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    O que você precisa para declarar o IRPF dos títulos do Tesouro Direto

    13 de setembro de 2018

    O que você precisa para declarar o IRPF dos títulos do Tesouro Direto

    Em 2018, o Imposto de Renda deve ser declarado entre os dias 1º de março e 30 de abril. O prazo já está caminhando para o fim e muitas pessoas ainda não enviaram sua declaração. O motivo muitas vezes tem relação com as dificuldades encontradas pelo contribuinte na hora de fazer a declaração, principalmente na parte de investimentos.

    De fato, a declaração do Imposto de Renda não é a tarefa mais fácil do mundo. Ela é muito rica em detalhes e precisa ser feita de forma muito minuciosa, mas isso não quer dizer que ela seja impossível de ser feita. Com tranquilidade e organização tudo dá certo.

    Se você investiu em títulos do Tesouro Direto em 2017, é a sua hora de declarar ao governo todas as compras e vendas de títulos e também quais foram seus rendimentos.

    Para isso, você vai ver nesse post o que é preciso para declarar o Tesouro Direto no Imposto de Renda.

    Descontos do Imposto de Renda nos investimentos

    Em investimentos em renda fixa como Tesouro Direto, o Imposto de Renda é descontado automaticamente pela corretora no momento do resgate. A tributação segue uma tabela regressiva que determina que quanto maior o tempo em que o dinheiro ficar aplicado, menor é a alíquota que será descontada.

    • Investimento de até 180 dias – Alíquota de 22,5%
    • Investimento 181 a 360 dias – Alíquota de 20,0%
    • Investimento de 361 a 720 dias – Alíquota de 17,5%
    • Investimento acima de 720 dias – Alíquota de 15,0%

    Os investimentos em Tesouro Direto devem ser declarados no sistema da Receita Federal na aba Bens e Direitos e seus rendimentos na seção Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva / Definitiva.

    1.  Informe de rendimentos

    Para declarar seus investimentos em títulos do Tesouro Direto, você vai precisar ter em mãos o informe de rendimentos. Você terá acesso a esse documento através do internet banking do banco ou na sua conta em uma corretora de valores.

    No informe, estarão listadas todas as suas compras e vendas de títulos e também o detalhamento dos juros recebidos de títulos como Tesouro IPCA (antigo NTN-B) que paga juros semestralmente. Nesse caso, o imposto é retido na fonte.

    2. Títulos negociados

    Em sua declaração, você vai precisar discriminar quais títulos do Tesouro Direto você negociou no ano base que, neste caso, é 2017.

    Os títulos deverão ser declarados na aba de Bens e Direitos, utilizando o código 45 – Aplicações de renda fixa – CDB, RDB e outros. Você vai precisar descrever o tipo de papel e a quantidade que comprou, a data que você adquiriu o título e a corretora ou banco que intermediou a operação.

    3. Rendimentos

    Você também vai precisar declarar os rendimentos dos seus títulos. Para isso, basta usar a aba “Rendimentos sujeitos à tributação exclusiva” e o código 06 – Rendimento de aplicações financeiras.

    Você precisará preencher nesta aba se foi você ou algum dependente que fez o investimento, ou até mesmo se foi os dois.

    Aqui você vai precisar do CNPJ da instituição que intermediou a aquisição dos títulos, seja um banco ou uma corretora. Essa informação será solicitada no campo: “CNPJ da fonte pagadora”.

    Verifique como o banco ou a corretora especificou no informe os seus rendimentos. Geralmente, elas colocam o valor bruto e o valor retido de imposto. Se estiver discriminado desta forma, você deve calcular a diferença entre os dois para chegar ao valor líquido para declarar seus rendimentos.

    Atente-se ao prazo

    Não se esqueça que o prazo para envio da declaração do Imposto de Renda 2018 termina na segunda-feira, 30 de abril. Quem não fizer o envio dentro do prazo estará sujeito a multa que varia entre R$164,74, no mínimo, e 20% do valor do imposto devido.

    Quem tem direito à restituição do Imposto e enviar a declaração no começo do prazo poderá ser ressarcido primeiro, então envie sua declaração o quanto antes. Além disso, deixar para a última hora pode ser muito arriscado. Há o risco de ter algum imprevisto e ficar sem declarar o imposto ou até mesmo preencher os campos com pressa e mandar alguma informação errada.

    A declaração deve ser enviada através de um sistema disponível para download no site da Receita Federal. Com tempo e tranquilidade, você conseguirá declarar seu Imposto de Renda e todos os seus investimentos de maneira correta e ficar tranquilo por estar em dia com a Receita

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    Lições valiosas que Warren Buffett aprendeu sobre investimentos

    30 de agosto de 2018

    3 lições valiosas que Warren Buffett aprendeu sobre investimentos aos 11 anos
    6 LIFE LESSONS FROM WARREN BUFFETT

    Warren Buffett é considerado por muitos o maior investidor de todos os tempos e completa 88 anos nesta quinta-feira, 30/08/2018. Ele também é reconhecido por ser Oráculo de Omaha. Warren construiu seu patrimônio de US$ 87,2 bilhões “comprando príncipes pelo preço de sapos”, como ele mesmo gosta de dizer.
    Estreou na bolsa de valores cedo, mais precisamente aos 11 anos de idade. Enquanto seus colegas brincavam na rua, o jovem Buffett comprava ações. Nessa época, ele aprendeu a importância da paciência e do “timing” antes de comprar ou vender qualquer ativo. Ele começou nos investimentos anotando o preço das ações na lousa do escritório de seu pai, uma forma que encontrou de acompanhar e entender melhor cada empresa. Sua primeira compra veio poucos meses depois, quando adquiriu com sua irmã Doris seis ações da Cities Service, uma petrolífera, a US$ 38/ação.

    Buffett acreditou que as ações estavam desvalorizadas e tinha confiança de que conseguiria ter um bom lucro com elas. Infelizmente, a ação perdeu quase três vezes o seu valor poucas semanas após Buffett comprá-la.

    Apesar da insistência de sua irmã para se livrar do papel, Warren optou por mantê-lo. A persistência lhe permitiu ver o preço da ação chegar a US$ 40, quando vendeu e embolsou um lucro de US$ 2 por ação. Com o dinheiro em mãos, o pequeno Buffett teve a infeliz experiência de ver a ação disparar para US$ 200 sem ele. Foi nessa época que o futuro bilionário e CEO da Berkshire Hathaway aprendeu algumas lições valiosas que levaria pelo resto da vida:

    Não venda a ação para ter um lucro de curto prazo

    Buffett acredita que a melhor empresa para se ter é aquela que oferece perspectivas de longo-prazo. Segundo ele, quem pensa no longo prazo evita erros comuns, como investir em negócios ruins e girar a carteira demais, o que traz custos relevantes. O investidor explica que quem investe no longo prazo é porque entende a razão do mercado de capitais: financiar e ser sócio de projetos de sucesso. “Se você tem ações de uma empresa excelente, não as venda enquanto ela continuar excelente”, diz o sábio bilionário.

