‘Pirâmide’ Articles at Defenda Seu Dinheiro, Page 2

Browsing Tag: pirâmide

    Convidados

    [BITFRAUDE BREAKINGNEWS] BitConnect: Criptomoeda desaba 95% após fechar plataforma acusada de pirâmide financeira

    18 de janeiro de 2018

    Bitcoin: queda generalizada é lição para quem se empolgou

    A BitConnect afundou de US$ 330 para menos de US$ 10 em poucos minutos

    Enquanto todos olhavam para o bitcoin e outras grandes moedas digitais caindo mais de 20%, uma outra criptomoeda chamada BitConnect chamou atenção ao perder praticamente todo o seu valor. Isso ocorreu por conta de acusações de que o serviço que ela prestava era pirâmide financeira.

    [BITFRAUDE BREAKINGNEWS] Pirâmide financeira em João Pessoa com bitcoin

    A BitConnect desabou 95%, passando de US$ 330 para menos de US$ 10 em pouco minutos, após a empresa anunciar que fechou as portas. A plataforma prometia o pagamento de juros de 1% ao dia para quem investisse na criptomoeda BitConnect, que seria usada para obter lucros com investimentos em Bitcoin.

    Com o programa de empréstimos, os indivíduos poderiam depositar dólar ou Bitcoin em suas contas da BitConnect, onde então apostariam suas participações por juros diários por um período de tempo predeterminado. Quanto mais dinheiro o usuário bloqueia no empréstimo, maior o retorno diário e menos tempo em que o dinheiro ficaria congelado.

    No anúncio sobre o encerramento, a BitConnect explicou que todo o saldo dos usuários foi convertido em BitConnect Coin usando a cotação de US$ 363,62 por moeda. Dessa forma, quem tinha saldo em dólares agora dispõe apenas de saldo em moeda virtual.

    De acordo com a empresa, eles optaram por fechar a plataforma de empréstimo por conta das muitas acusações feitas na imprensa, além das notificações recebidas pelos estados americanos do Texas e da Carolina do Norte.

    Até o próximo bit post!!!

    Geral

    Bitcoin: queda generalizada é lição para quem se empolgou

    17 de janeiro de 2018

    Bolha imobiliária: ascensão e a queda do mercado imobiliário brasileiro em 10 anos

    Pânico no Bitcoin: queda generalizada é lição para quem se empolgou, diz Fernando Ulrich

    Para especialista, cenário atual lembra que as pessoas não devem se endividar para comprar moedas, mas também pode ser bom momento para compra.

    O mercado de criptomoedas acordou em choque ontem, terça-feira (16/01/2018), com praticamente todas as moedas digitais caindo forte, levando o Bitcoin para seu menor patamar desde dezembro. A tensão segue vindo da Ásia, onde tanto China quanto Coreia do Sul estão ameaçando suspenderem a negociação nas exchanges.

    O movimento negativo veio depois de novos comentários do ministro da economia da Coreia do Sul, Kim Dong-yeon, que, em entrevista a uma estação de rádio local, afirmou que o governo já está trabalhando em medidas para conter a “irracionalidade” motivada pelas criptomoedas. Segundo ele, fechar as exchanges locais ainda é uma opção.

    Enquanto isso, segundo informações da Reuters, um integrante do banco central chinês disse que as autoridades devem proibir a negociação centralizada de moedas virtuais, bem como indivíduos e empresas que fornecem serviços relacionados, segundo um memorando interno de uma reunião do governo visto pela própria agência de notícias.

    No memorando, descrevendo os detalhes das discussões em uma reunião de reguladores da Internet e outros formuladores de políticas na semana passada, o vice-diretor do PBOC (Banco Central Chinês), Pan Gongsheng, disse que o governo continuaria a exercer pressão sobre o comércio da moeda virtual afim de evitar a acumulação de riscos nesse mercado.

    Apesar de todo este pânico no mercado, para Fernando Ulrich, especialista em criptomoedas do grupo XP Investimentos, esta “correção já era mais que esperada”. Em dezembro, o Bitcoin disparou mais de 100% em poucos dias para logo em seguida começar a cair forte e desde então não tem tido força para se recuperar.

    Ulrich lembra que não é a primeira vez que o mercado passa por isso. Entre 2012 e 2013, o preço do bitcoin subiu 85 vezes, movimento que se seguiu ainda por alguns meses daquele ano, para em 2014 afundar 72% e chegar ao patamar de US$ 320. Em 2015, a moeda digital chegou a cair para US$ 150.

    Na tarde desta terça-feira, o Bitcoin registrava queda de quase 20%, recuando para US$ 11.688, enquanto outras das maiores moedas digitais também afundavam, caso do Ethereum, com perdas de 18%, e do Ripple, desabando 25%.

    “Cá estamos em 2018 e o mercado está todo no vermelho hoje. A maior parte dos comprados em criptos jamais viu um bear market. Veremos uma reprise de 2014 neste ano? Não sei. Mas uma correção já era mais que esperada”, afirma o economista.

    Ulrich reforça que não é momento para pânico, sendo, inclusive, uma janela de oportunidade de compra para quem segue uma estratégia focada em longo prazo e de olho em preço médio.

