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    Onde investir sua reserva de emergência?

    26 de junho de 2019

    Poupança da Caixa, Tesouro Selic, fundo DI ou CDB? Conheça as diferenças entre os três produtos recomendados para o seu colchão de liquidez

    Quanto rende a Poupança da Caixa?

    As emergências sempre acontecem, então você provavelmente não espera chegar em casa e ver que a geladeira estragou, perder o emprego da noite para o dia ou sofrer um acidente de carro e ter que arcar com os custos, ainda que a culpa não tenha sido sua.

    Imprevistos não têm hora certa para aparecer. E é por isso que, tão importante quanto pensar no médio e no longo prazo e alcançar a desejada independência financeira, é preciso ter um olhar permanente sobre o presente para estar sempre prevenido para o pior, para os riscos a serem enfrentados ao longo do caminho. Tal seguro responde pelo nome de reserva de emergência.

    Monte sua reserva de emergência assim que possível!

    “Reserva de emergência é aquele valor que deve ficar à sua disposição. É um fundo ou um ativo que deve ter alta liquidez, ou seja, que você consiga transformar rapidamente em dinheiro”, resume Jorge Luis Prado, assessor de investimentos no escritório Sal Investimentos.

    A proposta de garantir que uma parcela do portfólio esteja constantemente em aplicações mais líquidas, isto é, com possibilidade de resgate no curtíssimo prazo (preferencialmente no próprio dia ou no seguinte ao pedido), gera segurança para o investidor e previne erros. Em caso de emergência, não é preciso comprometer produtos mais voltados para o longo prazo que, muitas vezes, podem penalizar o investidor se o resgate acontecer antes do tempo, seja por conta de uma tributação elevada ou até de prejuízo.

    Ter sempre uma poupança também pode evitar um endividamento desnecessário, no qual se recorre às elevadas taxas de juros de bancos para saldar dívidas emergenciais. É um dinheiro caro e que a pessoa não poderá deixar rendendo, segundo Lucas Paulino, especialista em investimentos na plataforma Mais Retorno.

    Qual deve ser o tamanho da reserva de emergência?

    Não há uma quantia exata a ser reservada para imprevistos, já que o valor pode variar conforme a renda e o custo de vida da pessoa, dentre outros fatores, porém uma estimativa que pode ajudar a se programar financeiramente.

    Para alcançar uma cifra próxima do ideal para sua reserva, basta multiplicar as suas despesas médias mensais por seis. Esse valor deve incluir gastos com cartões de crédito, supermercado, luz, celular, mensalidades com serviços de streaming e academia, por exemplo. Os mais conservadores podem aumentar o piso de reserva para 12 meses ou quantos mais julgarem necessários. O importante é se sentir minimamente seguro para bancar imprevistos.

    A economia, todavia, não será consolidada de uma hora para a outra. Por isso, a orientação que agentes autônomos dão aos seus clientes é guardar entre 5% e 10% da renda todo mês. “O investidor não deve se frustrar por ser um pequeno valor; no Tesouro Direto, por exemplo, ele consegue investir R$ 30”, afirma Prado, da Sal Investimentos. E completa: “O efeito dos juros compostos vem com o tempo”.

    Onde não investir?

    Poupar dinheiro e investir em bons produtos ainda hoje é um dos grandes desafios da educação financeira no país. O brasileiro poupa pouco. Ele poupa o que sobra, e quando sobra. Quando consegue economizar, deixa o dinheiro em produtos com baixa rentabilidade.

    O contexto atual da economia também não está ajudando. De acordo com dados da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), apenas dois em cada 10 brasileiros conseguiram poupar em abril.

    Dentre os que conseguiram investir no período, 65% optaram pela caderneta de poupança, que rendeu apenas 1,87% neste ano até maio. Pior ainda, 25% dos poupadores deixaram o saldo reservado em casa, sem rendimentos, e 20% ficaram com o dinheiro parado em conta corrente.

    Apesar de ter o dinheiro a mão em caso de emergências, o investidor que recorre à poupança, ao colchão ou à conta corrente está tendo prejuízo sem nem perceber, por conta da inflação. Neste ano até maio, o Índice Nacional de Preços do Consumidor Amplo (IPCA) acumula alta de 2,22%, superior, portanto, que o retorno da caderneta.

    Onde investir sua reserva?

    De olho em investimentos que combinem acessibilidade, liquidez, segurança e rentabilidade adequada para a finalidade, é possível recorrer a três tipos de produtos em caso de reserva de emergência: Tesouro Selic, CDBs e fundos DI. Confira a seguir as principais diferenças entre eles.

    Tesouro Selic

    O Tesouro Selic é o título público mais conservador do Tesouro Direto, com retorno pós-fixado indexado à taxa Selic, atualmente em 6,5% ao ano. A rentabilidade anda lado a lado com o CDI, o referencial das aplicações mais conservadoras. “O papel tem a garantia do Tesouro Nacional e o dinheiro fica disponível em D+1”, destaca Paulino, da Mais Retorno, em referência ao prazo de liquidação do investimento.

    Uma das grandes vantagens, diz, está nas condições de preço e rentabilidade, que são as mesmas em qualquer instituição financeira. E o valor do investimento é bastante acessível. Nesta terça-feira (25), por exemplo, o valor mínimo para aplicar no Tesouro Selic era de R$ 101,67, em meio à possibilidade de se comprar uma fração do valor cheio do título, de R$ 10.167.

    O único custo obrigatório que recai sobre o Tesouro Direto é a taxa de custódia, paga à B3 e cobrada semestralmente, com valor anual de 0,25% ao ano. A taxa de administração é opcional e já foi eliminada há tempos pelas principais corretoras de valores e até por grandes bancos. Mesmo assim, das 57 instituições financeiras habilitadas pelo programa, metade cobra a tarifa. Por isso, vale prestar atenção à plataforma selecionada.

    Em termos tributários, há cobrança de Imposto de Renda com alíquotas que seguem uma tabela regressiva, que varia de 22,5% para resgates feitos em até 180 dias depois da aplicação, à taxa mínima de 15%, para liquidações realizadas a partir de 720 dias.

