Qual o percentual de queda para caracterizar uma bolha imobiliária?
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Qual o percentual de queda para caracterizar uma bolha imobiliária?

7 de maio de 2013

Afinal de contas, quanto tem que cair os preços do mercado imobiliário para caracterizar uma bolha imobiliária?
Nos EUA onde estourou uma crise imobiliária (subprime) na história recente houveram casos de imóveis sendo comprados pelo valor de até 10% do que valiam no topo da valorização.

E qual percentual de crédito imobiliário relativo ao PIB caracteriza uma bolha imobiliária?
Neste estudo do Ricardo Amorim tem uma resposta bem interessante para esta questão. Veja trecho abaixo:



Segundo, uma bolha imobiliária sempre se caracteriza por preços muito elevados em relação à capacidade de pagamento das pessoas. Considerando-se quantos anos de salários são necessários para comprar um imóvel de preço médio nas principais cidades do mundo, nenhuma cidade brasileira está hoje entre as 20 mais caras. Por outro lado, Brasília, Rio de Janeiro, Salvador e Balneário Camboriú estão entre as 100 mais caras. Entretanto, mesmo por esse parâmetro, Brasília, a mais cara do país, ainda é duas vezes e meia mais barata do que Rabat, no Marrocos, a mais cara do mundo.

O ar que infla qualquer bolha de investimento, imobiliária ou não, é sempre uma abundante oferta de crédito. Ela possibilita que investidores comprem algo que não poderiam apenas com suas rendas. Todas as bolhas imobiliárias que encontrei estouraram quando o total do crédito imobiliário superava 50% do PIB e, em alguns casos, passava de 130% do PIB. Nos EUA, em 2006, um ano antes dos preços começarem a cair, era de 79% do PIB. No Brasil, apesar de todo crescimento dos últimos anos, este número é hoje de 5% do PIB.



Fonte: http://ricamconsultoria.com.br/news/artigos/economia-sem-economes-ricardo-amorim-artigo-sobre-bolha-imobiliaria

No Brasil os preços começaram a cair, porém ainda pouco relativo ao que caiu nos EUA e o percentual do crédito imobiliário relativo ao PIB ainda é bem pequeno.
E como sabemos, desvalorização não é bolha. Diversos mercados tem desvalorização, não só o imobiliário.
O que parece ser mais provável pequenos ajustes de preços para baixo que são possíveis e até salutares e são eles os quais garantiriam que bolhas não estourem futuramente.
Por enquanto o Brasil ainda experimenta o pleno emprego e sem ter desemprego em massa, as pessoas continuam com capacidade para pagar suas dívidas.

Leia também:

Existe bolha imobiliária … ou não?

Até o próximo post.

29 Comments

  • Reply gustavo 1 de dezembro de 2013 at 01:16

    obrigado pelas informações CA.

  • Reply Vilmar 16 de julho de 2013 at 15:20

    BOLHA ISTO NON ECZISTE….SEGUNDO O ESTUDO QUE AMIGO ME PASSOU EHEHEHEH, segue:
    isto non eciste
    Imóveis | 12/07/2013 05:55
    Comentários (21)Views (31591)
    Vivemos uma bolha imobiliária no Brasil?
    Um estudo exclusivo compara os principais indicadores do mercado imobiliário brasileiro com os de países que passaram por bolhas. A conclusão: estamos numa situação mais confortável — pelo menos por ora. Mas os preços seguem em alta, um sinal de alerta
    Giuliana Napolitano, de

    http://exame.abril.com.br/revista-exame/edicoes/104402/noticias/vivemos-uma-bolha?page=1&utm_campaign=news-diaria.html&utm_medium=e-mail&utm_source=newsletter

  • Reply CA 15 de julho de 2013 at 21:57

    Veja como na cidade de RJ, não para de subir (a quantidade de imóveis SEM vender!!!). Em 23/Jan/2013, tínhamos 43.707 imóveis a venda só no ZAP e hoje (15/Jul/2013), temos 46.814 imóveis sem vender, um crescimento de 7% NA QUANTIDADE DE IMÓVEIS SEM VENDER!!!

    A cidade do RJ tem mais imóveis a venda no ZAP que a cidade de SP!!! É lógico, lá no RJ é um dos lugares que mais sobe o preço no Brasil, porque na lógica do mercado imobiliário, o negócio não é vender, é anunciar imóveis e fazer de conta que está todo mundo rico!!! (riqueza virtual, igualzinha a do Eike e do Telexfria)

    Qual a solução “genial” para resolver este excesso de oferta? Aumenta o preço anunciado mais ainda!!! Daí a quantidade de imóveis sem vender ficará cada vez maior.

    Olha, espero que os corretores que você mencionou já estejam recebendo por anúncio e não por venda…(rs)

    Quantidade zap (aluguel/venda) no Rio de Janeiro (Capital):

    – dia — aluguel — venda — diferença entre aluguel/venda (x vezes)

