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    Convidados

    Homem que se aposentou aos 37 conta como largou o luxo para economizar acima de 50% da renda

    31 de outubro de 2017

    Quando Chris Reining decidiu se aposentar, ele tinha uma carreira bem-sucedida e estava trabalhando com o que sempre sonhou, tecnologia da informação.

    Chris Reining se aposentou com 38 anos
    38-year-old retired millionaire shares his No. 1 saving tip

    Chris Reining conseguiu o que muitas pessoas desejam: uma aposentadoria antecipada. Ele se aposentou aos 37 anos, mas teve que abrir mão de seu estilo de vida.
    Quando decidiu se aposentar, sua carreira estava indo muito bem e ele estava trabalhando com o que sempre sonhou, tecnologia da informação. Tinha um bom salário, e um estilo de vida de luxo.

    “Quando eu tinha meus 20 e poucos anos, eu comprei um apartamento, uma BMW e comprava coisas na Whole Foods [uma rede de alimentos saudáveis] todas as semanas”, contou ao CNBC. “Eu estava vivendo um estilo de vida muito bom. Mas comecei a ficar um pouco desiludido com essa vida de trabalho-casa-trabalho e a correria diária”.

    Reining queria ter a liberdade de fazer o que eu quisesse quando eu quisesse. Quando se deu conta disso, começou a mudar seus hábitos. “Eu não tinha liberdade dentro do escritório, não dava para passar mais 30 anos daquele jeito”, afirma.

    Ele adotou uma medida radical. Definiu a meta de economizar 54% de sua renda e se concentrou em aumentar seus fluxos de receita. Para atingir o objetivo, começou a fazer investimentos e cortou os pequenos gastos diários, como jantares caros, café da manhã fora de casa, além de diminuir a fatura do cartão de crédito. Aos 35 anos conseguiu poupar US$ 1 milhão. Dois anos depois, Reining se aposentou oficialmente.

    Segundo o americano, a chave para poupar mais da metade de sua renda é começar com pequenas mudanças. “Eu sei que existem algumas pessoas que dizem que você não deve se preocupar com o café de US$ 5. Mas quanto mais eu penso sobre isso, compreendo que cortar o café de todo dia foi uma boa forma de começar a economizar. Se você tentar mudar de casa, vender os carros e fazer outras mudanças drásticas, vai ser muito estressante e pode não dar o resultado que você espera”, afirma. “É preciso começar com calma, não precisa juntar dinheiro de forma meteórica, eu mesmo demorei cerca de 4 anos mais ou menos. É importante fazer um bom planejamento”, explica.

    Depois de cortar o café de toda manhã, Reining parou de almoçar fora todo dia. Em seguida, começou a cortar despesas maiores, como os US$ 1 mil por mês que gastava com passeios de jatinho. Ele abandonou o estilo de vida de luxo para conseguir se aposentar antes e ter uma qualidade de vida melhor.

    “As pequenas mudanças levam você a fazer as grandes mudanças”, diz Reining. “Hoje em dia eu voltei a tomar aquele café de US$ 5 e realmente não é grande coisa, mas acho que foi muito importante fazer o esforço de economizar esse dinheiro para chegar onde estou hoje”, diz.

    Até mais.

    Convidados

    Casal se aposentou em seus 30 anos, agora está viajando o tempo inteiro

    27 de outubro de 2017

    Um casal norte-americano, Steve e Courtney Adcock, conseguiu o algo desejado por muitos que é se aposentar antes do previsto, ele aos 36 anos e ela aos 34 anos, porém nem sempre foram econômicos. “Durante meus 20 e poucos anos, eu era apenas mais um. Queria bons carros, casas grandes e coisas caras”, afirma Steve em seu blog, Think Save Retire (“Pense, poupe e se aposente”, numa tradução livre). “Ganhei muito dinheiro, mas eu economizava pouco. Era o meu erro”.

    Em 2014, um ano após o casamento, ele e a esposa decidiram dobrar suas economias para se aposentar mais cedo. “Começamos a pensar que poderíamos usar boa parte dessa renda dupla para poupar mais, investir e nos aposentarmos mais cedo do que o previsto, em vez de gastar tudo agora e continuar trabalhando apenas para manter esse estilo de vida“, afirmou Steve ao site CNBC.

    O casal Steve e Courtney Adcock se aposentou bem cedo, ele aos 36 anos e ela aos 34 anos, mas nem sempre foram econômicos

    A renda conjunta do casal era suficiente para viver bem, mas eles administravam a vida financeira muito mal. Ele afirma que “é mais fácil se aposentar mais cedo com base em um alto nível de poupança do que um alto nível de renda”. Isso porque, segundo ele, “quanto mais temos, mais queremos e quanto mais queremos, mais gastamos. O ciclo é perverso, e é quase eterno”, afirma.

    Steve acredita que a chave para conseguir se aposentar de forma antecipada é o estilo de vida que você adota. “Quando se trata de aposentadoria, não é sobre quanto você ganha. Você consegue se aposentar se tiver uma renda alta, mas ganhar muito dinheiro não é a receita para o sucesso. O estilo de vida que leva e o que vai levar depois de parar de trabalhar que vão determinar uma vida financeira de sucesso”.

    Após um esforço em conjunto e certas mudanças de hábitos, que incluem um estilo de vida mais rentável, reduzindo despesas diárias e a venda dos carros, em dezembro de 2016, Steve largou sua carreira em tecnologia da informação (TI) e Courtney deixou seu emprego também em TI em abril deste ano.

    O casal que morava em Tucson, no Arizona, vendeu a casa e comprou um trailer para viajar pelo país. Considerando essa trajetória de sucesso, o casal revelou ao site algumas dicas do que fizeram para conseguir se aposentar mais cedo. Confira:

    Descubra o quanto vai gastar na aposentadoria

    “A primeira coisa que tivemos que fazer foi dar uma olhada no quanto iríamos gastar na aposentadoria”, diz Steve. É um primeiro passo comum entre as pessoas que se aposentam mais cedo que o normal. Se você vai parar de trabalhar mais jovem, precisa ter em mente quanto vai gastar. É preciso pensar no longo prazo e sobre o estilo de vida que você quer e estimar como seus gastos mudarão.

    Steve e Courtney usaram a “regra de 4%” para determinar quão grande teria que ser a poupança do casal para se aposentarem mais cedo. A regra diz que você pode usar com segurança 4% da quantia guardada por ano para conseguir viver bem durante a aposentadoria.

