Vídeo: Para nossa coleção sobre bolha imobiliária
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Vídeo: Para nossa coleção sobre bolha imobiliária

10 de dezembro de 2013

Sugestão do nosso colega investidor, Afonso:

 


http://aclassealta.com/bolha-imobiliaria/?ref=D1330586L

Enviado pelo cara do livro negro dos imóveis, mas não é dele.

Para mais posts sobre bolha imobiliária no Brasil, acesse:
http://defendaseudinheiro.com.br/tag/bolha-imobiliaria

Até o próximo post.

4 Comments

  • Reply vilmar 26 de dezembro de 2013 at 15:36

    Mercado imobiliário
    Roubini, economista que previu a crise dos EUA, vê sinais de bolha no Brasil

    Segundo o professor da New York University, cenário de elevados preços dos imóveis é visto também em outros emergentes e em economias avançadas como França, Alemanha e Reino Unido
    http://veja.abril.com.br/noticia/economia/roubini-economista-que-previu-a-crise-dos-eua-ve-sinais-de-bolha-no-brasil

  • Reply Vilmar 18 de dezembro de 2013 at 17:28

    18h13 : Gafisa terá lançamentos menores; vê recuperação da Tenda em 2014

    SÃO PAULO, 18 Dez (Reuters) – A construtora e incorporadora Gafisa planeja controlar despesas e lançamentos de projetos em 2014, conforme busca reduzir a dívida e aumentar a rentabilidade nos próximos meses, disseram executivos nesta quarta-feira.

    Assim, a unidade Gafisa voltada para empreendimentos de média renda lançará de 1,5 bilhão a 1,7 bilhão de reais em novos projetos em 2014, enquanto a unidade Tenda, para imóveis de baixa renda, terá de 600 milhões a 800 milhões de reais em projetos.

    As estimativas estão abaixo do total de 2,7 bilhões de reais neste ano, disseram executivos em evento para investidores.

    As ações da Gafisa encerraram o pregão desta quarta-feira em alta de 6,29 por cento, cotadas a 3,72 reais.

    A Gafisa iniciou um estratégia de recuperação em outubro de 2011 depois de uma rápida expansão em mercados ainda não experimentados que levou a custos muito elevados, cancelamento de vendas e grandes prejuízos trimestrais. Desde então, a companhia reduziu despesas e suspendeu temporariamente os lançamentos da Tenda para se focar na venda de estoques.

    A dívida líquida provavelmente ficará entre 55 e 65 por cento do patrimônio líquido no próximo ano, queda ante os 126 por cento registrados no fim de setembro, disse o presidente-executivo da empresa, Duilio Calciolari, durante o evento.

    A companhia utilizará os recursos da venda de participação de 70 por cento da unidade Alphaville neste ano para pagar dívidas perto de vencer, dividendos não recorrentes a acionistas e recomprar ações.

    “Nós determinamos que nossa alavancagem tinha fugido de controle devido a questões operacionais, não é uma questão de disciplina financeira”, disse Calciolari.

    Ele acrescentou que o controle de despesas será reforçado. “Agora a disciplina a financeira continua, mas o controle operacional vai junto com ele.”

    TENDA É UMA “START-UP”

    A Tenda retomou os lançamentos no início deste ano com um novo modelo de negócio sob o qual a pré-venda só pode ser reservada se os financiamentos forem capazes de ser transferidos para instituições financeiras.

    “Vemos a Tenda como basicamente uma start-up (empresa iniciante) agora”, disse Rodrigo Osmo, diretor da unidade. “É um momento em que ela precisa provar o seu modelo de negócio.”

    Osmo disse que a maioria dos antigos projetos não lucrativos devem ser entregues até meados de 2014, e que o tamanho ideal da empresa deve ser de mais de 1 bilhão de reais em lançamentos anuais.

    Calciolari disse que a empresa espera alcançar retorno combinado sobre o capital empregado – um medidor de eficiência financeira – entre 14 por cento e 16 por cento em suas unidades da Gafisa e da Tenda em cerca de três anos.