    (23/01) 5258 — 43707 — 8.3
    (26/01) 4862 — 43863 — 9.0
    (29/01) 5212 — 43416 — 8.3
    (01/02) 4810 — 42679 — 8.8
    (07/02) 4578 — 42940 — 9.3
    (13/02) 4562 — 43174 — 9.4
    (16/02) 4209 — 41752 — 9.9
    (19/02) 4608 — 42268 — 9.1
    (21/02) 4669 — 41597 — 8.9
    (23/02) 4717 — 41188 — 8.7
    (24/02) 4835 — 41672 — 8.6
    (27/02) 5216 —- 41298 —- 7.9
    (03/03) 5423 —- 42267 —- 7.7
    (12/03) 5613 —- 43188 —- 7.6
    (14/03) 5226 -— 43091 -— 8.2
    (16/03) 5314 —- 43266 -— 8.1
    (22/03) 5133 —- 42912 —- 8.3
    (01/04) 5314 —- 43087 —- 8.1
    (12/04) 5279 —- 44823 —- 8.4
    (25/04) 5100 —- 45560 —- 8.9
    (03/05) 5271 — 44260 — 8.3
    (10/05) 5391 — 45541 — 8.4
    (19/05) 6064 — 46905 — 7.7 <– recorde
    (24/05) 5518 — 45353 — 8.2
    (07/06) 5064 — 45994 — 9.0
    (20/06) 5148 — 46611 — 9.0
    (08/07) 5306 — 46415 — 8.7
    (15/07) 5349 — 46814 — 8.7

    Abs,

  • Reply CA 15 de julho de 2013 at 21:45

    Só tem um problema pros corretores: só conseguem receber comissão se venderem!!! Só ficar anunciando no ZAP e com isso criando um volume enorme e crescente de estoque de imóveis sem vender, não gera receita para eles, ou gera? Talvez o nome ZAP seja em homenagem a um passe de mágica, tipo “Zipt ZAPt”, que faz com que anúncios de venda gerem aumentos de preços e comissões…

    Ah, talvez seja um esquema do tipo Telexfria ou empresas “X”: não vende nada, especula sem vender, dá uma supervalorizada e depois… Pensando bem, o segmento imobiliário está igualzinho!!! Veja próximo post para tirar a dúvida…

    Aproveita e dá uma olhada na valorização do RJ: uma casa em favela, SEM escritura, custa de R$ 500 mil a R$ 700 mil !!!

    O nome dado pelo segmento imobiliário para esta situação: “NORMALIDADE”. É óbvio que não existe bolha imobiliária!!! (rs)

    É lógico que é normal este preço, SE ESTÃO VENDENDO CADA VEZ MENOS (ver próximo post), por que um imóvel na favela não poderia custar R$ 700 mil? Para quem já inverteu por completo a lógica de oferta e procura, o próximo passo será fazer o Cristo Redentor voar (invertem também a lei da gravidade, ué é tão fácil quanto inverter a lei de oferta e procura!!!). Depois do Cristo Redentor voar, imóvel na favela vai valer no mínimo uns 2 milhões (de Euros, é claro… rs).

    Com certeza, este é um preço absolutamente compatível com a renda das pessoas que querem morar lá na favela, só não vê que isto é normal, quem não quiser, não é mesmo ?(rs). Destaco abaixo um trecho da notícia e depois o link para mesma:

    “As “propriedades” também se valorizaram. No Vidigal, morro entre os bairros nobres do Leblon e São Conrado, uma casa ampla e com laje pode chegar a custar R$ 700 mil. A reportagem do Terra encontrou um imóvel por R$ 500 mil na favela Chapéu Mangueira, no Leme, e chegou a “negociar” uma casa de dois quartos, três banheiros e uma laje coberta, tudo isso totalizando 119 metros quadrados ao lado do plano inclinado do Dona Marta. Sem escritura, apenas com uma carta de posse – as escrituras estão sendo distribuídas aos poucos.”

    Segue o link da notícia (tirar as “aspas” antes e depois):

    “http://economia.terra.com.br/noticias/noticia.aspx?idNoticia=201307131200_TRR_82348125”

  • Reply CA 15 de julho de 2013 at 19:04

    É isso aí, o RJ está bombando!!!

    Só em anúncio de imóveis colocados para venda na cidade do RJ no ZAP, já tem mais do que em SP!!!

    Mas não se preocupem, é porque a população do RJ é muito maior que a de SP, não é (rs)?

    Na realidade, por mais que o pessoal do segmento imobiliário tente, eles nunca vão conseguir revogar a lei de oferta e procura…

    É só observar que quanto maior o preço, maior tem sido a oferta e as sobras por aí estão chegando a níveis absurdos, como no caso de São José dos Campos que teve aumento de 300% na oferta de imóveis para aluguel, Alphavile SP que tem 40% dos imóveis comerciais disponíveis para locação e assim vai.

    Vamos ver até quando vão suportar as reduções contínuas nas vendas e os aumentos absurdos nos estoques de imóveis sem vender, principalmente com algumas construtoras já devendo mais que todo o patrimônio…

    Engraçado o conceito recente de valorização: tenho uma chácara, se eu fizer um anúncio dela no ZAP, por R$ 1 bilhão de R$, quer dizer que fiquei rico? E automáticamente transformei meu bairro, se for o único anúncio, em local para milionários ou bilionários? Uau, é a mesma lógica do Eike!!!

    • Reply CA 15 de julho de 2013 at 19:10

      Ah, só para complementar, Curitiba está no mesmo ritmo “vertiginoso” de crescimento nos preços anunciados dos imóveis… e nos estoques de imóveis sem vender (rs). Vejam a notícia de hoje (tirar as aspas antes e depois):

      “http://www.gazetadopovo.com.br/economia/conteudo.phtml?tl=1&id=1390585&tit=Curitiba-lancou-imoveis-em-excesso”

      É isso aí, o negócio é lançar cada vez mais imóveis e gerar cada vez mais estoques, depois é só pegar a lei de oferta e procura e virar de cabeça pra baixo!!!

    • Reply Vilmar 15 de julho de 2013 at 20:21

      Tem que bombar para as construtoras, imobiliárias e corretores vender né não eheheheeh.
      Abraço.

