ou investimento que te interessa, para entender como funciona e qual o retorno de cada um. A melhor forma de aprender é praticando.

    11. Permanecer com o mesmo hábito financeiro durante anos
    12. Uma vida financeira saudável está muito mais relacionada aos nossos hábitos do que simplesmente a quantidade de dinheiro que temos em mãos. Logo, mudar seu comportamento e o pensamento com relação a finanças é o fundamental para a organização financeira.

      Não se afaste de seus objetivos de investimento e tenha sempre em mente que qualquer gasto desnecessário acarreta em distanciar cada vez mais independência e estabilidade financeira que você tanto deseja.

    13. Não saber quanto vale sua hora
    14. Como fazer um planejamento financeiro sem saber, de fato, quanto entra na sua conta por mês? Se você não tem noção do quanto vale seu trabalho, como poderá mensurar seus gastos?

      Use sempre esse valor como unidade de medida para as suas despesas: quantas horas você terá que trabalhar para pagar esse gasto que você deseja assumir? Ele é realmente mais importante para você?

    E você, o que pensa a respeito?
    Deixe a sua opinião.

    Até o próximo post.

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    Como começar a juntar dinheiro hoje?

    7 de maio de 2019

    Como começar a juntar dinheiro hoje?

    Em tempos de crise, altas taxas de juros e redução do poder de compra qualquer ganho financeiro pode ser significativo. E para isso, nem sempre é necessário se sacrificar ou abrir mão dos seus hábitos radicalmente para juntar dinheiro. O segredo está em se organizar para conquistar esse objetivo.

    Então, se você quer saber como juntar dinheiro rápido, mesmo ganhando pouco, aproveite para seguir essas dicas e comece hoje mesmo!

    5 dicas para começar a juntar dinheiro de forma fácil

    Quem nunca quis ou precisou juntar dinheiro na vida? E ao contrário do que muitas pessoas ainda pensam, guardar dinheiro, quando possível, pode ser apenas uma questão de disciplina. Confira!

    1 – Economize dinheiro

    Uma das formas mais fáceis de fazer seu dinheiro render mais é, sem dúvida, economizando. Vai fazer uma compra? Pesquise antes. Vai viajar? Compre as passagens antecipadamente. Tem dinheiro disponível? Prefira pagar à vista.

    Embora não pareça, pequenas atitudes como essas, podem tornar suas finanças mais organizadas no dia a dia. Com isso, juntar dinheiro pode deixar de ser vista também como uma tarefa complicada e para poucos.

    Cuidados necessários: fique atento para o “barato não sair caro”. Sempre confira as informações sobre produtos de validade, prazo de entrega, política de reembolso e devolução do dinheiro.

    2 – Evite os gastos invisíveis

    Além das contas convencionais e rotineiras (como aluguel, telefone, internet, compras do mês, por exemplo), também existem aqueles chamados “gastos invisíveis”. Sabe aquele cafezinho na padaria antes de ir trabalhar? Ou então aquela sobremesa após o almoço todos os dias?

    Parece pouco, mas quando essas despesas são somadas no fim do mês, podem fazer diferença no seu orçamento. A ideia aqui não é deixar de viver com qualidade, mas sim ter critérios para utilizar o seu dinheiro. Saber o que é essencial e o que pode ser deixado para um segundo momento.

    Com esse simples exercício, você certamente ficará mais atento ao QUE e COMO gasta, podendo juntar dinheiro mais rápido.

    Cuidados necessários: não confunda usar o seu dinheiro de maneira inteligente com racionar seus recursos. Defina as prioridades e poderá tomar decisões mais acertadas.

    3 – Reserve um valor todo mês

    Economizar e poupar são sinônimos, mas na prática nem tanto. Muitas vezes, até é possível economizar, mas o dinheiro é gasto de outra forma. Então, no fim das contas, é como se você não tivesse economizado.

    Portanto, a recomendação dos especialistas financeiros é reservar todo dinheiro que você conseguir economizar. Sobrou dinheiro no fim do mês? Então reserve também! Com o tempo, você pode estabelecer uma meta mensal, mas saiba que, independente do valor que conseguiu juntar, é preciso dar o primeiro passo.