    Por exemplo, se você quer viver durante sua fase de aposentado com R$ 90 mil por ano, é preciso dividir esse valor por 0,04 (4%), que vai dar R$ 2.250.000. Esse valor final é o que você precisa ter no banco para se aposentar com segurança e sem ficar no vermelho.

    Por precaução, o casal planejaram gastar cerca de 3% do que tinham a cada ano. Então dividiram a quantia que pretendiam ter por ano por 0,03 (3%), para garantir que iriam ter dinheiro durante os próximos anos. A partir disso, sabiam o quanto precisavam economizar para poder se aposentar. Mudaram, então, os hábitos e se começaram a se adaptar a uma nova realidade.

    Monitore suas despesas e reduza seus gastos

    Uma vez que o casal tinha ideia de quanto precisaria guardar, fez grandes cortes em seus gastos. Eles começaram a monitorar todas as suas compras em uma planilha do Excel.

    “Fazendo isso a gente sabia exatamente quanto gastávamos e com o que”, escreve Steve. “Saber para onde o nosso dinheiro vai é fundamental para maximizar nossas economias e identificar onde provavelmente poderíamos reduzir”.

    E reduziram muito. “Nós cortamos tudo o que não achamos necessário”. Isso incluiu o maior hobby de Steve: jantar fora. “Nós só saímos para comer uma ou duas vezes por mês, e eu adoro sair para comer”, diz ele. “Mas sempre pensava: esse gasto vale o que poderíamos estar poupando? Isso tornou muito fácil dizer não a certas coisas. No final do dia eu concluía: ‘não gosto de restaurantes suficientes para trabalhar nos próximos 30 anos da minha vida’”, diz Steve.

    Diminua ainda mais os gastos

    Além de eliminar jantares em restaurantes e outras despesas diárias desnecessárias, o casal reduziu grandes custos. Para começar, venderam sua casa com piscina para comprar um trailer, onde atualmente moram desde abril de 2016.

    As economias foram drásticas. Eles também venderam os carros, o sedã Chevrolet Corvette e a picape Honda Ridgeline. O casal agora gasta cerca de US$ 30 mil por ano, cerca de R$ 97.500. Suas maiores despesas mensais são agora diesel para abastecer o trailer e cuidados com a saúde, que custam US$ 250 por pessoa por mês.

    Economize uma quantia considerável da sua renda

    Graças a redução de despesas do dia-a-dia e a redução mais radical com custos maiores, o casal conseguiu poupar cerca de 70% da renda conjunta, que deu uma quantia média de US$ 200 mil por ano. “Nós guardamos cerca de dois terços da renda de Courtney, investimos o restante e vivemos com cerca de 50% da minha”, conta Steve. Quando o casal conseguiu juntar um bom dinheiro, mantiveram uma bom rendimento porque aprenderam administrar bem a vida financeira e se adaptaram ao novo etilo de vida.

    Faça investimentos

    Eles não apenas pouparam muito dinheiro, mas também colocaram o dinheiro para trabalhar. “Apenas poupar não vai fazer com que você fique rico”, afirma Steve. “Esse é definitivamente um bom começo, mas para ficar rico é preciso investir esse dinheiro”. Parte do salário da Courtney, era direcionado exclusivamente para uma carteira de investimentos.

    Segundo Steve, é preciso se concentrar no “prêmio” da aposentadoria: a qualidade de vida e a possibilidade de viajar ou fazer qualquer coisa que quiser. Os esforços para conseguir se aposentar mais cedo são grandes, mas valem a pena. Crie um estilo de vida que reduz suas despesas e maximize suas economias. Em seguida, coloque suas economias extras para funcionar e ganhar mais dinheiro.

    Até mais.

    Convidados

    Procon: 6 dicas para quem gosta de comer fora de casa

    24 de outubro de 2017

    Como economizar comendo de forma saudável?

    Órgão orienta sobre os problemas mais comuns encontrados pelos consumidores, como taxas indevidas, falta de higiene e conservação do local

    A maioria das pessoas que costuma sair para comer fora sabe que muitas vezes o que deveria ser um passeio agradável e divertido pode virar uma inesperada dor de cabeça. Quem nunca foi surpreendido com uma cobrança indevida, diferença entre preços anunciados e praticados ou mesmo falta de higiene ou de cuidado com a conservação do local?
    Do outro lado, nem todos sabem que é permitido levar a própria bebida a alguns restaurantes, desde que se pague uma taxa específica para isso, a Taxa Rolha. Ou ainda, que alguns estabelecimentos cobram uma taxa de desperdício dos clientes que deixam alimentos no prato.

    Para ajudar o consumidor a conhecer seus direitos e deveres e evitar situações desagradáveis sem necessidade, o Procon-SP fez uma lista do que pode ou não ser praticado em restaurantes, bares, lanchonetes e similares. Confira a seguir:

    1) Cardápio

    Todo estabelecimento deve ter afixado o cardápio com os preços, em moeda corrente, em lugar visível junto à entrada do local.

    2) Couvert

    De acordo com a Lei 14.536/2011, é dever dos fornecedores que atuam no Estado de São Paulo informar aos clientes sobre a cobrança do couvert antes de oferecê-lo – se não o fizerem, não poderão efetuar a cobrança depois (o mesmo vale para o couvert artístico, quando houver).

    3) Taxa Rolha

    A taxa que é cobrada aos clientes que levam suas próprias bebidas a restaurantes pode ocorrer, desde que seja informada de maneira clara ao consumidor.

    4) Taxa de desperdício

    A taxa de desperdício de alimentos, cobrada por alguns restaurantes quando os clientes deixam sobras de comida no prato, é considerada abusiva e não deve ser praticada, pois o consumidor já paga pelo serviço prestado pelo local.

    5) Perda de comanda

    Cobrar pela perda da comanda também é considerado abusivo, pois é dever do fornecedor controlar os pedidos feitos. Ao consumidor cabe pagar somente o que consumir, sem penalidade de multa em caso de extravio da comanda.

    6) Onde reclamar

    Problemas com a limpeza do local e comida com cheiro ou gosto estranhos podem ser denunciados a um órgão de vigilância sanitária. Caso o consumidor seja cobrado indevidamente pela taxa de serviço ou couvert, ele pode reclamar no Procon de sua cidade. Em São Paulo, o telefone é o 151.

    Até mais.