    Possua sempre responsabilidade ao investir

    Se você investir naquilo em que entende, mais fácil será definir um preço e ficar informado sobre as tendências da indústria. Se você não entende o que a companhia faz ou como ganha dinheiro, como vai administrar seu investimento? Buffett costuma falar sobre o “círculo de competência”, uma forma dos investidores se concentrarem nos setores que conhecem melhor. Ao sair do seu círculo de competência, o investidor está mais suscetível à especulação.

    Não fique em pânico se o preço das ações caírem

    O seu desempenho na bolsa também está relacionado ao controle emocional. Em outras palavras, você precisa agir racionalmente e não emocionalmente para que consiga colocar seu plano de investimento em prática, aguentar as oscilações do mercado e assim obter bons resultados. “Se você não consegue controlar as suas emoções, você não consegue controlar o seu dinheiro”, diz Buffett.

    Até o próximo post.

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    5 dicas essenciais para quem procura um investimento melhor que a poupança

    17 de agosto de 2018

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    A poupança já foi, por muito tempo, o investimento preferido dos brasileiros. A simplicidade da caderneta, a segurança de investir nos grandes bancos e não ter que gerenciar o investimento tornavam essa escolha mais favorável.

    A verdade é que os brasileiros estão percebendo, cada vez mais, que o rendimento da poupança hoje é muito baixo e, como investimento, não tem muito efeito nas suas finanças.

    Muita gente não sabe, mas a rentabilidade da caderneta é determinada pelo próprio governo brasileiro e, desde 2012, depende do valor da taxa básica de juros da economia, a taxa Selic. Ela é composta de duas variáveis: a remuneração básica, definida pelo valor mensal da Taxa Referencial (TR), e a remuneração adicional, que pode ser de 0,5% ao mês ou 70% da Selic.

    • Quando a meta da Taxa Selic anual estiver acima de 8,5%, a poupança rende 0,5% + TR ao mês.
    • Quando a meta da Taxa Selic anual estiver abaixo ou igual a 8,5%, a poupança rende, mensalmente, 70% da taxa Selic + TR.

    Desde o mês de setembro de 2017, a taxa Selic vem caindo e se mantendo em patamares menores que 8,5%. Sendo assim, a rentabilidade aplicada tem sido de 70% da taxa Selic + TR.

    No ano de 2018, os juros da poupança vêm mantendo o patamar de 0,37% na maioria dos meses. Se a rentabilidade mensal se mantiver nesse nível, a rentabilidade da caderneta pode ficar próxima a 5% no ano, enquanto a meta da inflação é de 4,5% para o ano, o que pode corroer toda a rentabilidade.

    E se você já sabia que a poupança não rendia muito, agora você tem certeza: é hora de procurar um novo investimento. Veja agora 5 dicas essenciais para escolher um investimento melhor que a poupança.

    1. Entenda a relação da inflação com seus investimentos

    Você já deve ter ouvido, diversas vezes, sobre a inflação no país e como ela prejudica o seu dinheiro e investimentos.

    A inflação é calculada por uma taxa chamada IPCA (Índice de Preços do Consumidor Amplo). Essa taxa é divulgada, mensalmente, pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), e representa o aumento de preços de serviços e produtos básicos consumidos pelo brasileiro, como:

    • Saúde e cuidados pessoais
    • Habitação
    • Alimentação e bebidas
    • Educação
    • Transporte
    • Artigos de residência
    • Despesas pessoais
    • Comunicação

    Sendo assim, a inflação funciona como um termômetro que mede o aumento do custo de vida do brasileiro. Portanto, se ela está crescendo mais que o seu dinheiro, ou seja, se o seu investimento rende menos que a inflação, isso quer dizer que o seu poder de compra está diminuindo: tudo está ficando mais caro, e o seu dinheiro continua no mesmo nível.

    Por isso, é essencial encontrar investimentos com rendimento acima da inflação.

    2. Procure uma boa corretora de investimentos

    Os melhores, e mais rentáveis investimentos, nem sempre estão nos grandes bancos. Isso porque eles costumam ter opções limitadas e de emissão própria do banco. Além disso, os grandes bancos possuem a publicidade a seu favor, sua marca já é conhecida, o que faz com que as pessoas acreditam que seu produto seja bom.

    Por isso, bancos e instituições financeiras menores e menos conhecidas, costumam oferecer uma rentabilidade maior para competir com os grandes bancos. E isso não quer dizer que esse investimento seja menos seguro.

    Em uma corretora de valores, você encontra uma variedade maior de opções de investimento, além de profissionais especializados que podem te ajudar a entender a segurança de cada alternativa e qual é a melhor para o seu perfil e objetivos.

    3. Descubra seu perfil de investidor

    Escolher o melhor investimento vai muito além de escolher a maior rentabilidade. Nem todos os investimentos são para todos os investidores. E, saber disso, é o primeiro passo para tomar uma decisão acertada e consciente.

    Antes de escolher um investimento, você precisa entender o seu perfil de investidor. Isso quer dizer que você precisa entender:

    • Quais são os seus objetivos.
    • Quais metas você irá buscar.
    • A sua tolerância ao risco.
    • A forma como você reage em um cenário desfavorável.
    • O seu conhecimento de mercado.
    • Dentre outras coisas.

    Descobrir isso tudo é bem simples. Ao abrir uma conta para investir, as corretoras de valores oferecem um “teste”, com perguntas básicas que podem ajudar a definir o seu perfil. É claro que isso não quer dizer que você deva investir, para sempre, dentro daquele direcionamento, mas é um bom indicador de por onde você pode começar.

    4. Conheça os investimentos disponíveis no mercado

    O mercado oferece inúmeras opções de investimento, e se dar uma chance de conhecer as opções pode te ajudar, não só a ganhar mais dinheiro, mas a encontrar um investimento que tenha mais a sua cara e que te deixe mais satisfeito, seja na rentabilidade, na dedicação, prazo e outros quesitos.

    Existem investimentos caracterizados como renda fixa, onde é possível saber, ou prever, a rentabilidade que você terá ao final do período. A sua rentabilidade, normalmente, é mais moderada, mas os riscos também são bem menores.

    Esse é o caso de opções como os títulos do Tesouro Direto, CDB, Letras de Crédito (LCI e LCA) e outros. Alguns desses investimentos, inclusive, possuem a mesma garantia de segurança da Poupança, o FGC (Fundo Garantidor de Créditos), que garante até R$250 mil por CPF/CNPJ e instituição financeira, com o limite de R$1 milhão por investidor a cada 4 anos. O risco então seria, apenas, o de não alcançar uma boa rentabilidade.