    Cuidados necessários: reservar determinado valor pode significar muitas vezes tirá-lo da sua vista ou ainda dificultar o seu acesso. Quer um exemplo clássico disso? Quantas vezes você se sentiu tentado a quebrar seu cofrinho na primeira necessidade que surgiu?

    4 – Invista o valor poupado

    Um bom exercício para quem quer juntar dinheiro é investir o dinheiro reservado. Se o “velho porquinho” não ajuda mais, aplicar esse montante em uma poupança ou até mesmo fazer um investimento, pode contribuir com a missão de multiplicar o seu patrimônio.

    Hoje, com todas as opções disponíveis no mercado, também é possível começar a investir com muito pouco. O retorno será proporcional ao valor investido, mas de qualquer forma pode ajudar no objetivo de juntar mais dinheiro.

    Cuidados necessários: avalie o seu perfil para investimentos e calcule os taxas e impostos cobrados em cada um deles.

    5 –  Reinvista o rendimento ganho

    Se você não tem um uso definido para o dinheiro, é melhor deixá-lo aplicado e rendendo por mais tempo. Outra dica é reinvestir o rendimento que ganhou em outra linha, diversificando também sua carteira de investimentos.

    Saque ou transfira o dinheiro para sua conta apenas quando for usar. Dinheiro disponível pode fazer com que você gaste sem necessidade e sem critério.

    Cuidados necessários: lembre-se de ter sempre uma reserva de valor adicional para as emergências financeiras. Assim, não precisará recorrer ao que juntou.

    Então, que tal começar a juntar dinheiro agora? Aproveite para ler também os Segredos de dinheiro que pessoas ricas e bem sucedidas sabem. Não perca mais tempo e nem dinheiro!

    Por Danielle Vieira | Apaixonada por marketing, descobriu os números e finanças ao longo do caminho e, decidiu ajudar as pessoas através da educação

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    Entenda o conceito de dividendos

    5 de abril de 2019

    A armadilha do dia EX-proventos (dividendos e JCP)

    Quanto ganha o acionista de uma empresa? Dividendos são a parcela do lucro que as companhias entregam diretamente a seus acionistas. Veja como funciona e como ganhar com isso

    Como é que se ganha dinheiro investindo em ações ??? A boa parte das pessoas responde que o ganho vem com a alta das cotações, porém esta não é a única maneira. Um acionista pode colocar dinheiro no bolso quando a empresa em que investe distribui dividendos.

    Dividendos são a parcela do lucro líquido que as companhias entregam diretamente a seus acionistas. O tamanho dessa parcela e seu valor total variam de acordo com alguns fatores. O primeiro deles é o lucro. Além disso, são considerados a necessidade de investimentos (que pode consumir parte desse lucro), o caixa disponível e os valores mínimos estabelecidos no Estatuto Social da companhia.

    Como é definido o valor dos dividendos?

    Na prática, os acionistas das empresas aprovam a destinação do lucro na mesma Assembleia Geral Ordinária em que são analisados os resultados financeiros. Se foi aprovada a distribuição de dividendos, eles devem ser divididos pelo número de ações da companhia – e cada investidor receberá o valor correspondente ao número de papéis que tiver.

    A legislação estabelece um sistema de dividendo obrigatório, que determina que as empresas devem distribuir uma parcela mínima do lucro. Elas são livres para determinar no seu Estatuto o percentual dos ganhos que corresponderá ao dividendo obrigatório, de acordo com três critérios:

    – Como regra geral, a porcentagem do dividendo obrigatório pode ser de qualquer tamanho;
    – Se o estatuto não mencionar esse ponto, o dividendo obrigatório será considerado de 50% do lucro líquido ajustado;
    – Se o estatuto não mencionar esse ponto e a Assembleia Geral decidir alterá-lo, o dividendo obrigatório não poderá ser inferior a 25% do lucro líquido ajustado.

    Pode, ainda, haver situações especiais em que, mesmo com lucro, a empresa opte por não distribuir nem os dividendos obrigatórios – quando sua situação financeira for delicada, por exemplo. Nesse caso, os ganhos são registrados como reserva especial e devem ser pagos assim que o cenário se estabilizar.