    Convidados

    Os 10 Maiores Erros que Você Pode Cometer Como um Investidor e Como Evitar Essas Armadilhas

    23 de outubro de 2017

    maiores-erros-investidor-guest-post

    É normal cometermos diversos erros durante a nossa jornada.

    Às vezes erramos na escolha da carreira, da(o) namorada(o), do restaurante, do hotel, da companhia aérea, do horário…

    Jamais vamos conseguir nos tornar imunes ao erro.

    E nem deveríamos querer isso!

    Afinal, é o erro (calculado) que nos permite aprender e evoluir em todos os aspectos da vida.

    Porém, não é necessário cometer todos os erros para aprender o que precisamos para os investimentos.

    Sim, acredite: você não precisa passar por um grande revés financeiro para alcançar a sua independência financeira.

    Diversas armadilhas podem ser evitadas no meio do caminho.

    Como autor do blog Clube do Valor, eu me sinto na obrigação de alertá-lo sobre esses erros e como evita-los em sua jornada.

    Sem papas na língua, vou falar sobre os 10 maiores erros que os investidores cometem e como evitar essas armadilhas.

    Se você é um iniciante nesse meio, com certeza vai encontrar dicas preciosas que vão tornar o seu caminho muito, mas MUITO mais fácil.

    Agora se você é um investidor experiente, pode ficar contente ao perceber a quantidade de erros que você evitou ou triste ao ver os que você cometeu.

    Mas não desanime!

    Como eu disse, são os erros que nos ajudam a aprender e a ser uma pessoa – e um investidor – melhor.

    1. Falta de conhecimento sobre investimentos

    O erro número 1 não poderia ser outro.

    O pecado mais grave dos investidores é a falta de conhecimento, um problema gravíssimo que pode afetar principalmente os iniciantes.

    No começo de qualquer empreitada, é normal separar um tempo para se preparar.

    Estudar e conhecer muito bem o tipo de investimento são passos essenciais para assegurar um risco menor para qualquer aplicação.

    Porém, parece que algumas pessoas simplesmente pulam a parte teórica e partem para a prática sem o mínimo de conhecimento.

    Isso é loucura!

    Antes de embarcar em um navio, procure saber todos os detalhes a respeito dele.

    Saiba se ele não vai afundar na primeira tempestade ou se as pessoas que estão subindo nele são realmente de confiança.

    O mundo dos investimentos não é um playground onde você pode entrar e fazer o que você quiser.

    Se fizer isso, com certeza perderá dinheiro.

    Sem conhecimento, você poderá até mesmo cair em outras armadilhas que ainda serão listadas neste artigo.

    E como se livrar do risco de cometer esse erro?

    Simples: estude!

    Se você for investir em ações, leia mais sobre como investir na bolsa de valores e como fazer uma boa análise de ações.

    Se você for investir em renda fixa, entenda primeiramente o que é a taxa CDI e como escolher um bom ativo de renda fixa.

    Além de artigos em blogs, os livros também são uma excelente fonte de conhecimento para o aprendizado.

    Portanto, não há desculpa para aqueles que acabam sofrendo pela falta e conhecimento em investimentos.

    A fonte está aí, basta apenas você beber dela.

    2. Não acreditar que você pode investir bem por conta própria

    Na contramão daqueles que acabam investindo naquilo que não conhecem, há outros que pecam por nunca tentar, mesmo possuindo o conhecimento necessário.

    O medo geralmente é o responsável por isso.

    Esse é um dos sentimentos mais paralisantes que existe.

    Quando você está tomando pelo medo, mesmo tendo plena certeza sobre o que fazer, é provável que não faça nada.

    É nessa hora que você deixa o dinheiro desvalorizando na poupança, sendo corroído pela inflação.

    Ou pior: parado na sua conta corrente pronto para ser gasto.

    A partir do momento que você obtiver conhecimento sobre determinado tema e se sentir confiante para agir, faça-o imediatamente.

    Não espere o sentimento de insegurança tomar conta de você.

    Tenha plena consciência de que você não precisa do gerente do seu banco para ter sucesso nos investimentos.

    E não se deixe enganar por mentiras que são constantemente repetidas por aqueles que não investem.

    No vídeo abaixo eu falo sobre uma das maiores falácias do mundo dos investimentos (e como não cair nela).

    https://www.youtube.com/watch?v=-7impbp3Jvo

    3. Agir de acordo com a manada

    O cenário é clássico: os noticiários informam que determinada empresa está ganhando destaque e muitos estão comprando suas ações.

    O que os “investidores” fazem nesse momento?

    Entram no mercado de ações e compram papéis dessa empresa.

    E o que acontece em seguida?

    Muitos se decepcionam e acabam reforçando aquela mentira que eu combati no vídeo acima.

    Sim, isso infelizmente acontece.

    E alguns chegam a perder uma boa grana nessa brincadeira – que de engraçada não tem nada.

    E qual foi o erro dessas pessoas?

    Agir conforme a manada.

    Ou seja, fazer o que todos estavam fazendo.

    Quando esses “investidores” compraram as ações dessa empresa em destaque, os papéis já estavam muito caros.

    Dizemos que as ações já estavam precificadas.

    O mesmo pode acontecer na hora da venda.

    Ao observar que muitos estão saindo de determinada ação, investidores despreparados (e desesperados) acabam vendendo seus papéis na baixa.

    Por quê?

    Simplesmente porque todos também estão fazendo isso.

    Mal sabem que essa pode ser uma boa oportunidade para comprar ativos a um preço acessível.

    É mais um caso do sentimento de medo afetando a tomada de decisões.

    A dica é: não siga a boiada.

    Estude e tenha consciência das suas ações no mundo dos investimentos.

    4. Falta de disciplina

    Disciplina, ou autocontrole, são essenciais para você alcançar seus objetivos financeiros.

    E não somente objetivos financeiros, é claro.

    Muitas outras metas só podem ser alcançadas com muita disciplina.

    E acredite: esse também é um dos maiores erros dos investidores.

    A falta de comprometimento com um plano de ação pode colocar todo o planejamento por água abaixo.

    Eu concordo que essa não é uma habilidade tão fácil de desenvolver.

    Separar uma quantia definida do orçamento, estudar e realizar os investimentos conforme o planejado pode ser bem difícil.

    Porém, sem isso, é difícil avançar nesse universo.

    A disciplina pode se revelar até mesmo em hábitos simples.

