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    Como declarar as operações na Bolsa de Valores no Imposto de Renda?

    26 de março de 2019

    Como declarar as operações na Bolsa de Valores no Imposto de Renda?

    Na hora de realizar a declaração do Imposto de Renda, muitos contribuintes encontram dificuldades no momento em que é preciso informar os rendimentos obtidos na Bolsa de Valores.

    Essas dificuldades aparecem, sobretudo, pela tributação de cada operação ser diferente e por ser necessário seguir um caminho diferente para declarar o Imposto de Renda sobre ações ou sobre os outros ativos comercializados na Bolsa.

    É importante destacar que o pagamento do tributo referente ao Imposto de Renda das transações de Bolsa deve ser realizado mensalmente. O investidor deve pagar a porcentagem referente à tributação da transação no mês subsequente ao que ela foi realizada.

    Portanto, a declaração anual do Imposto de Renda serve apenas para informar ao governo que o contribuinte já pagou parte dos tributos e fornecer as informações para que seja feita a conferência de renda de cada pessoa.

    Dito isso, com o objetivo de evitar que os investidores tenham dores de cabeça para acertar suas contas com a Receita Federal, preparamos um passo a passo para declarar esses rendimentos e esses bens.

    Declarar ações em carteira

    A Receita Federal entende que os contribuintes devem declarar os rendimentos e também a posse de ações. Os investidores devem declarar a posse dessas ações, ou seja, se elas estão em sua carteira, na aba “Bens e Direitos” no aplicativo oficial da Receita.

    Ao encontrar essa seção, será preciso preencher os campos e inserir os seguintes dados:

    • Em “Código”, é preciso selecionar o item 31, “Ações (Inclusive as provenientes de linha telefônica)”.
    • Em “Localização”, manter o padrão “105 – Brasil”.
    • Em “CNPJ”, informar o CNPJ da empresa que você comprou a ação.
    • Em “Discriminação”, descrever a posição, citando a quantidade de ações e o preço médio.

    Após o preenchimento desses campos, o contribuinte deve informar qual a situação em reais ao longo do ano. Para encontrar essa informação, o investidor deve levar em consideração o preço médio da posição, e não a cotação atual da ação.

    Declarar operações de curto prazo

    Antes de saber como declarar o Imposto de Renda 2019 de ações, o contribuinte deve saber que, caso o valor de venda de ações em um mês não supere R$20.000,00, os lucros recebem a  isenção de Imposto de Renda.

    Esse conhecimento é importante porque altera a forma que deve ser apresentado na declaração anual do Imposto de Renda.

    Rendimentos não tributáveis

    Se os rendimentos ficarem abaixo desse valor, o contribuinte deve procurar a seção “Rendimentos Isentos e Não Tributáveis” e selecionar a opção “Ganhos líquidos em operações no mercado à vista de ações negociadas em Bolsas de Valores nas alienações realizadas até R$20.000,00 em cada mês, para o conjunto de ações”.

    Depois de realizar a soma do lucros, o investidor deve inserir no campo “Valor” e salvar as informações.

    Rendimentos tributáveis

    Quando o valor ultrapassa R$20.000,00, é preciso fazer outro processo. Afinal, esse rendimento agora será tributado pela Receita Federal.

    Para ter sucesso neste processo, é preciso procurar a seção “Operações Comuns / Day-Trade” em “Renda Variável”. Ao entrar nessa seção, o contribuinte consegue declarar os resultados de cada mês.

    Neste momento, é importante sinalizar se os rendimentos vierem de Day-Trade ou de outras transações, chamadas aqui de “Operações comuns”.

    O investidor deve informar como foi o desempenho de seus investimentos ao longo do ano. Aqui vale lembrar que é preciso informar inclusive quando obteve um resultado ruim, de prejuízo.

    O campo “Consolidação do mês” deve ser preenchido com os dados referentes ao Imposto de Renda retido na fonte. O contribuinte encontra essa informação nas notas de corretagem ou no informe de rendimentos enviado pela corretora de valores. Neste documento, estão apresentados os impostos que foram pagos ao longo do ano, com as apurações mensais através das DARFs.

    Tributação das operações na Bolsa de Valores

    A alíquota do tributo do Imposto de Renda é diferente para cada tipo de transação. Como foi dito, a Receita Federal separa as operações em “operações comuns”  e “Day-Trade” e impõe tributação diferente para cada uma delas.

    • Operações normais – operações que duram mais de um dia: 15% de alíquota (Fonte: 0,005% sobre o valor de alienação).
    • Day trade – operações que começam e terminam no mesmo dia: 20% de alíquota (Fonte: 1% sobre os rendimentos).

    Para o contribuinte, saber sobre essa alíquota é importante para que ele consiga entender o desconto que é aplicado sobre os seus rendimentos mensalmente. Dessa forma, ele consegue ter mais informações e evita o envio de dados errados para a Receita Federal.

    E você, o que pensa a respeito?
    Deixe a sua opinião.

    Até o próximo post.

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    CFA Society Brazil: Os 4 grandes erros dos investidores

    21 de março de 2019

    Os 4 grandes erros dos investidores normais, segundo autoridade mundial em finanças

    Para professor da Universidade de Santa Clara, EUA, Meir Statman, a grande maioria dos investidores, mesmo que se considerem excepcionais, estão apenas na média. O acadêmico é reconhecido mundialmente como a maior autoridade sobre finanças comportamentais. No evento promovido pelo CFA Society Brazil em São Paulo em 19/03/2019, ele explicou sua teoria sobre os “investidores serem normais e seus desejos, também normais”.

    Segundo ele, há um padrão para o que os seres humanos fazem e querem esperando benefícios a partir de suas ações. Seus estudos definem três tipos de objetivos: benefícios utilitários, expressivos e emocionais.