    Os acionistas que possuem papéis preferenciais (PN) de uma companhia costumam ter prioridade na distribuição de dividendos. É uma compensação pelo fato de não terem o direito de voto assegurado, como têm os acionistas com papéis ordinários (ON). Um dos benefícios mais frequentemente concedidos aos acionistas preferencialistas é a garantia de receber dividendos pelo menos 10% mais altos do que os oferecidos aos demais acionistas. Existem, no entanto, outras possibilidades.

    E o que acontece se a empresa não pagar os dividendos mínimos aos preferencialistas? Se o atraso for superior a três exercícios sociais, os acionistas com papéis preferenciais ganham direito de voto nas matérias apreciadas pela Assembleia Geral até que o fluxo de pagamentos seja restabelecido.

    Como viver de dividendos

    Alguns investidores adoram aplicar em ações de empresas que oferecem bons dividendos. Isso porque a recorrência dos pagamentos permite a eles ter um rendimento mais ou menos previsível – o que é ótimo para quem deseja “viver de renda”.

    Para isso, primeiro é preciso abrir uma conta em uma corretora credenciada pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários). Vale aqui a recomendação de fugir das corretoras dos grandes bancos – que cobram taxas de liquidação, emolumentos e impostos- e escolher uma com taxa zero para corretagem de ações, por exemplo, a Clear.

    As pagadoras de dividendos costumam apresentar algumas características em comum. Em geral, são maduras e bem estabelecidas nos seus segmentos de atuação. Empresas do setor elétrico e de saneamento, por exemplo, costumam figurar nas listas de melhores pagadoras de dividendos. Elas normalmente têm uma necessidade de investimento baixa e receitas reajustadas periodicamente, o que lhes dá a possibilidade de dividir com os acionistas uma boa parte do lucro que obtêm.

    Papéis desse tipo costumam ser chamados de “ações de viúva”. Além de assegurarem bons dividendos, elas normalmente oscilam com menor intensidade nas épocas de crise, exatamente porque as empresas têm um desempenho mais previsível.

    Um indicador importante para quem está pensando em investir em ações de olho nos dividendos é o “dividend yield”. Ele corresponde ao rendimento que deve ser obtido apenas com a distribuição de proventos pela empresa. É calculado dividindo os dividendos projetados pelo valor da ação. Quanto mais alta for a taxa, maior deve ser o ganho com dividendos em relação ao valor pago pelos papéis.

    Outros tipos de proventos

    Os dividendos são o tipo de provento mais popular do mercado de capitais, mas existem outros ainda, como os juros sobre capital próprio e as bonificações.

    Os juros sobre capital próprio – ou JCP – também são uma forma de as empresas compartilharem seus ganhos com os acionistas. A diferença para os dividendos é que os JCP são definidos antes da contabilização final do lucro líquido. Contabilmente, portanto, são considerados “despesas” da companhia. E, assim como outros custos, são deduzidos da apuração do ganho líquido.

    Às vezes, as empresas optam por oferecer juros sobre capital próprio (e não dividendos) exatamente com o objetivo de reduzir o valor do lucro, que é tributado em cerca de 25%. Em contrapartida, os acionistas que recebem JCP pagam Imposto de Renda – mas a uma alíquota menor, de 15%.

    Já as bonificações acontecem quando as empresas decidem repassar aos acionistas valores mantidos na conta de “reservas” dos seus balanços. Ao longo do tempo, as empresas podem abastecer essa conta com parte do lucro líquido. Caso os valores acabem não sendo necessários, eles são destinados – como bonificações – aos sócios nos anos seguintes. Podem tanto ser pagos em dinheiro ou com novas ações da companhia.

    E você, o que pensa a respeito?
    Deixe a sua opinião.

    Até o próximo post.

    Convidados

    ANBIMA: Investidor quer liberdade para usar dinheiro, mas não saca e aplica mal

    14 de março de 2019

    A aplicação mantida por mais tempo muitas vezes é escolhida por ter liquidez imediata: a caderneta de poupança

    Quanto rende a Poupança da Caixa?

