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    Entenda o conceito de dividendos

    5 de abril de 2019

    A armadilha do dia EX-proventos (dividendos e JCP)

    Quanto ganha o acionista de uma empresa? Dividendos são a parcela do lucro que as companhias entregam diretamente a seus acionistas. Veja como funciona e como ganhar com isso

    Como é que se ganha dinheiro investindo em ações ??? A boa parte das pessoas responde que o ganho vem com a alta das cotações, porém esta não é a única maneira. Um acionista pode colocar dinheiro no bolso quando a empresa em que investe distribui dividendos.

    Dividendos são a parcela do lucro líquido que as companhias entregam diretamente a seus acionistas. O tamanho dessa parcela e seu valor total variam de acordo com alguns fatores. O primeiro deles é o lucro. Além disso, são considerados a necessidade de investimentos (que pode consumir parte desse lucro), o caixa disponível e os valores mínimos estabelecidos no Estatuto Social da companhia.

    Como é definido o valor dos dividendos?

    Na prática, os acionistas das empresas aprovam a destinação do lucro na mesma Assembleia Geral Ordinária em que são analisados os resultados financeiros. Se foi aprovada a distribuição de dividendos, eles devem ser divididos pelo número de ações da companhia – e cada investidor receberá o valor correspondente ao número de papéis que tiver.

    A legislação estabelece um sistema de dividendo obrigatório, que determina que as empresas devem distribuir uma parcela mínima do lucro. Elas são livres para determinar no seu Estatuto o percentual dos ganhos que corresponderá ao dividendo obrigatório, de acordo com três critérios:

    – Como regra geral, a porcentagem do dividendo obrigatório pode ser de qualquer tamanho;
    – Se o estatuto não mencionar esse ponto, o dividendo obrigatório será considerado de 50% do lucro líquido ajustado;
    – Se o estatuto não mencionar esse ponto e a Assembleia Geral decidir alterá-lo, o dividendo obrigatório não poderá ser inferior a 25% do lucro líquido ajustado.

    Pode, ainda, haver situações especiais em que, mesmo com lucro, a empresa opte por não distribuir nem os dividendos obrigatórios – quando sua situação financeira for delicada, por exemplo. Nesse caso, os ganhos são registrados como reserva especial e devem ser pagos assim que o cenário se estabilizar.

    Os acionistas que possuem papéis preferenciais (PN) de uma companhia costumam ter prioridade na distribuição de dividendos. É uma compensação pelo fato de não terem o direito de voto assegurado, como têm os acionistas com papéis ordinários (ON). Um dos benefícios mais frequentemente concedidos aos acionistas preferencialistas é a garantia de receber dividendos pelo menos 10% mais altos do que os oferecidos aos demais acionistas. Existem, no entanto, outras possibilidades.

    E o que acontece se a empresa não pagar os dividendos mínimos aos preferencialistas? Se o atraso for superior a três exercícios sociais, os acionistas com papéis preferenciais ganham direito de voto nas matérias apreciadas pela Assembleia Geral até que o fluxo de pagamentos seja restabelecido.

    Como viver de dividendos

    Alguns investidores adoram aplicar em ações de empresas que oferecem bons dividendos. Isso porque a recorrência dos pagamentos permite a eles ter um rendimento mais ou menos previsível – o que é ótimo para quem deseja “viver de renda”.

    Para isso, primeiro é preciso abrir uma conta em uma corretora credenciada pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários). Vale aqui a recomendação de fugir das corretoras dos grandes bancos – que cobram taxas de liquidação, emolumentos e impostos- e escolher uma com taxa zero para corretagem de ações, por exemplo, a Clear.

    As pagadoras de dividendos costumam apresentar algumas características em comum. Em geral, são maduras e bem estabelecidas nos seus segmentos de atuação. Empresas do setor elétrico e de saneamento, por exemplo, costumam figurar nas listas de melhores pagadoras de dividendos. Elas normalmente têm uma necessidade de investimento baixa e receitas reajustadas periodicamente, o que lhes dá a possibilidade de dividir com os acionistas uma boa parte do lucro que obtêm.

    Papéis desse tipo costumam ser chamados de “ações de viúva”. Além de assegurarem bons dividendos, elas normalmente oscilam com menor intensidade nas épocas de crise, exatamente porque as empresas têm um desempenho mais previsível.

    Um indicador importante para quem está pensando em investir em ações de olho nos dividendos é o “dividend yield”. Ele corresponde ao rendimento que deve ser obtido apenas com a distribuição de proventos pela empresa. É calculado dividindo os dividendos projetados pelo valor da ação. Quanto mais alta for a taxa, maior deve ser o ganho com dividendos em relação ao valor pago pelos papéis.

    Outros tipos de proventos

    Os dividendos são o tipo de provento mais popular do mercado de capitais, mas existem outros ainda, como os juros sobre capital próprio e as bonificações.

    Os juros sobre capital próprio – ou JCP – também são uma forma de as empresas compartilharem seus ganhos com os acionistas. A diferença para os dividendos é que os JCP são definidos antes da contabilização final do lucro líquido. Contabilmente, portanto, são considerados “despesas” da companhia. E, assim como outros custos, são deduzidos da apuração do ganho líquido.

    Às vezes, as empresas optam por oferecer juros sobre capital próprio (e não dividendos) exatamente com o objetivo de reduzir o valor do lucro, que é tributado em cerca de 25%. Em contrapartida, os acionistas que recebem JCP pagam Imposto de Renda – mas a uma alíquota menor, de 15%.

    Já as bonificações acontecem quando as empresas decidem repassar aos acionistas valores mantidos na conta de “reservas” dos seus balanços. Ao longo do tempo, as empresas podem abastecer essa conta com parte do lucro líquido. Caso os valores acabem não sendo necessários, eles são destinados – como bonificações – aos sócios nos anos seguintes. Podem tanto ser pagos em dinheiro ou com novas ações da companhia.

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    Até o próximo post.