    “Os investidores querem se manter fiéis ao seus valores. Com os benefícios utilitários esperam alcançar retornos mais altos. Com os expressivos, responsabilidade social e, com os emocionais, acreditar que investem de acordo com os seus princípios”, diz Statman.

    Por exemplo, o professor explica que aplicar em fundos multimercados envolve buscas pelos três tipos benefícios citados – que para o investidor “normal” são muito importantes. Ele pensa: terei retornos altos com risco menor (utilitário); mais status social (expressivo), porque dizer ‘eu invisto em fundos multimercados’ é sinônimo de riqueza; e orgulho (emocional) de ser membro de um grupo exclusivo..

    Esta busca por benefícios pode levar o investidor a cometer erros ou não avaliar outras questões.

    Essa lógica vem da segunda geração de finanças comportamentais definida pelo acadêmico, que distingue desejos de erros. A teoria identifica alguns erros de investidores “normais” e oferece dicas sobre como usar atalhos e evitar esses erros a fim de conseguir realizar os desejos.

    As pessoas são suscetíveis a erros cognitivos, como os de retrospectiva que nos levam a concluir que podemos prever o futuro com a mesma clareza que vemos no passado. Além disso, é muito comum cometer erros de conclusão antecipada. Isso acontece quando a pessoa chega a uma conclusão sem saber o caminho até a ideia e, então, procura evidências que confirmem seus pontos de vista. Também estamos sujeitos a erros emocionais, como medo exagerado e esperança irrealista!

    Desta forma, o professor mostrou os principais erros comportamentais ou na maneira de pensar que os investidores normais cometem:

    1. Excesso de medo
    2. Por outro lado, segundo o professor, o investidor também não pode se deixar guiar pelo medo e insegurança.

      Um estudo em sala de aula foi feito com alunos americanos. Eles se voluntariaram para contar piadas para a classe. No entanto, foram divididos em dois grupos: um ficou em uma sala com aquários e peixes e outros ficaram vendo cenas do filme ‘O Iluminado’ de forma repetida, sem parar”, relata. “Depois de um período, quando os alunos voltaram para a sala, o grupo que viu trechos do filme desistiu de contar a piada com medo de que as pessoas não rissem!

      Segundo ele, o medo pode interferir de diversas maneiras. Neste caso, os alunos apenas entraram em contato com cenas do filme e mudaram o sentimento em relação a falar em público.

      Foi apenas um exemplo didático, mas a ideia no mundo das finanças segue a mesma linha. Ao entrar em contato com algumas informações de mercado, por exemplo, os investidores podem mudar a direção de seus investimentos ou ficar inseguros a respeito de alguma estratégia que estudaram por anos.

      “O medo ser tão grande que te impede de agir também não é positivo, mas o mercado é movido por pessoas, que por sua vez funcionam dessa maneira. Ter autocontrole é um desafio”, diz.

    3. Relutância em aceitar perdas
    4. A aversão ou a relutância em aceitar determinadas situações também é um grande erro. Um investimento pode estar em queda de 20%. A melhor decisão pode ser apenas preservar a perda e seguir em frente. Mas o investidor não consegue parar de pensar no dinheiro que perdeu – mesmo que não seja muito – e na chance de começar a subir após essa queda brusca.

      Então, o investidor aumenta a posição naquele papel na tentativa de recuperar o que perdeu e ganhar mais, intensificando o prejuízo. Ou então tira todo o dinheiro e acaba recuperando menos do que aplicou inicialmente. “É preciso estar preparado para lidar com perdas e erros. Saber a hora de entrar e sair é crucial”, disse o professor.

    5. Aversão ao risco
    6. Segundo o professor, a capacidade de tolerar riscos das pessoas “normais” está atrelada às circunstâncias do momento, como a situação financeira pessoal, tempo de investimento e o tamanho de um investimento no contexto de seu portfólio.

      O especialista chama essa ideia de “dependência de quadros” que é um conceito que se refere à tendência de mudar a tolerância ao risco com base na direção do mercado. A disposição em tolerar riscos pode cair quando os mercados estão em queda. Ou sua aversão ao risco diminui e você fica mais disposto a arriscar quando os mercados estão em alta.

      Segundo ele, isso também deve ser evitado com conhecimento e experiência para enxergar o efeito manada (que leva as pessoas a comprar na alta e vender na baixa, perdendo dinheiro), por exemplo.

    7. Excesso de confiança
    8. Essa é uma das maiores características das pessoas “normais”, segundo Statman. Basicamente, depositar muita confiança na capacidade de prever os resultados de decisões de investimento frequentemente pode levar o investidor a cair em ciladas.

      “Quando o investidor tem muita confiança pode deixar de analisar, avaliar ou reavaliar alguns investimentos, posições, decisões e pode sair no prejuízo”, diz o professor.

    E você, o que pensa a respeito?
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    Até o próximo post.

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    Declaração do Imposto de Renda 2019: quais despesas que são passíveis de dedução?

    20 de março de 2019

    Declaração do Imposto de Renda 2019: quais despesas que são passíveis de dedução?

    A declaração do Imposto de Renda é a forma de acertar as contas referentes ao pagamento de tributos por parte dos contribuintes brasileiros. Nesse processo, as pessoas que se enquadram no quadro de obrigatoriedades definido pela Receita Federal devem enviar os comprovantes de seus rendimentos e despesas realizadas durante o ano.

    Com essas informações, a Receita realiza o cálculo e a análise sobre como anda o pagamento de imposto por parte dos brasileiros. Dessa forma, ela define se cada contribuinte pagou, ao longo do ano, a quantidade de tributo que realmente é devida.

    Como, na maioria das vezes, o valor pago não é o correto, é necessário acertar as contas, seja pagando o valor restante ou recebendo a restituição do governo, quando é devida.