    A possibilidade de resgatar o dinheiro do investimento, aplicações como a poupança, por exemplo, a qualquer momento é um fator levado em conta pela maioria dos brasileiros: 77% dizem que escolhem a aplicação por este motivo, porém a maioria das pessoas mantém seus investimentos em média por nove anos, conforme pesquisa feita pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) com apoio do Datafolha.

    O pior é que a aplicação mantida por mais tempo muitas vezes é escolhida por ter liquidez imediata: a caderneta de poupança. Os clientes deixam os recursos na caderneta por 11 anos em média. Um quinto as pessoas (20%) já estão com o dinheiro há mais de 19 anos e 21% entre cinco e 10 anos.

    A poupança é a aplicação mais popular do país, com saldo atual de R$ 780 bilhões, mas a rentabilidade da caderneta perde para a maioria das aplicações de renda fixa, mesmo com o desconto de Imposto de Renda. Além disso, a liquidez da poupança penaliza o investidor: o rendimento só é creditado a cada 30 dias, na data de aniversário do depósito.

    O investimento em ações, que deveria ter um horizonte muito maior do que a poupança, tem média de resgate em seis anos, segundo o levantamento. Boa parte dos investidores (42%) vendem suas ações em menos de dois anos, mesmo que a maioria dos especialistas recomende aplicação por um prazo longo.

    No entanto, os planos de previdência privada, que também são criados com objetivos de longo prazo, têm período médio de investimento de sete anos.

    Estes planos são atrativos principalmente para a formação de uma aposentadoria e também para o abatimento de até 12% da renda bruta anual na declaração de Imposto de Renda, no caso de contribuições para planos do tipo PGBL.

    Apesar disso, somente 20% dos consultados revelaram investir em previdência por mais de dez anos, período a partir do qual a alíquota de Imposto de Renda chega à mínima de 10% no modelo de tributação regressiva.

    Tesouro Direto, CDBs, LCIs, LCAs e companhia

    Enquanto no Tesouro Direto o investidor tem pressa para resgatar as aplicações, com venda dos títulos públicos em até dois anos por 62% dos entrevistados e média de alocação de apenas três anos, o prazo aumenta no caso de títulos privados.

    Em investimentos como CDBs, LCIs, LCAs, debêntures e outros papéis emitidos por bancos e empresas, a média de tempo de resgate sobe para sete anos. A liquidez desses produtos é mais baixa que a dos títulos públicos, o que pode explicar em parte a diferença.

    Vale lembrar que todo título público à venda no Tesouro Direto tem prazo de vencimento acima de dois anos, justamente para garantir ao investidor a incidência da menor alíquota de Imposto de Renda, de 15%, se o papel for carregado até o vencimento.

    Investidor está mudando

    O assessor de investimentos da Veedha Investimentos, Rodrigo Marcatti, afirma que apesar dos números mostrarem certa incoerência na relação entre as aplicações e os prazos, há alguns anos o problema era ainda maior:
    – As pessoas tinham uma dificuldade enorme de aceitar um investimento que tivesse carência de resgate de cinco anos, por exemplo. Atualmente, já é muito mais fácil um pequeno investidor aplicar em uma debênture ou um Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI) com prazo de mais de 10 anos.

    Além disso, ele aponta que a estabilidade da inflação nos últimos anos tende a fazer com que os investidores tenham mais segurança para deixar o dinheiro aplicado por mais tempo – nas aplicações corretas. “A educação financeira está melhorando no Brasil. Ainda é incipiente, mas o acesso à informação e a novos produtos já é uma realidade pelas plataformas de investimentos”, aponta.

    Sobre a pesquisa

    A Anbima realizou, com o apoio do Datafolha, 3.452 entrevistas em todo o Brasil, distribuídas em 152 municípios, com a população economicamente ativa, inativos que possuem renda e aposentados, das classes A, B e C, a partir dos 16 anos. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%

    E você, o que pensa a respeito?
    Deixe a sua opinião.

    Até o próximo post.