    Já os investimentos conhecidos como renda variável são aqueles que oferecem maiores possibilidades de retorno, mas também maiores riscos, pois a sua rentabilidade irá depender de uma série de fatores do mercado.

    Esse é o caso dos investimentos na Bolsa de Valores, em ações, índices, commodities e outros ativos. Nesses casos, a rentabilidade irá depender da sua estratégia e conhecimento do mercado.

    5. Tenha em mente seu objetivo e trace um planejamento

    Sabendo de todas essas questões, é muito importante não se esquecer de quais são os seus objetivos e qual a sua estratégia para alcançá-los. Isso quer dizer traçar um planejamento e ter persistência nele, sem desistir no primeiro obstáculo, mas tendo poder de reação para fazer ajustes quando a estratégia estiver se desviando muito do seu objetivo.

    Investir de acordo com seu perfil e entendendo a dinâmica do mercado, fica muito mais fácil atingir um bom resultado. E, claro, também colabora para cuidar do seu dinheiro melhor do que na poupança.

    Geral

    Porque diversificar é essencial

    10 de julho de 2018

    Como e por que diversificar os investimentos?

    juggling balls - Mulher que tem várias fontes de renda diz porque diversificar é essencial - Dorie Clark, de 39 anos, foi demitida de seu emprego e ficou sem saber o que fazer, já que o trabalho era sua única fonte de renda
    A woman with 7 income streams explains why it’s one of the best things you can do for your career

    É bem possível que quem esteja lendo este post já tenha passado por um momento de pânico por não saber como pagar seu próximo aluguel, ou a fatura do cartão de crédito, após uma demissão ou uma redução de salário. Dorie Clark enfrentou uma situação parecida anos atrás: foi demitida de seu emprego e ficou sem saber o que fazer, já que o trabalho era sua única fonte de renda. Mas embora tenha sido uma fase difícil, ela aprendeu uma grande lição que mudou os rumos de sua vida.
    Em uma entrevista ao Business Insider a Clark contou que após ser demitida ela decidiu que nunca mais confiaria sua vida financeira em uma única fonte de renda novamente. Com o tempo, ela criou um estilo de vida estável com nada menos do que seis fluxos de renda.

    Dorie é jornalista e formada em filosofia, embora hoje seja empreendedora e atue como consultora de marketing para empresas. A demissão aconteceu em 2000, quando perdeu seu cargo como repórter política. “Não tive nenhum aviso e recebi apenas quatro dias de indenização. Algo que parecia certo provou ser muito inseguro, e teria sido muito útil ter uma outra fonte de renda para recorrer”, explica.

    Seguiu a vida fazendo alguns bicos, época em que começou a empreender, e alguns cursos em administração e negócios. Mas foi apenas em 2013 que ela começou a pensar seriamente em criar múltiplos fluxos de receita. “Eu já era empreendedora há alguns anos e estava fazendo apenas um tipo de projeto: marketing para empresas. Eu percebi que poderia tornar meu negócio ainda mais robusto e seguro se eu também tivesse diferentes fluxos de renda e fizesse coisas diferentes para ganhar dinheiro”, diz Clark.

    Ela entende que a ideia de diversificar sua renda surgiu porque ganhou dinheiro trabalhando com muitos clientes diferentes com o negócio de marketing. “Quando percebi que dava para trazer dinheiro de vários lugares diferentes, comecei a consolidar e estudar essa ideia de forma mais séria”, diz.

    Por que você precisa diversificar sua renda

    Quem investe em ações já está acostumado com a ideia de diversificação. “Todo mundo sabe que [investir em um único papel] é uma má ideia. Você precisa diversificar”, diz.

    De acordo com ela, o mesmo conceito deve ser usado com outras fontes de renda. “Eu fiz muita pesquisa ao longo dos anos e conclui que uma das melhores maneiras de criar uma estabilidade profissional legítima e real para nós mesmos é ter múltiplos fluxos de renda”, garante.

    Ela explica que a ideia funciona certamente para empresários. Mas, mesmo para pessoas que trabalham dentro de uma empresa e que têm um chefe podem ter um fluxo de renda secundário de algum tipo – seja vendendo um produto caseiro, ou dando aula de algo que sabe ou qualquer outro tipo de trabalho secundário que dê dinheiro. “Ter essa linha lateral, uma segunda renda, oferece proteção adicional contra a incerteza”, afirma.

    Ela hoje possui várias fontes de renda: é consultora, dá coaching executivo, dá aulas de administração, escreve livros, dá cursos online, e ganha para participar de palestras e eventos: – “No meu caso não é tão difícil ter vários fluxos de renda – porque não estou fazendo coisas muito diferentes. Minha equipe é bem pequena. Ao invés disso, são atividades relacionadas em que estou falando para públicos-alvos semelhantes, portanto, promover uma coisa que eu faço, como meu livro mais recente, pode ajudar a gerar oportunidades de falar ou pessoas que possam se interessar em participar de algum dos meus cursos, por exemplo”, explica.

    Entrepreneurial You, livro lançado por ela no fim do ano passado, mostra como não se pode confiar em seu empregador para fornecer oportunidades de desenvolvimento profissional ou para mapear sua progressão na carreira. “Você precisa identificar onde você quer ir e procurar as habilidades e a rede para chegar lá. Essa é a essência de cultivar uma mentalidade empreendedora”, segundo Clark.

    Para ela a importância de diversificar o caminho do seu dinheiro é nunca depender de apenas uma fonte de renda. “Eu passei por isso na pele, e não foi legal, então eu reitero que as pessoas devem ter opções para quando surgirem emergências”, diz.

    Claro que vários fluxos de renda podem ser muito, ainda mais adaptando a situação para a realidade brasileira, mas se você conseguir ter uma segunda fonte de renda, pode investir outra parte do dinheiro e montar seu fundo de emergência para não passar apertado. Você pode começar com uma aplicação como o Tesouro Direto, que não exige uma quantia alta para começar a investir e você empresta seu dinheiro para o governo que te paga juros e, aos poucos, ir colocando cada vez mais dinheiro.

    “Diversificar seus fluxos de renda não é apenas uma maneira de ganhar mais dinheiro, mas também uma forma de fornecer segurança profissional, além de aprender novas e valiosas habilidades”, acredita Clark.

    … e sua carreira

    Para além do bolso, a diversificação de Clark envolveu toda sua carreira. Afinal, hoje ela atua como consultora de estratégia de marketing para empresa, dá aulas e palestras e tem seu blog pessoal.