    Para chegar a essa conclusão, é necessário que os contribuintes enviem todos os comprovantes dos rendimentos e das despesas que podem ser usadas na hora de calcular e deduzir o valor do imposto.

    Para realizar a declaração do IRPF 2019, o contribuinte pode utilizar as seguintes despesas para dedução:

    Despesas com educação: são consideradas passíveis de dedução, todos os gastos com educação formal, isso é, educação infantil (creche e pré-escola), ensino fundamental, ensino médio, educação superior (graduação e pós-graduação) e educação profissional (ensino técnico e tecnológico).

    O valor limite que cada declarante pode deduzir por despesas com educação é de R$3.561,50, sendo que esse teto vale também para os gastos com dependentes.

    Despesas com saúde: o contribuinte pode incluir gastos com plano de saúde, exames, dentista, psicólogo, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, hospital, entre outros. As despesas com saúde não têm valor limite.

    Dedução por previdência oficial e privada: cidadãos que contribuem mensalmente para o INSS podem incluir essa despesa no grupo de gastos para dedução do tributo do Imposto de Renda.

    Além disso, se o contribuinte fez aportes para um Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) ou um Fundo de Aposentadoria Programada Individual (Fapi), a Receita permite que seja concedido um desconto de 12% do imposto sobre os rendimentos do ano. No caso do PGBL, essa dedução só é válida se há também a contribuição para a previdência oficial.

    Dedução do Imposto de Renda por pensão alimentícia: a despesa com pensão alimentícia também entra do grupo de gastos dedutíveis. Porém, só é possível incluir o valor combinado em acordo judicial.

    Como declarar o Imposto de Renda em 2019

    Em 2019, o contribuinte deve declarar todos os seus rendimentos e despesas ocorridos ao longo de 2018. Dessa forma, o primeiro passo para ter sucesso neste processo é reunir os documentos necessários para comprovar esses dados.

    Os comprovantes das despesas devem conter toda a identificação pessoal de quem realizou o serviço e do nome do cliente, que no caso deve ser o declarante ou seus dependentes.

    Já os rendimentos, devem ser comprovados por meio de documentos oficiais que certificam a posse de bens e patrimônios e dos informes de rendimentos. Os informes de rendimentos são os documentos que servem para comprovar a situação financeira de uma pessoa e podem ser encontrados em 3 diferentes formas:

    Informe de rendimentos bancários: este documento é enviado pelos bancos e serve para apresentar todas as movimentações financeiras ocorridas na conta bancária do contribuinte.

    Informe de rendimentos da corretora de valores: documento enviado por corretoras para comprovar todas as aplicações financeiras realizadas pelo contribuinte.

    Informe de rendimentos do empregador: este documento é enviado pelas fontes empregadoras aos seus empregados e serve para apresentar todo o rendimento que o profissional obteve ao longo do ano.

    Além de apresentar os rendimentos anuais, os informes de rendimentos servem também para informar quais foram os rendimentos tributáveis e quais foram os rendimentos isentos que o contribuinte obteve. Essa informação é importante para que seja possível inserir a informação correta na hora de declarar a renda.

    A declaração do Imposto de Renda deve ser enviada até às 23 horas, 59 minutos e 59 segundos do dia 30 de abril, de acordo com o horário oficial de Brasília. Os contribuintes que não enviarem no prazo, terão que pagar multas para que a situação do CPF seja regularizada.

    Convidados

    Mineração de Bitcoin: o que é e como funciona

    19 de março de 2019

    Domine o assunto de Bitcoins!

    Entenda tudo o que você precisa saber sobre o assunto!

    Antigamente, quando se falava sobre moedas, era comum pensar em reais, dólares, euros, libras, pesos e ienes, entre outras, todas físicas. Porém, com o massivo desenvolvimento da tecnologia que impacta o mundo inteiro, era difícil duvidar que isso chegaria ao mercado financeiro um dia.

    Foi isso o que aconteceu em 2009, quando um desenvolvedor criou a primeira criptomoeda descentralizada, o Bitcoin, que desde então já apareceu em manchetes de jornais, posts nas redes sociais e até mesmo nos grandes telejornais.

    Um dos termos mais citados quando se trata do assunto é a mineração, indispensável para o funcionamento dos Bitcoins, mas você sabe do que ele se trata? Aliás, você entende exatamente o que é Bitcoin?

    Se você não conseguiu responder, fique tranquilo, pois nós separamos um guia com cada informação que você precisa saber sobre essa moeda digital. Depois de ler o artigo, você já entenderá sobre o assunto e saberá como é possível garimpar Bitcoins!

    O que é Bitcoin?

    A primeira criptomoeda (ativo digital que atua como meio de troca) já desenvolvida. Ao invés de recorrer a uma autoridade central, o Bitcoin (BTC) faz uso de um forte esquema de criptografia para trazer segurança às transações financeiras, controlar a criação de unidades adicionais e verificar a transferência de ativos.

    Seu desenvolvimento é atribuído ao pseudônimo Satoshi Nakamoto, que retirou muitas das ideias do projeto da comunidade cypherpunk, grupo informal de pessoas interessadas em criptografia, para tornar o projeto da criptomoeda em realidade.

    O domínio “Bitcoin.org” foi registrado em 18 de agosto de 2008, e no dia 31 de outubro do mesmo ano, o link para um documento chamado “Bitcoin: A Peer-to-Peer Electronic Cash System” (Bitcoin: um sistema de dinheiro eletrônico peer-to-peer) foi compartilhado com uma lista de discussão sobre criptografia.

    Então, em 3 de janeiro de 2009, a rede da criptomoeda passou a existir oficialmente através da mineração do “bloco de gênese de Bitcoin”, bloco de número 0, que gerou 50 Bitcoins como recompensa.