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    ANBIMA: Investidor quer liberdade para usar dinheiro, mas não saca e aplica mal

    14 de março de 2019

    A aplicação mantida por mais tempo muitas vezes é escolhida por ter liquidez imediata: a caderneta de poupança

    Quanto rende a Poupança da Caixa?

    A possibilidade de resgatar o dinheiro do investimento, aplicações como a poupança, por exemplo, a qualquer momento é um fator levado em conta pela maioria dos brasileiros: 77% dizem que escolhem a aplicação por este motivo, porém a maioria das pessoas mantém seus investimentos em média por nove anos, conforme pesquisa feita pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) com apoio do Datafolha.

    O pior é que a aplicação mantida por mais tempo muitas vezes é escolhida por ter liquidez imediata: a caderneta de poupança. Os clientes deixam os recursos na caderneta por 11 anos em média. Um quinto as pessoas (20%) já estão com o dinheiro há mais de 19 anos e 21% entre cinco e 10 anos.

    A poupança é a aplicação mais popular do país, com saldo atual de R$ 780 bilhões, mas a rentabilidade da caderneta perde para a maioria das aplicações de renda fixa, mesmo com o desconto de Imposto de Renda. Além disso, a liquidez da poupança penaliza o investidor: o rendimento só é creditado a cada 30 dias, na data de aniversário do depósito.

    O investimento em ações, que deveria ter um horizonte muito maior do que a poupança, tem média de resgate em seis anos, segundo o levantamento. Boa parte dos investidores (42%) vendem suas ações em menos de dois anos, mesmo que a maioria dos especialistas recomende aplicação por um prazo longo.

    No entanto, os planos de previdência privada, que também são criados com objetivos de longo prazo, têm período médio de investimento de sete anos.

    Estes planos são atrativos principalmente para a formação de uma aposentadoria e também para o abatimento de até 12% da renda bruta anual na declaração de Imposto de Renda, no caso de contribuições para planos do tipo PGBL.

    Apesar disso, somente 20% dos consultados revelaram investir em previdência por mais de dez anos, período a partir do qual a alíquota de Imposto de Renda chega à mínima de 10% no modelo de tributação regressiva.

    Tesouro Direto, CDBs, LCIs, LCAs e companhia

    Enquanto no Tesouro Direto o investidor tem pressa para resgatar as aplicações, com venda dos títulos públicos em até dois anos por 62% dos entrevistados e média de alocação de apenas três anos, o prazo aumenta no caso de títulos privados.

    Em investimentos como CDBs, LCIs, LCAs, debêntures e outros papéis emitidos por bancos e empresas, a média de tempo de resgate sobe para sete anos. A liquidez desses produtos é mais baixa que a dos títulos públicos, o que pode explicar em parte a diferença.

    Vale lembrar que todo título público à venda no Tesouro Direto tem prazo de vencimento acima de dois anos, justamente para garantir ao investidor a incidência da menor alíquota de Imposto de Renda, de 15%, se o papel for carregado até o vencimento.

    Investidor está mudando

    O assessor de investimentos da Veedha Investimentos, Rodrigo Marcatti, afirma que apesar dos números mostrarem certa incoerência na relação entre as aplicações e os prazos, há alguns anos o problema era ainda maior:
    – As pessoas tinham uma dificuldade enorme de aceitar um investimento que tivesse carência de resgate de cinco anos, por exemplo. Atualmente, já é muito mais fácil um pequeno investidor aplicar em uma debênture ou um Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI) com prazo de mais de 10 anos.

    Além disso, ele aponta que a estabilidade da inflação nos últimos anos tende a fazer com que os investidores tenham mais segurança para deixar o dinheiro aplicado por mais tempo – nas aplicações corretas. “A educação financeira está melhorando no Brasil. Ainda é incipiente, mas o acesso à informação e a novos produtos já é uma realidade pelas plataformas de investimentos”, aponta.

    Sobre a pesquisa

    A Anbima realizou, com o apoio do Datafolha, 3.452 entrevistas em todo o Brasil, distribuídas em 152 municípios, com a população economicamente ativa, inativos que possuem renda e aposentados, das classes A, B e C, a partir dos 16 anos. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%

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    Quanto investir por mês para ser um milionário

    27 de fevereiro de 2019

    Quanto antes você começar a investir, menor será a quantia necessária mensal para chegar ao R$ 1 milhão

    Sinais de que você tem o que é preciso para se tornar um milionário

    Conquistar o primeiro milhão de reais é o desejo de muitos brasileiros, porém muitos não fazem ideia de quanto é preciso aplicar por mês para conseguir acumular esta quantia.
    O especialista de investimentos Lucas Paulino, Mais Retorno, deu uma entrevista ao InfoMoney onde ele ajudou com os cálculos.

    Um dos pontos mais importantes para quem quer investir é entender o poder dos juros compostos sobre a sua rentabilidade: isso significa que quanto antes começar a investir, melhor.

    Para se ter ideia, se considerarmos uma aplicação inicial de R$ 10 mil, com aportes mensais de R$ 1.500 e uma rentabilidade de 9% ao ano, o patrimônio acumulado ao final de 10 anos seria de R$ 308 mil. Agora se dobrarmos o período para 20 anos, o valor acumulado chega em R$ 1 milhão. “Você triplica o saldo final”, afirma Paulino.

    Se aumentarmos o prazo para 30 anos, considerando as mesmas condições de taxa e valores, o valor acumulado atinge os R$ 2,6 milhões. Já se investir a mesma quantia por 40 anos, o total vai para R$ 6,5 milhões. É o poder dos juros compostos sobre os investimentos. “É um efeito muito forte. No curto prazo você pode não ver resultado, mas é importante que você mantenha resiliência e continue aplicando para que veja o efeito dos juros sobre juros lá na frente”, diz.