    Ela afirma que não há um tempo certo para começar a fazer novas coisas. “Nunca é cedo demais para começar a diversificar sua carreira e sua renda. No entanto, é importante não fazer tudo de uma vez só. Domine um fluxo de renda primeiro, para que você seja bom nisso e esteja constantemente gerando receita. Então, pense em adicionar um – ou, no máximo, dois – novos fluxos de renda por ano. Isso manterá as coisas em um ritmo administrável”, aconselha.

    Além disso, Clark acredita que essa diversificação de renda pode funcionar para qualquer um, dadas as possibilidades oferecidas pela internet. “Um engenheiro no Brasil poderia, por exemplo, criar um aplicativo de smartphone (supondo que isso não seja proibido em seu contrato com seu empregador). E um professor da Alemanha pode começar um negócio de tutoria ou criar um curso online ensinando o que ele sabe a um público mais amplo. Todo mundo pode”, diz.

    A principal habilidade de um profissional atualmente é “flexibilidade e disposição para se reinventar”, segundo Clark. “O trabalho para o qual você é contratado hoje pode mudar a qualquer momento e provavelmente não será o mesmo em dois anos ou cinco anos. Você precisa se adaptar e estar preparado”, aconselha a empreendedora.

    Veja também:

    Coisas que você deve fazer com a vida financeira aos 20 anos para aproveitar os 30

    Até mais.

    Convidados

    A importância de investir

    20 de junho de 2018

    Todos os dias estamos preocupados com nossas finanças, independente se é pouco ou muito sempre temos uma pulga atrás da orelha quanto a organização de nosso patrimônio. O seu primeiro carro, uma casa mais confortável, viajar nas férias, ou até mesmo, o primeiro celular. Manter um padrão de vida após a aposentadoria? Só uma vida financeira equilibrada nos permite chegar lá. O primeiro passo começa com o investimento de nossas economias para maximizar a rentabilidade.

    Quando deixamos nosso dinheiro parado em conta corrente ou poupança, sem nenhum esforço o poder de compra dele cai, a inflação é o motivo. Muitas pessoas não investem porque acham que é difícil, na prática, não é assim que funciona, porém, quem vai investir precisa sempre estar atualizado sobre o que está acontecendo na economia. A globalização e o avanço da tecnologia permitiram o desenvolvimento de muitas ferramentas que auxiliam no processo de investimento, tornando assim certa facilidade em investir.

    Hoje há várias maneiras para se investir, num simples Tesouro Direto ou até mesmo no mercado Forex. Negociar Forex é a negociação de moedas num mercado aberto e internacional que está sendo muito procurado. Hoje o site tradeforex.br.com é um dos mais acessados com investidores interessados em dar início ao mercado Forex. Os autores dos artigos citam como é negociar nesse mercado, todas as corretoras, os ricos e a rentabilidade.

    Relacionando tudo isso que foi dito, investir pode ser a solução para quem quer empreender no futuro, hoje diversos jovens estão começando desde cedo a investir, para que no futuro tenham uma autonomia financeira. Muitos já devem ter ouvindo sobre a independência financeira, é investindo que se adquire, viver tranquilamente apenas com rendimentos de suas aplicações sem ter que se preocupar com outras fontes de renda. Nas palavras de um bom economista, investir é fazer o dinheiro trabalhar para você e também, não viver em função do dinheiro. O dinheiro rende, se multiplica e você aproveita os seus benefícios.

    Não há segredo para investir estrategicamente e com sabedoria, quanto mais ideias e conhecimentos diversificados menores são os riscos de você perder. Por isso, é sempre importante que você varie ao máximo a natureza dos seus investimentos e sempre invista com regularidade, criando um hábito, fazer parte da sua rotina financeira para que assim com o tempo você tenha uma tranquilidade financeira. Como pode perceber existem muitos benefícios para se investir. Um bom investimento entrega rentabilidade acima da inflação e valoriza seu patrimônio, permitindo que você realize seus sonhos de vida.

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    Convidados

    Anbima: 7 mentiras que te contam sobre investimentos

    18 de junho de 2018

    pinóquio mentira mentiroso fraude
    fonte de consulta: comoinvestir.anbima.com.br/noticia/7-mentiras-que-te-contam-sobre-investimento

    As pessoas devem conhecer frases que quase todo mundo já ouviu sobre investimentos, como por exemplo: “investimento não é pra mim”, “não tenho dinheiro para investir”. Porém muitas dessas frases repetidas quase como um mantra são mentiras. Com base nisto, a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais – Anbima – preparou uma lista com sete exemplos de mitos dos investimentos.

    Confira a seguir:

    É preciso ter muito dinheiro para começar a investir

    Investir está cada vez mais acessível e o mercado financeiro tem opções para diferentes bolsos. Por exemplo: a partir de R$ 30 é possível investir em títulos públicos oferecidos no Tesouro Direto. Também há fundos de investimento que permitem aplicação mínima de R$ 100. Em corretoras e distribuidoras, é possível encontrar ainda títulos de renda fixa, como CDB, LCI e LCA, por R$ 1 mil.

    Sou novo demais para começar a poupar para a aposentadoria

    Essa talvez seja uma das principais mentiras que te contam sobre investimento. A explicação é simples: quanto mais tempo você demora para começar a investir com foco na aposentadoria, maior deverá ser o valor poupado ao longo dos anos. Em outras palavras, o seu esforço de poupança aumenta se você inicia tarde.

    Especialistas em finanças pessoais são unânimes: comece cedo (quanto antes, melhor) a poupar para a aposentadoria. Ao investir, você aproveita a combinação do tempo com o poder dos chamados juros compostos, que ajudam a multiplicar o seu dinheiro durante os anos.

    Investir é muito difícil e eu não sei nada sobre isso

    Tudo bem você não ser especialista em investimentos, mas não é por causa disso que deixará de investir. Existem excelentes fontes de informação sobre o assunto, como livros, blogs, sites, e-books e cartilhas. Basta pesquisar na internet que encontrará muita informação relevante sobre os produtos financeiros.

    Uma das coisas mais importantes é conhecer seus objetivos. O que você planeja fazer com o dinheiro investido? Qual o prazo? Qual o risco que aceita correr? Pretende sacar o dinheiro daqui a quanto tempo? Essas são algumas das perguntas que ajudam a escolher os investimentos. Também pode valer a pena recorrer a um profissional especializado, como planejadores financeiros.

    Já é tarde demais para começar a investir

    Assim como nunca é cedo demais para começar a investir, também nunca é tarde para iniciar os investimentos. “Ah, mas estou velho, não vale a pena”. Sabia que o brasileiro vai viver cada vez mais? Sim, a expectativa de vida aumenta a cada ano e chegou a 75,8 anos e, com a evolução da medicina, podemos viver até 90, 100 anos. Você está preparado financeiramente para um futuro bem longo? Então, mesmo que tarde, é melhor investir alguma quantia do que chegar à velhice sem recursos. O importante é ter o hábito de investir mensalmente.