    Além disso, esta queda generalizada também reforça a lição para quem se empolgou com o mercado: “esse é um lembrete de que criptomoedas são uma classe de ativos com muito mais risco que investimentos tradicionais. E não se deve hipotecar a casa para surfar esse mercado. Jamais”, conclui o especialista da XP.

    Veja também:

    As 10 criptomoedas que mais subiram em 2017

    Até o próximo post.

    Convidados

    Cricket 1: novo golpe de pirâmide financeira?

    6 de dezembro de 2017

    Saiba detalhes de como funciona o negócio da Cricket e quais são os indícios que apontam a suposta pirâmide financeira.

    Muitos brasileiros já estão “surrados” de tanto caírem em golpes de pirâmides financeiras. A cada dia que passa surgem mais e mais supostas empresas que dizem praticar o marketing multinível, mas na maioria das vezes, tudo não passa de um golpe para arrancar dinheiro de pessoas que acreditaram nas propostas fantasiosas que os chamados “líderes de equipe” apresentam.
    Uma nova “empresa” está surgindo no momento e levantando dúvidas em muitas pessoas, se trata da Cricket 1. Ao pesquisar este nome no YouTube já é possível encontrar uma meia dúzia de vídeos com a apresentação de como funciona todo o negócio.

    Atividade da empresa

    No vídeo que assistimos, o recrutador já inicia dizendo que as informações que serão repassadas “vão mexer profundamente com você“. Primeiramente é informado que a tal empresa possui sua sede em Dubai, nos Emirados Árabes. A atividade primária da empresa seria a atuação no mercado de compra e venda de atletas, convidado assim aos interessados em também ter uma participação societária nesse tipo de negócio. A outra atividade da empresa seria uma mineradora das criptomoedas Ethereum e o Bitcoin. No vídeo, é bem frisado a valorização que as duas moedas tiveram nos últimos 12 meses.

    Como funciona a principal atividade

    Agora entra a parte suspeita de todo o negócio: a chamada “peneira virtual” – que funciona como uma espécie de vitrine onde os associados postarão vídeos de jogadores amadores, que estarão disponíveis para grandes técnicos, clubes e empresários do Brasil e do mundo – e é através dela que o jogador terá a oportunidade de ir ao centro de treinamento da Cricket, no estado de São Paulo, e então, após um prazo, caso esteja entre os melhores, embarcará para jogar em um clube em Gibraltar, no sul da Europa. Se este jogador for negociado para o futebol europeu, o associado que o indicou terá direito a 20% do valor da negociação. Mas para que o associado apresente os seus vídeos com jogadores amadores, ele terá que pagar US$ 30 dólares, ou seja, não é de graça!

    Custos para se tornar um associado

    Para fazer parte como associado, além de pagar por cada vídeo da “vitrine”, você terá que adquirir um dos planos disponíveis, que variam de US$ 100 a US$ 5 mil. O plano mais básico, de US$ 100, é chamado de “Série D” e o mais alto, de US$ 5 mil, “Copa do Mundo”. E assim, como em todo esquema de pirâmide financeira, o associado recebe 10% do valor do pacote que cada indicado direto adquirir, e mais 5% até o 8º nível de indicação.

    Se não bastasse apenas as comissões com os indicados, a “empresa” ainda promete um plano de carreira aos associados, com prêmios em dinheiro, viagens à Dubai, cruzeiro com acompanhante, carros de US$ 25 mil a US$ 50 mil, imóveis de até US$ 200 mil e pasmem, até helicóptero no valor de US$ 1 milhão.

    Primeiro indício de pirâmide financeira

    Fizemos uma consulta do domínio thecricket1.com.br no site do órgão registrador. O mesmo não pertence a nenhuma empresa, os dados são de Alisson Alves da Silva, uma pessoa física. Em seguida, fizemos um cadastro de teste no sistema para investigarmos mais profundamente, e nos deparamos com um formulário sem nenhuma espécie de validador, nem mesmo do endereço com o cep informado. O termo de uso é o mesmo utilizado em vários outros websites, ou seja, não há um termo de uso exclusivo para o usuário do sistema.

    Vínculo com outras empresas

    Optamos por pagar o nosso plano de entrada por meio de depósito identificado. Ao finalizar o cadastro, é fornecido um número de conta no Banco do Brasil, em nome de Bidu Importação & Exportação, empresa que pertence a Pedro Marcos Franco Soeiro Da Silva. Fizemos uma pesquisa com o CPNJ vinculado e há ligação com uma outra empresa, o Banco Neman, que supostamente presta serviços financeiros de saques e depósitos utilizando carro forte da empresa “Protege”. Entramos em contato com a assessoria de imprensa da “Protege” e até o fechamento dessa matéria não obtivemos respostas se existe ou não a parceria. Outra divergência é o registro do domínio banconeman.com.br. Na consulta pública no órgão registrador, está em nome de Rocha Azevedo Intermediações & Participações LTDA, que seria de Vera Lucia de Lima, que possui também outras 85 empresas e de Helio Azevedo Da Costa Lima, sócio apenas no Banco Neman.

    Quem controla a operação do Banco Neman, de acordo com informações do próprio site do banco, é a Bidu Importação & Exportação, mas o registro do domínio está em nome de de Rocha Azevedo Intermediações & Participações LTDA. Ou seja, o site da Cricket está registrado em nome de uma pessoa física que não faz parte de nenhuma das empresas acima citadas, a conta para depósito está em nome de uma outra empresa que aparentemente gerencia o Banco Neman que também está com o registro do domínio em nome de outra empresa.