    Isso quer dizer que quem quiser investir por apenas 10 anos nunca vai ficar milionário? Não, mas esta pessoa vai precisar fazer aportes mensais maiores. Seguindo o nosso exemplo, seria preciso aplicar mensalmente R$ 5.200 para chegar no R$ 1 milhão – muito maior do que se tivesse começado antes. Fica fácil entender que quanto mais cedo você começar a investir, maior será a força dos juros compostos trabalhando a favor do seu dinheiro.

    Paulino fez os cálculos de quanto uma pessoa teria que investir por mês para chegar ao R$ 1 milhão, considerando uma aplicação inicial de R$ 10 mil e rendimento anual de 9%. Confira:

    Prazo de investimento Aportes mensais
    10 anos R$ 5.200
    20 anos R$ 1.500
    30 anos R$ 520
    40 anos R$ 170

    Agora, levando em conta as mesmas variáveis, porém corrigindo pela inflação de 3,5% ao ano, para ter o poder de compra dos R$ 1 milhão atual é preciso investir:

    Prazo de investimento Aportes mensais
    10 anos R$ 6.300
    20 anos R$ 2.400
    30 anos R$ 1.110
    40 anos R$ 580

    Onde investir?

    O investidor precisa ter em mente que o cenário mudou com a queda de juros. “Daqui para frente, olhando o cenário de alocação de investimento no Brasil, o investidor que quiser ter mais retorno terá que alocar em investimentos mais sofisticados e que busquem maior retorno – mas ele vai ter uma certa dose de risco”, alerta Paulino.

    Segundo ele, se a visão for de longo prazo, é preciso diversificar as aplicações além da renda fixa. Entre as melhores opções estão os fundos multimercados e os bons fundos de ações, que contam com a administração de gestores profissionais.

    Segundo Fernanda Alves, assessora de investimentos da Praisce Capital, existem bons fundos de previdência privada que podem ser utilizados se o objetivo for investir para aposentadoria. “Se você tem pouco dinheiro para investir, comece pelos fundos de previdência. Se tem muito dinheiro, também comece por esses fundos para depois diversificar em outras aplicações”, aconselha.

    Ela lembra que com a atualização das normas de alocação de fundos, muitas gestoras independentes criaram suas próprias versões de previdência. É o caso de casas renomadas como Adam, SPX, Alaska, AZ Quest, Verde e XP.

    “São fundos excelentes que possuem vantagem tributária, além de não terem come-cotas (antecipação de IR que acontece duas vezes por ano). Eles conseguem entregar ótimos retornos”, diz.

    Por fim, outro ativo muito interessante para o investidor que pensa em acumular recursos no longo prazo é o título de inflação do Tesouro Direto, o Tesouro IPCA+. Este papel possui prazos de vencimento longos e paga sempre a inflação acrescida de um prêmio definido na hora da compra – que hoje está em torno de 4% ao ano. Isso quer dizer que você sempre terá garantido o ganho real (acima da inflação do período).

    Veja que é importante levar esses títulos até o seu vencimento. Se resgatar antes, você ficará sujeito às oscilações de preço do mercado.

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    Geral

    7 investimentos em que você não precisa dividir o rendimento com o imposto

    15 de fevereiro de 2019

    Miau imposto de renda - Opções são interessantes para o investidor que quer encontrar aplicações rentáveis e seguras, principalmente quando consideramos aquelas dentro do leque de renda fixa

    Quanto rende a Poupança da Caixa?

    No Brasil ainda existem várias pessoas que investem na caderneta de poupança da Caixa e justificam a aplicação por conta da facilidade e da isenção do Imposto de Renda. Na verdade, o que boa parte desses poupadores esquece é que existem aplicações bem mais rentáveis que a caderneta que também são isentas de imposto.

    Por exemplo, temos o caso de produtos como CRIs (Certificados de Recebíveis do Imobiliários), CRAs (Certificados de Recebíveis do Agronegócio), LCIs (Letras de Crédito Imobiliário), LCAs (Letras de Crédito do Agronegócio) e das debêntures incentivadas. Praticamente todas essas aplicações rendem mais que a poupança. Isso porque a caderneta paga atualmente apenas 70% da Selic (que está em 6,5% a.a.) + TR (Taxa Referencial – que tem sido igual a zero nos últimos meses).

    A poupança deverá render por volta de 4,5% neste ano, o que é pífio. Não chega a nem 0,4% ao mês se acreditarmos que os juros ficarão em 6,5% ao longo de 2019!

    Logo a seguir são listados 7 investimentos que são isentos de Imposto de Renda e que são opções melhores do que a poupança:

    1. LCI
    2. As Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) são uma modalidade de investimento de renda fixa lastreada em créditos do setor imobiliário.

      Isenta de Imposto de Renda, a LCI exige resgate no vencimento e conta com a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos para até R$ 250 mil por CPF e instituição financeira. Para mais informações, acesse o site do FGC.

    3. LCA
    4. As Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs) também são investimentos de renda fixa. A diferença para a LCI é que ao invés do banco utilizar os recursos captados para o segmento imobiliário, ele os utiliza para o agronegócio.

      Assim como a LCI, a LCA possui a cobertura do FGC para até R$ 250 mil por CPF e instituição financeira. Além disso, são aplicações de médio e longo prazo, então o investidor precisa estar disposto a levar os títulos até a data de vencimento.

    5. CRI
    6. Os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) são lastreados em imóveis e emitidos por companhias securitizadoras. Isento de Imposto de Renda, o CRI precisa ser resgatado na data de vencimento.

      É importante lembrar que o CRI não conta com a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), portanto é preciso se atentar ao rating. “É muito comum que o CRI venha com uma garantia real; muitas vezes é lastreado pelo próprio imóvel, ou seja, o emissor dá o imóvel como garantia”, lembra Daniel Zamboni, assessor de investimentos na Br Investe.

      A remuneração, por sua vez, pode ser indexada ao CDI, a índices de inflação ou ser prefixada. Vale citar que muitos dos CRIs só estão disponíveis para investidores qualificados, ou seja, aqueles com patrimônio investido acima de R$ 1 milhão.