    CDB

    Outra boa opção para a reserva de emergência está nos Certificados de Depósitos Bancários, desde que sejam respeitadas pelo menos duas condições. A primeira delas está na liquidez. A maior parte dos CDBs não oferece a possibilidade de resgate antecipado (antes do vencimento final), portanto, atenção a esse ponto. O produto só vai funcionar como colchão de liquidez se ele permitir a você resgatar o dinheiro na hora desejada.

    A segunda condição diz respeito ao retorno. Como você já sabe que o Tesouro Selic entrega rentabilidade próxima de 100% da Selic (o que significa perto de 100% do CDI), o CDB só será uma boa alternativa para sua reserva se, além da liquidez diária, ele oferecer retorno igual ou superior a 100% do CDI.

    O valor da aplicação varia conforme o banco emissor e a plataforma de investimento, mas costuma ser maior que o exigido no Tesouro Direto. Não há taxa de custódia sobre os CDBs, mas, da mesma forma como nos títulos públicos, há a incidência de Imposto de Renda sobre o lucro, conforme a tabela regressiva de renda fixa.

    Ainda que os títulos públicos sejam o produto mais seguro da economia brasileira, vale lembrar que os CDBs têm a seu favor a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), no valor de até R$ 250 mil por CPF e instituição, em caso de quebra do banco emissor.

    Fundo DI

    Terceira e última opção para a reserva de emergência, os chamados fundos DI precisam destinar 95% do patrimônio a ativos que busquem acompanhar as variações do CDI ou da taxa Selic. Na prática, quando você investe em um fundo DI, você está alocando o capital essencialmente em Tesouro Selic.

    Por isso, só fará sentido utilizar a alternativa em vez de aplicar diretamente no título público se a taxa de administração do fundo for menor que 0,25% ao ano. É fundamental lembrar ainda que o produto está sujeito à cobrança de come-cotas, que corresponde a uma antecipação obrigatória do Imposto de Renda sobre a aplicação. A tributação é a mesma do Tesouro Selic e dos CDBs.

    As opções são interessantes para a formação de uma reserva de emergência. Ainda que existam variações de retorno, elas são, de maneira geral, pouco expressivas. O fundamental é não se esquecer da proteção a qualquer momento.

    E você, o que pensa a respeito?
    Deixe a sua opinião.

    Até o próximo post.

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    Como investir em ações nos Estados Unidos sem sair do Brasil

    28 de maio de 2019

    Transferência de dinheiro

    Imagine se você pudesse se tornar acionista da Apple, do Wal Mart ou da Exxon Mobil.
    Essas três empresas lideram o ranking das 500 maiores empresas dos Estados Unidos de
    acordo com a revista Fortune. E as três têm suas ações negociadas na Nyse, a Bolsa de
    Valores de Nova York. Com a ajuda da Remessa Online, um investidor brasileiro pode
    facilmente adquirir ações de qualquer uma dessas empresas, ou de qualquer outra que seja
    negociada no mercado norte-americano.

    A grande vantagem de operar no mercado norte-americano é que ele é mais estável e
    previsível que o brasileiro. Além disso, há muito mais empresas para se investir do que
    aqui, e as grandes, como as ranqueadas pela Fortune, operam no mundo todo. Por tudo
    isso, há mais possibilidades de ganhos com mais segurança para o investidor.
    Considerando seus valores em reais, as ações da Apple se valorizaram 18% desde o
    primeiro dia de 2019, as do Wal Mart 15,% e as da Exxon 12%, enquanto o Ibovespa, que
    mede o mercado brasileiro de ações, acumuila alta de 2% no mesmo período.

    Neste artigo vamos explicar o passo a passo para um investidor brasileiro operar no
    mercado internacional de forma simples e segura, dentro das regras do Banco Central do
    Brasil para investimentos internacionais.

    1. Abra uma conta em uma corretora de valores internacional
    2. A primeira coisa que você precisa fazer é abrir uma conta em uma corretora de valores que
      opere no mercado norte-americano. Há várias corretoras que permitem que sua conta seja
      aberta pela internet. É o caso de instituições como a Drivewealth, Interactive Brokers, Charles Schwab ou a TD Ameritrade, entre outros.Por meio delas, é possível operar um home broker com ativos negociados nos Estados Unidos.

      É importante prestar muita atenção na documentação exigida para abertura da conta.
      Tenha disponível pelo menos o seu passaporte, e um comprovante de residência. Outros
      documentos podem ser solicitados pela corretora. Por exigência da legislação norte-americana, você pode ter que preencher um formulário com informações para mapear o seu perfil de investidor ou outros dados. Eles são necessários para garantir que você não representa risco para a instituição.

      Uma vez aberta a conta, guarde o contrato de abertura ou o e-mail enviado pela corretora
      informando que a conta foi aberta. Esse documento é fundamental para realizar a remessa
      de dinheiro posteriormente.

    3. Faça uma transferência para sua conta na corretora
    4. Por meio da Remessa Online, você pode enviar o valor mínimo exigido pela corretora para
      começar a operar. Os valores variam de acordo com a instituição. A Interactive Brokers, por exemplo, exige um depósito mínimo de US$ 10 mil durante os primeiros oito meses de operação de um cliente na plataforma deles. A partir do nono mês este valor cai para US$ 2 mil. Já a Drivewealth não exige um depósito mínimo para começar a operar.

      Para realizar o envio, você precisa dos dados da sua conta, como o código identificador emitido pela corretora, os códigos de IBAN e SWIFT/BIC ou do ABA Routing Number da sua conta na corretora. Esses dados são disponibilizados quando você faz a opção, na sua própria conta, de aplicar por meio de Wire Transfer – o nome que se dá para transferências internacionais de dinheiro.

      Na plataforma da Remessa Online, acesse sua área de cliente e clique em “Novo Envio”.
      Na tela seguinte, escolha “Enviar para Corretora Internacional”. Nesta tela já haverá a indicação de algumas corretoras mais utilizadas pelos nossos clientes, mas se sua conta for de outra instituição é só clicar em “Outra corretora”. A partir desta etapa basta inserir os dados da sua conta e encaminhar o documento que comprova a abertura da conta – o contrato ou o e-mail de confirmação.