    Convidados

    Quanto investir por mês para ser um milionário

    27 de fevereiro de 2019

    Quanto antes você começar a investir, menor será a quantia necessária mensal para chegar ao R$ 1 milhão

    Sinais de que você tem o que é preciso para se tornar um milionário

    Conquistar o primeiro milhão de reais é o desejo de muitos brasileiros, porém muitos não fazem ideia de quanto é preciso aplicar por mês para conseguir acumular esta quantia.
    O especialista de investimentos Lucas Paulino, Mais Retorno, deu uma entrevista ao InfoMoney onde ele ajudou com os cálculos.

    Um dos pontos mais importantes para quem quer investir é entender o poder dos juros compostos sobre a sua rentabilidade: isso significa que quanto antes começar a investir, melhor.

    Para se ter ideia, se considerarmos uma aplicação inicial de R$ 10 mil, com aportes mensais de R$ 1.500 e uma rentabilidade de 9% ao ano, o patrimônio acumulado ao final de 10 anos seria de R$ 308 mil. Agora se dobrarmos o período para 20 anos, o valor acumulado chega em R$ 1 milhão. “Você triplica o saldo final”, afirma Paulino.

    Se aumentarmos o prazo para 30 anos, considerando as mesmas condições de taxa e valores, o valor acumulado atinge os R$ 2,6 milhões. Já se investir a mesma quantia por 40 anos, o total vai para R$ 6,5 milhões. É o poder dos juros compostos sobre os investimentos. “É um efeito muito forte. No curto prazo você pode não ver resultado, mas é importante que você mantenha resiliência e continue aplicando para que veja o efeito dos juros sobre juros lá na frente”, diz.

    Isso quer dizer que quem quiser investir por apenas 10 anos nunca vai ficar milionário? Não, mas esta pessoa vai precisar fazer aportes mensais maiores. Seguindo o nosso exemplo, seria preciso aplicar mensalmente R$ 5.200 para chegar no R$ 1 milhão – muito maior do que se tivesse começado antes. Fica fácil entender que quanto mais cedo você começar a investir, maior será a força dos juros compostos trabalhando a favor do seu dinheiro.

    Paulino fez os cálculos de quanto uma pessoa teria que investir por mês para chegar ao R$ 1 milhão, considerando uma aplicação inicial de R$ 10 mil e rendimento anual de 9%. Confira:

    Prazo de investimento Aportes mensais
    10 anos R$ 5.200
    20 anos R$ 1.500
    30 anos R$ 520
    40 anos R$ 170

    Agora, levando em conta as mesmas variáveis, porém corrigindo pela inflação de 3,5% ao ano, para ter o poder de compra dos R$ 1 milhão atual é preciso investir:

    Prazo de investimento Aportes mensais
    10 anos R$ 6.300
    20 anos R$ 2.400
    30 anos R$ 1.110
    40 anos R$ 580

    Onde investir?

    O investidor precisa ter em mente que o cenário mudou com a queda de juros. “Daqui para frente, olhando o cenário de alocação de investimento no Brasil, o investidor que quiser ter mais retorno terá que alocar em investimentos mais sofisticados e que busquem maior retorno – mas ele vai ter uma certa dose de risco”, alerta Paulino.

    Segundo ele, se a visão for de longo prazo, é preciso diversificar as aplicações além da renda fixa. Entre as melhores opções estão os fundos multimercados e os bons fundos de ações, que contam com a administração de gestores profissionais.

    Segundo Fernanda Alves, assessora de investimentos da Praisce Capital, existem bons fundos de previdência privada que podem ser utilizados se o objetivo for investir para aposentadoria. “Se você tem pouco dinheiro para investir, comece pelos fundos de previdência. Se tem muito dinheiro, também comece por esses fundos para depois diversificar em outras aplicações”, aconselha.

    Ela lembra que com a atualização das normas de alocação de fundos, muitas gestoras independentes criaram suas próprias versões de previdência. É o caso de casas renomadas como Adam, SPX, Alaska, AZ Quest, Verde e XP.

    “São fundos excelentes que possuem vantagem tributária, além de não terem come-cotas (antecipação de IR que acontece duas vezes por ano). Eles conseguem entregar ótimos retornos”, diz.