    (Por Asher Levine)

  • Reply Vilmar 16 de dezembro de 2013 at 13:45

    Após “desastre” em 2013, Bradesco/Ágora está otimista com setor de construção
    Segundo a Ágora/Bradesco, a Brookfield, que caiu 70,18% no ano, até o fechamento de sexta-feira (06), tem potencial para subir 98% em 2014
    8h30 | 16-12-2013

    SÃO PAULO – O setor de construção civil teve um ano muito difícil na bolsa de valores. Das cinco ações que estão com as maiores quedas do Ibovespa em 2013, três são de incorporadoras: Brookfield (BISA3), Rossi Residencial (RSID3) e PDG Realty (PDGR3).
    Acompanhe a cotação de todos os fundos imobiliários negociados na BM&FBovespa
    No entanto, de acordo com a Ágora/Bradesco, em relatório, a fase ruim do setor não deve permanecer no ano que vem, pelo contrário. Segundo a corretora, o potencial de valorização das ações é muito alto e a maioria delas deve devolver toda a queda de 2013, ficando positiva no biênio.

    A Brookfield, que caiu 70,18% no ano, até o fechamento de sexta-feira (06), tem potencial para subir 98% em 2014, passando de R$ 1,01 para R$ 2,00 nos próximos 12 meses, enquanto a Rossi Residencial, que teve desvalorização de 52,97% neste ano, até a mesma data, deve subir 96%, passando de R$ 1,99 para R$ 3,90.
    Já a PDG deve ter uma alta mais moderada, mas ainda expressiva. As ações da companhia caíram 50,76% em 2013 e podem ir de R$ 1,64 para R$ 2,00 no ano que vem, recuperando 22% da queda nos próximos 12 meses, segundo a Ágora/Bradesco.

    Outras incorporadoras que devem performar bem em 2014 são: Direcional (DIRR3), Helbor (HBOR3), JHSF (JHSF3), BR Brokers (BBRK3), Even (EVEN3), EZTec (EZTC3) e Tecnisa (TCSA3), com altas de 52,2%, 68,6%, 95,1%, 47,4%, 45,6%, 37,7% e 51,7%, respectivamente.
    infomoney.com.br/onde-investir/acoes/noticia/3095949/apos-desastre-2013-bradesco-agora-esta-otimista-com-setor-construcao

  • Reply Vilmar 16 de dezembro de 2013 at 10:24

    12/11/2013 às 17:31
    Blog expõe a espantosa “bolha Imobiliária” brasileira comparando nossos preços com os de outros países

    veja.abril.com.br/blog/ricardo-setti/tag/bolha-imobiliaria

    Bolha imobiliária
    245 mil reais: esta casa em Campinas deveria valer o mesmo que uma novinha, de 140 metros quadrados e quatro quartos, na magnífica, segura e rica cidade de Minneapolis, nos Estados Unidos? (Foto: Estamos Ricos)
    “Tem algo errado ou estamos ricos??”

    A rotunda pergunta, feita com dois pontos de interrogação, é o cartão de boas-vindas do blog Estamos Ricos, cujo editor assina apenas como Walter.

    Garimpando sites de imobiliárias casas e apartamentos no Brasil e no exterior – e disponibilizando os links para as fontes -, ele compara os nossos preços de venda com os encontrados em países como Estados Unidos, México, Alemanha e Chile.

    Os resultados obtidos são espantosos. Se alguém procura bons exemplos de que vivemos algo parecido a uma “bolha imobiliária”, trata-se de um prato cheio.

    Abaixo, listo algumas das duplinhas comparativas separadas pelo Estamos Ricos (não deixem de conferir as outras).

    – SEATTLE (EUA) x DIADEMA-SP – vejam o que se compra com R$ 850 mil na metrópole americana, sede da Microsoft e da Boeing, e na cidade da zona metropolitana de São Paulo:

    Seattle

    Seattle 1

    Seattle 3

    Seattle 2

    Diadema

    Diadema 1

    Diadema 2

    Diadema 4

    – FRANKFURT (ALEMANHA) x SANTOS-SP – a quantia em euros referente a R$ 300 mil vale um apartamento de 151 metros quadrados em Frankfurt, a capital financeira da Alemanha, cidade que recuperou magnificamente sua área histórica destruída durante a II Guerra Mundial e ergueu, também, um moderníssimo centro de negócios — ou um beeem mais apertado e em pior estado em Santos, no congestionado litoral sul paulista:

    Frankfurt

    Frankfurt1

    Frankfurt2

    Frankfurt3

    Santos

    Santos3

    Santos2

    Santos1

    – SAINT PÔTAN (FRANÇA) x CAÇAPAVA-SP – tudo indica que um casarão reformado charmoso na Bretanha, noroeste da França — algo que, no Brasil, equivaleria a um palácio de milionário –, está saindo os mesmos R$ 492 mil que uma casa em pacato município do interior de São Paulo:

    Saint Pôtan

    St Potan 1

    St Potan 2

    Caçapava

    Caçapava 1

    Caçapava 2

    – SANTIAGO (CHILE) x FEIRA DE SANTANA-BA x NOVA IGUAÇU-RJ – e para quem já estava achando que falávamos só da bolha paulista, aqui vai um exemplo duplo. Uma bela e nova em folha residência nos arredores de Santiago, capital do país mais rico da América do Sul, é até mais barata do que construções que há décadas não vêm uma gota de tinta em uma região pouco glamorosa da Bahia e na complicada e insegura Baixada Fluminense, pelas quais se pede a bagatela de R$ 630 mil.

    Santiago

    Chile1

    Chile2

    Feira de Santana

    Feira de Santana

    Nova Iguaçu

    Nova Iguaçu

    02/04/2013 às 15:00 Vasto Mundo
    FOTOS ESPANTOSAS — o triste e absurdo legado da “bolha imobiliária” espanhola: conjuntos habitacionais e condomínios novos e já totalmente abandonados. Haveria 5 milhões de habitações vazias!

    Sesena
    O Residencial Francisco Hernando, em Sesena, comunidade autônoma espanhola de Castilla-La Mancha: o projeto inicial previa 13.508 moradias, mas apenas 5.096 obtiveram licença e atualmente só 750 pessoas se inscreveram para obter apartamentos (Fotos: Markel Redondo)

    A Espanha, depois da China — e por outras razões –, é provavelmente o país do mundo com mais habitações vazias, em grande parte abandonadas. Até recentemente, o governo admitia o número de 1 milhão delas, mas não se sabe mais ao certo, nem sequer se nesse milhão estão incluídas as quase 500 mil que foram devolvidas por famílias sem condições de continuar pagando as hipotecas, uma tragédia humana de proporções colossais.

    Recente levantamento divulgado pelo jornal madrilenho El Mundo subiu os números, estimando que na Espanha há espantosos, inacreditáveis 5 milhões de moradias vazias. E quase metade destas casas ou apartamentos seriam construções “virgens”, ou seja, nunca tiveram moradores.

    Ao mesmo tempo, cresce a cada dia no país o número de famílias sem-teto. Só as afetadas pelos cruéis desahucios, os despejos por não pagamento da hipoteca, vêm somando mais de 500 por dia. Os suicídios de pessoas que perderam tudo depois de uma vida de batalha estão aos poucos se tornando uma rotina de desespero.

    Apontada por todos os especialistas no assunto como um dos pilares da crise espanhola, a chamada “bolha imobiliária” ocasionou estas aberrações sociais e deixou um triste legado físico: conjuntos habitacionais inabitados, condomínios às moscas, aeroportos inúteis…

    Atento a este processo, o fotógrafo Markel Redondo, nascido em Bilbao em 1978, visitou locais que simbolizam à perfeição tal desastre econômico.

    Markel-Redondo
    Markel Redondo
    O resultado do trabalho de Redondo, profissional que já ganhou uma série de prêmios internacionais e colaborou com veículos do porte das revistas Time, Newsweek e Monacle e os jornais The Times, The New York Times e Le Figaro, está em exibição no Centro Cívico Golferichs, em Barcelona, até 27 de abril.

    Abaixo, algumas das imagens presentes na mostra:

    Housing development in Villamayor de Calatrava, Castilla La Mancha..
    Projeto habitacional em Villamayor de Calatrava, em Castilla-La Mancha: vazio
    La Duquesa housing development in Casares, Malaga, Spain.
    O mato cresce ao redor da piscina no conjunto La Duquesa, em Casares, na Andaluzia
    Monte Alto house development in Pioz. Pioz is Spain’s most indebted village. Its empty houses – an estimated 600 new builds lie vacant – are gradually being looted. In fact with its projected income, Spain’s Ministry of Public Administration estimates that Pioz will take 7,058 years to repay its debts.
    Fica no município manchego de Pioz – o mais endividado da Espanha – o projeto Monte Alto, onde existem aproximadamente 600 apartamentos vazios. As caixas de correio lotadas de panfletos publicitários nunca recolhidos são testemunha
    el olivar de los monteros
    Na turística Marbella, na Andaluzia, à beira do Mediterrâneo, repousam os restos da obra que resultaria no condomínio de luxo El Olivar de los Monteros e seus 1.000 apartamentos