    7. CRA
    8. Também na ponta dos Certificados de Recebíveis, temos o do Agronegócio (CRA), que é lastreado em recebíveis originados de negócios entre produtores rurais e suas cooperativas.

      Assim como os CRIs, os papéis não contam com a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e precisam ser resgatados na data de vencimento. Além disso, são investimentos de risco moderado com vencimentos de médio e longo prazo, normalmente a partir de 3 anos.

    9. Debêntures incentivadas
    10. As debêntures são títulos de dívida emitidos por empresas (de capital aberto ou não) que têm como objetivo captar recursos para o financiamento de projetos.

      No caso das debêntures incentivadas, estas são emitidas por empresas para executar obras ou serviços de infraestrutura no país, como estradas e aeroportos. Por causa disso, o governo federal optou por isentar a cobrança do IR.

      O rendimento desses ativos pode acontecer de três formas diferentes: pós-fixado (CDI ou IPCA), prefixado ou híbrido (mesclando as duas modalidades de rendimento).

    11. Renda dos fundos imobiliários
    12. Os fundos de investimentos imobiliários (FIIs) são fundos compostos por investimentos do setor imobiliário. Dessa forma, podem ter lajes corporativas, hospitais, shopping centers, prédios comerciais e residenciais, etc.

      Além de contar com a expertise de um gestor para administrar e selecionar os ativos, o investidor de FIIs também possui mais liquidez com o fundo do que com um imóvel, tem maior rentabilidade, diversifica seu portfólio e possui custos inferiores de compra e venda, visto que o investidor está adquirindo pequenas partes de imóveis.

      Outra vantagem é que ao contrário do que acontece com o aluguel recebido de um imóvel, a renda recebida de FIIs é isenta de Imposto de Renda para pessoa física.

    13. Venda de ações
    14. A isenção de Imposto de Renda também é possível para os lucros obtidos na bolsa. É preciso ter em mente, porém, que para isso há um limite de venda de até R$ 20 mil em ações no mês. Nessa conta são consideradas todas as ordens de venda executadas entre o primeiro e o último dia do mês.

      Além disso, a isenção só é válida para lucros de operações normais, ou seja, quando a compra e a venda do ativo ocorrem em datas diferentes. Em outras palavras, a isenção não é válida para operações day-trade.

    E qual a cobrança de IR em ativos de renda fixa que não são isentos?

    O Imposto de Renda que incide sobre a rentabilidade das aplicações de renda fixa como CDB (Certificado de Depósito Bancário) e Tesouro Direto segue as seguintes alíquotas:

    Período Alíquota
    Até 180 dias 22,5%
    De 181 a 360 dias 20%
    De 361 a 720 dias 17,5%
    Acima de 720 dias 15%

    O investidor precisa estar ciente também que há incidência de IOF se houver resgate do título antes do prazo de 30 dias.

    É importante lembrar que dependendo do retorno que o CDB oferece ele pode ser mais vantajoso do que uma aplicação isenta de Imposto de Renda.

    Para calcular qual opção é mais vantajosa, existe uma fórmula simples:

    ((% CDI do CDB) x (1- (alíquota do IR/100)))

    Em outras palavras, se o objetivo é investir R$ 2 mil para resgatar daqui 365 dias e as opções são um CDB que paga 100% do CDI e uma LCI que paga 85% do CDI, o cálculo fica o seguinte:

    ((100) x (1- (17,5/100))) = 82,5%

    Isso mostra que, para o prazo de 365 dias, a LCI é mais vantajosa. Fazendo o cálculo para os diferentes resgates e com mesma rentabilidade do CDB (100% CDI), temos a LCI mais vantajosa em todos os casos. Acima de 720 dias, porém, as aplicações ficam equilibradas.

    Período CDB 100% do CDI LCI 85% do CDI
    Até 180 dias 77,5% 85%
    De 181 a 360 dias 80% 85%
    De 361 a 720 dias 82,5% 85%
    Acima de 720 dias 85% 85%
    Por outro lado, se o CDB oferecer uma rentabilidade superior, como 110% do CDI, por exemplo, o produto passa a ser mais atrativo do que todos os cenários, mesmo com a isenção de IR das Letras de Crédito Imobiliário. Veja:

    Período CDB 110% do CDI LCI 85% do CDI
    Até 180 dias 85,25% 85%
    De 181 a 360 dias 88% 85%
    De 361 a 720 dias 90,75 85%
    Acima de 720 dias 93,5% 85%

    E você, o que pensa a respeito?
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    Até o próximo post.

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    Taxa de administração afeta a rentabilidade de seus investimentos

    23 de janeiro de 2019

    É preciso ficar atento a algumas informações dos fundos DI, que podem enxugar seus ganhos ao longo do tempo

    Quem investe em fundos de investimentos sabe que é uma ótima opção para diversificar o portfólio, principalmente se puder contar com a ajuda de um gestor, porém é preciso ficar atento a algumas informações, como as taxas de administração, que podem ter grande influência na rentabilidade.

    O peso das taxas é especialmente relevante no caso dos fundos DI, que investem em títulos públicos e privados acompanhando o retorno do CDI – que, hoje, está em 6,40% ao ano (os fundos de ações e multimercado têm estratégias e rendimentos bastante variados).

    Apesar de haver pouca margem de manobra na gestão dos fundos DI, as taxas de administração variam muito: há fundos que cobram 0,15% ao ano e outros que chegam a cobrar mais de 4% a.a.!

    Mauro Morelli, da Davos Wealth Management, explica que, com o CDI atual, cada 0,50 ponto percentual de diferença na taxa de administração corresponde a 8 p.p. de rendimento em relação ao CDI. Ou seja, um fundo com taxa de 0,50% a.a. rende aproximadamente 92%, enquanto um com taxa de 1% rende 84% do CDI.

    Observa-se que no mercado atual a poupança rende equivalente a 82% do CDI bruto, ou seja, aplicações em fundos DI com taxa de administração superiores a 1% a.a. são investimentos com rentabilidade pior que a da poupança.