    Por fim, outro ativo muito interessante para o investidor que pensa em acumular recursos no longo prazo é o título de inflação do Tesouro Direto, o Tesouro IPCA+. Este papel possui prazos de vencimento longos e paga sempre a inflação acrescida de um prêmio definido na hora da compra – que hoje está em torno de 4% ao ano. Isso quer dizer que você sempre terá garantido o ganho real (acima da inflação do período).

    Veja que é importante levar esses títulos até o seu vencimento. Se resgatar antes, você ficará sujeito às oscilações de preço do mercado.

    E você, o que pensa a respeito?
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    Até o próximo post.

    Convidados

    Taxa de administração afeta a rentabilidade de seus investimentos

    23 de janeiro de 2019

    É preciso ficar atento a algumas informações dos fundos DI, que podem enxugar seus ganhos ao longo do tempo

    Quem investe em fundos de investimentos sabe que é uma ótima opção para diversificar o portfólio, principalmente se puder contar com a ajuda de um gestor, porém é preciso ficar atento a algumas informações, como as taxas de administração, que podem ter grande influência na rentabilidade.

    O peso das taxas é especialmente relevante no caso dos fundos DI, que investem em títulos públicos e privados acompanhando o retorno do CDI – que, hoje, está em 6,40% ao ano (os fundos de ações e multimercado têm estratégias e rendimentos bastante variados).

    Apesar de haver pouca margem de manobra na gestão dos fundos DI, as taxas de administração variam muito: há fundos que cobram 0,15% ao ano e outros que chegam a cobrar mais de 4% a.a.!

    Mauro Morelli, da Davos Wealth Management, explica que, com o CDI atual, cada 0,50 ponto percentual de diferença na taxa de administração corresponde a 8 p.p. de rendimento em relação ao CDI. Ou seja, um fundo com taxa de 0,50% a.a. rende aproximadamente 92%, enquanto um com taxa de 1% rende 84% do CDI.

    Observa-se que no mercado atual a poupança rende equivalente a 82% do CDI bruto, ou seja, aplicações em fundos DI com taxa de administração superiores a 1% a.a. são investimentos com rentabilidade pior que a da poupança.

    R$ 3,8 mil a menos

    Ricardo Pompermaier, também da Davos, mostra que o ganho cai consideravelmente com o aumento da taxa de administração. Se o investidor aplicar R$ 100 mil em um fundo DI com uma das taxas mais baixas do mercado (0,15% a.a.), como é o caso do SulAmérica Exclusive FI Referenciado DI, o rendimento líquido de taxas e bruto de imposto de renda ao final de um ano será de R$ 6.240,64.

    O mesmo valor investido em um fundo com taxa de 2% ao ano, como o BB Referenciado DI 500, por exemplo, oferece um rendimento de R$ 4.313,73 – quase R$ 2 mil a menos.

    O Bradesco FIC RF Referenciado DI Hiperfundo também está entre os mais caros, com taxa de administração de 3,9% ao ano. Considerando uma aplicação inicial de R$ 100 mil, o rendimento do fundo é de apenas R$ 2.406,16 ao final de um ano. Ou seja, o investidor recebe R$ 3.834,48 menos do que receberia se aplicasse num fundo com taxa de 0,15% ao ano.

    Acesso limitado

    Em geral, os fundos que cobram taxas de administração mais altas são oferecidos pelos bancos, e os mais baratos estão em plataformas independentes de investimento, porém ressalta-se que os bancos têm fundos com taxas menores, normalmente oferecidos a clientes de alta renda. É o caso do Bradesco Supremo DI, que cobra uma taxa de administração de 0,50% a.a. e tem um valor mínimo de aplicação de R$ 300 mil.

    O Santander Sovereign Renda Fixa Referenciado DI na plataforma da XP Investimentos tem aplicação inicial mínima no valor de R$ 1 mil e a taxa de administração de 0,25% a.a., mas o fundo está fechado para captação.

    Já nas plataformas há fundos com taxas de 0,5%, ou mais baixas, para investidores com apenas R$ 1 mil para aplicar.

    Os bancos citados não responderam sobre os motivos das altas taxas de administração.
    Fuja das altas taxas de administração nos fundos DI!!!

    E você, o que pensa a respeito deste tema? Deixa a sua opinião.