  • Reply Vilmar 15 de julho de 2013 at 15:04

    Imóveis em bairros periféricos do Rio têm maior valorização
    O campeão na valorização foi o bairro Brás de Pina, localizado na região norte da cidade, com 40% de aumento no metro quadrado em relação ao ano passado
    publicado em 03/07/2013 às 0:01 ,
    atualizado em 03/07/2013 às 8:59
    Fonte: ZAP Imóveis

    http://www.zap.com.br/revista/imoveis/dicas-e-materias/imoveis-em-bairros-perifericos-do-rio-tem-maior-valorizacao-20130703?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=news_Imoveis_2013.07.11_Confira_as_novidades_da_semana

  • Reply Vilmar 1 de julho de 2013 at 22:05

    Ótima entrevista com o Presidente do Grupo Eternit, Élio Martins, uma empresa que respeita o seu acionista há décados a fio.
    Vale a pena conferir:

     

    12/06/2013
    Élio Martins participa do quadro Giro Business

    Em maio, o Presidente do Grupo Eternit, Élio Martins, participou do quadro Giro Business, programa da BandNews que recebe os principais executivos de empresas de diversos segmentos e vai ao ar, diariamente, na programação da TV e da rádio.

    A entrevista, realizada pelo jornalista Sérgio Waib, teve foco em dados da Cadeia da Construção Civil, como setor, produção e consumo, participação do PIB, balança comercial, entre outros.

    Confira na integra todos os trechos do programa!

    Coluna A

    Coluna B

    Coluna C

    Coluna D

    Coluna E

    fonte:
    blogdaeternit.com.br/mercado-de-capitais/elio-martins-participa-do-quadro-giro-business

    • Reply CA 15 de julho de 2013 at 19:17

      Olha aí uma notícia interessante para mostrar como a construção cívil está “bombando”. É notícia de hoje, tirem as aspas para acessarem link.

      “Considerado termômetro da economia, setor de construção civil registrou em maio o pior saldo negativo de emprego desde 2004”

      “http://www.gazetadopovo.com.br/economia/conteudo.phtml?tl=1&id=1390811&tit=Emprego-na-construcao-sofre-queda”

      Emprego na construção sofre queda

      Considerado termômetro da economia, setor de construção civil registrou em maio o pior saldo negativo de emprego desde 2004

      Publicado em 15/07/2013 | Cristina RiosFale conosco
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      Depois do boom de contratações nos últimos anos, o emprego no setor de construção civil começa a dar os primeiros sinais de desaceleração. Com o alto volume de entregas de imóveis e ritmo menor de lançamentos do mercado imobiliário e as obras de infraestrutura andando devagar, o setor vem perdendo fôlego na geração de novas vagas.

      INFOGRÁFICO: Confira a evolução do saldo entre admissões e demissões

      Setor atingiu teto, afirma especialista

      Na visão do especialista José Pereira, da Nova Secu­­ritizadora, o setor da construção já atingiu um teto e, agora, a tendência é de um crescimento moderado. O total de financiamento com recursos da poupança, destacou, saiu de R$ 3 bilhões em 2004 para R$ 82,7 bilhões no ano passado e o número de unidades subiu de 53.826 para 453.571 no período. Não há espaço para que o setor repita o desempenho nos próximos anos, porque a base de comparação é alta, destacou.

      Dados divulgados pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imo­­biliário e Poupança (Abecip) mostram que os financiamentos com recursos da caderneta foram recorde em maio, com R$ 9,75 bilhões, alta de 54,8% sobre o mesmo período do ano passado. No intervalo, foram financiadas 47,6 mil unidades, crescimento de 37% sobre maio de 2012. Mas, para o economista Celso Pretucci, do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi), o desempenho não deve se repetir nos próximos meses. A projeção é que o setor feche o ano com alta entre 5% e 10%.

      Perdas na Bolsa

      Os especialistas lembram que esse boom levou as incorporadoras a um crescimento desordenado e o resultado disso ainda persiste, com muitas empresas em processo de reestruturação e revisão de estratégias diante dos prejuízos registrados. A recente instabilidade na Bolsa agrava o quadro. Das 20 empresas do setor com ações em Bolsa, 15 perderam valor de mercado nos últimos seis meses (até 4 de julho). Em dezembro, elas valiam R$ 41,6 bilhões no conjunto, valor que caiu para R$ 30,9 bilhões, uma perda de R$ 10,7 bilhões.

      Para o analista do BB Inves­­timentos Wesley Pereira, outro fato de pressão é o Ín­­dice Nacional de Custo da Construção Civil (INCC), que nos 12 meses fechados em junho atingiu 7,98%; acima do IPCA que fechou em 6,7% no período. O INCC é composto por insumos (materiais) e mão de obra (51%). Segundo ele, diante do quadro, as empresas terão que se tornar mais eficientes.

      Para o economista da Câ­­­ma­­­ra Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), Luis Fernando Mendes, o setor tem uma dependência muito grande da conjuntura econômica “As decisões de investir e de construir são tomadas a curto prazo. A percepção de que a inflação vai subir e a incerteza do trabalhador em conseguir reposição salarial pode fazer com que ele adie o risco de assumir um financiamento de 30 anos”, disse Mendes.

      Agência O Globo

      15 das 20 empresas de construção civil listadas na Bovespa perderam valor de mercado nos últimos seis meses. Em dezembro, elas valiam R$ 41,6 bilhões no conjunto, valor que caiu para R$ 30,9 bilhões, uma perda de R$ 10,7 bilhões.