      Pronto, o sistema vai avaliar a documentação. Uma vez autorizada a transferência, basta você realizar uma TED para a Remessa Online e encaminhar o comprovante, que o dinheiro será transferido em até um dia útil.

    Lembre-se: você só pode transferir para o exterior no máximo 40% do seu patrimônio declarado no Imposto de Renda.

    Quando a sua corretora confirmar o recebimento, é só começar a operar. Você terá acabado de se tornar um investidor global, com acesso às ações das maiores empresas do maior mercado de capitais do mundo.

    E você, o que pensa a respeito?
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    A CVM faz alerta e determina suspensão de empresa de Forex FX Trading

    21 de maio de 2019

    forex trading

    A determinação da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) é que a empresa interrompa imediatamente a captação de clientes no país, sob pena de multa diária de R$ 1.000.

    A CVM emitiu alerta por atuação irregular e determinou a suspensão das operações da FX Trading, que oferece uma plataforma para operações com moedas. Segundo a autarquia, a empresa fazia captações de clientes no Brasil através de seu site e por redes sociais. A determinação é de que a empresa interrompa imediatamente a captação de clientes no país, sob pena de multa diária de R$ 1.000. A FX Trading pode enfrentar um processo disciplinar que pode levar a punições contra a empresa e seus sócios.

    A captação de clientes no Brasil para operação no mercado financeiro depende de autorização da CVM. Como o mercado de Forex e outros derivativos no país não são regulados, não há nenhuma empresa autorizada a fazer esse tipo de captação no país.

    A atuação da CVM contra o mercado de Forex e outras operações irregulares tem aumentado nos últimos meses. Em abril, a CVM reforçou alerta contra a operação irregular da Unick e abriu processo sancionador contra a empresa e seus sócios.

    No mesmo mês, emitiu alertas contra a HQ Broker e a Stakeshop, que também captavam clientes. Outros alertas atingiram a Zero10 Club, Allium Sociedade Médica, Giovanella Huxleer, NQZ Participações, Euro Capital e Olymp Trade.
    fonte de consulta: moneytimes.com.br/cvm-faz-alerta-e-determina-suspensao-de-empresa-de-forex

    Leia também:

    [BIT FRAUDE BREAKINGNEWS] Ministério Público compara InDeal e Unick Forex com esquema de pirâmide da Telexfree

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    Até o próximo post.

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    IOF da moeda estrangeira: Como funciona e qual o impacto no seu bolso

    16 de maio de 2019

    Entenda como a cobrança do IOF funciona e qual é o seu valor.

    Entenda como a cobrança do imposto funciona e qual é o seu valor.

    Quem costuma viajar ou fazer compras no exterior pode até não saber o que IOF significa, mas sabe o quanto o imposto pode impactar nas compras. Já os desavisados, podem levar o susto ao perceber a cobrança pela primeira vez na fatura. Afinal, o IOF pode variar de acordo com a natureza e também valor total da operação.

    A sigla é IOF – Imposto Sobre Operações Financeiras – e o seu próprio nome dá uma boa pista sobre o que enseja a sua arrecadação: operações financeiras. Contudo, nem todas as operações financeiras são fato gerador do IOF e essa é uma das pautas que este artigo vai abordar.

    Entenda a seguir o que é o IOF, quando o imposto é cobrado e qual é a sua alíquota.

    Quais os casos em que o IOF é cobrado?

    Agora que você já sabe que o IOF é um imposto e que ele incide sobre operações financeiras, é hora de saber exatamente que operações são essas. Veja a lista a seguir:

    • Compras pagas com o cartão de crédito, débito ou pré-pago no exterior;
    • Operações que envolvam câmbio no geral – compra e venda de papel moeda e transferências internacionais;
    • Contratação de serviços de crédito como empréstimo e cheque especial;
    • Contratação de seguros (seguro de carro, casa etc); e
    • Resgate de investimentos.

    Em todas essas operações financeiras haverá incidência do IOF e a alíquota muda de acordo com a natureza da operação como você verá a seguir. Por exemplo, a alíquota da compra de câmbio não é a mesma aplicada sobre as compras com cartão internacional e assim por diante.

    Qual é a alíquota do IOF?

    Veja algumas das alíquotas cobradas de acordo com a operação:

    • 6,38% sobre as compras pagas com o cartão de crédito e recargas de moeda estrangeira nos cartões pré-pagos;
    • 1,1% sobre a compra de papel moeda;
    • 1,1% sobre transferências internacionais entre contas de mesmo titular – 0,38% sobre as transferências internacionais para contas de terceiros;
    • Até 3% sobre o valor total da operação nos casos de contratação de serviços de crédito – empréstimo, cheque especial e financiamento;

    O IOF cobrado sobre o resgate de investimentos é regressivo. Ou seja, quanto mais tempo o dinheiro ficar intocado rendendo, menor também será a alíquota cobrada pelo imposto. Basta procurar no Google por “Tabela IOF regressivo”, depois em “Imagens” para visualizar.Nas operações onde há contratação de seguros (seguro de carro, casa etc) a alíquota pode variar de acordo com o tipo do seguro, mas o teto é de 25% – em alguns casos ela sequer é cobrada.

    Por que o IOF é cobrado?

    O Imposto Sobre Operações Financeiras foi implantado há muitos anos, em 1994, por Itamar Franco. Na época, o imposto passou a ser aplicado com o objetivo de regular o mercado financeiro, ou seja, estimular ou desestimular determinadas movimentações.

    Para que você entenda de forma mais didática como o IOF pode estimular ou não determinadas atividades é possível citar um exemplo real.

    Imagine que você decide aplicar certa quantia em um investimento e resgatar somente daqui a 5 anos. Contudo, passam-se dois meses e você lembra daquele dinheiro investido e pensa sobre como seria bom resgatá-lo para planejar uma festa de aniversário para um de seus filhos.

    Sendo assim você decide efetuar o resgate, mas antes de concluir a operação lê as letras miúdas e descobre que se resgatar valores antes do prazo, perderá uma boa parte do dinheiro, o que não acontece se o dinheiro permanecer lá. No final das contas, você desiste do resgate e prefere recorrer a outro dinheiro para organizar a festa.