    Por isso, destaco a importância de anotar todos os seus gastos, outra prática que exige bastante comprometimento e disciplina.

    Assim você pode se tornar mais consciente de todo o dinheiro que entra e que sai do seu orçamento.

    Falando em orçamento, já conferiu o meu artigo sobre Orçamento Familiar?

    Esse é outro bom exemplo de autocontrole aplicado, o que é ainda mais difícil pois envolvendo o comprometimento de outras pessoas.

    5. Acreditar em uma “fórmula mágica” para ficar rico

    A este ponto você já deve estar ciente: não existe fórmula mágica para ficar rico.

    Existem sim alternativas melhores e piores para alcançar esse objetivo.

    Existe até mesmo aquele que eu considero o melhor investimento de todos (é sério!).

    Porém, ainda é preciso se esforçar para alcançar a independência financeira.

    Nada vem de graça.

    Como diria o famoso economista Milton Friedman, “there is no free lunch” ou, em tradução livre, “não existe almoço grátis”.

    Essa frase definitivamente traduz muito bem a desafio de muitas pessoas que procuram a chamada fórmula mágica.

    Aprenda cedo: não existe atalhos para chegar onde você precisa.

    Não existe almoço grátis. Para ter sucesso, você precisa se esforçar e, eventualmente, fazer sacrifícios.

    6. Não considerar o horizonte de longo prazo

    As pessoas são imediatistas.

    Todos nós queremos as coisas para ontem.

    Porém, o maior aliado de um investidor é aquele que muitos consideram um adversário: o tempo.

    Você pode ainda não ter entendido isso, mas a maioria dos produtos de investimento são ferramentas de construção de riqueza no longo prazo.

    Poucas são as alternativas que podem torná-lo rico da noite para o dia.

    E, como muitos provavelmente já sabem, quanto maior o retorno, maior é o risco também.

    Portanto, sempre planeje seus investimentos considerando um horizonte de longo prazo.

    Isso vai ajudar a alinhar suas expectativas e diminuir as frustrações ao longo do tempo.

    Mas nada te impede de organizar metas para o curto e médio prazo também.

    Essa é uma boa forma de alinhar as expectativas das pessoas envolvidas no seu planejamento.

    Assim todos sabem quando seus objetivos serão alcançados.

    Desde que, é claro, o cronograma seja mantido com muita disciplina.

    Com o tempo você irá perceber que se planejar para o longo prazo faz todo o sentido.

    É lá na frente que você vai se programar para usufruir da riqueza que você está construindo agora.

    Tenha paciência e a magia dos juros compostos trabalhar a seu favor.

    7. Confundir investimento com especulação

    Essa também é clássica.

    E tem tudo a ver com a falácia que eu desmenti no vídeo do tópico nº 2.

    Eu até já falei sobre isso em um artigo – Especulação Financeira: Tudo Que Você Precisa Saber Para Não Confundir Com “Investimento” e Não Perder Dinheiro – e o vídeo abaixo.

    Aliás, recomendo fortemente que você leia e assista a esses dois materiais.

    Aqui eu peço licença para trazer a definição de especulação da boca daquele que é considerado o maior investidor de todos os tempos, Warren Buffett:

    “Uma operação de investimento é aquela que, após análise profunda, promete a segurança do principal e um retorno adequado. As operações que não atendem a essas condições são especulativas.”

    Existem basicamente três diferenças principais entre o investidor e o especulador:

    • Os especuladores não estão interessados em manter seus ativos por um longo período. Eles focam no curto prazo, ou seja, não consideram um horizonte de longo prazo.
    • Os especuladores têm como motivação principal o potencial de lucro, nem que isso signifique arriscar todo o capital empregado.
    • Os especuladores adquirem algum ativo simplesmente apostando que ele irá se valorizar porque alguém pagará mais caro. Eles nem sempre realizam uma “análise profunda”, tampouco enxergam empresas por trás de ações, imóveis por trás de fundos imobiliários, e aí por diante.

    Lembrando que a especulação não é necessariamente uma coisa ruim.

    Para o mercado financeiro, ela é ótima.

    Afinal, são os especuladores que dão liquidez à economia.

    É graças a eles que você consegue comprar ações, fundos imobiliários, imóveis… sempre há pessoas dispostas a vender.

    E elas geralmente são especuladores.

    Portanto, embora o termo tenha recebido uma conotação muito negativa com o passar do tempo, é possível enxergar a especulação como algo importante para a economia.

    Só não seja você o especulador!

    https://www.youtube.com/watch?v=RZdXyN_5kMM

    8. Excesso de confiança

    Depois que você adquire conhecimento, acredita ser capaz de realizar bons investimentos por conta própria e está comprometido com o seu planejamento, um perigo grande pode surgir: você mesmo.

    Ou melhor, o seu excesso de confiança.

    À medida que aprendemos mais sobre determinado assunto, é normal começarmos a “negligenciar” os cuidados relacionados a sua prática.

    Quer um bom exemplo?

    A condução, ou seja, a habilidade de dirigir.

    Se você já possui carteira de motorista há alguns anos, deve se lembrar da insegurança que sentimos no momento em que estamos aprendendo a dirigir.

    Tomamos todos os cuidados possíveis para que tudo esteja acontecendo exatamente como o previsto.

    Dirigimos com as duas mãos no volante, ligamos a seta antes de fazermos uma conversão, paramos completamente o carro nos cruzamentos…

    Porém, depois de alguns anos (ou até mesmo meses) dirigindo, logo vem os vícios da direção.

    Pilotamos com apenas uma mão no volante, falamos ao celular enquanto dirigimos, não sinalizamos mais antes de conversões e praticamente não paramos o carro em cruzamentos.

    Tudo isso por causa do excesso de confiança que desenvolvemos com o tempo.

    O resultado?

    Muitos acidentes bobos acontecem, causando feridas e até levando vidas no processo.

    O excesso de confiança no mundo dos investimentos pode até não trazer um fim tão trágico assim.

    Mas ainda assim pode prejudicar bastante os investidores, que correm o risco de perder todo o dinheiro se não souberem administrar bem os riscos e entender a hora certa de tomar cada decisão.

    Não deixe o excesso de confiança atrapalhar seus investimentos.

    Não permite que os “vícios dos investimentos” tornem você um mal motorista nessa estrada.

    9. Não considerar os riscos

    Quando eu falo de risco, uma das primeiras coisas que vem a minha mente é o perfil de investidor.