      O sinal amarelo veio em maio, quando a construção registrou um saldo negativo de admissões e demissões de 1.877 vagas no país – o pior resultado desde 2004, segundo o Cadastro Geral de Empregados e De­­sem­­pregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

      No Paraná, o saldo no período de janeiro a maio teve queda de 10% na comparação com o mesmo período do ano passado, para 23,2 mil vagas. Mas ainda assim é o segundo maior volume da série histórica iniciada em 2004.

      Para o vice-presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon) no Paraná, Armando Bosco Martins Ribeiro, o setor vive um período de recorde de entregas e, com o fim das obras, muitos empregados têm sido dispensados. Dados da Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi) no Para­­ná, serão 14,6 mil imóveis entregues em 2013, contra 11 mil no ano passado.

      “Por outro lado, não vamos registrar um volume de lançamentos como vimos em 2010 e 2011, o que significa que o saldo de emprego pode fechar negativo em 2013”, diz. De acordo com ele, a previsão do Sinduscon de gerar 26 mil vagas em 2013 no estado será revista para baixo. A expectativa de aumento estava baseada na previsão que os investimentos em infraestrutura deslanchassem, mas isso não vem ocorrendo. Em maio, o setor de construção empregava 164 mil pessoas no estado, dos quais 54,2 mil em Curitiba.

      Pé no freio

      A construção civil é considerada um dos termômetros da economia e costuma responder rapidamente tanto no aquecimento quanto na desaceleração da atividade. A atual piora do cenário brasileiro já começa a afetar as decisões de construção, segundo o diretor de crédito imobiliário do HSBC, Antonio Barbosa. O Índice de Confiança da Construção (ICST), da Fundação Getulio mostrou uma queda de 3,6% no segundo trimestre em relação ao mesmo período do ano passado.

      Na avaliação de Ribeiro, do Sinduscon, apesar do setor não viover mais a explosão de lançamentos dos últimos anos, a tendência é de melhora nos próximos meses. O volume de alvarás liberados para construção novas unidades em Curitiba cresceu 21% no primeiro semestre em relação ao mesmo período do ano passado, para 11,9 mil imóveis.

      Nos últimos anos, a construção civil ajudou a puxar para cima o emprego. Até um ano atrás, o setor vivia uma escassez de mão de obra, o que foi responsável também por inflar os salários dos profissionais da área. Um mestre de obras qualificado chegou a receber salário equivalente a engenheiro. “A escassez de mão de obra acabou. Hoje a oferta acompanha a demanda”, diz Ribeiro.

  • Reply Vilmar 19 de junho de 2013 at 01:01

    Construção deve voltar a ajudar economia no 2º trimestre

    A atividade econômica do setor de construção civil deu sinais de reaquecimento em abril e maio e deve exercer influência positiva sobre o Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre, na avaliação de economistas e entidades do setor ouvidas pelo Valor PRO, serviço de informação em tempo real do Valor.

    Cálculos da LCA Consultores apontam que a construção civil deve registrar expansão de 3,9% no segundo trimestre em relação ao primeiro. Se tal projeção se confirmar, segundo a LCA, o setor contribuirá com 0,2 ponto percentual para o crescimento da economia brasileira projetado pela LCA, que é de 1,2% ante o ante o trimestre anterior. O bom desempenho ocorre após o setor recuar 0,1% no primeiro trimestre de 2013 sobre o período imediatamente anterior. Na ocasião, a construção pesou negativamente em 0,01 para o fraco aumento de 0,6% do PIB do Brasil.

    A reação esperada, no entanto, não deve garantir, neste ano, um resultado comparável ao de 2010, período considerado como “dos sonhos” pelo segmento. Naquele ano, após a crise financeira de 2009, o PIB da construção civil cresceu 11,6%, embalado por ações como o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o Minha Casa, Minha Vida. Entidades do setor, como Sinduscon-SP e Secovi-SP, têm dúvidas de que a aceleração se sustentará ao longo do ano.

    Em 2013, a construção civil, que abrange os setores imobiliário e obras de infraestrutura, voltou a receber incentivo do governo federal: em 1º de abril entrou em vigor a desoneração da folha de pagamento de empresas do segmento, o que já se refletiu na queda dos preços: o Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) mostrou deflação de 5,12% em maio.

    A indicação de avanço da atividade da construção veio dos dados de abril divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que mostraram alta de 18,4% na produção de bens de capital para a construção, como gruas, guindastes e outras máquinas, sobre o mesmo mês do ano passado.

    Além disso, a produção de materiais de construção, medida no indicador de produção de insumos básicos para a construção, cresceu 9,7% registrando a expansão mais intensa desde fevereiro de 2011, na mesma comparação. De janeiro a abril, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat), as vendas cresceram 4,7% em relação ao mesmo período de 2012, “em função de um aumento acentuado nas vendas de materiais de construção em abril”, que subiram 14,2% sobre abril do ano passado, e 0,3% sobre março.

    A expectativa para o restante do segundo trimestre é de mais aquecimento. A Abramat antevê que “maio será melhor que abril, e junho será parecido com maio”, diz Walter Cover, presidente da entidade, que reúne 50 fabricantes de materiais de construção.

    Os dados abrem espaço para uma melhora na perspectiva de atividade para o setor. Para Ana Maria Castelo, consultora da Fundação Getulio Vargas (FGV), os dados de abril mostram o setor “tirando o pé do freio” nos investimentos. “Depois de um trimestre ruim, a produção de materiais de construção sinaliza que o pior já ficou para trás.”

