EBX deve muito e empresas lucram pouco
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EBX deve muito e empresas lucram pouco

4 de julho de 2013

No texto abaixo nota-se o tanto que o grupo EBX está devendo atualmente. Como as empresas “X” dão pouco lucro ou muito prejuízo, transparece que a única saída do grupo é vender mais empresas para saldar as dívidas.
Será que o controlador bilionário Sr. X irá também dispor de sua bilionária fortuna para saldar estas contas, honrar os compromissos de suas empresas? O empreendedor nato deixará o seu nome manchado após a derrocada de suas atuais empresas?
Enfim, ainda são muitas perguntas sem respostas. Acompanhemos as cenas dos próximos capítulos.

EBX tem R$ 10,4 bilhões contratados com o BNDES e R$ 3,2 bilhões com Itau
04/07/2013

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou ontem que o valor total dos empréstimos contratados com o grupo EBX, do empresário Eike Batista, soma R$ 10,4 bilhões. De acordo com o BNDES, do volume total contratado, nem tudo foi liberado, já que os desembolsos ocorrem ao longo do período de execução dos empreendimentos.

“Cada um dos contratos assinados possui estrutura de garantias específica, incluindo fianças bancárias”, informou o BNDES.

“Nesse sentido, o banco informa que sua exposição direta atual ao grupo EBX é de uma parcela muito pequena do patrimônio líquido de referência do BNDES”, completou.

O BNDES esclareceu ainda que as participações que detém em empresas do grupo representam aproximadamente 0,6% do total do ativo da BNDESPar, segundo dados apurados no fim de março.

A BNDESPar, braço de participações do banco, detém 11,72% na CCX; 0,66% na MMX; 0,26% na OGX; 10,34% na MPX; e 33,02% na SIX, em um total de R$ 551,8 milhões em valor de mercado, segundo dados de 2 de julho (ver tabela acima).

“O BNDES está acompanhando o desenrolar dos acontecimentos relacionados ao grupo EBX, que dispõe de ativos sólidos e valiosos, e confia na capacidade dos atores envolvidos de encontrar a melhor solução para superar os atuais desafios”, afirmou a nota do banco.

Fonte que acompanha as negociações entre o banco e o grupo EBX confirmou ao Valor Pro , serviço de informações em tempo real do Valor, que Eike Batista utilizou sua fortuna pessoal como garantia para R$ 2,3 bilhões em empréstimos com a instituição. O BNDES não confirma essa informação.

Já o Itaú Unibanco tem uma exposição total de R$ 3,2 bilhões com o grupo, sendo que a maior parte disso está concentrada na MPX, braço de energia do EBX.

Cerca de R$ 750 milhões estão registrados como operações de avais e fianças. O restante está distribuído em empréstimos diretos ou títulos de dívida, como notas promissórias, feitos para diversas empresas do grupo, inclusive diretamente para Eike Batista. Segundo uma fonte graduada, além da MPX, o Itaú Unibanco tem exposição ao estaleiro OSX, mas não na OGX, empresa de exploração de petróleo que enfrenta neste momento os maiores questionamentos do mercado.

Segundo o Valor apurou, 100% das operações de empréstimo contam com algum tipo de garantia. Na terça-feira, a Centennial Asset Participações Açu, de Eike Batista, divulgou que fez o penhor de suas ações da LLX Açu Operações Portuárias, um projeto portuário da LLX, em nome do Itaú BBA, por exemplo. O problema é que diversas dessas garantias perderam parte do seu valor recentemente, como as ações das empresas do grupo.

Ao longo dos últimos meses, algumas dessas garantias foram trocadas pelo Itaú, diante da pior perspectiva para o grupo.

Apesar dos problemas que as empresas do grupo EBX estão enfrentando, o Itaú Unibanco não prevê mudanças nas despesas com provisão para créditos de liquidação duvidosa neste ano. No início de 2013, o Itaú divulgou que pretende encerrar o ano com gastos entre R$ 19 bilhões e R$ 22 bilhões.

Quando divulgar o balanço do segundo trimestre neste mês, o Itaú deve fazer alguns ajustes nas provisões para as empresas de Eike Batista. Esses créditos, porém, já vinham sendo provisionados m trimestre anteriores pela pior perspectiva do grupo.
conteudoclippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2013/7/4/ebx-tem-r-10-4-bilhoes-contratados-com-o-bndes-e-r-3-2-bilhoes-com-itau

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Até o próximo post.