    R$ 3,8 mil a menos

    Ricardo Pompermaier, também da Davos, mostra que o ganho cai consideravelmente com o aumento da taxa de administração. Se o investidor aplicar R$ 100 mil em um fundo DI com uma das taxas mais baixas do mercado (0,15% a.a.), como é o caso do SulAmérica Exclusive FI Referenciado DI, o rendimento líquido de taxas e bruto de imposto de renda ao final de um ano será de R$ 6.240,64.

    O mesmo valor investido em um fundo com taxa de 2% ao ano, como o BB Referenciado DI 500, por exemplo, oferece um rendimento de R$ 4.313,73 – quase R$ 2 mil a menos.

    O Bradesco FIC RF Referenciado DI Hiperfundo também está entre os mais caros, com taxa de administração de 3,9% ao ano. Considerando uma aplicação inicial de R$ 100 mil, o rendimento do fundo é de apenas R$ 2.406,16 ao final de um ano. Ou seja, o investidor recebe R$ 3.834,48 menos do que receberia se aplicasse num fundo com taxa de 0,15% ao ano.

    Acesso limitado

    Em geral, os fundos que cobram taxas de administração mais altas são oferecidos pelos bancos, e os mais baratos estão em plataformas independentes de investimento, porém ressalta-se que os bancos têm fundos com taxas menores, normalmente oferecidos a clientes de alta renda. É o caso do Bradesco Supremo DI, que cobra uma taxa de administração de 0,50% a.a. e tem um valor mínimo de aplicação de R$ 300 mil.

    O Santander Sovereign Renda Fixa Referenciado DI na plataforma da XP Investimentos tem aplicação inicial mínima no valor de R$ 1 mil e a taxa de administração de 0,25% a.a., mas o fundo está fechado para captação.

    Já nas plataformas há fundos com taxas de 0,5%, ou mais baixas, para investidores com apenas R$ 1 mil para aplicar.

    Os bancos citados não responderam sobre os motivos das altas taxas de administração.
    Fuja das altas taxas de administração nos fundos DI!!!

    E você, o que pensa a respeito deste tema? Deixa a sua opinião.

    Até mais.

    Convidados

    Bolsa de valores: 9 erros que prejudicam seus investimentos

    17 de dezembro de 2018

    Ter excesso de confiança e confiar plenamente em dicas de terceiros são alguns dos principais erros que os investidores cometem ao aplicar na bolsa de valores

    Para aqueles que costumam investir com muita emoção na bolsa de valores, existe uma grande possibilidade de estar investindo errado. O ato de aplicar as suas economias para conseguir um retorno justo não deve gerar ansiedade. Possuir altas expectativas e querer retornos rápidos são alguns dos maiores erros cometidos na hora de investir em renda variável ou até mesmo em renda fixa.

    Abaixo seguem alguns dos principais erros comportamentais que devem ser evitados pelos investidores da bolsa de valores:

    Comportamento pró-cíclico

    Apesar da bolsa ser regida por números e especulações, o comportamento do investidor é o que determina o lucro ou o prejuízo. Em momentos de pânico, enquanto todos vendem desenfreadamente, os bons investidores estão comprando. Já em momentos de euforia, enquanto os outros estão comprando, os bons investidores estão vendendo.

    Warren Buffett, um dos maiores investidores de todos os tempos, tem como máxima:
    – Ser ganancioso quando os outros estão com medo e ter medo quando os outros estão gananciosos.

    Ter grandes expectativas

    Um dos segredos para se dar bem na hora de investir é ser realista e não se deixar seduzir pela possibilidade de ganhos rápidos. O mercado de capitais não vai te deixar rico de uma hora para outra, claro, com raríssimas exceções.

    Vender o lucro e segurar as perdas

    Se desfazer de uma ação no primeiro sinal de lucro e manter outras que estão causando prejuízos na expectativa que elas retornem é outro erro comum, logo não é preciso ter pressa para vender posições lucrativas.

    Isto seria o mesmo que colher as rosas e semear as ervas daninhas em um jardim. Depois de um tempo, a paisagem não será agradável. Do mesmo modo, se uma ação caiu após uma mudança estrutural da empresa, é interessante que ela seja vendida.

    Foco em apenas uma métrica

    Os indicadores são importantes, mas não são os únicos instrumentos de análise. Se guiar apenas por métricas pode fazer com que você tome decisões a partir de informações incompletas.

    Investir em ações de dividendos, por exemplo, é algo plausível, porém antes você deve analisar a capacidade de pagamento da empresa, pois muitas empresas que pagam dividendos elevados não conseguem sustentá-los ao longo dos anos.

    Ter excesso de confiança

    Este pode ser um comportamento tóxico em praticamente todas as áreas da vida. Tal exagero pode fazer uma pessoa acreditar ser mais esperta ou mais capaz do que realmente é. No mundo dos investimentos, isso pode trazer grandes prejuízos.

    Aquele investidor muito confiante acaba comprando e vendendo ações com mais rapidez e frequência que os outros. Com isso, corre o risco de não enxergar obstáculos ou contextos que influenciam no futuro de uma ação. Movimentar muito uma carteira já é extremamente custoso, e isso por si só impacta o resultado final.

    Sempre em busca do viés de confirmação

    É comum que um investidor considere e avalie apenas os pontos que estão de acordo com suas ideias e opiniões e se esqueça de olhar os dados e fatores contrários. Fazendo isso, ele pode ignorar resultados que seriam ainda melhores para sua carteira.

    Para ter uma visão mais plural e dinâmica do mercado, é bom considerar pontos positivos e negativos, mesmo que o investidor não se sinta confortável com todos eles.

    Imobilismo de escolhas

    O excesso de informações pode levar o investidor a uma paralisia na hora de tomar a decisão. Justamente por ter muitas opções de escolha, ele fica estático e pode acabar perdendo oportunidades. É prudente, se caso o mercado tiver várias opções, o investidor manter o foco e separar algumas de suas escolhas preferidas, excluindo as outras, para então analisá-las e decidir quais ações comprar.