    Desde 2011, o ritmo de contratações com carteira no setor de construção cai mensalmente. A criação de vagas, que crescia a um ritmo de 9,3% em abril do ano passado, na comparação com o ano anterior, perdeu ritmo e cresceu apenas 1,2% em abril deste ano contra abril de 2012, segundo dados do Ministério do Trabalho elaborados pela FGV. “A taxa de crescimento do emprego na construção diminuiu e de janeiro a abril houve queda de 30% no saldo de contratações. Mas em nenhum momento o setor deixou de contratar”, diz Ana Maria.

    A exceção foi o segmento imobiliário, um dos principais do setor de construção que, influenciado pela queda nas vendas, passou a demitir mais do que contratar a partir do segundo semestre de 2012. Desde janeiro, contudo, o segmento voltou a contratar, mas não recuperou o patamar de 2012. Para Ana Maria, o indicativo de que o mercado imobiliário voltará a ter saldo positivo de emprego na economia é a melhora do ânimo dos empresários do segmento, que vinha piorando ininterruptamente desde março do ano passado e esboçou reação em abril e maio.

    A confiança dos empresários do segmento de construção de edifícios e obras civis, medida pela FGV, teve a segunda melhora consecutiva na média trimestral em maio ao atingir 121,8 pontos, acima dos 120,3 de abril. O resultado ainda é 5,7% menor do que o registrado no mesmo mês do ano passado, mas já mostra uma trajetória de recuperação gradual.

    A mudança de humor dos empresários do setor imobiliário se deu quando, após um 2012 de encolhimento nas vendas e lançamentos, os negócios voltaram a crescer em alguns grandes centros, como Porto Alegre e São Paulo. “Esse movimento não é disseminado, no Nordeste ainda não se recuperou, por exemplo”, diz a consultora da FGV.

    Na região metropolitana de São Paulo, que junto com o Rio de Janeiro abarca quase metade do mercado imobiliário do país, o número de lançamentos imobiliários cresceu 43,9% no primeiro trimestre sobre o mesmo período do ano passado, enquanto o número de vendas aumentou 27,1%, segundo os números do Secovi-SP. A retomada continuou no mês seguinte: em abril foi registrado o maior número de lançamentos imobiliários para o mês desde 2004, informou o economista-chefe do Secovi-SP, Celso Petrucci.

    Para o Sindicato da Construção de São Paulo (Sinduscon-SP), o aumento dos investimentos para a construção civil observado em abril não representa necessariamente uma tendência de aceleração que perdurará ao longo de 2013. “Construção civil é como um transatlântico, que não dobra a esquina. Quem dobra a esquina é bem de consumo, não o setor de construção. Na hora de acelerar a produção, você não acelera quando quer, e na hora de parar você também não para”, afirmou o vice-presidente da entidade, Eduardo Zaidan, que prevê que o setor cresça 3,5% este ano, ritmo similar ao de 2012.
    valor.com.br/brasil/3163472/construcao-deve-voltar-ajudar-economia-no-2

    • Reply CA 15 de julho de 2013 at 19:27

      Xi, sobre a construção ajudar o País a crescer, veja a notícia depois do vídeo abaixo, destaco só um ponto (acho que é o suficiente):

      “Considerado termômetro da economia, setor de construção civil registrou em maio o pior saldo negativo de emprego desde 2004?

      Como sempre, o discurso das promessas de um setor totalmente sem embasamento no que diz versus os FATOS…

      Inflacionar absurdamente preços via ESPECULAÇÃO (sim, quando as vendas caem seguidamente, os estoques aumentam absurdamente e mesmo assim ANUNCIAM com preços maiores, o nome é esse mesmo, ESPECULAÇÃO), não dá futuro para nenhum País, aliás, os frutos disto, todos já estamos colhendo.

      A construção civil já deu sua colaboração, pois com os aumentos abusivos de preços tornaram os preços de locação de imóveis comerciais absurdos e estes ou foram repassados para os preços comercializados por estas lojas (inflação) ou serviram para quebrar pequenos comerciantes (redução do PIB). Isto sem contar o aumento absurdo do endividamento das familias e estagnação no consumo das familias do 1T2013, dentre outros grandes “serviços” prestados pelo Segmento Imobiliário e seus prepostos.

      Acho que os representantes do segmento imobiliário deveriam estar orgulhosos mesmo, estes podem dizer que ajudaram seu País a chegar onde está, sem dúvida!!!

  • Reply Vilmar 17 de maio de 2013 at 12:36

    Construção
    Indústria de construção cresce 0,3% em abril
    17/05/13 10:52

    A estimativa de crescimento para 2013 continua em 4,5%.

    “O segmento do varejo e o término de obras imobiliárias iniciadas em 2010 e 2011 explicam o atual nível de vendas da indústria de materiais”, segundo Walter Cover, presidente da Abramat.

    A indústria de materiais de construção teve aumento de 0,3% em abril em relação ao mês de março, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat).

    Em relação a abril de 2012 o aumento foi de 14,2%. No acumulado do ano em relação ao mesmo período ano passado as vendas estão 4,7%. A estimativa de crescimento para 2013 continua em 4,5%.

    “O segmento do varejo e o término de obras imobiliárias iniciadas em 2010 e 2011 explicam o atual nível de vendas da indústria de materiais”, segundo Walter Cover, presidente da Abramat.

    Para ele, as vendas para o segmento da infraestrutura continuam baixas e somente deverão ter um aumento significativo no final do ano ou inicio de 2014, principalmente em função do atraso das licitações nas novas concessões de logística.