    O primeiro cliente de Bitcoin de código aberto foi lançado em 9 de janeiro de 2009, e três dias depois ocorreu sua primeira transação, com o programador Hal Finney, que recebeu 10 Bitcoins de Nakamoto.

    É importante ressaltar que o Bitcoin é uma moeda “limitada”, cujo montante não ultrapassará os 21 milhões. Por isso, conforme ela se tornar mais escassa, a tendência é de que também tenha seu valor aumentado.

    O que é a mineração de Bitcoins?

    É o processo de adicionar registros de transações de Bitcoins ao seu livro de registros disponibilizado publicamente, o qual também leva o nome de blockchain, já que representa uma “corrente de blocos”.

    Essa confirmação se dá através do funcionamento de programas especiais que solucionam problemas matemáticos e recebem um certo número de Bitcoins em troca, como pagamento. Esse é um método inteligente de “emissão” da moeda virtual, além de incentivar outras pessoas a procederem com a mineração.

    Isso se faz necessário devido à ausência de um governo central para regular a moeda, como ocorre com o dinheiro físico tradicional, onde há um órgão que decide quando o dinheiro deve ser impresso e para quem será distribuído.

    A mineração de Bitcoins ajuda a manter a rede segura graças à aprovação das transações, que é feita através da solução dos cálculos matemáticos que vimos anteriormente. Com isso, a moeda se mantém estável e protegida.

    O blockchain, onde as transações são registradas cronológica e linearmente, além de assinadas digitalmente, permite que as movimentações da criptomoeda sejam legítimas e, assim, impede tentativas de gastar uma certa quantia de Bitcoins que já foi gasta anteriormente, de modo que seja possível combater fraudes.

    Portanto, há dois objetivos para a mineração de bitcoins, que são os seguintes:

    1. Confirmar transações através de uma maneira confiável, desde que haja poder computacional (esforço) suficiente a ser dedicado ao bloco;
    2. Criar novos Bitcoins em cada bloco.

    Resumidamente, a mineração consiste de cinco passos:

    1. Verificação da validade das transações;
    2. Agrupamento de transações em um bloco;
    3. Seleção da parte superior do bloco mais recente, seguida de sua inserção em um novo bloco, o qual deve ser compatível com a sua “digital” (chamada de hash);
    4. Solução do problema matemático;
    5. Quando a solução é encontrada, o novo bloco é adicionado ao blockchain local e, então, propagado à rede.

    Quem pode minerar Bitcoins?

    Quem possui um computador com alta capacidade de processamento, o que é indispensável para o funcionamento da rede.

    Hoje em dia, já não é mais possível utilizar computadores convencionais para a realização desses cálculos matemáticos, já que eles não possuem poder de processamento suficiente para trazer a agilidade necessária.

    O objetivo desses cálculos é encontrar uma sequência que torne um bloco de transações de Bitcoins compatível com o bloco anterior. Para que isso seja possível, é necessário fazer milhares de cálculos por segundo, até que se consiga encontrar aquela combinação perfeita.

    Quando isso acontece, o minerador é recompensado com bitcoins, o que foi estabelecido para que mais pessoas se interessem por emprestar (ou melhor, vender) o poder de processamento de seus computadores para que a blockchain não pare de funcionar.

    A competição por essa recompensa de bitcoins é percorrida por milhares de mineradores. Ainda que um novo bloco de transações seja formado a cada 10 minutos, a competitividade é muito grande.

    O poder computacional necessário para os cálculos é tão grande que é possível encontrar empresas que vendem contratos de mineração, os quais são adquiridos por um determinado valor e, posteriormente, revertem rendimentos a quem o adquiriu.

    É possível encontrar computadores desenvolvidos especialmente para a mineração de Bitcoins, com valores que podem chegar a até US$ 3.000, mas é preciso também levar em conta os custos com energia elétrica, a qual é necessária para manter o equipamento em funcionamento.

    Também há opções de mineradores de bitcoins que funcionam via USB, os quais são mais baratos e partem de até US$ 19,99, mas seu poder de processamento é inferior, o que significa que as chances de conseguir encontrar a combinação ideal também são menores.

    Domine o assunto de Bitcoins!

    O funcionamento é complexo, é verdade, mas não há dúvidas de que o Bitcoin é uma realidade – bem valiosa, por sinal. Em 1º de março de 2019, 1 Bitcoin valia R$ 14.367,91.

    Curiosamente, no início das transações, quando o valor era negociado pelas partes envolvidas, duas pizzas entregues pela franquia Papa John’s, nos Estados Unidos foram adquiridas por 10.000 BTC, o que equivaleria a R$ 143,679 milhões de reais na cotação de 01/03/2019, embora, na época, não se conhecesse o verdadeiro potencial da criptomoeda.

    Assim como existe a consultoria em telecom para quem precisa de ajuda sobre o assunto, hoje também existem empresas que prestam consultoria em Bitcoins. Agora      que você já percebeu seu valor e complexidade, não é de se espantar a existência de tais empresas, já que o número de pessoas que deseja aprender sobre mineração e todos os demais aspectos da criptomoeda só tem a crescer.

    Convidados

    ANBIMA: Investidor quer liberdade para usar dinheiro, mas não saca e aplica mal

    14 de março de 2019

    A aplicação mantida por mais tempo muitas vezes é escolhida por ter liquidez imediata: a caderneta de poupança

    Quanto rende a Poupança da Caixa?

    A possibilidade de resgatar o dinheiro do investimento, aplicações como a poupança, por exemplo, a qualquer momento é um fator levado em conta pela maioria dos brasileiros: 77% dizem que escolhem a aplicação por este motivo, porém a maioria das pessoas mantém seus investimentos em média por nove anos, conforme pesquisa feita pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) com apoio do Datafolha.