    Não pensar como portfólio

    Muitos investidores ignoram, ou esquecem-se, que sua carteira é um portfólio. Sendo assim, ela deve ser analisada com um todo, levando em conta o retorno geral, e não apenas casos isolados de cada um dos ativos.

    Comum que em momentos ruins pontuais desvalorizem as ações. Desta forma deve-se evitar vender um ativo simplesmente porque ele caiu. O melhor é entender a real situação que envolve a empresa.

    Confiar plenamente em dicas “quentes” dos outros

    Buscar dicas de especialistas, amigos, colegas e conhecidos é um comportamento comum do ser humano. O problema é quando os investidores estão atrás de coisas prontas e deixam de fazer uma análise própria do mercado financeiro. As famosas dicas infalíveis ou segredos do sucesso raramente trazem os resultados esperados. A melhor estratégia é apostar na própria experiência, mesmo que demande um maior tempo de aprendizado e vivência.

    E você, o que pensa a respeito deste tema? Deixa a sua opinião.

    Até mais.

    Geral

    Lições valiosas que Warren Buffett aprendeu sobre investimentos

    30 de agosto de 2018

    3 lições valiosas que Warren Buffett aprendeu sobre investimentos aos 11 anos
    6 LIFE LESSONS FROM WARREN BUFFETT

    Warren Buffett é considerado por muitos o maior investidor de todos os tempos e completa 88 anos nesta quinta-feira, 30/08/2018. Ele também é reconhecido por ser Oráculo de Omaha. Warren construiu seu patrimônio de US$ 87,2 bilhões “comprando príncipes pelo preço de sapos”, como ele mesmo gosta de dizer.
    Estreou na bolsa de valores cedo, mais precisamente aos 11 anos de idade. Enquanto seus colegas brincavam na rua, o jovem Buffett comprava ações. Nessa época, ele aprendeu a importância da paciência e do “timing” antes de comprar ou vender qualquer ativo. Ele começou nos investimentos anotando o preço das ações na lousa do escritório de seu pai, uma forma que encontrou de acompanhar e entender melhor cada empresa. Sua primeira compra veio poucos meses depois, quando adquiriu com sua irmã Doris seis ações da Cities Service, uma petrolífera, a US$ 38/ação.

    Buffett acreditou que as ações estavam desvalorizadas e tinha confiança de que conseguiria ter um bom lucro com elas. Infelizmente, a ação perdeu quase três vezes o seu valor poucas semanas após Buffett comprá-la.

    Apesar da insistência de sua irmã para se livrar do papel, Warren optou por mantê-lo. A persistência lhe permitiu ver o preço da ação chegar a US$ 40, quando vendeu e embolsou um lucro de US$ 2 por ação. Com o dinheiro em mãos, o pequeno Buffett teve a infeliz experiência de ver a ação disparar para US$ 200 sem ele. Foi nessa época que o futuro bilionário e CEO da Berkshire Hathaway aprendeu algumas lições valiosas que levaria pelo resto da vida:

    Não venda a ação para ter um lucro de curto prazo

    Buffett acredita que a melhor empresa para se ter é aquela que oferece perspectivas de longo-prazo. Segundo ele, quem pensa no longo prazo evita erros comuns, como investir em negócios ruins e girar a carteira demais, o que traz custos relevantes. O investidor explica que quem investe no longo prazo é porque entende a razão do mercado de capitais: financiar e ser sócio de projetos de sucesso. “Se você tem ações de uma empresa excelente, não as venda enquanto ela continuar excelente”, diz o sábio bilionário.

    Possua sempre responsabilidade ao investir

    Se você investir naquilo em que entende, mais fácil será definir um preço e ficar informado sobre as tendências da indústria. Se você não entende o que a companhia faz ou como ganha dinheiro, como vai administrar seu investimento? Buffett costuma falar sobre o “círculo de competência”, uma forma dos investidores se concentrarem nos setores que conhecem melhor. Ao sair do seu círculo de competência, o investidor está mais suscetível à especulação.

    Não fique em pânico se o preço das ações caírem

    O seu desempenho na bolsa também está relacionado ao controle emocional. Em outras palavras, você precisa agir racionalmente e não emocionalmente para que consiga colocar seu plano de investimento em prática, aguentar as oscilações do mercado e assim obter bons resultados. “Se você não consegue controlar as suas emoções, você não consegue controlar o seu dinheiro”, diz Buffett.

    Até o próximo post.

    Frases

    Frases e pensamentos – parte 22

    21 de agosto de 2018

    Vamos para a parte 22 desta de série de posts onde compartilharmos frases e pensamentos do mercado financeiro.

    “As pessoas gastam o dinheiro que não têm, para comprar coisas de que elas não precisam, para impressionar pessoas com quem elas não se importam.”
    Autor desconhecido

    “Ninguém gasta o dinheiro dos outros (impostos) com o mesmo cuidado com o que gasta o próprio.”
    Milton Friedman
    Ninguém gasta o dinheiro dos outros (impostos) com o mesmo cuidado com o que gasta o próprio.

    “Existem apenas quatro maneiras de você poder gastar seu dinheiro. Você pode gastá-lo com você mesmo. Quando você faz isso, e você pode realmente ver o que está fazendo com ele, você tenta usá-lo da melhor forma possível. Mas você pode gastar seu dinheiro com outra pessoa. Por exemplo, eu compro um presente de aniversário para alguém. Bem, eu não estou preocupado com a eficácia satisfatória do presente, mas estou atento quanto ao seu custo. Então, eu posso gastar o dinheiro alheio comigo mesmo. E se eu gasto o dinheiro alheio comigo mesmo, então eu tenho certeza de que terei um bom almoço! Finalmente, eu posso gastar o dinheiro de alguém com outro alguém. E se eu gasto o dinheiro de alguém com outro alguém, eu não me importo com o custo e não me importo com o que conseguirei satisfazer. E isso é o governo.”
    Milton Friedman

    “Eu deveria ganhar mais…”
    Na verdade o problema não é quanto você ganha e sim o quanto você gasta. Não adianta nada ganhar mais se você continuar gastando mais do que pode. A mudança vem de você e não do seu salário. Pense nisso!
    8 frases clássicas de quem gasta mais do que ganha

    Leia também:

    Frases e pensamentos – parte 21

    Até o próximo post.