    “O efeito negativo nas vendas ao segmento imobiliário, decorrente do baixo nível de novos lançamentos em 2012 e 2013, será sentido a partir do segundo semestre desse ano”, comenta Cover.

    O setor aguarda novas medidas de desoneração de impostos e a redução no custo do gás, uma importante fonte de energia para vários segmentos da indústria, como cerâmica e vidros.

    Cover também reforça a importância de serem mantidas as políticas de aumento da renda, do emprego e de crédito em condições vantajosas, que permitam um maior volume de vendas de materiais para as famílias. “Estamos em um momento muito propício para realizar reformas e ampliações das moradias, em virtude de coexistir uma situação de preços, crédito e condições climáticas favoráveis”, finaliza.

    http://brasileconomico.ig.com.br/noticias/industria-de-construcao-cresce-03-em-abril_132154.html

    • Reply Vilmar 17 de maio de 2013 at 15:39

      17/05/2013 10h03 – Atualizado em 17/05/2013 11h56
      Venda de imóveis residenciais novos cresce 84% em março, diz Secovi
      Foram vendidas 4.087 unidades, contra 2.223 em março de 2012.
      No trimestre, vendas movimentaram R$ 4,48 bi, alta de 52,8%.

      http://g1.globo.com/economia/noticia/2013/05/venda-de-imoveis-residenciais-novos-cresce-84-em-marco-diz-secovi.html

      Where is the bubble???

      • Reply CA 17 de maio de 2013 at 17:53

        Vilmar,

        É muito importante que as pessoas não leiam só os títulos das reportagens. Elas devem ler o conteúdo e mais do que isto, devem aprender a analisar este conteúdo com espirito crítico.

        Resumindo

        Quanto a esta reportagem: os lançamentos em São Paulo, aumentaram 44% no 1T2013, enquanto as vendas aumentaram 24%. Como sabemos, é mais fácil de vender lançamentos, mas esta, foi só a primeira parte da história.

        A segunda parte, é que São Paulo aumentou muito sua participação no total das Construtoras, mas na somatória do Brasil AS VENDAS CAÍRAM NO 1T2013.

        Segue abaixo a análise que comprova isto:

        Somei, em unidades, as vendas e lançamentos, do 1T2013 e 1T2012, de 10 Construtoras, para o Brasil como um todo (não há dados segmentados para analisar só SP). Após isto, coloquei em uma planilha junto com os dados da reportagem. Seguem minhas conclusões e também os detalhes.

        CONCLUSÃO: aumento relevante de lançamentos em São Paulo, na ordem de 44% no 1T2013 contra 1T2012, é que permitiu um aumento nas vendas na ordem de 24% neste trimestre. Muito provavelmente, grande parte dos lançamentos ocorreu em Mar/2013. Considerar que São Paulo aumentou muito sua participação nas vendas e lançamentos das construtoras em relação ao total do Brasil, quanto a vendas saindo de 17% no 1T2012 para 24% no 1T2013 e quanto a lançamentos, saindo de 20% para 32%.

        IMPORTANTE: no resultado agregado do Brasil, tivemos quedas de 11% nos lançamentos e de 12% nas vendas, na somatória das 10 construtoras analisadas, em outras palavras, apesar do foco em SP e objetivo de utilizá-lo como ferramenta de marketing, nem isto salva quanto a novas quedas nas vendas.

        DETALHE: uma aumento de 80% em Mar/2013, sem dúvida tem relação com altíssimo volume de lançamentos no último mês do trimestre. Isto pode ser estratégia para também esconderem os distratos que ocorrerão destas vendas, que assim poderiam aparecer só a partir de Abr/2013 que é parte do 2T2013, de tal forma que este resultado “bom” de SP no 1T2013 sirva de poderosa ferramenta de marketing para alavancar vendas…

        DETALHES:

        Os lançamentos em São Paulo, que representavam 20% do total do 1T2012 destas construtoras, passou a representar mais de 32% no 1T2013. Como sabemos, lançamentos são mais fáceis de vender. Em virtude disto, a participação de SP nas vendas sobre o total das construtoras, passou de 17% no 1T2012 para 24% no 1T2013. EM OUTRAS PALAVRAS: aumento relevante de lançamentos em São Paulo.

        OBS: procurei mesclar as que seriam do “primeiro time” em termos de resultados financeiros com as que estão em más condições para buscar avaliação equilibrada, se faltou alguém importante ou ficou desequilibrado, avise.

        Construtoras avaliadas: Gafisa, Brookfield, Rossi, PDG, Even, MRV, Cyrela, EzTec, Helbor e Tecnisa.

        Resultados em UNIDADES, dados de balanços para Brasil e da reportagem para SP:

        Vendas Brasil 1T2013: 27.245 Participação de SP (reportagem): 6.862 (25,19%)
        Vendas 1T2012: 30.972 Participação de SP (reportagem): 5.400 (17,44%)
        Evolução de 1T2012 para 1T2013: -12,03%

        Lançamentos 1T2013: 16.488 Participação de SP (reportagem): 5.321 (32,27%)
        Lançamentos 1T2012: 18.555 Participação de SP (reportagem) : 3.697 (19,92%)
        Evolução de 1T2012 para 1T2013: -11,14%

        • Reply CA 17 de maio de 2013 at 17:54

          Ah, sabe qual foi o impacto disto para o estoque de imóveis que já tinha dobrado no Brasil como um todo e que no caso de SP também: NENHUM, ou seja, continuamos com estoques enormes nas construtoras.