    CEO da Cricket 1 não é dono de nenhuma das empresas citadas

    Quem se apresenta como CEO da Cricket é o ex-jogador Alex Oliveira, que já teve passagem pela Ponte Preta, Vasco da Gama, Palmeiras, Portuguesa e outros clubes internacionais. Também foram apresentados como membros da direção da Cricket os ex-jogadores Muller, Ronaldão, Vampeta, Luizão e Pavão.

    Não se pode medir a idoneidade de algum negócio só pelo fato de ter famosos envolvidos. Quem não se lembra da Telexfree, o maior golpe de pirâmide financeira do século? O ator Sandro Rocha, do filme Tropa de Elite era um dos principais líderes de recrutamento para a empresa.

    Conclusão

    Não podemos afirmar que a Cricket se trata de uma pirâmide financeira, apesar de ter todos os indícios que seja. O modelo de negócio, sem produto físico e com recrutamento de pessoas, não tem históricos bons. Mesmo as que supostamente tinham produtos físicos, como o caso da BBOM, os famosos rastreadores que ninguém nunca viu, foram consideradas pirâmides e milhares de pessoas amargaram o prejuízo. É preciso ficar atento quanto às promessas de ganhos fáceis, sem trabalho ou venda, e aparentemente, na Cricket, isso é possível, já que você investe e poderá trabalhar apenas com indicação ou com rendimento de 1% ao dia.
    fonte de consulta: www.1news.com.br/noticia/476165/noticias/cricket-novo-golpe-de-piramide-financeira-16112017

    Até o próximo post e fujam do golpe!!!!

    Convidados

    Bitcoin pode levar as crianças a atividades ilegais, adverte o primeiro-ministro sul-coreano

    30 de novembro de 2017

    lee-nak-yeon-primeiro-ministro-da-coreia-do-sul

    Como evitar cair no golpe da moeda virtual

    O primeiro ministro da Coréia do Sul (Lee Nak-yeon) está preocupado que o crescente interesse em criptomoedas como o Bitcoin, o que poderia levar a juventude do país á se envolver com o tráfico de drogas e esquemas de pirâmide.

    O primeiro ministro sul-coreano Lee Nak-Yon, discutiu o crescente interesse das criptomoedas pelas gerações mais jovens em uma reunião no ministério nesta ultima terça-feira. O mercado de criptomoedas “raging”, de acordo com o político, está provando ser uma atração fácil para os estudantes que estão buscando uma oportunidade de fazer ganhos com alguns que traçam um caminho ilegal.

    Uma declaração publicada após a reunião do ministério, revela que o primeiro ministro pede que as agências governamentais examinem essas preocupações.

    De acordo com a CNBC, o líder sul-coreano disse:

    “Há casos em que os jovens coreanos, incluindo estudantes, estão buscando ganhar dinheiro rápido e as moedas virtuais são usadas em atividades ilegais como o tráfico de drogas ou o marketing multinível para fraudes”.

    Dramaticamente, ele acrescentou:

    “Se deixarmos as coisas continuarem, eu sinto que alguns fenômenos patológicos sérios podem ocorrer”.

    A Coréia do Sul surgiu entre os principais mercados de bitcoins do mundo este ano e um apetite insaciável por criptomoedas entre os investidores. Ontem, o preço do bitcoin superou a marca de US $ 12.000 nas bolsas coreanas.
    fonte de consulta: Bitcoin could lead kids into illegal activities like drug dealing, South Korean prime minister warns

    Até o próximo post.

    Geral

    Esquema Cooper Prime / Prime Systens

    29 de outubro de 2017

    Sistema de ajuda mútua é golpe?

    Prime Systens / Cooper Prime pirâmide

    Não é necessário se estender muito neste tópico para falar desta plataforma de doação Prime Systens, pois é igual ou similar a diversas que estão surgindo tais como Mandala, Dream Donation ou Zarfund.

    Leia também:

    PRIME SYSTENS É UMA FRAUDE – ALERTA!

    Estas plataformas são baseadas em fazer doação e receber doações. O processo é simples alguém te convida para plataforma, você se cadastrar e faz uma doação para quem te convidou. Então por sua vez você convida alguém que vai fazer uma doação para você e assim vai.

    Estes sistemas de doação são interessantes mas o que acontece que as pessoas que divulga este tipo de plataforma não explica a dificuldade de conseguir doações. Falam apenas da parte boa da plataforma. Para uma pessoa que tem um canal no youtube com 4.000 seguidores e simples conseguir doações basta postar um vídeo falando da plataforma que se 1% de seus seguidores entregar para o sistema a pessoas terá 40 doações.

    Então alguém te pergunta: Você tem um canal no youtube com muitos seguidores? Você tem uma rede social com muitos seguidores? Você sabe fazer divulgação online? Como você vai conseguir as doações?

    Se a pessoa não tiver boas respostas para responder as perguntas acima não entre para este tipo de plataforma porque você vai perder o tempo e o dinheiro.

    Até o próximo post.