    Voltando para o assunto deste artigo, o IOF tem o mesmo papel das taxas e impostos citados no exemplo: influenciar no comportamento de consumo das pessoas.

    Se o dólar cai e o consumo de produtos estrangeiros aumenta, é provável que haja queda da compra de produtos nacionais. Nesse sentido, aumentar a alíquota do IOF das operações de câmbio pode desestimular o consumo lá fora e aumentar dentro do país, o que ajuda a reequilibrar a economia.

    Como evitar o impacto do IOF na viagem internacional?

    Saindo um pouco da teoria, é interessante falar um pouco sobre como evitar que o IOF influencie no orçamento da viagem internacional. Afinal, já que o imposto é obrigatório e não há como fugir, o jeito é saber que estratégias adotar para evitar prejuízos no bolso. Veja:

    Evite o cartão de crédito no exterior

    Como a alíquota do IOF é cobrada sobre o valor total das compras feitas, quanto mais você gastar no cartão, maior será o imposto pago. Por isso, dê preferência aos meios de pagamento em que não há esse risco.

    Comprar moeda estrangeira com antecedência

    Outra dica é se programar e comprar dólar com antecedência. Afinal, dessa forma é possível pesquisar com calma e se prevenir quanto a alta da moeda, o que pode reduzir também o impacto do IOF no bolso.

    Fique de olho nas recargas

    Na hora de comprar saldo em moeda estrangeira para o seu cartão pré-pago internacional lembre-se que o IOF incide a cada recarga. Portanto, prefira adicionar uma grande quantia de saldo do que fazer várias recargas menores.

    Como você pôde perceber, entender como funciona o IOF é menos complicado do que parece. O segredo é estar sempre de olhos sempre abertos acompanhando as notícias sobre o imposto. Afinal, qualquer alteração pode influenciar diretamente nas estratégias que ajudam a reduzir o impacto da cobrança no bolso.

    Convidados

    Cresce número de ciberataques para mineração de criptomoedas

    10 de maio de 2019
    Sucesso das criptomoedas faz com que elas sejam alvo de pessoas mal-intencionadas
    Sucesso das criptomoedas faz com que elas sejam alvo de pessoas mal-intencionadas

    2009 foi um ano especial para a economia, não por crises financeiras, mas sim pela criação do Bitcoin, primeira criptomoeda da história. A iniciativa fez sucesso e, desde então, pelo menos 4.000 outras foram criadas. Hoje, estima-se que pelo menos 1.600 estejam em atividade.

    Como elas passaram a movimentar cifras consideráveis no mercado, era de se imaginar que pudesse haver interceptações e crimes envolvendo as criptomoedas, o que infelizmente se confirmou em 2011, ano em que se encontra o primeiro registro de roubo de Bitcoins.

    A situação foi se tornando cada vez mais crítica, e os ciberataques passaram a se tornar comuns e resultar em sérios prejuízos: em 2018, ataques que visaram a mineração de criptomoedas cresceram 237% em relação ao ano de 2017!

    Vamos entender melhor como essa história se iniciou, há 8 anos, e como a situação evoluiu muito desde então.

    Quando os ciberataques de criptomoedas se iniciaram?

    Embora não se possa afirmar com certeza de que esse foi o primeiro ataque, ele é um dos primeiros de que se tem notícia e aconteceu em junho de 2011. Na época, a comunidade de Bitcoin era composta por pessoas que encontravam nele um hobby, já que seu sucesso ainda não era tão grande nos dias de hoje.

    Além disso, a mineração (nome dado ao processo que resulta na obtenção da criptomoeda) podia ser feita por qualquer pessoa que se interessasse, com o uso de um computador doméstico convencional, diferente do que ocorre hoje em dia, em que há a necessidade de investir em supermáquinas para sua realização.

    O usuário “allinvain”, que participava de um fórum de Bitcoins, havia relatado que conseguiu minerar 25.000 Bitcoins. Cada moeda valia poucos centavos em 2010, mas no início de junho de 2011, atingiu o valor de US$ 20, o que aumentou sua “ciberfortuna” para algo em torno de US$ 500.000.

    Então, no dia 13 de junho, o usuário tomou ciência do crime. Assim que ele verificou o extrato de sua conta de Bitcoins, viu que uma parte tinha sumido sem explicação. allinvain acredita que alguém acessou seu computador e roubou as criptomoedas do disco rígido, tendo-as transferido para uma conta controlada pelos hackers.

    US$ 500.000 já é um belo dinheiro, mas se as moedas não tivessem sido roubadas, equivaleriam a aproximadamente US$ 132,90 milhões pela cotação de 1º de maio de 2019, quando a criptomoeda estava avaliada em R$ 20.838,42 (ou algo em torno de US$ 5.315).

    Infelizmente, a prática começou a crescer e resultou em outros ataques consideráveis aos Bitcoins, como os seguintes, com seus respectivos valores estimados em reais, pela cotação de 1º de maio de 2019:

    • Março de 2012:703 Bitcoins (R$ 973,755 milhões) foram roubados de usuários do servidor na web Linode. Ainda no mesmo mês, a Bitcoinica sofreu um segundo ataque cibernético de 18.000 Bitcoins (R$ 375,3 milhões).
    • Setembro de 2012: a Bitcoin exchange (plataforma digital que facilita a aquisição e venda das criptomoedas) Bitfloor sofreu um ataque que envolveu 24.000 Bitcoins (R$ 500,4 milhões).
    • Fevereiro de 2014: a Mt. Gox era a maior exchange da época, até sofrer um ciberataque e ter o prejuízo de 850.000 Bitcoins (R$ 17,72 bilhões).
    • Janeiro de 2015: a exchange Bitstamp afirmou perder 19.000 Bitcoins (R$ 396,15 milhões).
    • Agosto de 2016: a exchange Bitfinex anunciou que hackers roubaram US$ 77 milhões em Bitcoins, o que trouxe um grande prejuízo à empresa.