    O pior é que a aplicação mantida por mais tempo muitas vezes é escolhida por ter liquidez imediata: a caderneta de poupança. Os clientes deixam os recursos na caderneta por 11 anos em média. Um quinto as pessoas (20%) já estão com o dinheiro há mais de 19 anos e 21% entre cinco e 10 anos.

    A poupança é a aplicação mais popular do país, com saldo atual de R$ 780 bilhões, mas a rentabilidade da caderneta perde para a maioria das aplicações de renda fixa, mesmo com o desconto de Imposto de Renda. Além disso, a liquidez da poupança penaliza o investidor: o rendimento só é creditado a cada 30 dias, na data de aniversário do depósito.

    O investimento em ações, que deveria ter um horizonte muito maior do que a poupança, tem média de resgate em seis anos, segundo o levantamento. Boa parte dos investidores (42%) vendem suas ações em menos de dois anos, mesmo que a maioria dos especialistas recomende aplicação por um prazo longo.

    No entanto, os planos de previdência privada, que também são criados com objetivos de longo prazo, têm período médio de investimento de sete anos.

    Estes planos são atrativos principalmente para a formação de uma aposentadoria e também para o abatimento de até 12% da renda bruta anual na declaração de Imposto de Renda, no caso de contribuições para planos do tipo PGBL.

    Apesar disso, somente 20% dos consultados revelaram investir em previdência por mais de dez anos, período a partir do qual a alíquota de Imposto de Renda chega à mínima de 10% no modelo de tributação regressiva.

    Tesouro Direto, CDBs, LCIs, LCAs e companhia

    Enquanto no Tesouro Direto o investidor tem pressa para resgatar as aplicações, com venda dos títulos públicos em até dois anos por 62% dos entrevistados e média de alocação de apenas três anos, o prazo aumenta no caso de títulos privados.

    Em investimentos como CDBs, LCIs, LCAs, debêntures e outros papéis emitidos por bancos e empresas, a média de tempo de resgate sobe para sete anos. A liquidez desses produtos é mais baixa que a dos títulos públicos, o que pode explicar em parte a diferença.

    Vale lembrar que todo título público à venda no Tesouro Direto tem prazo de vencimento acima de dois anos, justamente para garantir ao investidor a incidência da menor alíquota de Imposto de Renda, de 15%, se o papel for carregado até o vencimento.

    Investidor está mudando

    O assessor de investimentos da Veedha Investimentos, Rodrigo Marcatti, afirma que apesar dos números mostrarem certa incoerência na relação entre as aplicações e os prazos, há alguns anos o problema era ainda maior:
    – As pessoas tinham uma dificuldade enorme de aceitar um investimento que tivesse carência de resgate de cinco anos, por exemplo. Atualmente, já é muito mais fácil um pequeno investidor aplicar em uma debênture ou um Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI) com prazo de mais de 10 anos.

    Além disso, ele aponta que a estabilidade da inflação nos últimos anos tende a fazer com que os investidores tenham mais segurança para deixar o dinheiro aplicado por mais tempo – nas aplicações corretas. “A educação financeira está melhorando no Brasil. Ainda é incipiente, mas o acesso à informação e a novos produtos já é uma realidade pelas plataformas de investimentos”, aponta.

    Sobre a pesquisa

    A Anbima realizou, com o apoio do Datafolha, 3.452 entrevistas em todo o Brasil, distribuídas em 152 municípios, com a população economicamente ativa, inativos que possuem renda e aposentados, das classes A, B e C, a partir dos 16 anos. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%

    E você, o que pensa a respeito?
    Deixe a sua opinião.

    Até o próximo post.

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    Portabilidade de crédito: descubra como poupar dinheiro com seu empréstimo atual

    12 de março de 2019

    Quem toma um empréstimo muitas vezes é porque necessita de dinheiro
    imediato ou tem alguma emergência.
    Diante dessa situação, nem sempre há tempo suficiente para pesquisar por
    todas as modalidades disponíveis ou de pesquisar em mais de uma instituição
    financeira, a fim de obter a melhor proposta de crédito.

    Geralmente, os consumidores procuram os bancos em que já tem
    relacionamento. Mas é preciso ficar atento, porque mesmo com condições
    exclusivas para quem é correntista, outro banco pode ter uma oferta mais
    vantajosa.

    Mas a boa notícia é que, mesmo com um empréstimo em andamento, ou
    seja, um contrato assinado com determinado banco, ainda é possível
    economizar dinheiro com o empréstimo atual.

    E mais do que isso: em alguns casos, ainda é possível ter dinheiro, sem a
    necessidade de fazer um novo empréstimo.
    Mas como? Trocando uma dívida mais cara, por uma mais barata.
    E como isso funciona na prática?

    O que é portabilidade de crédito?

    Através da portabilidade de crédito, os consumidores podem levar a dívida
    de um banco para o outro.
    Uma das vantagens, é claro, é pagar mais barato, economizando dinheiro ao
    pagar taxas de juros mais baratas.
    De forma simplificada, com taxas de juros menores, o Custo Efetivo Total (CET),
    que é o valor total pago por um empréstimo, por exemplo, é reduzido.
    Em outras palavras, isso significa que o tomador da dívida deixará de pagar ou
    de desembolsar a mais.

    Com a portabilidade, o banco compra a dívida atual e a quita antecipadamente
    junto ao banco emissor.
    A partir dessa quitação, o banco atual emite novo contrato para o titular da
    dívida. Nessa operação, ainda é possível refinanciar a dívida, ou seja, voltar o
    contrato para o seu prazo original e ainda obter um troco como crédito.

    Quais dívidas podem ser compradas pelos bancos?

    A portabilidade de crédito se aplica a toda linha de crédito pessoal.
    Exemplos: crédito imobiliário, empréstimo consignado, financiamentos de veículos.

    A exceção é para os contratos de leasing (em que o período de permanência no
    banco original é maior, em função do bem financiado ser tido como garantia no
    caso de inadimplência).