    Convidados

    Como evitar cair no golpe da moeda virtual

    6 de outubro de 2017

    golpe-do-bitcoin

    O grande aumento de moedas virtuais criou um novo buraco negro no mercado de investimentos. Poucas pessoas entendem exatamente o que são essas criptomoedas, que já chegam a quase mil versões além da mais conhecida, o bitcoin, de onde vêm e quanto valem, incerteza que é amplificada pela escala global de negociação desses ativos e sua falta de regulamentação, já que não há um governo ou instituição que se responsabilize por sua emissão ou circulação. A negociação descentralizada e sem fiscalização, por meio de sites que viram bolsas de moedas ao portador e a falta de identificação dos negociantes também abrem espaço para seu uso em mercados ilegais, justamente no momento em que as autoridades, especialmente as americanas, apertam o certo à lavagem de dinheiro no mercado formal, o que empurra parte dos criminosos para o mercado virtual.

    Esses riscos não eliminam algumas vantagens para o uso das moedas virtuais, como facilitar pagamentos online ou servir de opção de moeda de troca em qualquer país ou até permitir ganhos especulativos. Só é preciso ter cuidado.

    Pirâmides florescem no juro baixo

    Mas um dos maiores riscos desse novo mercado são as pirâmides financeiras, que florescem quando os juros e os rendimentos das aplicações tradicionais caem, como está ocorrendo agora no Brasil. Como o mercado não é padronizado, é descentralizado e sem fiscalização, aumentam as chances de surgimento de esquemas fraudulentos que enganam os investidores, prometendo ganhos exagerados, forjando resultados e desviando recursos.

    No Brasil, já ocorreram alguns problemas com sites de moedas virtuais, como Gladiacoin, que prometia retornos de 200% em 90 dias e, primeiro, parou de pagar os rendimentos, depois criou uma taxa de 15% sobre os depósitos até suspender os resgates de vez em junho deste ano. Outras, como JetCoin, Royal Dragon Traders e Cointherum, funcionavam da mesma forma, prometendo ganhos de 2% ao dia ou 200% em três meses, segundo o site Behind MLM. Há ainda os que oferecem doações desde que a pessoa doe também, o AjudaBitcoin. A pessoa doa e depois passa a receber doações de outros, sistema muito antigo de corrente que usava cartas no passado. Como se vê, nada se cria…

    Boi, avestruz e bitcoin

    Mas, se o mercado de criptomoedas ou moedas virtuais é novo, os esquemas de pirâmides são velhos conhecidos dos brasileiros, que já viram passar bois (Fazendas Reunidas Boi Gordo), avestruzes (Avestruz Master) e créditos telefônicos (Telexfree). Todos tinham em comum um bom argumento para explicar altas rentabilidade em mercados que pouca gente entende como funcionam. Troca-se apenas o bicho então pelo bitcoin para que a pirâmide funcione.

    Efeito cunhado

    O grande apelo das pirâmides é a ganância do investidor, atiçada pela promessa de ganhos elevados e a publicidade desses ganhos por pessoas conhecidas, normalmente parentes ou amigos, que estão nos níveis mais altos da pirâmide e, portanto, ainda conseguem sacar parte dos recursos. Em geral, todos reaplicam os valores sacados pois já “checaram” que o “sistema é sério”, sem perceber que em algum momento a pirâmide vai desabar.

    Marketing multinível e pirâmides

    Outro argumento usado para justificar as pirâmides é o marketing multinível, que é usado por empresas como Avon, AmWay, Natura e outras, e que inclui a indicação de novos vendedores. Os esquemas de pirâmide usam o mesmo sistema, incentivando os investidores a trazerem parceiros para aumentar os ganhos e receber participação. A diferença é que o foco do negócio nas pirâmides não é a venda de um produto, mas o crescimento da base de investidores.

    O mercado de bitcoins e outras moedas, porém, não é em si irregular ou ilegal. Mas sua popularização abre espaço para essas pirâmides. Por isso, é fundamental saber identificar as fraudes. A coisa fica mais complicada porque os esquemas evoluíram desde o início do século XX, quando o imigrante italiano Charles Ponzi enganou Wall Street usando selos. E fica difícil diferenciar uma fraude de um sistema multinível.

    Walter Salmeri, gerente de desenvolvimento de negócios da BitInka, que atua como bolsa (exchanger) de Bitcoins na América Latina, explica um pouco o funcionamento das pirâmides, o risco desses golpes e as formas para o usuário se defender. Criada em 2013, a BitInka atua em nove países: Colômbia, Espanha e Estados Unidos e com equipes locais no Chile, Peru, Argentina, Venezuela, Bolívia e mais recentemente no Brasil.

    Características de uma Pirâmide

    As pirâmides financeiras, ao contrário do esquema de ponzi, não possuem uma administração centralizada. Essa é uma característica que faz esse modelo de negócio ruir rapidamente. As interações entre as pessoas envolvidas no esquema de pirâmide se limitam apenas à pessoas em cargo diretamente superior ou inferior, não existindo qualquer contato com uma organização central. Uma forma fácil de identificar uma empresa que opera como esquema de pirâmide é analisando o comportamento de seus participantes. Geralmente os ganhos financeiros dos vendedores ou participantes são muito mais divulgados do que o próprio produto ou serviço prestado pela empresa.