    Até mais.

    Convidados

    O que é melhor: CDB ou poupança?

    20 de dezembro de 2018

    O que é melhor: CDB ou poupança?

    Muitos investidores almejam retirar o dinheiro na caderneta da poupança para conseguir um melhor rendimento para seu capital. No entanto, muitos não sabem quais são as melhores aplicações financeiras para realizar esta troca.

    A fim de esclarecer todas as dúvidas, reunimos várias informações sobre o CDB e a poupança neste artigo.

    CDB ou Poupança? – Conheça esses dois investimentos

    Tanto a poupança, quanto o CDB, são investimentos de renda fixa. Isto é, o investidor consegue prever a rentabilidade antes de fazer a aplicação.

    Os investimentos em renda fixa são indicados para as pessoas que possuem perfil mais conservador. No entanto, cada produto possui suas particularidades. Aproveite para conhecer um pouco mais sobre a poupança e o CDB.

    Poupança

    A poupança é um tipo de conta que você pode abrir em qualquer banco, e que paga um rendimento mensal em cima do valor depositado.

    O pagamento dos juros da poupança é realizado em uma data determinada, conhecida como data de aniversário. Essa regra pode ser definida pelo próprio banco e há duas opções:

    • A data de abertura da conta.
    • A data de realização do depósito

    Para as pessoas que realizam vários depósitos no mês, a conta poupança pode apresentar várias datas de aniversário. Mas é preciso entender que, se a data for nos dias 29, 30 ou 31, então o aniversário será considerado o dia primeiro do próximo mês.

    E caso ocorra o resgate do dinheiro antes da data de aniversário, não será possível receber os juros do período.

    Rendimento da poupança

    O rendimento da poupança é calculado levando em consideração duas taxas: taxa Selic e Taxa Referencial. A regra do cálculo do rendimento da poupança pode mudar levando em consideração o valor da Selic. Veja a seguir:

    • 0,5% ao mês mais Taxa Referencial – caso a taxa Selic seja superior a 8,5% ao ano.
    • 70% da taxa Selic mais Taxa Referencial – caso a taxa seja igual ou menor que 8,5% ao ano.

    Com o percentual da Selic se mantendo em 6,5% ao ano, a regra para o rendimento é de 70% da taxa Selic somado à Taxa Referencial. Isto faz com que a poupança não apresente bons resultados sobre o capital aplicado.

    Além disso, a sua rentabilidade costuma ser prejudicada pela inflação. Então, se o dinheiro não acompanha o aumento dos serviços básicos e produtos, o investidor acaba perdendo poder de compra ao longo do tempo.

    CDB – Certificado de Depósito Bancário

    CDB é um investimento em renda fixa, emitido pelos próprios bancos com a intenção de financiar suas atividades através desta captação de recursos. O rendimento do Certificado de Depósito Bancário pode ser prefixado, pós-fixado ou híbrido.

    Prefixado

    Nesta modalidade, uma taxa é acordada entre o investidor e o banco para a remuneração do título. Com isso, o investidor sabe no momento da aplicação quanto vai receber ao final do prazo.

    Pós-fixado

    Os títulos pós-fixados possuem a sua remuneração atrelada a um indexador. Para o CDB, a rentabilidade normalmente fica atrelada ao índice CDI. Desta forma, o investidor consegue ter uma noção do rendimento do seu título, mas só vai saber ao certo quanto receberá no momento do resgate.

    Híbrido

    Esta modalidade é a junção do prefixado e pós-fixado. Isto é, o título tem uma parte de sua remuneração prefixada e uma parte é atrelada a algum indicador da economia.

    Poupança e CDB – Vantagens e desvantagens

    Como você já entendeu o que significa o investimento CDB e a poupança, confira a seguir alguns dos seus pontos positivos e negativos.

    Poupança CDB
    Vantagens Desvantagens Vantagens Desvantagens
    É isenta de Imposto de Renda (IR). Comparada a outras opções seguras, o seu rendimento deixa a desejar. Possui a garantia do FGC. Não é isento de Imposto de Renda (IR).
    Possui a garantia do FGC. A rentabilidade pode ficar abaixo da inflação. Pode oferecer liquidez diária.  
    Prática e acessível. Sacar o dinheiro antes da data de aniversário faz perder o rendimento do período. Rendimento maior que a poupança.  