6 Comments

  • Reply Sistema ERP 14 de novembro de 2013 at 16:55

    É sempre assim, em muitos projetos de startups falta um pouco de administração. Jose Carlos Martins – Consultor de Projetos.

  • Reply Vilmar 28 de agosto de 2013 at 14:12

    Eike enfrentará família que “quebrou” homem mais rico do Brasil no século XIX
    Assim como Barão de Mauá, Eike sonhou e iniciou diversos projetos de logística e construção naval, mas o endividamento gerado te trouxe grandes dificuldades
    13h25 | 28-08-2013

    SÃO PAULO – Pela natureza de seus projetos, Eike Batista sempre foi comparado com Irineu Evangelista, o Barão de Mauá – principalmente quando as coisas começaram a não ir bem para o megaempresário. Assim como Mauá, Eike sonhou e iniciou diversos projetos de logística e construção naval, se endividou – e deve sofrer a mesma dificuldade para pagar essas dívidas.
    E, principalmente, Eike agora enfrentará o mesmo adversário que causou a queda de Mauá: os Rothschilds. Família poderosa das finanças inglesas desde o século 19 – quando se tornaram a família mais rica do mundo -, os Rothschilds foram contratados pela Pimco e outros credores da OGX Petróleo (OGXP3) para lidar com as negociações do processo de reestruturação de dívida.
    Veja mais: Para reestruturar dívida, Pimco e outros credores da OGX contratam a Rothschild e exigem saída de Eike
    Desde o início da trajetória empresarial, Eike Batista sempre foi comparado com o Barão de Mauá (Montagem)
    Desde o início da trajetória empresarial, Eike Batista sempre foi comparado com o Barão de Mauá (Montagem)
    De acordo com informações da Bloomberg, os credores da OGX devem pedir a saída de Eike do posto de controlador da companhia – para aceitar uma redução na dívida detida por esses credores, o que implicaria em perdas. A OGX, porém, estaria interessada em oferecer redução das dívidas e parte em ações da empresa, sem cogitar, no momento, a mudança do controlador.
    Já Mauá foi, por muitos anos, sócio dos Rothschilds em muitos empreendimentos no Brasil. Era o auge: Irineu foi uma grande influência no movimento liberal brasileiro, apoiando causas que iriam do livre comércio à abolição da escravidão. Mauá foi responsável por grandes ferrovias, pelo estabelecimento do Banco do Brasil e se tornou um dos 10 homens mais ricos do mundo. Em seu auge, foi chamado de “Rothschild do sul”.
    Quando a situação financeira do megaempreendedor começou a se deteriorar, os Rothschilds cobraram suas dívidas e obrigaram o barão a vender suas empresas para saldá-las – em um movimento bastante parecido com o que Eike enfrenta atualmente. Diversos historiadores apontam os ingleses como os responsáveis pela quebra de Mauá. Ele, porém, escreveu um livro chamado “Exposição aos Credores e ao Público” – onde expunha o que acreditava ter sido o motivo para sua quebra.
    O final da história de Mauá é conhecido por todos e estudado no ensino fundamental das escolas brasileiras. Irineu Evangelista conseguiu saldar suas dívidas e viveu os últimos anos ainda em conforto material. Em carta aberto ao mercado, Eike também prometeu saldar todas as suas dívidas – e a venda de suas empresas é um passo para isso. Qual será o final da história de Eike Batista?
    infomoney.com.br/blogs/blog-da-redacao/post/2927585/eike-enfrentara-familia-que-quebrou-homem-mais-rico-brasil-seculo

  • Reply Vilmar 8 de julho de 2013 at 14:41

    Pequenos investidores querem bloquear bens de Eike Batista

    http://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2013/07/08/pequenos-investidores-querem-bloquear-bens-de-eike-batista.htm?cmpid=ctw-economia-news

    via @UOLEconomia #UOL

  • Reply Vilmar 5 de julho de 2013 at 17:40

    Impacto de empresas “X” sobre bancos privados deve ser limitado

    SÃO PAULO, 5 Jul (Reuters) – A exposição dos bancos privados brasileiros ao problemático grupo de empresas do bilionário Eike Batista será limitada pelas elevadas provisões das instituições financeiras, e as potenciais perdas poderão, no máximo, ter algum efeito negativo por um trimestre ou dois.

    A deterioração das companhias “X” não deve demandar maiores provisões dos bancos no resultado do segundo trimestre –talvez apenas no terceiro trimestre–, e as instituições financeiras tampouco devem precisar levantar capital por causa desses eventos, segundo analistas.