    Apenas nos ciberataques citados acima, foram interceptados mais de 1,089 milhão de Bitcoins, valor correspondente a R$ 22,727 bilhões de acordo com a cotação de 1º de maio de 2019, número que infelizmente ainda pode crescer muito.

    Ciberataques de mineração de criptomoedas crescem 237%

    De acordo com o estudo Round Up, feito pela Trend Micro, os ataques foram 237% maiores em 2018 do que em 2017. Além disso, as técnicas e práticas utilizadas estão se diversificando, o que torna mais difícil se proteger contra elas.

    Outros números chamam a atenção. De acordo com a CypherTrace, empresa especializada em cibersegurança, as perdas causadas pelo roubo de criptomoedas em exchanges e atividades similares atingiram US$ 1,2 bilhão apenas nos 4 primeiros meses de 2019, valor correspondente a 70% do prejuízo de todo o ano de 2018, que foi de US$ 1,7 bilhão.

    E se você acredita que o Bitcoin é o preferido dos hackers, está coberto de razão. De acordo com Jonathan Levin, co-fundador e diretor-chefe da Chainalysis, 95% de todos os ciberataques a criptomoedas envolvem Bitcoins.

    A iniciativa que levou à criação do Bitcoin, de ter uma moeda com sistemas de controle descentralizados, que não precisavam de sistemas bancários e das regulações presentes nas moedas físicas, é até interessante, mas isso também faz com que os ciberataques sejam ainda mais prejudiciais.

    Como é difícil responsabilizar alguém quando isso ocorre, o que muitas vezes não se aplica nem às exchanges que são hackeadas, os usuários estão passíveis a prejuízos sérios, que podem levar embora suas fortunas virtuais em um curto período de tempo.

    Se você investe em Bitcoins, é bom tomar o máximo de cuidado para não ser vítima de ataques virtuais. Assim como acontece em tudo que envolve segurança, da contratação de uma consultoria em telecom até a venda de um automóvel, é melhor prevenir do que remediar, ainda mais quando nem sempre é possível encontrar um remédio.

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    Como começar a juntar dinheiro hoje?

    7 de maio de 2019

    Como começar a juntar dinheiro hoje?

    Em tempos de crise, altas taxas de juros e redução do poder de compra qualquer ganho financeiro pode ser significativo. E para isso, nem sempre é necessário se sacrificar ou abrir mão dos seus hábitos radicalmente para juntar dinheiro. O segredo está em se organizar para conquistar esse objetivo.

    Então, se você quer saber como juntar dinheiro rápido, mesmo ganhando pouco, aproveite para seguir essas dicas e comece hoje mesmo!

    5 dicas para começar a juntar dinheiro de forma fácil

    Quem nunca quis ou precisou juntar dinheiro na vida? E ao contrário do que muitas pessoas ainda pensam, guardar dinheiro, quando possível, pode ser apenas uma questão de disciplina. Confira!

    1 – Economize dinheiro

    Uma das formas mais fáceis de fazer seu dinheiro render mais é, sem dúvida, economizando. Vai fazer uma compra? Pesquise antes. Vai viajar? Compre as passagens antecipadamente. Tem dinheiro disponível? Prefira pagar à vista.

    Embora não pareça, pequenas atitudes como essas, podem tornar suas finanças mais organizadas no dia a dia. Com isso, juntar dinheiro pode deixar de ser vista também como uma tarefa complicada e para poucos.

    Cuidados necessários: fique atento para o “barato não sair caro”. Sempre confira as informações sobre produtos de validade, prazo de entrega, política de reembolso e devolução do dinheiro.

    2 – Evite os gastos invisíveis

    Além das contas convencionais e rotineiras (como aluguel, telefone, internet, compras do mês, por exemplo), também existem aqueles chamados “gastos invisíveis”. Sabe aquele cafezinho na padaria antes de ir trabalhar? Ou então aquela sobremesa após o almoço todos os dias?

    Parece pouco, mas quando essas despesas são somadas no fim do mês, podem fazer diferença no seu orçamento. A ideia aqui não é deixar de viver com qualidade, mas sim ter critérios para utilizar o seu dinheiro. Saber o que é essencial e o que pode ser deixado para um segundo momento.

    Com esse simples exercício, você certamente ficará mais atento ao QUE e COMO gasta, podendo juntar dinheiro mais rápido.

    Cuidados necessários: não confunda usar o seu dinheiro de maneira inteligente com racionar seus recursos. Defina as prioridades e poderá tomar decisões mais acertadas.

    3 – Reserve um valor todo mês

    Economizar e poupar são sinônimos, mas na prática nem tanto. Muitas vezes, até é possível economizar, mas o dinheiro é gasto de outra forma. Então, no fim das contas, é como se você não tivesse economizado.

    Portanto, a recomendação dos especialistas financeiros é reservar todo dinheiro que você conseguir economizar. Sobrou dinheiro no fim do mês? Então reserve também! Com o tempo, você pode estabelecer uma meta mensal, mas saiba que, independente do valor que conseguiu juntar, é preciso dar o primeiro passo.

    Cuidados necessários: reservar determinado valor pode significar muitas vezes tirá-lo da sua vista ou ainda dificultar o seu acesso. Quer um exemplo clássico disso? Quantas vezes você se sentiu tentado a quebrar seu cofrinho na primeira necessidade que surgiu?

    4 – Invista o valor poupado

    Um bom exercício para quem quer juntar dinheiro é investir o dinheiro reservado. Se o “velho porquinho” não ajuda mais, aplicar esse montante em uma poupança ou até mesmo fazer um investimento, pode contribuir com a missão de multiplicar o seu patrimônio.

    Hoje, com todas as opções disponíveis no mercado, também é possível começar a investir com muito pouco. O retorno será proporcional ao valor investido, mas de qualquer forma pode ajudar no objetivo de juntar mais dinheiro.

    Cuidados necessários: avalie o seu perfil para investimentos e calcule os taxas e impostos cobrados em cada um deles.

    5 –  Reinvista o rendimento ganho

    Se você não tem um uso definido para o dinheiro, é melhor deixá-lo aplicado e rendendo por mais tempo. Outra dica é reinvestir o rendimento que ganhou em outra linha, diversificando também sua carteira de investimentos.