    Sesena-pneus
    Este verdadeiro cemitério de pneus é um dos “cartões postais” da mesma Sesena, cidade da foto que abre este post
    finger-Ciudad-Real
    Um “finger” que não leva a lugar nenhum: propriedade do aeroporto de Ciudad Real, de 1.234 hectares, também situado em Castilla-La Mancha. Fechou em outubro de 2011 por causa dos prejuízos
    Cortijo-Grande
    Cortijo Grande: outro condomínio abandonado, em Cádiz, Andaluzia

    Tags: Aeroporto de Ciudad Real, Andaluzia, bolha imobiliária, Cádiz, Castilla-La Mancha, Centro Cívico Golferich, economia, Espanha, Marbella, Markel Redondo, Pioz, Sesena, Villamayor de Calatrava
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    16/03/2013 às 19:00 Política & Cia
    Rodrigo Constantino, jovem revelação de economista: “Esfolar os ricos em nome de melhorar a vida dos pobres é uma falácia. E a defesa do mercado não deve ser confundida com a defesa dos empresários”

    “As estatais são ineficientes porque não precisam obter lucros. Quando há problemas, o governo sempre coloca mais dinheiro” (Foto: Instituto Millenium)
    “As estatais são ineficientes porque não precisam obter lucros. Quando há problemas, o governo sempre coloca mais dinheiro” (Foto: Instituto Millenium)
    Entrevista concedida a Giuliano Guandalini, publicada em edição impressa de VEJA

    CAPITALISTAS BRASILEIROS, UNI-VOS!

    Um dos mais produtivos economistas da nova geração aponta as contradições, os riscos e a ineficiência resultantes do aumento da interferência do governo na economia

    “Se puserem o governo federal para administrar o Deserto do Saara, em cinco anos faltará areia.” A frase é do economista americano Milton Friedman (1912-2006), ganhador do Nobel de 1976 e o maior expoente do liberalismo nos últimos cinquenta anos.

    Essa corrente de pensamento preconiza a abertura econômica dos países e a redução, ao mínimo possível, da interferência do governo no funcionamento dos mercados, favorecendo o investimento privado em um ambiente de competição acirrada. A frase de Friedman serve de epígrafe para o livro Privatize Já, de Rodrigo Constantino, lançado pela editora Leya.

    Constantino, de 36 anos, faz parte de uma nova geração de economistas brasileiros que valorizam o pensamento liberal clássico e denunciam o peso excessivo do estado na economia. No livro, ele defende a “agenda esquecida” das privatizações. O economista recebeu VEJA em seu escritório, numa empresa de investimentos, no Rio de Janeiro.

    As empresas de celulares estão entre as campeãs de queixas entre os consumidores brasileiros, apesar de serem extremamente rentáveis. Nas estradas privatizadas, as reclamações recaem sobre o valor dos pedágios. Não são sintomas de que a privatização nem sempre funciona?

    No fundo, se procurarmos bem, sempre haverá a impressão digital do governo nessas falhas atribuídas ao mercado. No caso dos celulares, há muitas reclamações, em primeiro lugar, por causa do grande aumento no número de usuários depois da privatização do sistema Telebrás. Antes nem adiantava reclamar, porque era um serviço caro e raro.

    Reconheço que existem problemas. Mas os impostos arrecadados pelo governo encarecem as tarifas e reduzem os investimentos. O sinal das chamadas é ruim porque faltam antenas, e o grande entrave para ampliar o número de antenas são os governos, que demoram a conceder as licenças de instalação.

    As pessoas reclamam do preço do pedágio, porém o que deveria ser objeto de revolta são os milhões arrecadados em impostos, como o IPVA, que não são investidos nas ruas e rodovias.

    As privatizações, obviamente, não são uma panaceia se feitas de maneira escusa. Acompanhei o processo de desestatização na Rússia, depois da queda do regime soviético. As privatizações ocorreram sem nenhum arcabouço institucional minimamente decente, sem transparência nas informações. Privatização, assim, não faz milagre.

    “Para privatizar a Petrobras, precisaríamos ter uma Margaret Thatcher, um estadista disposto a enfrentar os grupos de interesses localizados” (Foto: Petrobras)
    “Para privatizar a Petrobras, precisaríamos ter uma Margaret Thatcher, um estadista disposto a enfrentar os grupos de interesses localizados” (Foto: Petrobras)
    Se a venda de estatais obteve resultados positivos, por que nenhum político no Brasil defende abertamente a privatização da Petrobras?