    “Continuamos cautelosos em relação aos bancos brasileiros devido a preocupações com crescimento e inflação, e não devido à exposição ao grupo X”, informou o UBS, em relatório.

    O total de empréstimos de todas as empresas de Eike com bancos não é claro. O mercado tem especulado que a exposição seria de 5 bilhões de reais para Bradesco e Itaú, respectivamente, mas o UBS acredita que esse montante é muito elevado e pode não corresponder à realidade.

    De acordo com dados públicos e oficiais, os bancos expostos são Bradesco e Itaú, com 1 bilhão de reais cada, e Santander Brasil, com 250 milhões de reais. Essas cifras, porém, não consideram a holding EBX nem outros instrumentos de dívida, como bônus e debêntures, disse o UBS.

    Na quinta-feira, uma fonte próxima à EBX informou à Reuters que a dívida da holding combinada com Itaú e Bradesco totaliza cerca de 1 bilhão de dólares. O débito deverá ser quitado após a alienação da fatia minoritária de Eike na MPX e de sua participação na MMX.

    Outro fator que atenua as preocupações sobre o grupo X são as garantias dos empréstimos, que incluem dinheiro e ações. “Mesmo com a queda das ações, os bancos poderiam executar outras garantias”, afirmaram os analistas do UBS liderados por Philip Finch.

    Segundo o relatório do UBS, os bancos poderiam ainda usar suas provisões adicionais para absorver eventuais perdas e limitar o impacto sobre o lucro líquido.

    Conforme o UBS, o Bradesco tem cerca de 4 bilhões de reais de provisões excedentes, enquanto o Itaú tem 5 bilhões de reais e o Santander Brasil, 700 milhões de reais.

    Para o analista Luis Santacreu, da Austin Rating, os problemas financeiros das empresas de Eike estão “longe” de afetar os bancos de forma expressiva. “A dívida não está concentrada em um só banco, e o devedor não é nenhum gigante do porte de uma Vale ou Petrobras.”

    As elevadas provisões dos bancos privados brasileiros também foi citada por Santacreu como um atenuante do efeito “X” sobre os resultados. “Não é algo que saltará aos olhos”, avalia o analista.

    BRADESCO SERIA MAIS AFETADO

    Entre os grandes bancos de capital aberto, o Bradesco é o mais exposto às empresas de Eike, com maior potencial de impacto nos resultados, segundo o UBS.

    No pior cenário, uma dívida de 5 bilhões de reais das empresas de Eike representaria 1,7 por cento da carteira de empréstimos do Bradesco. Para 2013, o UBS estima que o Bradesco tenha provisões totais de 12,8 bilhões de reais e lucro recorrente de 12,4 bilhões de reais. Em caso de um calote pelas empresas “X”, as provisões saltariam e o lucro em 2013 seria reduzido entre 8 e 40 por cento.

    O Itaú tem uma exposição menor às empresas “X”, segundo o relatório do banco suíço. No pior cenário, uma dívida de 5 bilhões de reais seria equivalente a 1,3 por cento da carteira de crédito da instituição. No caso de um default das companhias de Eike, o lucro líquido neste ano seria de 7 a 34 por cento menor.

    Outra vantagem do Itaú é que o banco teria melhores garantias que o Bradesco para os empréstimos concedidos às companhias de Eike, segundo o UBS.

    BANCOS PÚBLICOS

    Enquanto os bancos privados são vistos como pouco afetados pela crise da EBX, os públicos devem ter maiores impactos. Na segunda-feira, o Bank of America Merrill Lynch informou em relatório que os estatais Caixa Econômica Federal e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) têm a maior exposição ao grupo.

    Os analistas do BofA disseram que o BNDES tinha de longe a maior exposição à dívida do EBX no fim de março –um total de 4,9 bilhões de reais, representando 5,8 por cento do capital exigido do banco. O BNDES é a principal fonte de recursos de longo prazo para empresas brasileiras.

    Na quarta-feira, o BNDES informou que o valor total das operações contratadas com empresas de Eike é de 10,4 bilhões de reais, mas que nem tudo foi desembolsado.

    Para o analista João Augusto Salles, da consultoria Lopes Filho, o BNDES poderia assumir a figura de condutor das negociações entre a EBX e os bancos. “Por ser o maior credor, o banco poderá coordenar tudo, buscar investidores interessados e fazer o arranjo financeiro”, afirmou.