    Em renda fixa, a rentabilidade é garantida

    Apesar do nome sugerir que a rentabilidade já está determinada, os ativos de renda fixa também têm oscilações, ou seja, variam conforme os movimentos do mercado financeiro. Isso ocorre, por exemplo, com os títulos do Tesouro Direto. Diariamente, os preços dos títulos mudam. Os papéis pré-fixados podem apresentar volatilidade quando a taxa de juros sobe. Em alguns casos, o rendimento de uma aplicação de renda fixa pode ser até negativo.

    Investe lá, é rendimento garantido

    Sabe aquele amigo ou parente que te conta que investiu em um negócio bem interessante, com “rendimento garantido”? Ao ouvir algo assim, desconfie na hora. Não custa lembrar: todo investimento tem risco, ou seja, o rendimento não é 100% garantido.

    Muitas vezes, o tal do investimento que te falaram pode ser uma armadilha que vai trazer prejuízos. Portanto, pesquise, busque informações, compare as opiniões e não embarque em qualquer sugestão de investimento sem conhecer a fundo no que está aplicando.

    Se o rendimento é maior do que os juros, aplique!

    Em todo e qualquer investimento, há risco. Não existe nenhuma aplicação financeira completamente segura. Mesmo se a previsão para um investimento seja de rendimento maior do que os juros, essa projeção pode não se concretizar. Por isso, dica fundamental: pesquise com cuidado e bastante atenção os detalhes de qualquer investimento antes de começar a aplicar.

    Veja também:

    Mitos e verdades da bolha imobiliária Parte I

    Até mais.

    Livraria

    Dica de livros para quem quer aprender a analisar o mercado de ações

    17 de maio de 2018

    warren-buffett - alguns livros essenciais para entender melhor de análise de ações

    A leitura sempre é recomendado para todas as profissões, pois aprender mais sobre seu campo de atuação sempre ajuda sua carreira a evoluir. Não é diferente para o analista de ações (equity research). Abaixo está elencado alguns livros essenciais para entender melhor o mundo da análise de ações:

    Como se transformar em um investidor e operador de sucesso, de Alexander Elder

    É um livro que trata das estratégias da Análise Técnica, ajudando o leitor a descobrir suas características boas e os pontos a melhorar como operador, antes de arriscar o seu dinheiro nos mercados.

    Faça fortuna com ações, antes que seja tarde, de Décio Bazin

    O livro é uma referência para quem quer saber mais sobre o investimento na Bolsa de Valores. O autor mostra como usar o método “cash-yield” para compor uma carteira de aplicações variáveis.

    – Valuation: como avaliar as empresas e escolher as melhores ações, de Aswath Damodaram

    Livro acadêmico que alia teoria às práticas, mesclando os fundamentos sobre finanças, aos conceitos desenvolvidos e consagrados pelo professor Damodaram, como o próprio termo Valuation.

    Investindo em Ações no Longo Prazo – A Bíblia do Mercado de Ações para o Investidor de Longo Prazo
    Jeremy Siegel

    É um guia do mercado de ações para quem deseja aprender profundamente sobre o tema.

    – Se afastando da manada, de André Moraes

    É um livro que explica como montar estratégias completas para investir no mercado de ações. Contempla todas as fases de negociação de mercado, desde a escolha das ações para operar, tempo gráfico, passando pela análise, até chegar no melhor ponto de saída das operações.

    O Investidor Inteligente, Benjamin Graham

    O livro traz os principais conceitos da análise fundamentalista ensinando a desenvolver estratégias de longo prazo.

    – Análise Técnica Aplicada, de Márcio Noronha

    O livro é como se fosse uma enciclopédia sobre Análise Técnica, é bem explicativo e traz as principais teorias sobre o assunto.

    Até mais.

    Convidados

    Os 10 Maiores Erros que Você Pode Cometer Como um Investidor e Como Evitar Essas Armadilhas

    23 de outubro de 2017

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    É normal cometermos diversos erros durante a nossa jornada.

    Às vezes erramos na escolha da carreira, da(o) namorada(o), do restaurante, do hotel, da companhia aérea, do horário…

    Jamais vamos conseguir nos tornar imunes ao erro.

    E nem deveríamos querer isso!

    Afinal, é o erro (calculado) que nos permite aprender e evoluir em todos os aspectos da vida.

    Porém, não é necessário cometer todos os erros para aprender o que precisamos para os investimentos.

    Sim, acredite: você não precisa passar por um grande revés financeiro para alcançar a sua independência financeira.

    Diversas armadilhas podem ser evitadas no meio do caminho.

    Como autor do blog Clube do Valor, eu me sinto na obrigação de alertá-lo sobre esses erros e como evita-los em sua jornada.

    Sem papas na língua, vou falar sobre os 10 maiores erros que os investidores cometem e como evitar essas armadilhas.

    Se você é um iniciante nesse meio, com certeza vai encontrar dicas preciosas que vão tornar o seu caminho muito, mas MUITO mais fácil.

    Agora se você é um investidor experiente, pode ficar contente ao perceber a quantidade de erros que você evitou ou triste ao ver os que você cometeu.

    Mas não desanime!

    Como eu disse, são os erros que nos ajudam a aprender e a ser uma pessoa – e um investidor – melhor.

    1. Falta de conhecimento sobre investimentos

    O erro número 1 não poderia ser outro.

    O pecado mais grave dos investidores é a falta de conhecimento, um problema gravíssimo que pode afetar principalmente os iniciantes.

    No começo de qualquer empreitada, é normal separar um tempo para se preparar.

    Estudar e conhecer muito bem o tipo de investimento são passos essenciais para assegurar um risco menor para qualquer aplicação.

    Porém, parece que algumas pessoas simplesmente pulam a parte teórica e partem para a prática sem o mínimo de conhecimento.

    Isso é loucura!

    Antes de embarcar em um navio, procure saber todos os detalhes a respeito dele.

    Saiba se ele não vai afundar na primeira tempestade ou se as pessoas que estão subindo nele são realmente de confiança.

    O mundo dos investimentos não é um playground onde você pode entrar e fazer o que você quiser.

    Se fizer isso, com certeza perderá dinheiro.

    Sem conhecimento, você poderá até mesmo cair em outras armadilhas que ainda serão listadas neste artigo.

    E como se livrar do risco de cometer esse erro?

    Simples: estude!

    Se você for investir em ações, leia mais sobre como investir na bolsa de valores e como fazer uma boa análise de ações.