    As resistências são gigantescas. Para privatizar a Petrobras, precisaríamos ter uma Margaret Thatcher, um estadista disposto a enfrentar os grupos de interesses localizados. Será impossível vender o controle da estatal enquanto imperar a ideia de que seria a “entrega” de um patrimônio público.
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    Tags: “Privatize Já”, abertura econômica, autossuficiente, Bill Clinton, bolha imobiliária, concorrência, crescimento econômico, desestatização, Embraer, ensino, FGTS, gás de xisto, George W. Bush, impostos, inflação, interferência do governo na economia, IPVA, juros, liberalismo, Margaret Thatcher, Milton Friedman, pedágios, Petrobrás, petróleo, pré-sal, Prêmio Nobel, privatizações, redução da pobreza, rentabilidade, Rodrigo Constantino, Telebrás

    Crise econômica: entendam por que a Espanha está se convertendo na bola da vez

    Manifestantes protestam em Madri fazendo ironia: em cada estrelinha do símbolo da União Europeia, uma crítica contra a crise. No meio, o valor de 1 euro (Foto: VEJA)
    Amigos, não é nada difícil entender porque as agências de qualificação de risco estão rebaixando as de bancos espanhóis e também da Espanha. E porque, enquanto a brutal crise da Grécia continua ameaçando a estabilidade da União Europeia e de sua própria moeda, o euro, a Espanha caminha célere para ser a bola da vez.

    Explico tudo, relembrando antes em poucas linhas as decisões das agências.

    Como se sabe, a Standard & Poor’s reduziu em um grau a nota de crédito de longo prazo da Espanha anteontem, quinta, dia 13, em razão do alto endividamento do setor privado, das condições fiscais e do lento crescimento econômico.

    Dois dias antes, a mesma S&P havia rebaixado as notas de classificação de 15 bancos espanhóis, inclusive os maiores, como o Santander e o BBVA, pouco depois de outra agência, a Fitch, haver jogado para baixo as notas da Itália e também da Espanha.

    Nada disso aconteceu por acaso

    Alguns números, francamente assustadores, ajudarão os amigos do blog a entender porque a Espanha, a 12ª maior economia do planeta, com um Produto Nacional Bruto de 1,4 trilhão de dólares, está na marca do pênalti depois que, em 2008, em consequência da crise financeira internacional, explodiu sua “bolha imobiliária”:

    * Sem-teto: a cada dia que passa, 350 famílias espanholas perdem sua casa por falta de pagamento

    * Sem-teto II: numa tragédia social sem precedentes, nada menos que 300 mil famílias perderam suas residências desde o início da crise, por inadimplência

    * Dívidas das pessoas: os mutuários espanhóis devem, em conjunto, 1 trilhão de euros (2,45 trilhões de reais) aos bancos

    * Desemprego: a Espanha, com 21,2% de sua força de trabalho de braços cruzados, tem o mais alto índice de desemprego da União Europeia, com cerca de 5 milhões de desempregados – um terço do total de desempregados da UE

    * Mais que Grécia, Romênia ou Bulgária: o índice de desemprego da Espanha está 6,2 pontos acima da desgraçada Grécia (15%), e supera de longe o de países pobres e de entrada recente na UE, como a Bulgária (11,5%) e a Romênia (7,3%).

    * Dobro da média da UE: o índice de desemprego da Espanha é mais do que o dobro do da média da União Europeia (10%)

    * Dívida pública recorde: a dívida pública do país atingiu, em setembro, seu mais alto nível em todos os tempos, batendo nos 700 bilhões de euros (1,75 trilhão de reais).

    * Dinheiro para os bancos: O Fundo de Resgate Bancário (Frob, o Proer espanhol) desembolsou este ano 17,3 bilhões de euros (43 bilhões de reais) para manter os bancos do país à tona, e estima-se que precisará injetar mais 30 bilhões (75 bilhões de reais) em 2012.

    * Crescimento pífio: O governo anuncia que o PIB espanhol crescerá este ano míseros 1,3%, mas o próprio presidente do Banco de España (o BC espanhol) acredita que a cifra é otimista e que o crescimento não passará de 0,6%.

    O quadro, pois, é este, amigos.

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