    Regra dos 70%

    Nos Estados Unidos existe a famosa regra dos 70% que explica que para uma empresa de marketing multinível ser legítima pelo menos 70% do retorno financeiro deve ser sobre a venda do produto. Caso a maior parte do valor venha do ingresso de novos participantes, o usuário deve ficar atento a legitimidade do negócio. Geralmente, pirâmides financeiras aplicam uma grande quantidade da verba em marketing, e a menor parte no produto anunciado. Outra prática que diferencia as empresas de marketing multinível de pirâmides financeiras é a prática da recompra de estoques dos participantes, para evitar acúmulo, algo que não é feito nos esquemas de pirâmide.

    Bitcoins não são pirâmide

    Bitcoins são apenas escolhidos como uma forma de pagamento de diversos esquemas de pirâmides atuais devido a sua valorização, explica Salmeri. O funcionamento do bitcoin é como qualquer uma das criptomoedas que funciona de forma similar a qualquer outra moeda tradicional, como real ou dólar. Além de funcionar como as moedas tradicionais, o bitcoin tem vantagens em relação as moedas físicas, como a facilidade para transferências, legalidade e segurança, diz.

    Ele lembra que esquemas de pirâmide e outros golpes financeiros existem desde a 1920, sempre usando as moedas tradicionais para atingir seus objetivos. “Considerar os bitcoins como um responsável pelo esquema de pirâmide é a mesma coisa que considerar as moedas tradicionais como culpadas pelos golpes financeiros”, afirma.

    Muito além do bitcoin: mais de 900 moedas virtuais

    Entretanto, Salmeri alerta que os usuários devem ficar atentos as moedas alternativas, conhecidas por “altcoins”. Embora existam quase mil alternativas reais, muitas pessoas negociam moedas falsas dizendo ser um ótimo investimento. Caso o usuário deseje operar com altcoins, é recomendado que ele confira o site Coin Market Cap, que lista todas as moedas verificadas, seu valor no mercado e seu histórico.

    5 dicas para identificar um golpe

    Seguindo alguns passos para verificar a validade das diferentes plataformas que podem ser usadas para comprar e vender bitcoins e outras criptomoedas, o usuário não irá ter nenhum problema com as transações e seu dinheiro estará sempre seguro, afirma Salmeri. Esses são os pontos que o usuário deve ficar atento ao negociar bitcoins e outras criptomoedas com alguém.

    1- Ninguém irá te dar nada de graça. Se você receber mensagens online e propostas oferecendo dinheiro de “graça”, renda garantida ou multiplicar seus bitcoins, apenas ignore. Geralmente esses pedidos também são acompanhados de um pequeno depósito de entrada.

    2- Se uma empresa oferece para você um alto lucro em curtíssimos períodos de tempo ou um retorno vitalício, certamente você será enganado.

    3- Sistemas de indicações são a base do funcionamento de uma pirâmide. Se uma plataforma exige que você convide outras pessoas e que os convidados paguem para se cadastrar fique atento, elas certamente são uma pirâmide. Nunca confie em empresas que oferecem comissões sobre os valores dos participantes que entrarem com sua referência. Se você for abordado por alguém oferecendo condições similares, denuncie para o órgão responsável assim que possível!

    4- Se uma empresa foca divulgar mais os lucros por indicação do que a venda do produto em si, certamente o produto não é o foco principal de vendas. Pense nisso: Se uma empresa não vende seu produto, de onde vem o lucro dela? O lucro que sustenta o topo da cadeia vem dos novos usuários entrando na base e isso se configura como um esquema de pirâmide.

    5- Fique alerta com plataformas de financiamento coletivo e doações, afinal essa é uma forma comum de se justificar um golpe. Uma forma de identificar uma plataforma para golpes é se além do valor depositado a plataforma chame você e seus amigos para fazer o mesmo. Existem diversas plataformas de financiamento coletivo legítimas onde você pode contribuir com projetos de maneira segura.

    Como o usuário pode se defender?

    Inicialmente o usuário pode investigar o possível golpe e encontrar informações válidas em seu website. “Por exemplo na página inicial da BitInka, na parte inferior da página no canto direito você encontra o logo da BitGo, os certificados PCI 3.1 e da TrustWave,” afirma Salmeri.

    Há ainda sites especializados em identificar fraudes com moedas digitais, como o BadBitcoin, que tem uma lista negra de sites irregulares. O Guia do Bitcoin também tem uma lista com sites irregulares e divulga análises de alguns portais. E, no Facebook, há o Desmascarando Pirâmides Financeiras, que também pode ajudar.

    A suspeita pode começar se o site não tem endereço ou localização ou nome dos responsáveis. Não informar quem são parceiros, como bancos ou corretoras, também pode ser um sinal de alerta. Outra forma interessante para o usuário confirmar a veracidade de um negócio é questionar o possível golpista sobre o produto vendido pela empresa. Se ele não der uma resposta concreta como “cadeiras” ou ter uma descrição detalhada do funcionamento de um software ou serviço, certamente é um golpe.

    Esmola demais

    O usuário nunca deve acreditar em alguém que diz que pode multiplicar seu dinheiro por duas, três ou quatro vezes, seja em bitcoins ou em moedas tradicionais, afirma Salmeri. Esses resultados são impossíveis até em longo prazo e a empresa ou pessoa que está oferecendo esse serviço é uma armadilha para os participantes.