    Se você for investir em renda fixa, entenda primeiramente o que é a taxa CDI e como escolher um bom ativo de renda fixa.

    Além de artigos em blogs, os livros também são uma excelente fonte de conhecimento para o aprendizado.

    Portanto, não há desculpa para aqueles que acabam sofrendo pela falta e conhecimento em investimentos.

    A fonte está aí, basta apenas você beber dela.

    2. Não acreditar que você pode investir bem por conta própria

    Na contramão daqueles que acabam investindo naquilo que não conhecem, há outros que pecam por nunca tentar, mesmo possuindo o conhecimento necessário.

    O medo geralmente é o responsável por isso.

    Esse é um dos sentimentos mais paralisantes que existe.

    Quando você está tomando pelo medo, mesmo tendo plena certeza sobre o que fazer, é provável que não faça nada.

    É nessa hora que você deixa o dinheiro desvalorizando na poupança, sendo corroído pela inflação.

    Ou pior: parado na sua conta corrente pronto para ser gasto.

    A partir do momento que você obtiver conhecimento sobre determinado tema e se sentir confiante para agir, faça-o imediatamente.

    Não espere o sentimento de insegurança tomar conta de você.

    Tenha plena consciência de que você não precisa do gerente do seu banco para ter sucesso nos investimentos.

    E não se deixe enganar por mentiras que são constantemente repetidas por aqueles que não investem.

    No vídeo abaixo eu falo sobre uma das maiores falácias do mundo dos investimentos (e como não cair nela).

    https://www.youtube.com/watch?v=-7impbp3Jvo

    3. Agir de acordo com a manada

    O cenário é clássico: os noticiários informam que determinada empresa está ganhando destaque e muitos estão comprando suas ações.

    O que os “investidores” fazem nesse momento?

    Entram no mercado de ações e compram papéis dessa empresa.

    E o que acontece em seguida?

    Muitos se decepcionam e acabam reforçando aquela mentira que eu combati no vídeo acima.

    Sim, isso infelizmente acontece.

    E alguns chegam a perder uma boa grana nessa brincadeira – que de engraçada não tem nada.

    E qual foi o erro dessas pessoas?

    Agir conforme a manada.

    Ou seja, fazer o que todos estavam fazendo.

    Quando esses “investidores” compraram as ações dessa empresa em destaque, os papéis já estavam muito caros.

    Dizemos que as ações já estavam precificadas.

    O mesmo pode acontecer na hora da venda.

    Ao observar que muitos estão saindo de determinada ação, investidores despreparados (e desesperados) acabam vendendo seus papéis na baixa.

    Por quê?

    Simplesmente porque todos também estão fazendo isso.

    Mal sabem que essa pode ser uma boa oportunidade para comprar ativos a um preço acessível.

    É mais um caso do sentimento de medo afetando a tomada de decisões.

    A dica é: não siga a boiada.

    Estude e tenha consciência das suas ações no mundo dos investimentos.

    4. Falta de disciplina

    Disciplina, ou autocontrole, são essenciais para você alcançar seus objetivos financeiros.

    E não somente objetivos financeiros, é claro.

    Muitas outras metas só podem ser alcançadas com muita disciplina.

    E acredite: esse também é um dos maiores erros dos investidores.

    A falta de comprometimento com um plano de ação pode colocar todo o planejamento por água abaixo.

    Eu concordo que essa não é uma habilidade tão fácil de desenvolver.

    Separar uma quantia definida do orçamento, estudar e realizar os investimentos conforme o planejado pode ser bem difícil.

    Porém, sem isso, é difícil avançar nesse universo.

    A disciplina pode se revelar até mesmo em hábitos simples.

    Por isso, destaco a importância de anotar todos os seus gastos, outra prática que exige bastante comprometimento e disciplina.

    Assim você pode se tornar mais consciente de todo o dinheiro que entra e que sai do seu orçamento.

    Falando em orçamento, já conferiu o meu artigo sobre Orçamento Familiar?

    Esse é outro bom exemplo de autocontrole aplicado, o que é ainda mais difícil pois envolvendo o comprometimento de outras pessoas.

    5. Acreditar em uma “fórmula mágica” para ficar rico

    A este ponto você já deve estar ciente: não existe fórmula mágica para ficar rico.

    Existem sim alternativas melhores e piores para alcançar esse objetivo.

    Existe até mesmo aquele que eu considero o melhor investimento de todos (é sério!).

    Porém, ainda é preciso se esforçar para alcançar a independência financeira.

    Nada vem de graça.

    Como diria o famoso economista Milton Friedman, “there is no free lunch” ou, em tradução livre, “não existe almoço grátis”.

    Essa frase definitivamente traduz muito bem a desafio de muitas pessoas que procuram a chamada fórmula mágica.

    Aprenda cedo: não existe atalhos para chegar onde você precisa.

    Não existe almoço grátis. Para ter sucesso, você precisa se esforçar e, eventualmente, fazer sacrifícios.

    6. Não considerar o horizonte de longo prazo

    As pessoas são imediatistas.

    Todos nós queremos as coisas para ontem.

    Porém, o maior aliado de um investidor é aquele que muitos consideram um adversário: o tempo.

    Você pode ainda não ter entendido isso, mas a maioria dos produtos de investimento são ferramentas de construção de riqueza no longo prazo.

    Poucas são as alternativas que podem torná-lo rico da noite para o dia.

    E, como muitos provavelmente já sabem, quanto maior o retorno, maior é o risco também.

    Portanto, sempre planeje seus investimentos considerando um horizonte de longo prazo.

    Isso vai ajudar a alinhar suas expectativas e diminuir as frustrações ao longo do tempo.

    Mas nada te impede de organizar metas para o curto e médio prazo também.

    Essa é uma boa forma de alinhar as expectativas das pessoas envolvidas no seu planejamento.

    Assim todos sabem quando seus objetivos serão alcançados.

    Desde que, é claro, o cronograma seja mantido com muita disciplina.

    Com o tempo você irá perceber que se planejar para o longo prazo faz todo o sentido.

    É lá na frente que você vai se programar para usufruir da riqueza que você está construindo agora.

    Tenha paciência e a magia dos juros compostos trabalhar a seu favor.

    7. Confundir investimento com especulação

    Essa também é clássica.

    E tem tudo a ver com a falácia que eu desmenti no vídeo do tópico nº 2.

    Eu até já falei sobre isso em um artigo – Especulação Financeira: Tudo Que Você Precisa Saber Para Não Confundir Com “Investimento” e Não Perder Dinheiro – e o vídeo abaixo.

    Aliás, recomendo fortemente que você leia e assista a esses dois materiais.