    Você por acaso já descobriu o seu?

    Você sabe se é um investidor conservador, moderado ou agressivo?

    Nem é preciso mencionar a importância de levar em conta os riscos na hora de realizar seus investimentos.

    É por isso que eu apenas quero que você assista a esse vídeo abaixo.

    Essa é a melhor resposta a respeito desse tema.

    https://www.youtube.com/watch?v=ff31CkpcFp0

    10. Falta de conhecimento próprio

    Depois de passar por todos esses erros dos investidores, vamos abordar aquele que eu considero o mais grave: a falta de conhecimento próprio.

    Você por acaso tem um objetivo definido?

    Há uma meta a ser alcançada?

    Sem essas definições, qual é o sentido de continuar realizando seus investimentos?

    Você precisa parar e refletir o motivo que o está levando a buscar maiores ganhos, a vencer na corrida dos investimentos e a deixar a preguiça para trás.

    Se você não conhece o que o motiva a sair todos os dias da cama, como você espera continuar fazendo isso todos os dias?

    Não entre no famigerado piloto automático.

    Conheça a si mesmo.

    Saiba os seus limites.

    A sua capacidade de suportar o risco.

    O quão disciplinado (ou indisciplinado) você pode ser.

    Tenha consciência dos conhecimentos que você adquiriu.

    Enfim… faça uma autoanálise e desenvolva o seu conhecimento próprio.

    Somente assim você vai evitar os maiores erros dos investidores.

    CONCLUSÃO

    Eu sei.

    Este não foi um artigo fácil de ler.

    É praticamente um tapa na cara daqueles que estão tentando constantemente mudar sua forma de viver e encarar os investimentos.

    É normal.

    Todos nós passamos por isso todos os dias!

    É preciso se reinventar, e é por isso que eu trouxe essa lista com os 10 maiores erros que os investidores cometem.

    Resumindo, tenha em mente o que você deve evitar:

    1. Falta de conhecimento sobre investimentos
    2. Não acreditar que você pode investir bem por conta própria
    3. Agir de acordo com a manada
    4. Falta de disciplina
    5. Acreditar em uma “fórmula mágica” para ficar rico
    6. Não considerar o horizonte de longo prazo
    7. Confundir investimento com especulação
    8. Excesso de confiança
    9. Não considerar os riscos
    10. Falta de conhecimento próprio

    Você tem conseguido fugir desses erros no seu dia-a-dia?

    O quão difícil é para você superar as amarras impostas por alguns desses pontos?

    Compartilhe comigo a sua experiência!

    Vou ficar muito contente em ouvir a sua história e poder compartilhar um pouco da minha.

    Espero que você tenha gostado deste artigo!

    Forte abraço,

    Ramiro Gomes Ferreira

    Convidados

    5 motivos para tirar o seu dinheiro da poupança

    19 de outubro de 2017

    Vela a pena conferir 5 motivos para tirar o seu dinheiro da poupança e 5 aplicações financeiras que rendem mais, pois o tradicional investimento do país já não é mais tão vantajoso como era até um passado não tão distante…

    5 motivos para tirar o seu dinheiro da poupança e 5 aplicações financeiras que rendem mais

    A poupança sempre foi o investimento mais tradicional da população brasileira. Sempre foi a forma mais utilizada pelos investidores conservadores para poupar dinheiro, concentrando a maior parte do patrimônio do país. Considerada um investimento seguro e de longo prazo, a caderneta de poupança já não rende mais como antes, e está fazendo com que muitos investidores migrem para aplicações alternativas.
    Com base nisto, Daniel Zamboni, assessor de investimentos na Br Investe, elencou cinco motivos de que é hora de tirar o seu dinheiro da poupança, apontando ainda cinco opções de investimentos que oferecem rentabilidades maiores.

    Veja a seguir:

    1) Inflação

    Segundo Zamboni, os ganhos na caderneta de poupança podem ser enganosos. “O que realmente importa na hora de aplicar é o ganho real, ou seja, a parcela da rentabilidade que ultrapassa a inflação, garantindo nosso poder de compra ao longo do tempo”. O assessor explica que nos últimos três anos, enquanto o ganho nominal da poupança está em 7,85% ao ano, o ganho real foi de apenas 0,77% a.a.

    2) Nova regra

    Com a queda da taxa Selic para patamares inferiores a 8,5% ao ano, Zamboni explica que entra em vigor a nova regra da poupança: o investimento passa agora a render 70% da taxa Selic + taxa Referencial (TR), contra 0,5% ao mês + TR calculado anteriormente. Em outras palavras, considerando a Selic atual, o rendimento caiu de 6,27% a.a. para 5,78% a.a., reduzindo a rentabilidade do poupador.

    3) Só rende no aniversário

    Com relação à carência, o assessor explica que, ao contrário de outras opções de investimento, a poupança não remunera diariamente, ou seja, para ter direito ao rendimento da poupança é preciso que o poupador espere a data exata dos depósitos nos meses seguintes. “Muitas pessoas não se atentam às datas de aniversário de seus depósitos na poupança, sendo que vários aplicadores nem sabem o que isso significa”, diz.

    Desta forma, se o investidor fizer uma aplicação no dia 10 de outubro, o rendimento ocorrerá somente no dia 10 de novembro, e se o resgate for feito no dia 9, o retorno será zero.

    4) Fundo Garantidor de Crédito (FGC)

    Criado para proteger o sistema financeiro contra possíveis problemas de insolvência, o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) ressarce o capital dos investidores até o limite de R$ 250 mil por instituição e por CPF. Apesar da poupança contar com a segurança do FGC, Daniel afirma que há outras opções, como CDBs, LCIs, LCAs, LCs, que apresentam a mesma proteção, mas são “expressivamente mais rentáveis”.

    5) Rentabilidade

    O baixo retorno comparado a aplicações semelhantes é um dos principais motivos que levam os poupadores a migrarem para outros investimentos. Por mais que a diferença pareça pequena, em um primeiro momento, ao longo dos anos ela cresce exponencialmente. “Há um tempo atrás assessorei um casal que estava relutante em sair da poupança por julgar que a diferença no rendimento era pequena, mas após colocarmos tudo na ponta do lápis, o diferencial na rentabilidade era capaz de levá-los à Europa”, conta.