    Outro ponto importante é que, para fazer a portabilidade da dívida, é preciso
    ter, em média, de 20% a 30% do contrato atual pago.
    Para avaliar todas as condições disponíveis, é recomendado consultar o banco
    para o qual pretende transferir a dívida.

    A política de crédito de uma instituição para outra pode variar bastante. Isso
    inclui dizer que a taxa de juros assim como o CET também. Portanto, vale a pena
    pesquisar antes de fechar qualquer negócio ou de vender sua dívida para
    qualquer banco.

    Então, se você tem um contrato de empréstimo, independente do valor e do
    prazo para quitação e quer poupar dinheiro, a portabilidade de crédito pode ser
    uma alternativa.

    Deixe de pagar taxas de juros mais caras. Troque sua dívida mais cara por uma
    com juros mais baixos. Faça escolhas financeiras que podem ajudar a garantir o
    seu futuro!

    Por Danielle Vieira | Apaixonada por marketing, descobriu os números e finanças ao longo do caminho e, decidiu ajudar as pessoas através da educação financeira. Hoje faz isso atuando no marketing da bxblue, fintech acelerada pela Y Combinator e escrevendo em alguns portais.

    bxblue

    Convidados

    Especialistas finalmente quebraram o laptop do CEO da criptografia que morreu com acesso exclusivo a US $ 137 milhões. Mas o dinheiro já foi embora.

    6 de março de 2019

    [BITFRAUDE BREAKINGNEWS] Tribunal no Canadá ordena criador da Plexcoin a transferir 420 Bitcoins para Justiça canadense

    E aí, mais um golpe no mundo das fraudes coins? US$ 190 mi em criptomoedas sumiram após morte de dono de casa de câmbio.
    Quando o CEO de uma casa de câmbio no Canadá morreu, a empresa ficou devendo milhões aos seus clientes!

    Mission Impossible (DC)
    Business Insider: Experts finally cracked the laptop of the crypto CEO who died with sole access to $137 million. But the money was already gone.

    Milhões de dólares estavam faltando quando o CEO de uma bolsa de criptomoedas morreu sem compartilhar as senhas com suas contas. Investigadores recentemente quebraram seu laptop – apenas para descobrir que o dinheiro havia acabado.
    Gerald Cotten, o fundador da QuadrigaCX, foi pensado para ter acesso exclusivo aos fundos e moedas trocados nele. Após sua morte em dezembro, seus colegas disseram que cerca de US $ 137 milhões em criptomoedas pertencentes a cerca de 115.000 clientes foram mantidos offline em “armazenamento a frio” e inacessíveis.

    O caso provocou inúmeras teorias, incluindo que Cotten forjou sua própria morte e fugiu com o dinheiro. Um auditor apontado pelo tribunal, a Ernst & Young, conseguiu quebrar o laptop de Cotten e descobriu que as contas foram esvaziadas em abril, oito meses antes de sua morte, informou em um relatório na semana passada.
    “Em abril de 2018, o bitcoin remanescente nas Carteiras Identificadas de Bitcoin Frio foi transferido, trazendo os saldos para zero”, disse o relatório.

    Os investigadores disseram que encontraram outras questões também, como a de que a Quadriga manteve “livros e registros limitados” e nunca relatou seus dados financeiros.
    A Ernst & Young também informou que encontrou 14 contas de usuários ligadas a Cotten que negociaram na bolsa da Quadriga e retiraram criptomoedas para endereços não vinculados à Quadriga.
    Sobrecarregado com US $ 190 milhões em dívidas e incapaz de encontrar ou acessar o dinheiro, a Quadriga pediu proteção ao credor no final de janeiro. Um tribunal da Nova Escócia lançou nesta semana uma tábua de salvação para a companhia, concedendo uma prorrogação de 45 dias que impede que os credores entrem com ações judiciais até meados de abril.

    Kraken (bolsa norte-americana de criptomoedas que opera no Canadá, na UE, no Japão e nos EUA) está oferecendo $ 100.000 para informações sobre onde o dinheiro da Quadriga foi.

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    IRPF: dicas de como se organizar e não cair na malha fina

    28 de fevereiro de 2019

    leao-lupa-malha-fina: Imposto de Renda: dicas de como se organizar e não cair na malha fina

    7 investimentos em que você não precisa dividir o rendimento com o imposto

    O momento de acertar as contas com o Leão está chegando: de 7 de março a 30 de abril, deve-se fazer e enviar a declaração do Imposto de Renda (IR) do ano base 2018. Neste momento, muitas pessoas ficam apreensivas ou nervosas, deixando o compromisso para a última hora.

    Muitos contribuintes, inclusive, esquecem de fazer a declaração de IR, o que gera multa, além de ocasionar outras complicações. Por isso, ao fazer a sua declaração anual de IR, é importante que se tenha em mente de que necessita, antes de mais nada, de organização e planejamento.

    Então, quais são os documentos necessários para fazer a declaração e que lhe ajudarão a não cair na malha fina? Primeiramente, para que você possa fazê-la com mais tranquilidade e ordem, é importante que, ao longo do ano, escolha um local de fácil acesso e nele separe uma gaveta ou um envelope, onde irá guardando documentos exigidos para que, no momento exato, tudo fique a sua disposição, tais como:

    1. A declaração de seus rendimentos do ano anterior, no caso o ano base 2018;
    2. Despesas médicas e odontológicas, suas e de seus dependentes legais;
    3. Despesas escolares, suas e de seus dependentes legais;
    4. Doações a instituições com a possibilidade de deduções legais;
    5. Comprovantes de aluguéis, se esse for o seu caso;
    6. Comprovantes de contribuições de Previdência Privada somente na modalidade PGBL – Programa Gerador de Benefício Livre;
    7. Os “CPFs” de todos os dependentes, independente de idade, deverão ser informados na declaração.