    Aqui eu peço licença para trazer a definição de especulação da boca daquele que é considerado o maior investidor de todos os tempos, Warren Buffett:

    “Uma operação de investimento é aquela que, após análise profunda, promete a segurança do principal e um retorno adequado. As operações que não atendem a essas condições são especulativas.”

    Existem basicamente três diferenças principais entre o investidor e o especulador:

    • Os especuladores não estão interessados em manter seus ativos por um longo período. Eles focam no curto prazo, ou seja, não consideram um horizonte de longo prazo.
    • Os especuladores têm como motivação principal o potencial de lucro, nem que isso signifique arriscar todo o capital empregado.
    • Os especuladores adquirem algum ativo simplesmente apostando que ele irá se valorizar porque alguém pagará mais caro. Eles nem sempre realizam uma “análise profunda”, tampouco enxergam empresas por trás de ações, imóveis por trás de fundos imobiliários, e aí por diante.

    Lembrando que a especulação não é necessariamente uma coisa ruim.

    Para o mercado financeiro, ela é ótima.

    Afinal, são os especuladores que dão liquidez à economia.

    É graças a eles que você consegue comprar ações, fundos imobiliários, imóveis… sempre há pessoas dispostas a vender.

    E elas geralmente são especuladores.

    Portanto, embora o termo tenha recebido uma conotação muito negativa com o passar do tempo, é possível enxergar a especulação como algo importante para a economia.

    Só não seja você o especulador!

    https://www.youtube.com/watch?v=RZdXyN_5kMM

    8. Excesso de confiança

    Depois que você adquire conhecimento, acredita ser capaz de realizar bons investimentos por conta própria e está comprometido com o seu planejamento, um perigo grande pode surgir: você mesmo.

    Ou melhor, o seu excesso de confiança.

    À medida que aprendemos mais sobre determinado assunto, é normal começarmos a “negligenciar” os cuidados relacionados a sua prática.

    Quer um bom exemplo?

    A condução, ou seja, a habilidade de dirigir.

    Se você já possui carteira de motorista há alguns anos, deve se lembrar da insegurança que sentimos no momento em que estamos aprendendo a dirigir.

    Tomamos todos os cuidados possíveis para que tudo esteja acontecendo exatamente como o previsto.

    Dirigimos com as duas mãos no volante, ligamos a seta antes de fazermos uma conversão, paramos completamente o carro nos cruzamentos…

    Porém, depois de alguns anos (ou até mesmo meses) dirigindo, logo vem os vícios da direção.

    Pilotamos com apenas uma mão no volante, falamos ao celular enquanto dirigimos, não sinalizamos mais antes de conversões e praticamente não paramos o carro em cruzamentos.

    Tudo isso por causa do excesso de confiança que desenvolvemos com o tempo.

    O resultado?

    Muitos acidentes bobos acontecem, causando feridas e até levando vidas no processo.

    O excesso de confiança no mundo dos investimentos pode até não trazer um fim tão trágico assim.

    Mas ainda assim pode prejudicar bastante os investidores, que correm o risco de perder todo o dinheiro se não souberem administrar bem os riscos e entender a hora certa de tomar cada decisão.

    Não deixe o excesso de confiança atrapalhar seus investimentos.

    Não permite que os “vícios dos investimentos” tornem você um mal motorista nessa estrada.

    9. Não considerar os riscos

    Quando eu falo de risco, uma das primeiras coisas que vem a minha mente é o perfil de investidor.

    Você por acaso já descobriu o seu?

    Você sabe se é um investidor conservador, moderado ou agressivo?

    Nem é preciso mencionar a importância de levar em conta os riscos na hora de realizar seus investimentos.

    É por isso que eu apenas quero que você assista a esse vídeo abaixo.

    Essa é a melhor resposta a respeito desse tema.

    https://www.youtube.com/watch?v=ff31CkpcFp0

    10. Falta de conhecimento próprio

    Depois de passar por todos esses erros dos investidores, vamos abordar aquele que eu considero o mais grave: a falta de conhecimento próprio.

    Você por acaso tem um objetivo definido?

    Há uma meta a ser alcançada?

    Sem essas definições, qual é o sentido de continuar realizando seus investimentos?

    Você precisa parar e refletir o motivo que o está levando a buscar maiores ganhos, a vencer na corrida dos investimentos e a deixar a preguiça para trás.

    Se você não conhece o que o motiva a sair todos os dias da cama, como você espera continuar fazendo isso todos os dias?

    Não entre no famigerado piloto automático.

    Conheça a si mesmo.

    Saiba os seus limites.

    A sua capacidade de suportar o risco.

    O quão disciplinado (ou indisciplinado) você pode ser.

    Tenha consciência dos conhecimentos que você adquiriu.

    Enfim… faça uma autoanálise e desenvolva o seu conhecimento próprio.

    Somente assim você vai evitar os maiores erros dos investidores.

    CONCLUSÃO

    Eu sei.

    Este não foi um artigo fácil de ler.

    É praticamente um tapa na cara daqueles que estão tentando constantemente mudar sua forma de viver e encarar os investimentos.

    É normal.

    Todos nós passamos por isso todos os dias!

    É preciso se reinventar, e é por isso que eu trouxe essa lista com os 10 maiores erros que os investidores cometem.

    Resumindo, tenha em mente o que você deve evitar:

    1. Falta de conhecimento sobre investimentos
    2. Não acreditar que você pode investir bem por conta própria
    3. Agir de acordo com a manada
    4. Falta de disciplina
    5. Acreditar em uma “fórmula mágica” para ficar rico
    6. Não considerar o horizonte de longo prazo
    7. Confundir investimento com especulação
    8. Excesso de confiança
    9. Não considerar os riscos
    10. Falta de conhecimento próprio

    Você tem conseguido fugir desses erros no seu dia-a-dia?

    O quão difícil é para você superar as amarras impostas por alguns desses pontos?

    Compartilhe comigo a sua experiência!

    Vou ficar muito contente em ouvir a sua história e poder compartilhar um pouco da minha.

    Espero que você tenha gostado deste artigo!

    Forte abraço,

    Ramiro Gomes Ferreira

    Convidados

    Seu Dinheiro: 5 aplicativos para investir seu dinheiro de um jeito fácil

    17 de outubro de 2017

    Os apps de investimento a seguir vão facilitar muito a sua vida, não importa se você é um investidor iniciante ou experiente
    Apps para investir: Yubb e Renda Fixa permitem comparar a rentabilidade de investimentos do mercado

    Diferente do que muita gente pensa, investimentos além da poupança podem ser fáceis e não exigem que você tenha muito dinheiro para ser remunerado. Qualquer um pode começar – e os aplicativos a seguir podem ser bons aliados.