    Confira, abaixo, 5 aplicações alternativas à poupança que rendem mais:

    1) CDB (Certificado de Depósito Bancário)

    Coberto pelo FGC, os Certificados de Depósito Bancário (CDBs) conseguem apresentar performance superior mesmo descontando o Imposto de Renda. Daniel explica que a aplicação possui liquidez diária ou só no vencimento, este último conta atualmente com opções de vencimento em 3 anos que pagam até 117% do CDI (Certificado de Depósito Interbancário).

    2) LC (Letra de Câmbio)

    Também cobertas pelo FGC, as Letras de Câmbio (LCs) são cobertas pelo FGC e, assim como os CDBs, conseguem apresentar performance superior mesmo descontando o Imposto de Renda.

    3) LCI e LCA

    As Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) e as Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs) são cobertas pelo FGC, possuem isenção de Imposto de Renda para pessoa física e 90 dias de carência por lei, ou seja, se você aplicar hoje precisa esperar 90 dias para resgatar o dinheiro. “São aplicações muito procuradas por pessoas que querem aplicar por até um ano, que nesse caso estão pagando até 95% do CDI, em contraste com os 70% da poupança”, diz.

    4) Tesouro Selic

    Garantido pelo próprio Tesouro Nacional sem limites de valor, o Tesouro Selic consegue apresentar performance superior, mesmo descontando o Imposto de Renda. Além disso, apresenta liquidez diária (D+1) e paga atualmente, 100% da Selic.

    5) Fundos Multimercados Conservadores

    Embora não possuam cobertura do FGV, costumam aplicar em ativos conservadores, como os títulos públicos. “Há uma diversidade muito grande no mercado, possibilitando adequação ao perfil de cada investidor no que se refere à rentabilidade e liquidez”, afirma Daniel.

    Até mais.

    Convidados

    Seu Dinheiro: 5 aplicativos para investir seu dinheiro de um jeito fácil

    17 de outubro de 2017

    Os apps de investimento a seguir vão facilitar muito a sua vida, não importa se você é um investidor iniciante ou experiente
    Apps para investir: Yubb e Renda Fixa permitem comparar a rentabilidade de investimentos do mercado

    Diferente do que muita gente pensa, investimentos além da poupança podem ser fáceis e não exigem que você tenha muito dinheiro para ser remunerado. Qualquer um pode começar – e os aplicativos a seguir podem ser bons aliados.

    Alguns apps ajudam a escolher o melhor investimento de acordo com o seu perfil e comparam a rentabilidade oferecida por produtos do mercado. Outras ferramentas permitem simular retornos e se informar sobre indicadores. Além dessas plataformas listadas a seguir, diversas corretoras também disponibilizam seus próprios apps.

    A seguir, veja algns aplicativos que podem facilitar muito a vida de todos os investidores:

    Tesouro Direto

    Esse é o aplicativo oficial do Tesouro Direto, a plataforma do Tesouro Nacional que permite que qualquer investidor aplique a partir de 30 reais em títulos públicos. Pela ferramenta, é possível comprar títulos, resgatar seu dinheiro, agendar investimentos e consultar extratos.

    Vale lembrar que, antes de investir pelo app, é necessário se cadastrar em uma corretora habilitada pelo Tesouro Direto. O aplicativo está disponível apenas para sistema Android.

    Yubb

    O Yubb é um buscador de investimentos. O investidor insere quanto quer aplicar e por quanto tempo, e a ferramenta mostra uma comparação da rentabilidade de diferentes investimentos de bancos, corretoras e financeiras de diferentes portes, de acordo com o perfil de cada um. Entre as aplicações, estão títulos públicos, CDBs, fundos de investimento e letras de crédito.

    A plataforma é útil para pesquisar onde investir sem perder muito tempo. O seu dinheiro não passa pelo Yubb e vai direto para a instituição financeira escolhida. O app está disponível para sistemas Android e iOS.

    Renda Fixa

    No aplicativo Renda Fixa, o usuário escolhe um tipo de investimento e a ferramenta mostra uma comparação de rentabilidade de produtos oferecidos por bancos, corretoras e financeiras.

    A ferramenta também mostra indicadores e disponibiliza diversas calculadoras úteis para quem investe, para simular rendimentos e converter taxas, por exemplo. Além disso, permite conversar com um assessor e trocar informações com outros usuários por um chat. O app está disponível para sistemas Android e iOS e para Facebook.

    Calculadora do Cidadão

    Esse é o aplicativo oficial do Banco Central para simular a remuneração da poupança e de investimentos indexados à inflação, à taxa Selic e à taxa DI (CDI). Basta que o usuário selecione um índice e insira uma data inicial, uma data final e um valor a ser corrigido.

    O app está disponível para sistemas Android e iOS.

    B3 Cotações

    Esse app é para quem investe em ações. A ferramenta permite acompanhar as cotações de ações negociadas na Bolsa e todos os índices da B3 em tempo real, além de cadastrar seu portfólio e acompanhar a variação da sua carteira em tempo real.

    O aplicativo também mostra a variação histórica de ações e índices e permite criar uma lista de favoritos, para acompanhar as ações de seu interesse. O app está disponível somente para sistema Android.

    Até mais.

    Convidados

    Lições sobre o dinheiro ensinadas pelo Nobel de Economia

    13 de outubro de 2017

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    Richard Thaler, ganhador do Prêmio Nobel de Economia deste ano, negou o conceito, amplamente usado na economia clássica, de que as pessoas olham para uma nota de um dólar como uma nota de um dólar. O economista americano e atualmente professor da Universidade de Chicago concluiu que pessoas podem, na verdade, ser bem irracionais ao lidar com o dinheiro.

    Essa irracionalidade é provocada por questões psicológicas que fazem com que um item em promoção, por exemplo, seja percebido como um negócio melhor do que se fosse vendido pelo mesmo preço, mas não estivesse em promoção.

    Ao longo de 40 anos, ele mostrou que consumidores e investidores têm uma racionalidade limitada, preferências sociais e falta de autocontrole, características que têm grande impacto na vida financeira.

    Ao verificar que, mesmo com muita informação sobre as finanças, é difícil para qualquer pessoa modificar comportamentos que são quase automáticos, em um de seus livros, chamado de “Nudge: o empurrão para a escolha certa”, ele mostra como políticas públicas podem ajudar as pessoas a economizarem mais. O ponto chave, explica, é simplificar esse processo de decisão ao máximo.