    A exposição da Caixa às dívidas das empresas de Eike era de 1,4 bilhão de reais, ou 3,4 por cento do capital exigido do banco, principalmente ao estaleiro OSX, estimou o BofA Merrill Lynch.

  • Reply Vilmar 4 de julho de 2013 at 18:29

    16h59 : Saída de Eike da MPX marca início do colapso do império EBX

    Por Guillermo Parra-Bernal e Jeb Blount

    SÃO PAULO/RIO DE JANEIRO, 4 Jul (Reuters) – O grupo EBX de Eike Batista, que já foi um conglomerado industrial com grandes ambições, começou a desmoronar na quinta-feira, sendo a mais nova vítima do boom de uma década do setor de commodities a sofrer uma parada brusca.

    Eike, fundador e força vital por traz do grupo de petróleo, energia, portos, navios e mineração, que nomeou todas as suas companhias com um “X” para simbolizar “multiplicação de riqueza”, saiu da presidência do Conselho de Administração da MPX, empresa de energia e a mais promissora do grupo.

    A companhia de geração de eletricidade também será renomeada até outubro para se posicionar como fora do grupo EBX, disseram executivos da MPX em teleconferência nesta quinta-feira.

    O movimento tira Eike da MPX num momento em que o valor do seu império, que já foi avaliado em cerca de 60 bilhões de dólares, desintegra-se. Uma vez considerado o homem mais rico do Brasil, a participação pessoal de Eike na EBX diminuiu em mais de 20 bilhões de dólares no último ano, enquanto as promessas de poços de petróleo, portos, plantas de geração de energia e navios falharam em se materializar.

    A maior parte das ações das empresas do EBX está agora quase sem valor, a dívida é negociada a níveis que sugerem default e investidores líderes questionam a promessa de Eike de investir mais. Com a economia do Brasil em dificuldade, a fraqueza da moeda e a demanda chinesa –força condutora por traz do boom do Brasil na última década– diminuindo, investidores têm pouco apetite por novos investimentos.

    “O apuro de Eike é como o do Brasil, um sinal de que não podemos mais ignorar o apuro do Brasil”, disse Alexandre Barros, fundador da Early Warning, uma consultoria de risco político baseada em Brasília. “Eike deixou investidores animados sobre o potencial do Brasil, que era real, mas como o Brasil, Eike falhou em entregar.”

    A saída de Batista ocorre depois que a MPX cancelou uma oferta de ações de cerca de 1,2 bilhão de reais.

    A oferta se tornou insustentável com a deterioração das condições de mercado, disse a companhia em documento arquivado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A recomendação para o cancelamento da oferta pública partiu do banco BTG Pactual, que tem atuado como assessor financeiro do grupo EBX, de Eike.

    Em vez disso, a MPX vai promover um aumento de capital de 800 milhões de reais com ações ao preço de 6,45 reais por papel, em uma operação privada na qual Eike, parceiro da alemã E.ON, e o BTG Pactual poderão participar.

    “Isso é muito bom para a MPX”, disse Ricardo Correa, analista do setor de energia da Ativa Corretora. “A MPX é a melhor empresa do grupo e eles estão trabalhando rápido para isolar a companhia e separá-la do risco associado com o grupo EBX de Eike”, disse.

    A ação da MPX, que tinha caído 42 por cento neste ano, subia mais de 10 por cento às 16h55 desta quinta-feira, na Bovespa.

    Para Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (Cbie), a saída de Eike da MPX e ganhos de ações de várias empresas do grupo EBX nesta quinta-feira mostram que investidores consideram que a ruptura da EBX pode ser a melhor forma de proteger os investimentos.

    “Eles têm que fazer alguma coisa e fazer algo rápido para isolar as diferentes partes do grupo da reação contra Eike, de forma que Eike e a EBX possam ter espaço para cessar a deterioração e reestruturar o grupo”, disse Pires.

    E.ON ASSUME

    De acordo com o antigo plano de venda, as ações seriam vendidas a 10 reais cada, como parte da compra de participação na MPX pela E.ON, em março, de 1 bilhão de dólares. Agora, no novo plano, a E.ON concordou em comprar até 367 milhões de reais em ações no aumento de capital, com garantia do BTG Pactual na operação.

    A E.ON detém 36 por cento na MPX, uma participação que poderá aumentar para até 38 por cento na operação privada, disseram executivos da MPX.