    A melhor forma que um novo usuário pode se iniciar na operação com bitcoins é por meio de empresas seguras e verificadas. Para isso ele deve principalmente se informar sobre o tema, tanto por pesquisas quanto em comunidades sobre bitcoins, aconselha Salmeri.

    Cuidado com os “faraós”

    Outra forma de negociar bitcoins seguramente e se defender das pirâmides financeiras é ficar atento às pessoas que fazem propostas de negócio, afirma Salmeri. Os “faraós”, apelido dado aos que tentam vender os esquemas de pirâmide, tendem a conversar apenas por mensagens privadas, evitando que o esquema seja desmascarado mais rapidamente. Por fim, antes de concluir uma negociação o usuário sempre deve perguntar publicamente sobre o negócio. Assim recebendo comentários positivos ou negativos sobre o negociante, ajudando na conclusão do negócio, afinal como diz o velho dito popular “quem não deve, não teme.”
    fonte de consulta: arenadopavini.com.br/arenas-das-empresas/34155

    Leia também:

    [BITFRAUDE BREAKINGNEWS] Pirâmide financeira em João Pessoa com bitcoin

    Até mais pessoal!

    Convidados

    [BITFRAUDE BREAKINGNEWS] Pirâmide financeira em João Pessoa com bitcoin

    28 de setembro de 2017

    fraude com bitcoin virou modinha

    Foi identificado pela Delegacia de Defraudações e Falsificações (DDF) de João Pessoa, um suposto esquema de pirâmide financeira: uma empresa, com base na capital da Paraíba, mas que utilizava informações de empresas cearenses, é suspeita de causar um prejuízo superior a R$ 1,6 milhão a cerca de 2 mil vítimas no Brasil. O negócio, de acordo com o delegado responsável, consistia em “investimentos em bitcoins” – uma moeda digital. A polícia trabalha com os nomes de três pessoas apontadas como líderes, homens de 20, 26 e 31 anos – além de outras 10 pessoas suspeitas de ajudá-los. Um dos homens, o de 20 anos, se apresentou na tarde desta terça-feira (26) na DDF, foi ouvido e liberado, segundo o delegado. O delegado afirma que os líderes prometeram o dobro do valor investido em uma semana, mas depois de um tempo os “investidores” não recebiam o dinheiro de volta e eram informados de que a “empresa tinha falido”. Os valores eram repassados para os cabeças da pirâmide em mãos, sem o registro de depósitos ou transferências bancárias. Se confirmados os crimes, eles responderão por estelionato, associação criminosa e pirâmide financeira, podendo ser condenados a até 10 anos de reclusão cada um, disse Lucas Sá.

    Leia na íntegra em:

    Polícia investiga pirâmide financeira em João Pessoa com uso de ‘bitcoin’
    Polícia Civil diz que empresa causou prejuízo superior a R$ 1,6 milhão a 2 mil pessoas no Brasil.

    Até mais.

    Convidados

    [BITFRAUDE BREAKINGNEWS] Polícia prende envolvidos em esquema pirâmide financeira Kriptacoin

    21 de setembro de 2017

    chega de fraude bitcoin - Kriptacoin: polícia prende envolvidos em esquema pirâmide financeira com moeda digital

    A Justiça de Defesa do Consumidor do Distrito Federal informou que as fraudes podem gerar prejuízo a 40 mil de pobres incautos gananciosos investidores!!

    A Polícia Civil do Distrito Federal e o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios deflagraram nesta quinta-feira (21) a Operação Patrick, contra a empresa Wall Street Corporate, investigada por suposto esquema de organização criminosa, estelionato, lavagem de dinheiro, uso de documentos falsos e por crime de pirâmide financeira por meio do uso da moeda digital Kriptacoin.

    Nesta manhã forma cumpridos 13 mandados de prisão preventiva e 18 de busca e apreensão no Distrito Federal, Águas Lindas e em Goiânia. Por meio do Twitter, a Polícia Civil informou que o esquema pode ter movimentado R$ 250 milhões. Até às 11h, 11 suspeitos já haviam sido presos em Brasília, além de sete carros de luxo terem sido apreendidos e colocados no estacionamento do Departamento de Polícia Especializada.

    A 1ª Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor (Prodecon), do MPDFT informou que as fraudes podem gerar prejuízo a 40 mil investidores, que eram convencidos a aplicar dinheiro na moeda digital. A organização criminosa atuava por meio de laranjas, com nomes e documentos falsos.

    Segundo as investigações, o esquema teve início no fim de 2016 e ganhou força a partir de janeiro deste ano. Nele, os integrantes da organização se passavam por executivos e prometiam altos rendimentos com o negócio, com ganho de 1% ao dia sobre uma moeda virtual falsa.

    Quanto mais investidores fossem recrutados para participar do negócio, maior a promessa de ganhos, com bônus de 10% por pessoa cooptada. Assim, o lucro crescia proporcionalmente à quantidade de aplicações feitas na cadeia. O problema é que tudo não se passava de um golpe.

    No programa “Mundo Bitcoin” da última terça-feira (19), o diretor de operações da FoxBit, Guto Schiavon, ao responder perguntas dos leitores, comentou sobre algumas moedas, incluindo a Kriptacoin, já alertando que não era um esquema muito confiável. Além disso, ele falou sobre o que é preciso ficar atento para evitar cair em golpes como esse.