    Por exemplo, empresários que dão a opção a seus funcionários de contratarem ou não um plano para a aposentadoria e ainda fazem com que eles tenham de decidir diversos detalhes acerca de sua contribuição mensal dificultam muito a decisão. Seria preferível fazer com que, ao ser contratado, o funcionário começasse a investir na aplicação, que já embutiria ajustes na contribuição ao longo do tempo e conforme fatores como idade, de forma automática. Basta dar a opção de saírem do plano, e não de entrar. O economista constatou que, dessa forma, as pessoas podem economizar até três vezes mais.

    Apesar da dificuldade em mudar comportamentos históricos, Thaler dá ideias de como identificar e driblar os truques da mente para tomar a decisão correta quando o assunto é dinheiro.

    1 – Coloque tudo no débito automático

    Quanto menos obstáculos houver em sua vida financeira, mais acertadas serão suas decisões, segundo Thaler.

    Então, por que não simplificar e colocar o dinheiro mensal destinado a uma aplicação financeira em débito automático? Dessa forma, não será necessário decidir se o valor deve ser mesmo destinado para aquele objetivo. É uma forma de não pensar muito sobre o tema, e não ceder a eventuais tentações de curto prazo.

    2 – Não se deixe enganar por números

    É mais fácil desistirmos de uma compra quando vemos que um produto de mil reais está 100 reais mais barato em outro local do que quando um produto de 5 mil reais está sendo vendido por 100 reais a menos na loja concorrente.

    Thaler explica que, como consumidores, nos atemos a porcentuais de preços, mas esquecemos da economia em números absolutos, que, no exemplo, é exatamente a mesma em ambos os casos. Portanto, deveríamos valorizá-la em ambas as compras.

    A mesma coisa acontece quando vemos um produto em promoção. Ao invés de ceder ao impulso de comprá-lo por conta do porcentual alto de desconto que está sendo concedido, é bom se perguntar: o produto, de fato, está mais barato do que o de uma loja concorrente, que não está realizando promoções no momento? Você compraria este produto por este preço se ele não estivesse em promoção?

    3 – Entenda o impacto de cada decisão no orçamento

    Thaler descobriu que a visão de consumidores sobre o orçamento é dividida para usos específicos, como lazer, contas da casa e aposentadoria. O economista chama esse fenômeno de contabilidade mental, que é a tendência em focar no impacto de decisões individuais, e não no impacto geral que elas têm sobre o orçamento.

    Apesar deste comportamento proteger investimentos de longo prazo, pode gerar um custo extra caso haja uma resistência exagerada em transferir o dinheiro entre esses usos.

    Por exemplo. caso uma necessidade inesperada no curto prazo exija mais dinheiro do que o esperado, é melhor abrir uma exceção e retirar recursos de uma poupança, por exemplo, do que tomar empréstimos caros.

    Outro caso é quando passamos a gastar menos com determinada despesa, mas nossa mente insiste para continuar a destinar a mesma porção de dinheiro a ela, sem refletir muito sobre o tema. Essa porção economizada poderia ser destinada para outo item, mais benéfico.

    4 – Não valorize bens de forma exagerada

    O economista americano também chegou à conclusão de que as pessoas tendem a valorizar muito mais um bem quando são donos dele do que se fossem comprar aquele mesmo item.

    Isso porque a venda de um bem gera um sentimento de perda, enquanto a compra de um item gera uma sensação de ganho. Mas o conceito de perda é muito mais negativo e intenso do que o de ganho. É o que explica o conceito de aversão a perdas e o que faz com que um proprietário de um imóvel fique anos para vender o bem porque não consegue avançar em negociações.

    Neste caso, o jeito é tentar encarar a questão de forma racional: o bem, de fato, vale o que estou pedindo? Ou há um fator emocional envolvido? E, logicamente, pedir conselhos de terceiros, bem como coletar informações de mercado que mostrem por quanto um bem semelhante vem sendo vendido no mercado.

    5 – Não caia na cilada do curto prazo

    Thaler mostra que a tendência de nossa mente é acreditar que as coisas se depreciam quanto maior o intervalo de tempo. O mesmo valor daqui um ano é percebido como menor, tanto faz se é renda ou despesa.

    Por isso, conclui o economista, é muito fácil ceder a tentações de curto prazo, que geralmente são a principal razão para sabotarmos objetivos de médio e longo prazo, porém é necessário se esforçar para tentar quantificar os benefícios do futuro. Por exemplo, quem opta por investir mais em educação terá um salário mais baixo por mais tempo, mas, posteriormente, a tendência é que receba uma renda maior do que aqueles que não estudaram tanto, ou seja, é necessário visualizar que os potenciais benefícios no futuro fazem valer a pena o sacrifício no presente. O mesmo vale para um plano de previdência privado.

    Até mais.

    Convidados

    7 lições de investimentos

    10 de outubro de 2017

    7 lições de investimentos do estrategista do Santander

    Uma das perguntas mais comuns quando alguém começa a investir é “qual é o melhor investimento?”. A resposta é a mesma para várias questões que envolve economia: “depende”. O melhor investimento para cada investidor depende das respostas para algumas perguntas, como quais são seus objetivos e o prazo para alcançá-los.
    Em uma das transmissões ao vivo no Facebook para a Semana Mundial do Investidor, que ocorreu entre 2 e 6 de outubro, Aquiles Mosca, presidente do Comitê de Educação de Investidores da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) e estrategista de investimentos pessoais do Santander, explicou o que você precisa saber antes de escolher onde colocar o seu dinheiro.

    Veja as sete dicas do especialista:

    1) Liste os objetivos para os seus investimentos

    Eles podem e devem ser múltiplos. Você pode querer trocar de carro, comprar um apartamento maior, criar uma reserva para seu filho estudar no exterior, ou se aposentar. Cada um desses objetivos terá um conjunto de investimentos para ajudá-lo a alcançar.

    2) Já sabe o que quer? É hora de escolher o “quando”

    É preciso definir o tempo que você tem para alcançar o objetivo. O carro novo pode ser para o fim do ano, o apartamento você comprará daqui a cinco anos, seu filho estudará fora só quando atingir a maioridade e ainda faltam 30 anos para a aposentadoria. Defina prazos para cada um dos objetivos.

    3) Entenda o quanto você suporta de risco

    Considere a sua tolerância a risco. Para buscar retornos maiores, é preciso trocar um pouco de segurança por algum risco. Você tem estômago para acompanhar as altas e baixas da bolsa de valores, por exemplo? O risco também se relaciona diretamente ao prazo. Se o horizonte for muito curto, não é recomendado incluir ativos de risco, com muita volatilidade, na carteira, pois eles trazem mais retorno no longo prazo.