          • CA 17 de maio de 2013 at 18:04

            Opa,

            Quanto a estratégia de lançar no último mês do trimestre para gerar distratos só no mês seguinte, que é outro trimestre e assim usar este volume de vendas como propaganda do 1T2013, está demonstrado na própria reportagem:

            Lançamentos aumentaram 80% em Mar/2013.

            Vai tentando, uma hora você chega lá… Mas antes, não esquece de analisar com cuidado o conteúdo da reportagem, na dúvida, te ajudo.

            Abs,

          • Vilmar 17 de maio de 2013 at 18:05

            Rssrsrs, pode deixar e grato pelas participações!

        • Reply Vilmar 17 de maio de 2013 at 17:55

          Não seria por que em São Paulo somos um “país” a parte, ou seja, grande parte das riquezas do país estão por aqui, ou seja, os paulistas ainda tem “bala na agulha” para gastar com imóveis?

          • CA 17 de maio de 2013 at 18:13

            Poxa, mas esta bala na agulha só pintou no último mês do trimestre? Coincidência hei? Muito bom para Construtoras também, porque pegam todos os distratos e estes caem só no próximo trimestre… Boa ferramenta de marketing, não?

            Agora se SP é que tem bala na agulha, com sua grande riqueza de salário médio inferior a R$ 2 K, o que é que vão fazer com imóveis nos outros Estados?

            Pior, observe que mesmo em São Paulo, eles não estão reduzindo estoques, ao contrário, estão fazendo novos lançamentos em quantidade muito maior (aumento de 44% nos lançamentos no 1T2013, aumento de lançamentos de 80% só em Mar/13), vindos de uma situação em que o estoque de imóveis novos para vender em SP já tinha dobrado de 2.012 para 2.013, segundo informações do próprio feirão da caixa.

            Agora, se São Paulo tem tanta bala na agulha, porque o estoque de imóveis também dobrou neste Estado, seguindo a mesma lógica do resto do Brasil? Não deveria ter vendido mais e ficado com menos estoque?

            Acho legal se todas as construtoras focarem cada vez mais em SP (isto já era esperado, no RJ lançamentos reduziram 94% em Jan/2013 porque nível de encalhe lá é absurdo devido a preço ser maior ainda que em SP, tinha que desovar em algum lugar), porque com isto, certamente o super-estoque de SP vai ser dos primeiros a ter maior crescimento e daí é que vai ficar divertido, ou como você diz, daí é que vão surgir oportunidades para comprar “baratinho”.

            Aliás, dá uma passada no balanço da Cyrela, ela foi a que mais cresceu em vendas e lançamentos, mas veja lá, o preço do M2 de vendas geral caiu 26% e o preço do M2 de lançamento caiu 43%.

            O que consta acima, sobre a Cyrela, mais a prioridade dada a lançamentos da Cyrela em SP, assim como de outras, é forte indicador que apesar do grande aumento de lançamentos em SP de 44% no 1T2013 ou de 80% de Mar/12 para Mar/13, só teve vendas graças a descontos muito maiores concedidos neste trimestre.

            É, acho que quanto mais eu falar, pior vai ficar para seu lado, sugiro que dê uma olhada no balanço da Cyrela e constate o que consta acima. É triste para quem acha que as coisas melhoraram tanto assim para o segmento imobiliário, mas é melhor encarar a realidade de frente…

  • Reply CA 16 de maio de 2013 at 23:09

    Srs.,

    Sugiro enviar e-mail urgente para as construtoras informando onde está essa demanda, não percam tempo!

    Temos 5 ou 6 Construtoras literalmente quebradas, devendo mais de 100% do patrimônio (se venderem todos os imóveis e tudo que tem não pagam as dívidas), exatamente porque vendas caem mais de 40% ao ano desde 2.011 e mesmo com reduções de mais de 50% em lançamentos em trimestres seguidos, ainda estão com estoques que dobraram de Dez/2.011 para Dez/2.012, sendo que estes estoques duram no mínimo 1,5 anos pra mais em cada uma delas (para algumas, mais de 3 anos). Estas mesmas construtoras registraram novos prejuízos de milhões no 1T2013, aumentando em mais alguns R$ milhões suas dívidas, porque reduziram demais lançamentos e não conseguem vender encalhes (rs)… As construtoras de “sucesso” vendendo prédios em construção para concorrentes porque não acreditam que encontrariam demanda para vender a consumidores com mais margem (rs).

    URGENTE: avisem para estas construtoras onde está a demanda!!! Digam a elas que estão perdendo tempo, não há bolha e portanto temos demanda reprimida de mais de 6 milhões de pessoas no País (acho que era isto a propaganda no começo, não era?), todas com salário médio milionário de menos de R$ 2K / mês na cidade mais rica do País e com isto é muito fácil obter financiamento de R$ 400 mil para cima!!! Digam ainda para construtoras que não existe uma ENORME quantidade de imóvel desocupado que é a principal característica da bolha, é só uma ilusão que alguém publicou no balanço delas!!! (sacanagem, quem poderia fazer isto com os pobres balanços destas construtoras???)

    Mas segundo Ricardo Amorin e vocês, dobrar o estoque de imóveis, de um ano para outro e sendo um bem tão barato, qual o problema, isto é normal não é mesmo? É como se tivesse dobrado o estoque de palitos de dentes, quase o mesmo preço, não? (rs)

    Aproveitem e avisem para o pessoal de Alphavile em SP, porque lá a vacância de imóveis comerciais está só em 40%, coisinha pouca, segundo corretores em poucos anos se resolve…. (rs) Avisem ainda, o pessoal da Grande Recife, vacância de imóvel na Grande Recife subiu só 35% no último ano.