    Leia também:

    Moeda rival da bitcoin passou de US$ 319 para 10 centavos em segundos com ordem de venda multimilionária

    Até o próximo post.

    Convidados

    Sinais que você está diante de um golpe de pirâmide com Bitcoin

    18 de setembro de 2017

    Recentemente surgiu uma “mineradora” de Bitcoin nas nuvens que prometia lucros de 20% ao mês com a mineração de Bitcoin. O investimento mínimo era de 500 dólares (2 mil reais). Várias pessoas ficaram no prejuízo e nunca mais irão ver seu dinheiro de volta.

    piramide

    Vale ressaltar que Bitcoin é a moeda ideal para estelionatários aplicarem golpes de pirâmide, pois governo nenhum pode congelar sua conta e é muito fácil de ir tirar férias no caribe com o dinheiro das vitimas de um golpe desses. A única maneira de se proteger de golpes é tendo informações corretas e honestas sobre o Bitcoin, por isso a existência desse canal. Então fiquem atentos, pois abaixo são listados 5 sinais para você ter certeza (ou pelo menos desconfiar) que está diante de um golpe de pirâmide com Bitcoin e não entrar nessa roubada:

    1) A empresa oferece lucros acima de 5% ao mês.

    Uma empresa de mineração jamais poderá oferecer mais de 5% de lucro em mineração com Bitcoin. Isto porque a mineração não é tão lucrativa quanto às pessoas costumam fantasiar. Existem muitos custos por trás da atividade, tais como energia, funcionários, servidores, etc. Eu já cheguei a escutar que supostas empresas de mineração estavam oferecendo 30% de lucro, o que é um completo absurdo! E mesmo se a empresa oferecer lucros abaixo de 5% isto não isenta a mesma de ser um golpe de pirâmide com uma vida mais longa.

    2) A empresa usa marketing multinível no processo de mineração

    A empresa que deu o calote nos seus investidores ontem cobrava uma taxa de adesão de 100 dólares para entrar na matriz multinível. Não existe lógica nenhuma cobrar um taxa de adesão para poder começar a minerar, esse foi o motivo que me fez desistir da Bitknock (site fora do ar!). Vamos pensar um pouco. Se a atividade de mineração Bitcoin é por si só lucrativa, porque eu preciso pagar uma taxa de adesão para poder convidar meus amigos para o negócio?  Não faz sentido nenhum, não é mesmo?

    golpe de piramede3) A empresa não deposita diretamente na sua carteira o resultado da mineração

    Empresas serias de mineração pedem o endereço da sua carteira para depositar diretamente e diariamente a sua parte da mineração. Na empresa que deu o calote ontem em seus investidores você tinha que acumular uma quantidade mínima para retirada dos seus Bitcoin. E você tinha ainda que fazer o processo de retirar os seus Bitcoin manualmente para sua carteira. Ou seja, a empresa estava dificultando a retirada dos seus fundos.

    4) A empresa tem menos de 1 ano de funcionamento

    Oferece lucros de mais de 10% ao mês e tem menos de 1 ano de vida é batata! Saia fora que é uma mineradora golpe de pirâmide em Bitcoin.  A matemática é simples! Quanto maior a margem de lucro a empresa oferece aos seus investidores menor será o tempo de vida da mesma no mercado. Se a empresa oferece uma margem de lucro alta o tempo de vida dela será curto, pois os golpistas terão que sumir com o site e os vestígios do negócio quando a base da pirâmide parar de crescer. Resumindo, se a empresa oferece um lucro de 10%, isto significa na prática que ela pode ficar durante 10 meses te pagando com seu próprio dinheiro! Só então, depois destes 10 meses, que ela começa a usar dinheiro de outros investidores para te pagar. É mais ou menos neste ponto que os golpistas costumam dar o calote em todos os investidores.

    5) A empresa usa piscinas de mineração.

    Essas empresas golpistas costumam usar piscinas de mineração de grande volume para disfarçar a pirâmide financeira. Quando é uma mineradora séria, que está há vários anos no mercado, ela é a própria piscina de mineração! Uma boa dica é você visitar os canais oficiais destas empresas no youtube.com atrás de palestras dos seus fundadores e vídeo das máquinas de mineração funcionando. Você precisa encontrar um vídeo com um galpão repleto de máquinas funcionando uma do lado da outra, que o barulho das ventoinhas resfriando os processadores chega até ser ensurdecedor! Na prática, são destas salas gigantes que vem todo Bitcoin minerado no mundo.

    Deixo aqui também mais uma reflexão neste artigo. O ser humano é muito imprevisível, a ganancia pode fazer as pessoas perderem a moral. Então, mesmo projeto sérios de mineração como a Genisis Mining (lançada em fevereiro de 2014) e que oferece contratos vitalícios de poder de mineração. Mesmo essas empresas em determinado momento pode se deixar contaminar pela ganancia e começar a fraudar seus investidores.

    Dos 21 milhões do Bitcoin que poderão existir em circulação no mundo mais de 70% já foi minerado e tem dono! Acho que a moeda está indo para uma nova fase. Penso que o melhor jeito para se conseguir Bitcoin agora seja oferecendo um produto ou serviço. Somente assim o Bitcoin irá cumprir seu real proposito de ser uma moeda de troca livre de bancos centrais.