    É importante que você não deixe para a última hora, pois com a pressa muitas pessoas acabam cometendo erros “bobos”, como inverter valores ao digitar os dados. Aliás, esse tem sido um dos maiores problemas de quem tem caído na malha fina. Se sua declaração for simples, faça você mesmo; caso contrário, procure a ajuda de um profissional. Porém, antes de iniciar todo o processo, saiba quem precisa declarar o IR:

    1. Quem recebeu rendimentos tributáveis (como salário, aposentadoria, aluguel) acima de R$ 28.559,70 no ano anterior;
    2. Se recebeu rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados na fonte acima de R$ 40 mil;
    3. Quem possuir bens superiores a R$ 300 mil;
    4. Se teve receita superior a R$ 142,798,50 com atividade rural;
    5. Quem realizou operações na Bolsa de Valores.

    Para você que é MEI – Microempreendedor Individual, são exercidos dois papéis, o de empresário e o de cidadão. Por isso, deve fazer tanto a declaração de Imposto sobre a Renda da Pessoa Física (IRPF) como para Pessoa Jurídica (IRPJ). Ainda que você não seja um especialista em contabilidade, é recomendável e útil que entenda o mínimo exigido sobre questões legais, e é nessa lógica que compreender o IRPJ e o seu funcionamento pode fazer a diferença no seu negócio.

    E para quem tem IR a restituir, uma boa pedida é aplicá-la numa poupança. No Sicredi – instituição financeira cooperativa com mais de 4 milhões de associados e atuação em 22 estados e no Distrito Federal –, é possível, em vez de cadastrar uma conta corrente, como de costume, ao fazer a declaração de IR cadastrar a conta poupança para a restituição. Deste modo, você aproveita o “dinheiro extra” para poupar, servindo como reserva financeira para imprevistos ou para realização de planos.

    Por fim, não deixe para enviar sua declaração de IR no limite do prazo, pois um benefício adicional de quem a encaminha antes é, justamente, caso tenha direito à restituição, recebê-la mais cedo também.
    fonte e-mail de clipping: Erick Paytl erick.paytl@cdn.com.br

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    Convidados

    Quanto investir por mês para ser um milionário

    27 de fevereiro de 2019

    Quanto antes você começar a investir, menor será a quantia necessária mensal para chegar ao R$ 1 milhão

    Sinais de que você tem o que é preciso para se tornar um milionário

    Conquistar o primeiro milhão de reais é o desejo de muitos brasileiros, porém muitos não fazem ideia de quanto é preciso aplicar por mês para conseguir acumular esta quantia.
    O especialista de investimentos Lucas Paulino, Mais Retorno, deu uma entrevista ao InfoMoney onde ele ajudou com os cálculos.

    Um dos pontos mais importantes para quem quer investir é entender o poder dos juros compostos sobre a sua rentabilidade: isso significa que quanto antes começar a investir, melhor.

    Para se ter ideia, se considerarmos uma aplicação inicial de R$ 10 mil, com aportes mensais de R$ 1.500 e uma rentabilidade de 9% ao ano, o patrimônio acumulado ao final de 10 anos seria de R$ 308 mil. Agora se dobrarmos o período para 20 anos, o valor acumulado chega em R$ 1 milhão. “Você triplica o saldo final”, afirma Paulino.

    Se aumentarmos o prazo para 30 anos, considerando as mesmas condições de taxa e valores, o valor acumulado atinge os R$ 2,6 milhões. Já se investir a mesma quantia por 40 anos, o total vai para R$ 6,5 milhões. É o poder dos juros compostos sobre os investimentos. “É um efeito muito forte. No curto prazo você pode não ver resultado, mas é importante que você mantenha resiliência e continue aplicando para que veja o efeito dos juros sobre juros lá na frente”, diz.

    Isso quer dizer que quem quiser investir por apenas 10 anos nunca vai ficar milionário? Não, mas esta pessoa vai precisar fazer aportes mensais maiores. Seguindo o nosso exemplo, seria preciso aplicar mensalmente R$ 5.200 para chegar no R$ 1 milhão – muito maior do que se tivesse começado antes. Fica fácil entender que quanto mais cedo você começar a investir, maior será a força dos juros compostos trabalhando a favor do seu dinheiro.

    Paulino fez os cálculos de quanto uma pessoa teria que investir por mês para chegar ao R$ 1 milhão, considerando uma aplicação inicial de R$ 10 mil e rendimento anual de 9%. Confira:

    Prazo de investimento Aportes mensais
    10 anos R$ 5.200
    20 anos R$ 1.500
    30 anos R$ 520
    40 anos R$ 170

    Agora, levando em conta as mesmas variáveis, porém corrigindo pela inflação de 3,5% ao ano, para ter o poder de compra dos R$ 1 milhão atual é preciso investir:

    Prazo de investimento Aportes mensais
    10 anos R$ 6.300
    20 anos R$ 2.400
    30 anos R$ 1.110
    40 anos R$ 580

    Onde investir?

    O investidor precisa ter em mente que o cenário mudou com a queda de juros. “Daqui para frente, olhando o cenário de alocação de investimento no Brasil, o investidor que quiser ter mais retorno terá que alocar em investimentos mais sofisticados e que busquem maior retorno – mas ele vai ter uma certa dose de risco”, alerta Paulino.

    Segundo ele, se a visão for de longo prazo, é preciso diversificar as aplicações além da renda fixa. Entre as melhores opções estão os fundos multimercados e os bons fundos de ações, que contam com a administração de gestores profissionais.

    Segundo Fernanda Alves, assessora de investimentos da Praisce Capital, existem bons fundos de previdência privada que podem ser utilizados se o objetivo for investir para aposentadoria. “Se você tem pouco dinheiro para investir, comece pelos fundos de previdência. Se tem muito dinheiro, também comece por esses fundos para depois diversificar em outras aplicações”, aconselha.