    Saque ou transfira o dinheiro para sua conta apenas quando for usar. Dinheiro disponível pode fazer com que você gaste sem necessidade e sem critério.

    Cuidados necessários: lembre-se de ter sempre uma reserva de valor adicional para as emergências financeiras. Assim, não precisará recorrer ao que juntou.

    Então, que tal começar a juntar dinheiro agora? Aproveite para ler também os Segredos de dinheiro que pessoas ricas e bem sucedidas sabem. Não perca mais tempo e nem dinheiro!

    Por Danielle Vieira | Apaixonada por marketing, descobriu os números e finanças ao longo do caminho e, decidiu ajudar as pessoas através da educação

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    Investimento Bitcoin: Esquema suspeito de pirâmide financeira

    16 de abril de 2019

    Riscos de se cair no golpe da pirâmide financeira

    Esquema suspeito de pirâmide financeira com Bitcoin faz propaganda em grande site do Brasil

    Negócio que pode ser pirâmide baseada em Bitcoin faz anúncio em grande site brasileiro

    Há uma suposta empresa de investimentos em bitcoin, conhecida como Investimento Bitcoin, surgiu recentemente oferecendo juros fora da realidade em cima da criptomoeda. Até sexta-feira (13/04/2019), ela chegou a anunciar em um dos maiores portais de noticias do Brasil, IG.

    Segundo a tabela de preços do IG, o custo deste tipo de propaganda é de R$ 200 mil reais pela veiculação do banner por um dia.

    O que torna a empresa duvidosa, é que sistema anunciado é semelhante ao de várias empresas suspeitas de esquema de pirâmide financeira, o que é considerado crime contra a economia popular.

    Geralmente um grupo de pessoas cria um site e oferece um ‘programa de investimento’ que promete retornos muito altos, revelando pouco ou quase nenhum detalhe sobre o negócio. Endereço fixo, telefone de contato, e de como são gerados os recursos para pagar juros aos investidores.

    Esta plataforma está oferecendo juros de 1,0% a 1,5% ao dia, o que não condiz com a realidade de nenhum mercado. A empresa oferece essas porcentagens em planos de 300 dias. Ela diz que os rendimentos diários podem ser sacados em BTC diariamente.
    fonte: portaldobitcoin.com/esquema-piramide-financeira-bitcoin-propaganda-grande-site-brasil

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    Entenda o conceito de dividendos

    5 de abril de 2019

    A armadilha do dia EX-proventos (dividendos e JCP)

    Quanto ganha o acionista de uma empresa? Dividendos são a parcela do lucro que as companhias entregam diretamente a seus acionistas. Veja como funciona e como ganhar com isso

    Como é que se ganha dinheiro investindo em ações ??? A boa parte das pessoas responde que o ganho vem com a alta das cotações, porém esta não é a única maneira. Um acionista pode colocar dinheiro no bolso quando a empresa em que investe distribui dividendos.

    Dividendos são a parcela do lucro líquido que as companhias entregam diretamente a seus acionistas. O tamanho dessa parcela e seu valor total variam de acordo com alguns fatores. O primeiro deles é o lucro. Além disso, são considerados a necessidade de investimentos (que pode consumir parte desse lucro), o caixa disponível e os valores mínimos estabelecidos no Estatuto Social da companhia.

    Como é definido o valor dos dividendos?

    Na prática, os acionistas das empresas aprovam a destinação do lucro na mesma Assembleia Geral Ordinária em que são analisados os resultados financeiros. Se foi aprovada a distribuição de dividendos, eles devem ser divididos pelo número de ações da companhia – e cada investidor receberá o valor correspondente ao número de papéis que tiver.

    A legislação estabelece um sistema de dividendo obrigatório, que determina que as empresas devem distribuir uma parcela mínima do lucro. Elas são livres para determinar no seu Estatuto o percentual dos ganhos que corresponderá ao dividendo obrigatório, de acordo com três critérios:

    – Como regra geral, a porcentagem do dividendo obrigatório pode ser de qualquer tamanho;
    – Se o estatuto não mencionar esse ponto, o dividendo obrigatório será considerado de 50% do lucro líquido ajustado;
    – Se o estatuto não mencionar esse ponto e a Assembleia Geral decidir alterá-lo, o dividendo obrigatório não poderá ser inferior a 25% do lucro líquido ajustado.

    Pode, ainda, haver situações especiais em que, mesmo com lucro, a empresa opte por não distribuir nem os dividendos obrigatórios – quando sua situação financeira for delicada, por exemplo. Nesse caso, os ganhos são registrados como reserva especial e devem ser pagos assim que o cenário se estabilizar.

    Os acionistas que possuem papéis preferenciais (PN) de uma companhia costumam ter prioridade na distribuição de dividendos. É uma compensação pelo fato de não terem o direito de voto assegurado, como têm os acionistas com papéis ordinários (ON). Um dos benefícios mais frequentemente concedidos aos acionistas preferencialistas é a garantia de receber dividendos pelo menos 10% mais altos do que os oferecidos aos demais acionistas. Existem, no entanto, outras possibilidades.

    E o que acontece se a empresa não pagar os dividendos mínimos aos preferencialistas? Se o atraso for superior a três exercícios sociais, os acionistas com papéis preferenciais ganham direito de voto nas matérias apreciadas pela Assembleia Geral até que o fluxo de pagamentos seja restabelecido.

    Como viver de dividendos

    Alguns investidores adoram aplicar em ações de empresas que oferecem bons dividendos. Isso porque a recorrência dos pagamentos permite a eles ter um rendimento mais ou menos previsível – o que é ótimo para quem deseja “viver de renda”.

    Para isso, primeiro é preciso abrir uma conta em uma corretora credenciada pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários). Vale aqui a recomendação de fugir das corretoras dos grandes bancos – que cobram taxas de liquidação, emolumentos e impostos- e escolher uma com taxa zero para corretagem de ações, por exemplo, a Clear.