    O número de sites que passam golpes em Bitcoin são enormes. Segue no link a lista negra com milhares de sites que já aplicaram em Bitcoin no mundo.
    http://www.badbitcoin.org/thebadlist/#BTC

    Não se deixem atrair por investimentos com grandes taxas de retorno. Nada de valor nessa vida vem fácil.
    fonte de consulta: mercadolivrebtc.wordpress.com/2016/02/05/5-sinais-que-voce-esta-diante-de-um-golpes-de-piramide-com-bitcoin

    Confira também:

    Ebook gratuito: Bitcoin – A Moeda na Era Digital

    Até o próximo post.

    Convidados

    Seu Dinheiro: Saiba reconhecer o golpe da pirâmide financeira

    16 de agosto de 2017

    Pirâmide financeira baiana: D9 Clube

    Aprenda a reconhecer o golpe da pirâmide financeira. Várias estão disfarçadas de marketing multinível (MMN).

    >Empresas fictícias prometem ganho de dinheiro fácil e rápido com a venda de produtos e serviços. Veja como não cair nesse golpe” width=”864″ height=”400″ class=”alignnone size-full wp-image-7233″ /></p>
<p><a href=Apostando no zero – documentário 2016

    A promessa é sempre a mesma: ganhar dinheiro fácil e rápido com a venda de um produto ou serviço. Quanto mais pessoas você levar ao grupo, mais dinheiro ganhará – mas, para isso, deve pagar uma taxa de adesão e uma mensalidade.

    Cuidado com pirâmide financeira Revolutyon TagPoint

    Foi o que ouviu um consultor de seguros de São Paulo quando recebeu uma proposta de amigos para vender rastreadores de veículos. “A rede fazia saltar os olhos. Via todos eles ganhando dinheiro e até carro. Entrei e levei dez amigos comigo”, conta.

    Cuidado com pirâmide financeira Mandala da Prosperidade

    Na esperança de ganhar uma renda extra sem muito esforço, o consultor investiu 3 mil reais, até que o Ministério Público interrompeu a operação da empresa fictícia por crimes de estelionato e fraude – e ele saiu sem nem sequer reaver o valor investido. “Não adianta se iludir. Não existe dinheiro fácil”, diz.

    Golpe antigo, as pirâmides financeiras são falsas empresas que nem sempre vendem produtos ou prestam serviços. O que movimenta seus negócios é a adesão de participantes a um grupo, cuja única finalidade é arrecadar dinheiro para seus líderes.

    Esse tipo de operação é ilegal e pode fazer você ficar no prejuízo, mas ainda é comum e faz brilhar os olhos de muita gente em tempos de desemprego alto.

    Sistema de ajuda mútua é golpe?

    “É muito difícil combater essas pirâmides, porque elas se reinventam a todo momento. Durante a crise, é ainda mais fácil acreditar na falsa promessa de ter uma renda extra informal de um jeito fácil e rápido”, explica o pesquisador Renato Araújo, da associação de consumidores Proteste.

    Como funciona

    Tudo começa com um convite para fazer parte de uma rede que vende produtos ou serviços, para ganhar uma remuneração alta. Muitas vezes, a apresentação desse grupo acontece por meio do boca a boca, em eventos fechados, onde os líderes da rede captam novos integrantes de forma insistente.

    MMN Speed Dólar é golpe?

    Para fazer parte do grupo, você deve pagar uma taxa de adesão e uma mensalidade. Quanto mais pessoas levar, mais dinheiro receberá em troca. Você recebe por cada integrante que que conseguir captar e pelos convidados dele, daí o conceito de pirâmide. Quem está na parte de baixo trabalha para aumentar os ganhos de quem está no topo.

    MMN Aliança Online é golpe?

    “As pirâmides envolvem produtos ou serviços de baixo valor e de difícil entendimento, sem regras claras de remuneração, e exigem que você invista dinheiro antecipadamente. Elas não se sustentam a longo prazo, porque, para isso, precisariam envolver todas as pessoas do planeta”, explica a economista Ione Amorim, do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec).

    Pirâmides financeiras X Marketing multinível

    Muitas pirâmides financeiras ilegais se apresentam como empresas de marketing multinível. No entanto, esses grupos reais e legalizados vendem produtos com grande demanda no mercado e efetivamente úteis. Os vendedores são remunerados, sobretudo com base nas vendas, embora também possam receber uma comissão sobre a entrada de novos integrantes.

    Questão para reflexão: Hinode é pirâmide financeira?

    Já as pirâmides garantem rendimentos rápidos e acima da média para vendedores de produtos baratos ou serviços de pouca utilidade. Além disso, cobram taxa de adesão e mensalidade para fazer parte da rede.

    MMN Timol é pirâmide financeira?

    Por isso, desconfie de negócios tentadores, mas que exigem algum pagamento antecipado. Suspeite da insistência exagerada para fazer parte de uma “equipe” e de encontros de empresas que não têm uma atividade muito clara. Vale também fazer uma busca na internet para conferir se a empresa tem Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ).

    Questão para reflexão: Akmos é uma pirâmide financeira?

    “Desconfie de tudo que oferece um ganho muito vantajoso além dos ativos do mercado tradicional”, orienta Ione. É muito difícil recuperar o dinheiro que você pagou para o grupo, pois a Justiça pode considerar você cúmplice do negócio.

    Bandidos no mercado financeiro

    Até o próximo post.