    Ela lembra que com a atualização das normas de alocação de fundos, muitas gestoras independentes criaram suas próprias versões de previdência. É o caso de casas renomadas como Adam, SPX, Alaska, AZ Quest, Verde e XP.

    “São fundos excelentes que possuem vantagem tributária, além de não terem come-cotas (antecipação de IR que acontece duas vezes por ano). Eles conseguem entregar ótimos retornos”, diz.

    Por fim, outro ativo muito interessante para o investidor que pensa em acumular recursos no longo prazo é o título de inflação do Tesouro Direto, o Tesouro IPCA+. Este papel possui prazos de vencimento longos e paga sempre a inflação acrescida de um prêmio definido na hora da compra – que hoje está em torno de 4% ao ano. Isso quer dizer que você sempre terá garantido o ganho real (acima da inflação do período).

    Veja que é importante levar esses títulos até o seu vencimento. Se resgatar antes, você ficará sujeito às oscilações de preço do mercado.

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    Convidados

    Como explicar que a Previdência Social é uma pirâmide insustentável

    22 de fevereiro de 2019

    A Previdência tem muito mais a ver com Telexfree ou Boi Gordo do que você imagina

    Previdência privada vale a pena?

    O vice presidente da República, Hamilton Mourão, disse na última quarta-feira no seu perfil no Twitter:
    – Nosso sistema previdenciário hoje não passa de uma pirâmide financeira: os que chegarem lá mais cedo vão ter suas aposentadorias e os mais jovens trabalharão sem jamais se aposentar.

    A metáfora do general não é um exagero. Pirâmides financeiras funcionam assim:
    – Alguém promete a você uma remuneração muito acima da média, por exemplo, um ganho de 5% ao mês. Mas você só entra no esquema se der sua contribuição inicial. Depois de pagar, você começa a receber uma remuneração proporcional ao número de pessoas que conseguir atrair para a pirâmide.

    Enquanto há muita gente entrando, tudo bem. O criador da pirâmide consegue realizar os pagamentos de 5% ao mês. O problema é que uma hora ou outra fica praticamente impossível atrair novos participantes.

    Resultado: quem entra primeiro pode conseguir reaver sua contribuição inicial e até lucrar; já quem entra por último e está na base da pirâmide (a grande maioria das pessoas) paga a conta e entuba o prejuízo.

    O Brasil tem um histórico de pirâmides que faz inveja ao Egito. Fazendas Reunidas Boi Gordo, Avestruz Master e Telexfree são os casos mais conhecidos e ganharam projeção nacional. Mas todo mês surge uma nova. No exterior o caso recente de maior repercussão foi o de Bernard Madoff, que enganou muita gente prometendo retornos de 1% ao mês, mas acabou preso em 2008 quando já não conseguia mais sustentar seu esquema.

    Agora por que o sistema previdenciário brasileiro é igualzinho?

    Por que quando foi criado o governo não acumulou um colchão de recursos para pagar quem se aposentasse no futuro. O dinheiro foi gasto de outras formas. Então quem trabalha e contribui hoje sustenta quem já está aposentado. Mas assim como as pirâmides financeiras não podem ter mais de 13 níveis, a Previdência brasileira também chegou ao seu limite.

    Quem trabalha hoje e contribui sustenta um caminhão de privilégios de gente que se aposentou aos 45 anos de idade ou que ganha R$ 30.000 por mês sem trabalhar.

    A estrutura tem gerado déficits que cresceram em média 14,87% ao ano desde 2013. Projetar o déficit daqui em diante é tarefa impossível. Muitas variáveis precisam ser consideradas (como crescimento do PIB, expansão do emprego formal, etc.) e não há no mundo economista bom o suficiente para projetá-las com exatidão.

    Apenas para um exercício hipotético, vou supor que a taxa de crescimento do déficit de 14,87% vai se perpetuar pelos próximos anos. Em 2027 o déficit da previdência já superaria R$ 1 trilhão.

    Percebeu como isso não cabe no orçamento?

    Alguém pode argumentar que os gastos com a previdência não crescerão no futuro como cresceram ao longo dos governos do PT. Outro pode dizer que o período de maior irresponsabilidade fiscal já ficou para trás. Mas é preciso considerar também que haverá cada vez mais idosos no Brasil e cada vez menos trabalhadores ativos para sustentá-los.

    Além de serem mais numerosos, os idosos também viverão mais e receberão benefícios por um maior número de anos.

    Na prática o topo da pirâmide vai se alargar e a base vai se estreitar.

    É por isso que os atuais benefícios são insustentáveis.

    O debate entre fazer ou não fazer a reforma da previdência só existe nas redes sociais. Na prática a escolha que se coloca diante da sociedade brasileira é entre a reforma da previdência, o calote (a dívida do governo para continuar pagando todos os benefícios será tão alta que ficará impagável) ou a hiperinflação (o governo terá de imprimir dinheiro para pagar a todos, desvalorizando a moeda).

    Se você acha que tudo isso é só catastrofismo, olhe para a situação de Estados como Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Minas Gerais, onde até os pagamentos de servidores ativos sofrem constantes atrasos.

    A verdade é que quem coloca em dúvida a necessidade de uma reforma da previdência para evitar um desastre econômico não está sendo honesto intelectualmente.

    Dito isso, por que não defender uma reforma que penaliza mais quem ganha mais, que reduz os privilégios de políticos e funcionários públicos, que distribui os sacrifícios entre toda a sociedade e que no curto prazo ainda diminui as contribuições ao INSS dos 20 milhões de brasileiros mais pobres? Como ser contra o projeto enviado ontem ao Congresso sem deixar claro que está apenas defendendo algum interesse próprio?

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