    Geral

    Perguntas erradas nos investimentos

    6 de agosto de 2018

    Para quebrar tabus e tirar dúvidas, reportagem explica o básico do mundo financeiro
    Veja 8 perguntas sobre investimentos que ninguém deveria ter vergonha de fazer

    Sempre é necessário se ter muito cuidado com aquilo que você pergunta, pois alguém sempre terá uma resposta, a qual pode ser bem errada. Também existe uma frase popular que diz: – cuidado com aquilo que você quer, pois você pode conseguir.

    As pessoas vivem hoje em dia num mundo onde todos estão tentando vender algo, ou seja, algo bom nem ruim, simplesmente isto acontece. As pessoas estão tentando ganhar dinheiro e “se virar nos 30”. Algumas fazem isso de forma mais ou menos adequada do ponto de vista moral. Veja, por exemplo, se você postar, neste exato momento, uma mensagem nas suas redes sociais dizendo que você quer “conquistar sua independência financeira sem fazer força” ou “perder dez quilos em um mês”, é de se imaginar que não levará mais que alguns instantes para que alguém lhe ofereça uma solução mágica por uma módica quantia e, possivelmente, embora até seja desnecessário dizer, será uma solução falsa e que não vai funcionar.

    O Lobo de Wall Street faz um alerta sobre Bitcoin

    É aquilo, a demanda que gera a sua própria oferta, ou seja, se alguém quer ilusão, sempre haverá outro ali prontinho para te vender ilusão. Claro, se você quer soluções mágicas, alguém vai te oferecer uma solução mágica. Infelizmente, no mundo dos investimentos, a coisa funciona da mesma forma. Há uma verdadeira indústria de promessas e ilusões exatamente porque o investidor pede por isso. O estoque de falsos mestres e incautos nunca acaba. E a indústria está aí para atender qualquer demanda, por mais extravagante que seja. Quer saber o que vai acontecer na economia após as eleições? Alguém vai ter uma “resposta” para te vender… Quer saber o que vai acontecer com o dólar? Fique tranquilo, pois alguém tem a bola de cristal e vai compartilhar a resposta com você… Quer aprender a técnica mirabolante e infalível para aplicar seu dinheiro e ganhar 50% ao mês? Você terá dificuldade em escolher entre tantas pessoas oferecendo a “receita do bolo turbinado”.

    E como a demanda gera a sua própria oferta, a única forma de não criar a oferta é não criando a demanda… Ou seja, é simplesmente “parando de perguntar”, pois você sabe que, se perguntar, a resposta virá – ainda que seja errada.

    Nessa linha, tem duas perguntas que são particularmente perniciosas e que os investidores deveriam para de fazer (sob o risco de continuarem obtendo respostas falsas e ilusórias).

    A primeira delas é “o que vai acontecer no futuro?”.

    Os mercados são, em grande parte, aleatórios e basicamente “tudo” pode acontecer. E tem tanta gente fazendo previsões e “chutes”, que é inevitável que, em algum momento, alguém acerte. E esses acertos nada têm a ver com alguma capacidade premonitória.

    Então, aceite que o mercado é imprevisível e pare de querer saber se o dólar vai subir, se os juros vão cair e qual é a “boa do dia”…

    A segunda pergunta é “o que devo fazer?” (e suas variações).

    Uma das situações mais frustrantes que acontecem é quando se está falando sobre o funcionamento dos mercados (que sempre tem alguma complexidade) e me aparece alguém com a clássica pergunta: – afinal, é pra comprar ou pra vender?.

    Esse é aquele momento em que a pessoa escancara a preguiça mental e diz algo como: – não quero saber nada, apenas me dê uma resposta pronta.

    Muitos analistas e educadores não dão esse tipo de resposta pronta, pois sabem que o risco de dar uma resposta errada é alto, fato que pode induzir a pessoa a perder dinheiro, embora saibam que a decisão final é sempre do investidor, porém uma grande parte dos integrantes da indústria de “atender à demanda do investidor, ainda que entregando coisas ilusórias”, dará essa resposta de bate-pronto com um sorriso no rosto e dormirá tranquilamente à noite, como se nada tivesse acontecido.
    Para concluir vale ressaltar que antes de fazer uma pergunta o investidor precisa ter em mente que sempre existe uma resposta, ainda que seja uma resposta errada, a qual pode lhe fazer tomar decisões equivocadas.

    Leia também:

    O que é um mico na bolsa de valores?

    Previsões e analistas de economia

    Profetas do mercado financeiro

    Até mais.

    Geral

    Porque diversificar é essencial

    10 de julho de 2018

    Como e por que diversificar os investimentos?

    juggling balls - Mulher que tem várias fontes de renda diz porque diversificar é essencial - Dorie Clark, de 39 anos, foi demitida de seu emprego e ficou sem saber o que fazer, já que o trabalho era sua única fonte de renda
    A woman with 7 income streams explains why it’s one of the best things you can do for your career

    É bem possível que quem esteja lendo este post já tenha passado por um momento de pânico por não saber como pagar seu próximo aluguel, ou a fatura do cartão de crédito, após uma demissão ou uma redução de salário. Dorie Clark enfrentou uma situação parecida anos atrás: foi demitida de seu emprego e ficou sem saber o que fazer, já que o trabalho era sua única fonte de renda. Mas embora tenha sido uma fase difícil, ela aprendeu uma grande lição que mudou os rumos de sua vida.
    Em uma entrevista ao Business Insider a Clark contou que após ser demitida ela decidiu que nunca mais confiaria sua vida financeira em uma única fonte de renda novamente. Com o tempo, ela criou um estilo de vida estável com nada menos do que seis fluxos de renda.