    Peguem ainda o feirão da CEF de SP, lá também só dobrou a oferta de imóveis novos em 2.013…

    A demanda está aí, não é mesmo? O que mais gosto no Ricardo Amorin e nos seus seguidores, é que contra uma enormidade de fatos eles não tem nenhum, só argumentos totalmente vazios do tipo “ainda não vi a a bolha” (com olhos fechados e bem apertados, sem ler jornal), “nenhum vizinho meu vendeu com desconto” (evitando falar com vizinhos) ou “o Jornal Nacional ainda não falou isto com todas as palavras” (talvez já até evitando assistir TV).

    Tá de brincadeira né? Que tal, pelo menos um fato relevante e real que demonstre a saúde financeira deste segmento como um todo ou pelo menos a recuperação do mesmo (prejuízo consolidado das Construtoras em 2.012 passou de R$ 1,5 bilhões). Como é que as construtoras vão se recuperar, afinal? Como é que vão vender estes estoques monstruosos típicos de uma bolha? Anos de prejuízos a cada trimestre, aumentando dívidas eternamente? Em que mundo isto existe?

    Bom, antes de tudo, não esqueçam de convocar a demanda para compra de imóveis, pois o Governo e Construtoras estão tentando de tudo sem sucesso…

    Aproveitem e informem também os vendedores de imóveis usados, pois estes tem queda de vendas em SP desde Nov/2012 até Fev/2013 de forma atípica, em todas as regiões, comparando estes meses com mesmo mês de ano anterior. Leiam relatório do CRECI SP e coloquem em planilha para calcularem isto.

    Se não for suficiente, olhem para Curitiba que fechou 2.012 com estoque de imóveis para 2 anos de vendas e lançamentos previstos de 2.013 para mais 2 anos.

    Queda de preços: em São José dos Campos novos vendidos por preço menor que em 2.010 e corretores admitindo que tem mais imóvel que comprador, muito mais, idem em Natal, em SP queda média de mais de 30% no M2 entre aluguel e venda, em apenas em 1 ano. Não esquentem, a brincadeira está apenas começando, tendência é cair muito mais.

    Tem uma infinidade de informações e links no “defendaseudinheiro.com.br”, na página sobre “Existe bolha imobiliária ou não”, que provam o que consta acima, infelizmente nada sobre o Brasil em 2.013 que prove o contrário, só umas teorias engraçadas, sem pé nem cabeça, sem nenhuma comprovação cientifica, sem critério, mas inventadas por um cara legal, ex-garoto propaganda da Cyrela e que recebe dinheiro das construtoras para fazer palestras sobre estas teorias, dignas de prêmio Nobel… Falem com o Cement Index Guy, intercedam para que ele faça mais aparições na Globonews para dizer que tendência é que imóveis subam de preços mesmo que não exista nenhuma lógica para isto (Congresso vai mandar abolir lei de oferta e procura?) e logo aquele cara que ganha menos de R$ 2 mil em SP poderá comprar imóveis de R$ 3 milhões pra cima (em 500 anos de financiamento, tomando a pílula “Matusalém dreams”).

    • Reply Vilmar 16 de maio de 2013 at 23:12

      Ótimo senso de humor, gostei!!

  • Reply Vilmar 16 de maio de 2013 at 17:28

    Valorizado | 16/05/2013 16:39
    Imóveis anunciados no Baixo Augusta sobem 172% em 5 anos
    Região boêmia conhecida pelos “inferninhos” tem excelente localização, atraindo moradores e investidores

    http://exame.abril.com.br/seu-dinheiro/imoveis/noticias/imoveis-anunciados-no-baixo-augusta-sobem-172-em-5-anos

  • Reply Vilmar 14 de maio de 2013 at 12:10

    Vila Mariana tem a maior procura por imóveis em São Paulo em 2013
    Para a locação, o bairro representou 13% das pesquisas feitas no primeiro trimestre do ano, enquanto para a venda, a região atingiu 15% do total das buscas
    publicado em 07/05/2013 às 13:47 ,
    atualizado em 13/05/2013 às 12:30
    por Guilherme Yoshida | Fonte: ZAP Imóveis

    http://www.zap.com.br/revista/imoveis/mercado/vila-mariana-tem-a-maior-procura-por-imoveis-em-sao-paulo-em-2013-20130507

  • Reply Afonso 8 de maio de 2013 at 21:59

    Não há bolha não, havia uma grande demanda reprimida e ainda há demanda.
    Outro ponto não há milhares de familia consumindo refinanciamento desses aumentos.
    Há ainda muito mercado para financiamento.
    Essas reduções no preção foram e são salutares.

    • Reply Vilmar 9 de maio de 2013 at 00:56

      De acordo. Ainda tem muita água para correr neste mar.
      Sigo sempre de olho bem aberto nas oportunidades e quanto mais barato eu puder pagar, melhor, né não. kkkkkkkkk

  • Reply Bamondes 7 de maio de 2013 at 15:08

    Entendo que o aumento de preços nas capitais foi muito alto, devido a grande demanda. Muitas pessoas agora querem vender seus imóveis mas não acham compradores dispostos a pagar o que estão pedindo. Mesmo nos lançamentos o preço do M2 parou de subir em várias regiões desde agosto passado, assim se descontarmos a inflação, temos um pouco mais de 5% de desvalorização até o momento, o que indica que não tínhamos bolha imobiliária tão absurdamente grande que faria os preços simplesmente despencarem

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