    Alguns apps ajudam a escolher o melhor investimento de acordo com o seu perfil e comparam a rentabilidade oferecida por produtos do mercado. Outras ferramentas permitem simular retornos e se informar sobre indicadores. Além dessas plataformas listadas a seguir, diversas corretoras também disponibilizam seus próprios apps.

    A seguir, veja algns aplicativos que podem facilitar muito a vida de todos os investidores:

    Tesouro Direto

    Esse é o aplicativo oficial do Tesouro Direto, a plataforma do Tesouro Nacional que permite que qualquer investidor aplique a partir de 30 reais em títulos públicos. Pela ferramenta, é possível comprar títulos, resgatar seu dinheiro, agendar investimentos e consultar extratos.

    Vale lembrar que, antes de investir pelo app, é necessário se cadastrar em uma corretora habilitada pelo Tesouro Direto. O aplicativo está disponível apenas para sistema Android.

    Yubb

    O Yubb é um buscador de investimentos. O investidor insere quanto quer aplicar e por quanto tempo, e a ferramenta mostra uma comparação da rentabilidade de diferentes investimentos de bancos, corretoras e financeiras de diferentes portes, de acordo com o perfil de cada um. Entre as aplicações, estão títulos públicos, CDBs, fundos de investimento e letras de crédito.

    A plataforma é útil para pesquisar onde investir sem perder muito tempo. O seu dinheiro não passa pelo Yubb e vai direto para a instituição financeira escolhida. O app está disponível para sistemas Android e iOS.

    Renda Fixa

    No aplicativo Renda Fixa, o usuário escolhe um tipo de investimento e a ferramenta mostra uma comparação de rentabilidade de produtos oferecidos por bancos, corretoras e financeiras.

    A ferramenta também mostra indicadores e disponibiliza diversas calculadoras úteis para quem investe, para simular rendimentos e converter taxas, por exemplo. Além disso, permite conversar com um assessor e trocar informações com outros usuários por um chat. O app está disponível para sistemas Android e iOS e para Facebook.

    Calculadora do Cidadão

    Esse é o aplicativo oficial do Banco Central para simular a remuneração da poupança e de investimentos indexados à inflação, à taxa Selic e à taxa DI (CDI). Basta que o usuário selecione um índice e insira uma data inicial, uma data final e um valor a ser corrigido.

    O app está disponível para sistemas Android e iOS.

    B3 Cotações

    Esse app é para quem investe em ações. A ferramenta permite acompanhar as cotações de ações negociadas na Bolsa e todos os índices da B3 em tempo real, além de cadastrar seu portfólio e acompanhar a variação da sua carteira em tempo real.

    O aplicativo também mostra a variação histórica de ações e índices e permite criar uma lista de favoritos, para acompanhar as ações de seu interesse. O app está disponível somente para sistema Android.

    Até mais.

    Convidados

    7 lições de investimentos

    10 de outubro de 2017

    7 lições de investimentos do estrategista do Santander

    Uma das perguntas mais comuns quando alguém começa a investir é “qual é o melhor investimento?”. A resposta é a mesma para várias questões que envolve economia: “depende”. O melhor investimento para cada investidor depende das respostas para algumas perguntas, como quais são seus objetivos e o prazo para alcançá-los.
    Em uma das transmissões ao vivo no Facebook para a Semana Mundial do Investidor, que ocorreu entre 2 e 6 de outubro, Aquiles Mosca, presidente do Comitê de Educação de Investidores da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) e estrategista de investimentos pessoais do Santander, explicou o que você precisa saber antes de escolher onde colocar o seu dinheiro.

    Veja as sete dicas do especialista:

    1) Liste os objetivos para os seus investimentos

    Eles podem e devem ser múltiplos. Você pode querer trocar de carro, comprar um apartamento maior, criar uma reserva para seu filho estudar no exterior, ou se aposentar. Cada um desses objetivos terá um conjunto de investimentos para ajudá-lo a alcançar.

    2) Já sabe o que quer? É hora de escolher o “quando”

    É preciso definir o tempo que você tem para alcançar o objetivo. O carro novo pode ser para o fim do ano, o apartamento você comprará daqui a cinco anos, seu filho estudará fora só quando atingir a maioridade e ainda faltam 30 anos para a aposentadoria. Defina prazos para cada um dos objetivos.

    3) Entenda o quanto você suporta de risco

    Considere a sua tolerância a risco. Para buscar retornos maiores, é preciso trocar um pouco de segurança por algum risco. Você tem estômago para acompanhar as altas e baixas da bolsa de valores, por exemplo? O risco também se relaciona diretamente ao prazo. Se o horizonte for muito curto, não é recomendado incluir ativos de risco, com muita volatilidade, na carteira, pois eles trazem mais retorno no longo prazo.

    As respostas a essas três perguntas ajudam a definir quais são os melhores investimentos que levarão você a alcançar os objetivos traçados.

    4) Risco e retorno andam de mãos dadas

    Não dá para ter tudo. Segurança e previsibilidade estão necessariamente associados a retornos menores. Se você quiser mais rentabilidade, é preciso aprender a fazer essa troca: abrir mão de um pouquinho de previsibilidade, pelo menos para uma parte da carteira, para, no longo prazo, obter retornos melhores com opções mais arriscadas.

    5) É preciso ter disciplina e paciência com investimentos mais arriscados

    Não adianta ficar olhando todo dia a movimentação daqueles investimentos mais arriscados. Eles precisam de tempo para materializar o potencial de alta. Você pode se assustar com as baixas e ficar tentado a se desfazer da aplicação.

    Por isso, após definir os objetivos, o prazo e o apetite a risco, é importante traçar uma estratégia e se manter fiel a ela. Você pode, por exemplo, reservar uma parte do dinheiro para investimentos mais arriscados e outra parte para aplicações mais conservadoras.

    6) Se ações serão a sua escolha, dá para optar por uma corretora ou por fundos de ações

    Nessa hora, não tem certo e errado, mas sim o que é mais adequado para cada tipo de investidor. Se você não conhece o mercado de ações, os fundos de investimentos em ações podem ser uma boa opção. Neles, há um gestor profissional que toma decisões por você: quais as melhores ações, quais setores vale investir, qual o momento adequado para comprar e vender. Ele será remunerado por isso com a taxa de administração.

    Agora, se você é um investidor que quer ter as decisões de compra e venda nas mãos, as corretoras podem ser o melhor caminho. Elas disponibilizam relatórios, estudos e recomendações de compra e de venda e, com isso, exigem um grau de envolvimento maior.

    7) Investir em bitcoins é como investir em uma moeda, a exemplo de dólar ou libra

    Como toda moeda, o que define o valor dela é a demanda. No caso do bitcoin, as transações de compra e venda são pouco reguladas. Para investir, é importante entender os movimentos que estão por trás da demanda.

    Até mais.