    Dorie é jornalista e formada em filosofia, embora hoje seja empreendedora e atue como consultora de marketing para empresas. A demissão aconteceu em 2000, quando perdeu seu cargo como repórter política. “Não tive nenhum aviso e recebi apenas quatro dias de indenização. Algo que parecia certo provou ser muito inseguro, e teria sido muito útil ter uma outra fonte de renda para recorrer”, explica.

    Seguiu a vida fazendo alguns bicos, época em que começou a empreender, e alguns cursos em administração e negócios. Mas foi apenas em 2013 que ela começou a pensar seriamente em criar múltiplos fluxos de receita. “Eu já era empreendedora há alguns anos e estava fazendo apenas um tipo de projeto: marketing para empresas. Eu percebi que poderia tornar meu negócio ainda mais robusto e seguro se eu também tivesse diferentes fluxos de renda e fizesse coisas diferentes para ganhar dinheiro”, diz Clark.

    Ela entende que a ideia de diversificar sua renda surgiu porque ganhou dinheiro trabalhando com muitos clientes diferentes com o negócio de marketing. “Quando percebi que dava para trazer dinheiro de vários lugares diferentes, comecei a consolidar e estudar essa ideia de forma mais séria”, diz.

    Por que você precisa diversificar sua renda

    Quem investe em ações já está acostumado com a ideia de diversificação. “Todo mundo sabe que [investir em um único papel] é uma má ideia. Você precisa diversificar”, diz.

    De acordo com ela, o mesmo conceito deve ser usado com outras fontes de renda. “Eu fiz muita pesquisa ao longo dos anos e conclui que uma das melhores maneiras de criar uma estabilidade profissional legítima e real para nós mesmos é ter múltiplos fluxos de renda”, garante.

    Ela explica que a ideia funciona certamente para empresários. Mas, mesmo para pessoas que trabalham dentro de uma empresa e que têm um chefe podem ter um fluxo de renda secundário de algum tipo – seja vendendo um produto caseiro, ou dando aula de algo que sabe ou qualquer outro tipo de trabalho secundário que dê dinheiro. “Ter essa linha lateral, uma segunda renda, oferece proteção adicional contra a incerteza”, afirma.

    Ela hoje possui várias fontes de renda: é consultora, dá coaching executivo, dá aulas de administração, escreve livros, dá cursos online, e ganha para participar de palestras e eventos: – “No meu caso não é tão difícil ter vários fluxos de renda – porque não estou fazendo coisas muito diferentes. Minha equipe é bem pequena. Ao invés disso, são atividades relacionadas em que estou falando para públicos-alvos semelhantes, portanto, promover uma coisa que eu faço, como meu livro mais recente, pode ajudar a gerar oportunidades de falar ou pessoas que possam se interessar em participar de algum dos meus cursos, por exemplo”, explica.

    Entrepreneurial You, livro lançado por ela no fim do ano passado, mostra como não se pode confiar em seu empregador para fornecer oportunidades de desenvolvimento profissional ou para mapear sua progressão na carreira. “Você precisa identificar onde você quer ir e procurar as habilidades e a rede para chegar lá. Essa é a essência de cultivar uma mentalidade empreendedora”, segundo Clark.

    Para ela a importância de diversificar o caminho do seu dinheiro é nunca depender de apenas uma fonte de renda. “Eu passei por isso na pele, e não foi legal, então eu reitero que as pessoas devem ter opções para quando surgirem emergências”, diz.

    Claro que vários fluxos de renda podem ser muito, ainda mais adaptando a situação para a realidade brasileira, mas se você conseguir ter uma segunda fonte de renda, pode investir outra parte do dinheiro e montar seu fundo de emergência para não passar apertado. Você pode começar com uma aplicação como o Tesouro Direto, que não exige uma quantia alta para começar a investir e você empresta seu dinheiro para o governo que te paga juros e, aos poucos, ir colocando cada vez mais dinheiro.

    “Diversificar seus fluxos de renda não é apenas uma maneira de ganhar mais dinheiro, mas também uma forma de fornecer segurança profissional, além de aprender novas e valiosas habilidades”, acredita Clark.

    … e sua carreira

    Para além do bolso, a diversificação de Clark envolveu toda sua carreira. Afinal, hoje ela atua como consultora de estratégia de marketing para empresa, dá aulas e palestras e tem seu blog pessoal.

    Ela afirma que não há um tempo certo para começar a fazer novas coisas. “Nunca é cedo demais para começar a diversificar sua carreira e sua renda. No entanto, é importante não fazer tudo de uma vez só. Domine um fluxo de renda primeiro, para que você seja bom nisso e esteja constantemente gerando receita. Então, pense em adicionar um – ou, no máximo, dois – novos fluxos de renda por ano. Isso manterá as coisas em um ritmo administrável”, aconselha.

    Além disso, Clark acredita que essa diversificação de renda pode funcionar para qualquer um, dadas as possibilidades oferecidas pela internet. “Um engenheiro no Brasil poderia, por exemplo, criar um aplicativo de smartphone (supondo que isso não seja proibido em seu contrato com seu empregador). E um professor da Alemanha pode começar um negócio de tutoria ou criar um curso online ensinando o que ele sabe a um público mais amplo. Todo mundo pode”, diz.

    A principal habilidade de um profissional atualmente é “flexibilidade e disposição para se reinventar”, segundo Clark. “O trabalho para o qual você é contratado hoje pode mudar a qualquer momento e provavelmente não será o mesmo em dois anos ou cinco anos. Você precisa se adaptar e estar preparado”, aconselha a empreendedora.

    Veja também:

    Coisas que você deve fazer com a vida financeira aos 20 anos para aproveitar os 30

    Até mais.