    Mesmo que você já tenha o conhecimento sobre esses dois investimentos, e já entendeu quais são as suas vantagens e desvantagens, é interessante que você considere qual é o rendimento real de cada investimento.

    Na maioria das vezes, a poupança não consegue entregar valores acima da inflação, fazendo com que o poder de compra do seu dinheiro diminua. Ou seja, este investimento não possui um bom rendimento e ainda pode fazer o investidor “perder” dinheiro.

    Já o CDB, por mais que aconteça o desconto do IR, consegue apresentar um rendimento melhor que a poupança, sem perder a segurança. Por fim, não deixe de alinhar sua estratégia com seus objetivos e o seu perfil de investidor. E, caso tenha alguma dúvida, converse com profissionais qualificados do mercado.

    Convidados

    5 dicas para organizar as contas no fim de ano

    3 de dezembro de 2018

    5 dicas para organizar as contas no fim de ano

    Para algumas pessoas pode não parecer interessante ter que economizar dinheiro no fim do ano, quando o que se quer é comprar presentes para os mais próximos e se presentear, porém o fim do ano pode ser uma grande oportunidade de equilibrar as contas e iniciar o planejamento financeiro, não com a finalidade de deixar o dinheiro poupado, mas guardar para investir na realização de um objetivo maior, seja ele de curto, médio ou longo prazo. Que finalmente fazer aquela viagem tão desejada, cursar uma faculdade, iniciar uma pós- graduação, trocar de carro ou até mesmo tirar um ano sabático?

    As pessoas tem um grau de dificuldade para organizar as contas vai depender do quanto seus recursos estão comprometidos com dívidas, mas isso não quer dizer que você não possa começar. A seguir estão algumas formas que vão te ajudar a economizar para aproveitar a vida como você sempre desejou:

    1. Livre-se das dívidas
    2. Dívidas muitas vezes são sinônimos de juros, por isso quitá-las é fundamental para manter o equilíbrio das contas. Uma planilha financeira pode auxiliar nessa organização. Se não for possível pagar todas as contas à vista, utilize este recurso para saber quanto pode disponibilizar para isso.

    3. Estabeleça objetivos e crie prazos para alcançá-los
    4. Antes de começar a organização das contas é importante pensar na relação que estabelecemos com o dinheiro. Por isso, pensar em um objetivo que se pretende alcançar e estabelecer um prazo para realizá-lo, pode ajudar a dar mais ânimo para as próximas etapas do planejamento. Não se pode correr o risco de achar que tem dinheiro sobrando na conta e gastar desnecessariamente.

    5. Evite compras por impulso
    6. Fim de ano é tempo de festas, presentes e muitos gastos. É bem comum encontrar promoções ao passear pelos centros de comércio, mas resistir a elas não é tarefa fácil. Por isso, uma boa dica é gastar com presentes apenas aos mais próximos e buscar economizar ao máximo nessas lembranças.

    7. Aproveite mais os pequenos prazeres da vida
    8. Esse período de férias e descontração não precisa envolver grandes gastos. Aproveite o período de descanso para conhecer os pontos turísticos de sua cidade, dar uma volta ou mesmo visitar os amigos. É barato e faz bem.

    9. Procure opções de investimento seguros e rentáveis
    10. Na hora de pensar em investir é inevitável não pensar na Poupança, já que ela ainda é o investimento mais popular, mas existem no mercado investimentos tão seguros quanto ela e bem mais rentáveis, tais como o Recebido de Depósito Bancário (RDB) e a Letra de Câmbio (LC). Ambos são investimentos de renda fixa nos quais os investidores emprestam seu dinheiro à financeiras, recebendo o valor aplicado corrigido no final do contrato da aplicação.

      Nesta fase seu sonho começa a tomar forma, por isso é preciso focar nas dicas anteriores para chegar, o quanto antes, a esta etapa. Aqui seu dinheiro economizado começa a render.

    E você, o que pensa a respeito deste tema? Deixa a sua opinião.

    Até mais.