    As pagadoras de dividendos costumam apresentar algumas características em comum. Em geral, são maduras e bem estabelecidas nos seus segmentos de atuação. Empresas do setor elétrico e de saneamento, por exemplo, costumam figurar nas listas de melhores pagadoras de dividendos. Elas normalmente têm uma necessidade de investimento baixa e receitas reajustadas periodicamente, o que lhes dá a possibilidade de dividir com os acionistas uma boa parte do lucro que obtêm.

    Papéis desse tipo costumam ser chamados de “ações de viúva”. Além de assegurarem bons dividendos, elas normalmente oscilam com menor intensidade nas épocas de crise, exatamente porque as empresas têm um desempenho mais previsível.

    Um indicador importante para quem está pensando em investir em ações de olho nos dividendos é o “dividend yield”. Ele corresponde ao rendimento que deve ser obtido apenas com a distribuição de proventos pela empresa. É calculado dividindo os dividendos projetados pelo valor da ação. Quanto mais alta for a taxa, maior deve ser o ganho com dividendos em relação ao valor pago pelos papéis.

    Outros tipos de proventos

    Os dividendos são o tipo de provento mais popular do mercado de capitais, mas existem outros ainda, como os juros sobre capital próprio e as bonificações.

    Os juros sobre capital próprio – ou JCP – também são uma forma de as empresas compartilharem seus ganhos com os acionistas. A diferença para os dividendos é que os JCP são definidos antes da contabilização final do lucro líquido. Contabilmente, portanto, são considerados “despesas” da companhia. E, assim como outros custos, são deduzidos da apuração do ganho líquido.

    Às vezes, as empresas optam por oferecer juros sobre capital próprio (e não dividendos) exatamente com o objetivo de reduzir o valor do lucro, que é tributado em cerca de 25%. Em contrapartida, os acionistas que recebem JCP pagam Imposto de Renda – mas a uma alíquota menor, de 15%.

    Já as bonificações acontecem quando as empresas decidem repassar aos acionistas valores mantidos na conta de “reservas” dos seus balanços. Ao longo do tempo, as empresas podem abastecer essa conta com parte do lucro líquido. Caso os valores acabem não sendo necessários, eles são destinados – como bonificações – aos sócios nos anos seguintes. Podem tanto ser pagos em dinheiro ou com novas ações da companhia.

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    3 dicas básicas para evitar as dívidas mais caras

    1 de abril de 2019

    3 DICAS PARA FUGIR DAS DÍVIDAS MAIS CARAS

    Acredite: uma estratégia que não falha para fazer o seu dinheiro render também, é fugir das dívidas mais caras. Ou seja, você pode fazer escolhas financeiras mais inteligentes e com isso gastar menos ou até começar a poupar dinheiro.

    Descubra agora como fazer melhores escolhas quando precisar de dinheiro extra ou pagamento facilitado.

    Para evitar as dívidas mais caras, vale entender o que é preciso avaliar, além das taxas de juros.

    Um ponto que a maioria das pessoas se esquece, por exemplo, é que o que acaba encarecendo uma dívida é o conjunto de todos os seus custos. Ou seja, o Custo Efetivo Total, ou CET, é o principal fator de comparação. Assim, antes de fechar qualquer negócio, compare o CET.  Um crédito pessoal de mesmo valor pode ser mais barato ou caro, em função do seu CET.

    Na prática isso quer dizer que a velha e boa pesquisa é essencial, principalmente se você não quer entrar no vermelho.

    Confira outras dicas e cuidados necessários para não se endividar.

    1 – Use o cartão de crédito com critério

    Ter acesso fácil a crédito é sempre uma “mão na roda”, não é mesmo? Depende. Se não for bem planejado, o uso do crédito pode levar a uma dívida sem necessidade. E pior, a uma das dívidas mais caras, em função das altas taxas de juros.

    Isso significa então que você não pode utilizá-lo? Pelo contrário, você pode e deve utilizar o cartão de crédito quando precisar de dinheiro adicional ou ainda de pagamento parcelado. O cuidado está em não gastar mais do que deve (o que é, aliás, uma dica básica de qualquer planejamento financeiro).

    Portanto, crie alguns critérios para usar o cartão de crédito. Assim, você conseguirá ter mais visibilidade sobre o que está gastando e do quanto ainda tem de limite disponível, para quando precisar novamente.

    2 – Tenha cuidado com o cheque especial

    Falando em dívidas mais caras chegamos ao cheque especial, vilão do orçamento de muitas pessoas.

    Você sabia, por exemplo, que o cheque especial é dos dos maiores responsáveis, junto ao cartão de crédito, pelo alto índice de endividamento dos brasileiros? Os juros dessas duas modalidades de crédito pessoal tiveram aumento neste ano.

    Se tiver que utilizar o cheque especial, se atente ao prazo máximo para repor o dinheiro na conta-corrente. Esse prazo varia de banco a banco, no entanto, se você quer evitar dívidas mais caras, cubra novamente o seu saldo bancário dentro do prazo, para não pagar uma das taxas de juros mais altas do mercado.

    3 – Busque créditos alternativos

    Vai comprar algum eletrodoméstico? Consulte a loja sobre a opção de crediário próprio. Está pensando em financiar um veículo? Avalie outras opções de crédito que oferecem taxas de juros menores. Existem linhas de empréstimo com CET mais barato e que podem ajudar a pagar parte do valor, à vista.

    Pesquisando e comparando as opções disponíveis, você certamente irá encontrar o melhor tipo de crédito para determinado tipo de necessidade.

    Agora, se você não conseguiu fugir das dívidas mais caras e quer ajuda para regularizá-las aproveite para ler essas outras dicas.

    Como se livrar das dívidas e sair do vermelho?

    Para não entrar no superendividamento, é preciso administrar as suas dívidas. Isso quer dizer, controlar o que está em aberto, calcular os valores devidos e avaliar formas para quitá-las.

    Veja também, outras dicas que podem ajudar a se livrar das dívidas e do vermelho, mais rápido.

    1 – Troque as dívidas mais caras por uma mais barata

    Uma boa dica para economizar dinheiro, mesmo depois de já ter contratado qualquer linha de crédito, é migrar a dívida para um banco mais barato. Saiba mais sobre a Portabilidade de crédito e descubra como poupar dinheiro com seu empréstimo atual.