    Eike deixará o conselho de administração, mas ainda tem 29 por cento da MPX e controle em conjunto com a alemã E.ON por meio de um acordo de acionistas, disse a MPX na teleconferência, adicionando que não há garantia que o empresário irá comprar novas ações no aumento de capital.

    A participação de Eike será reduzida para 24 por cento se ele não comprar nenhuma ação da MPX no aumento de capital, segundo a empresa. Representantes na EBX não responderam imediatamente por comentários pedidos por telefone e email.

    “Nós vemos uma ampla gama de oportunidades como resultado dessa capitalização”, disse o presidente-executivo da MPX, Eduardo Karrer, na teleconferência de quinta-feira. “Isso é parte do processo de evolução da MPX como uma entidade independente”.

    NECESSIDADE DE RECURSOS

    Os recursos do aumento de capital serão usados para “fortalecer o balanço da companhia e prepará-la para o crescimento”. A empresa quer participar de diversos leilões do governo para venda de energia térmica e eólica ao longo do ano, segundo Karrer.

    A MPX precisa de novo capital para financiar cerca de 600 milhões de reais em usinas de geração de energia que irá transformá-la em uma empresa totalmente operacional.

    O aumento de capital da empresa deverá ser concluído em 40 dias, disseram executivos da companhia.

    Jorgen Kildahl, membro do conselho pela E.ON, irá substituir Eike, que fundou a MPX em 2001, disse um porta-voz da E.ON. A decisão de Eike de deixar a empresa foi “pessoal”, disseram representantes da MPX.

    (Com reportagem adicional de Alonso Soto e Christoph Steitz)

  • Reply Vilmar 4 de julho de 2013 at 13:11

    Eike se tornará minoritário após venda das empresas X

    Foi posto em marcha um plano para o completo desmembramento do grupo X, de Eike Batista. No fim do processo, que prevê vendas de empresas inteiras, de projetos, diluições de participações e renegociações de dívidas, o mais provável é que não reste nenhuma das empresas hoje sob o guarda-chuva da EBX.

    Eike poderia ficar com uma ou outra participação minoritária em seus maiores empreendimentos e uma ou outra empresa de menor expressão do grupo. Segundo o Valor apurou, se tudo sair conforme os planos do empresário e de seu assessor financeiro, o banco BTG Pactual, Eike terminará o processo sem dívidas e com patrimônio entre US$ 1 bilhão e US$ 2 bilhões. Cifra invejável, mas uma sombra do que já foi o império “X”.

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    A primeira “baixa” no grupo foi selada ontem, com o acordo para capitalização da empresa de energia MPX. Ficou acertado um aumento de capital de R$ 800 milhões, que dará o controle da empresa, na prática, ao grupo alemão E.ON. Este vai subscrever R$ 366 milhões do aumento de capital, aumentando sua participação. Assumirá a gestão e mudará o nome da empresa, que deixa de ser parte do “grupo X”. Eike deixará o conselho e se tornará um minoritário, com 19% – fatia que pretende vender em breve para fazer caixa e quitar dívidas na holding.

    A MPX é um dos melhores ativos do grupo, assim como a MMX. No caso da mineradora, o destino também será a busca de comprador. Não para as minas, mas para a estrutura logística, composta pelo porto Sudeste e pelo contrato com a ferrovia MRS, que tem atraído o interesse de grupos como Gerdau, Usiminas, Arcelor Mittal, CSN e Glencore, todas com mineração na região de Serra Azul (MG) e sem canal de escoamento da produção.

    A ideia é que as dívidas bancárias sejam todas pagas sem negociação de desconto, o que dá alívio aos maiores credores financeiros, como Itaú, Bradesco, Caixa e BTG. Mas o mesmo não se pode dizer dos detentores de bônus externos da OGX. Um dos maiores problemas do grupo, ao lado do estaleiro OSX, a OGX tem hoje em mãos campos de petróleo com valor estimado em US$ 2 bilhões. Mas sua dívida, toda em bônus, é de quase US$ 4,5 bilhões. A questão é que os papéis de dívida estão com enorme deságio no mercado, valendo cerca de 20% disso. Com os poços como lastro, a ideia é propor aos credores uma recompra dos papéis ou uma conversão deles em ações – ou ainda um combinado dos dois. Eike seria diluído de forma brutal, saindo do atuais 59% do capital para algo em torno de 4%.
    valor.com.br/empresas/3185592/eike-se-tornara-minoritario-apos-venda-das-empresas-x

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