    Quando o banco compra a sua dívida, quita o saldo devedor na instituição anterior. Dessa forma, você pode trocar uma ou mais dívidas que são mais caras, por um novo empréstimo mais barato.

    Para ser uma opção vantajosa, no entanto, vale a pena comparar o CET do contrato atual e da nova proposta.

    2 – Renegocie suas dívidas

    Para o credor, é sempre melhor receber qualquer quantia do valor devido, do que nada. Essa é também uma boa oportunidade de conseguir condições especiais para quitação das dívidas mais caras.

    Renegociações ou até mesmo acordos podem ajudar a quitar as dívidas mais rápido. Mas antes de entrar em contato com os bancos ou instituições financeiras, priorize suas dívidas. É isso mesmo! As dívidas mais caras devem ser pagas antes.

    Lembre-se daquelas dívidas que também podem interromper o fornecimento de um serviço essencial, como energia elétrica ou água, por exemplo. Feito isso, avalie também quanto pode disponibilizar e faça sua proposta ao credor.

    3 – Crie uma reserva de emergência

    Ter uma reserva de emergência, pode evitar que você faça novas dívidas e recorra a créditos mais caros. Poupar não é fácil, mas é possível começar com pouco

    Como o próprio nome sugere, esse dinheiro extra deve ser utilizado em caso de uma emergência ou imprevistos financeiros.

    Outra recomendação é fazer a aplicação deste valor. Assim, seu dinheiro continuará rendendo até que você precise dele. Essa é uma boa tática também para que você não gaste, sem necessidade.

    Fugir das dívidas mais caras certamente irá ajudar a garantir o seu controle financeiro. Mas, se não teve como e você precisou recorrer a uma dessas opções, tente renegociá-las o quanto antes. Aprenda a defender seu dinheiro!

    Por Danielle Vieira | Apaixonada por marketing, descobriu os números e finanças ao longo do caminho e, decidiu ajudar as pessoas através da educação financeira. Hoje faz isso atuando no marketing da bxblue, fintech acelerada pela Y Combinator e escrevendo em alguns portais.

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    Principais detalhes sobre a restituição Imposto de Renda em 2019

    27 de março de 2019

    Principais detalhes sobre a restituição Imposto de Renda em 2019

    A declaração do Imposto de Renda serve para que o contribuinte consiga prestar contas para a Receita Federal. Por sua vez, a Receita usa essas informações para analisar a situação tributária e o pagamento de tributos de cada cidadão, e assim fazer que cada pessoa pague apenas o que é devido, de acordo com a sua renda.

    O processo utilizado para acertar as contas entre contribuinte e cofres públicos é a restituição do Imposto de Renda. Diferentemente do que muita gente pensa, esse processo acontece tanto partindo da receita, quanto do cidadão.

    Quando é verificado que o cidadão não pagou ou teve retido na fonte o montante devido de tributos, ele precisa quitar essa diferença e pagar o que ficou faltando. Isso acontece logo após o preenchimento da declaração do Imposto de Renda.

    Se ficar constatado que o contribuinte ainda precisa pagar algum valor referente ao tributo sobre sua renda, é emitido um documento conhecido como DARF, que é a sigla para Documento de Arrecadação de Receitas Federais.

    No entanto, se o contribuinte apresentar todos os documentos que comprovam que ele pagou mais impostos é a Receita que deve restituir esse cidadão. Esse pagamento é realizado de acordo com o calendário definido pelo governo e o dinheiro é repassado para a conta corrente do contribuinte, cadastrada no momento da declaração do Imposto de Renda.

    O calendário de pagamento da restituição do Imposto de Renda em 2019 foi definido pelo governo logo no começo do ano. De acordo com as datas, o primeiro pagamento, que é destinado às pessoas classificadas como prioritárias (idosos, por exemplo) acontece em junho.

    Já o último lote, será liberado em dezembro. A ordem de pagamento segue a mesma ordem de recebimento das declarações, assim, os contribuintes são colocados nos lotes de acordo com a data que enviam a declaração para a Receita.

    O cronograma completo de pagamento da restituição do Imposto de Renda em 2019 é o seguinte:

    1º lote — data de liberação é 17/06/2019

    2º lote — data de liberação é 15/07/2019

    3º lote — data de liberação é 15/08/2019

    4º lote — data de liberação é 16/09/2019

    5º lote — data de liberação é 15/10/2019

    6º lote — data de liberação é 18/11/2019

    7º lote — data de liberação é 16/12/2019

    Antecipação da restituição do Imposto de Renda

    Mesmo com o pagamento marcado apenas para o segundo semestre de 2019, a restituição do Imposto de Renda já movimenta o mercado financeiro no Brasil.

    Isso porque muitas instituições financeiras já começaram a oferecer oportunidade para os contribuintes anteciparem o recebimento do dinheiro da restituição.

    Em 2019, o extrato do Imposto de Renda pode ser acessado em 24 horas após o envio da declaração. Com isso, os contribuintes têm acesso ao resultado do envio das suas informações, bem como já sabem se podem cair na malha fina e também o valor que devem receber como restituição.

    Para as instituições financeiras, é uma boa oportunidade de oferecer os serviços com uma certeza sobre o recebimento do que foi emprestado. Como esses empréstimos estão sendo realizados com a garantia do recebimento da restituição, as instituições financeiras sabem que os contribuintes terão uma fonte para quitar a dívida.

    Por outro lado, para os cidadãos é uma oportunidade de conseguir empréstimos com taxas de juros menores do que as são cobradas normalmente no mercado tradicional. Essa oportunidade pode ser interessante para contribuintes que precisam quitar dívidas ou mesmo para quem precisa utilizar esse dinheiro agora e sabe que não pode comprometer outros rendimentos.

    Porém é preciso sempre ter cuidado com os termos do contrato. Além de evitar armadilhas de empréstimos com valores abusivos, é preciso certificar de fechar o contrato apenas após o recebimento do extrato do IR. Esse documento proporciona a certeza do direito à restituição do Imposto de Renda e sem entraves com a malha fina, que podem atrasar esse recebimento.