    As respostas a essas três perguntas ajudam a definir quais são os melhores investimentos que levarão você a alcançar os objetivos traçados.

    4) Risco e retorno andam de mãos dadas

    Não dá para ter tudo. Segurança e previsibilidade estão necessariamente associados a retornos menores. Se você quiser mais rentabilidade, é preciso aprender a fazer essa troca: abrir mão de um pouquinho de previsibilidade, pelo menos para uma parte da carteira, para, no longo prazo, obter retornos melhores com opções mais arriscadas.

    5) É preciso ter disciplina e paciência com investimentos mais arriscados

    Não adianta ficar olhando todo dia a movimentação daqueles investimentos mais arriscados. Eles precisam de tempo para materializar o potencial de alta. Você pode se assustar com as baixas e ficar tentado a se desfazer da aplicação.

    Por isso, após definir os objetivos, o prazo e o apetite a risco, é importante traçar uma estratégia e se manter fiel a ela. Você pode, por exemplo, reservar uma parte do dinheiro para investimentos mais arriscados e outra parte para aplicações mais conservadoras.

    6) Se ações serão a sua escolha, dá para optar por uma corretora ou por fundos de ações

    Nessa hora, não tem certo e errado, mas sim o que é mais adequado para cada tipo de investidor. Se você não conhece o mercado de ações, os fundos de investimentos em ações podem ser uma boa opção. Neles, há um gestor profissional que toma decisões por você: quais as melhores ações, quais setores vale investir, qual o momento adequado para comprar e vender. Ele será remunerado por isso com a taxa de administração.

    Agora, se você é um investidor que quer ter as decisões de compra e venda nas mãos, as corretoras podem ser o melhor caminho. Elas disponibilizam relatórios, estudos e recomendações de compra e de venda e, com isso, exigem um grau de envolvimento maior.

    7) Investir em bitcoins é como investir em uma moeda, a exemplo de dólar ou libra

    Como toda moeda, o que define o valor dela é a demanda. No caso do bitcoin, as transações de compra e venda são pouco reguladas. Para investir, é importante entender os movimentos que estão por trás da demanda.

    Até mais.

    Convidados

    Como evitar cair no golpe da moeda virtual

    6 de outubro de 2017

    golpe-do-bitcoin

    O grande aumento de moedas virtuais criou um novo buraco negro no mercado de investimentos. Poucas pessoas entendem exatamente o que são essas criptomoedas, que já chegam a quase mil versões além da mais conhecida, o bitcoin, de onde vêm e quanto valem, incerteza que é amplificada pela escala global de negociação desses ativos e sua falta de regulamentação, já que não há um governo ou instituição que se responsabilize por sua emissão ou circulação. A negociação descentralizada e sem fiscalização, por meio de sites que viram bolsas de moedas ao portador e a falta de identificação dos negociantes também abrem espaço para seu uso em mercados ilegais, justamente no momento em que as autoridades, especialmente as americanas, apertam o certo à lavagem de dinheiro no mercado formal, o que empurra parte dos criminosos para o mercado virtual.

    Esses riscos não eliminam algumas vantagens para o uso das moedas virtuais, como facilitar pagamentos online ou servir de opção de moeda de troca em qualquer país ou até permitir ganhos especulativos. Só é preciso ter cuidado.

    Pirâmides florescem no juro baixo

    Mas um dos maiores riscos desse novo mercado são as pirâmides financeiras, que florescem quando os juros e os rendimentos das aplicações tradicionais caem, como está ocorrendo agora no Brasil. Como o mercado não é padronizado, é descentralizado e sem fiscalização, aumentam as chances de surgimento de esquemas fraudulentos que enganam os investidores, prometendo ganhos exagerados, forjando resultados e desviando recursos.

    No Brasil, já ocorreram alguns problemas com sites de moedas virtuais, como Gladiacoin, que prometia retornos de 200% em 90 dias e, primeiro, parou de pagar os rendimentos, depois criou uma taxa de 15% sobre os depósitos até suspender os resgates de vez em junho deste ano. Outras, como JetCoin, Royal Dragon Traders e Cointherum, funcionavam da mesma forma, prometendo ganhos de 2% ao dia ou 200% em três meses, segundo o site Behind MLM. Há ainda os que oferecem doações desde que a pessoa doe também, o AjudaBitcoin. A pessoa doa e depois passa a receber doações de outros, sistema muito antigo de corrente que usava cartas no passado. Como se vê, nada se cria…

    Boi, avestruz e bitcoin

    Mas, se o mercado de criptomoedas ou moedas virtuais é novo, os esquemas de pirâmides são velhos conhecidos dos brasileiros, que já viram passar bois (Fazendas Reunidas Boi Gordo), avestruzes (Avestruz Master) e créditos telefônicos (Telexfree). Todos tinham em comum um bom argumento para explicar altas rentabilidade em mercados que pouca gente entende como funcionam. Troca-se apenas o bicho então pelo bitcoin para que a pirâmide funcione.

    Efeito cunhado

    O grande apelo das pirâmides é a ganância do investidor, atiçada pela promessa de ganhos elevados e a publicidade desses ganhos por pessoas conhecidas, normalmente parentes ou amigos, que estão nos níveis mais altos da pirâmide e, portanto, ainda conseguem sacar parte dos recursos. Em geral, todos reaplicam os valores sacados pois já “checaram” que o “sistema é sério”, sem perceber que em algum momento a pirâmide vai desabar.

    Marketing multinível e pirâmides

    Outro argumento usado para justificar as pirâmides é o marketing multinível, que é usado por empresas como Avon, AmWay, Natura e outras, e que inclui a indicação de novos vendedores. Os esquemas de pirâmide usam o mesmo sistema, incentivando os investidores a trazerem parceiros para aumentar os ganhos e receber participação. A diferença é que o foco do negócio nas pirâmides não é a venda de um produto, mas o crescimento da base de investidores.

    O mercado de bitcoins e outras moedas, porém, não é em si irregular ou ilegal. Mas sua popularização abre espaço para essas pirâmides. Por isso, é fundamental saber identificar as fraudes. A coisa fica mais complicada porque os esquemas evoluíram desde o início do século XX, quando o imigrante italiano Charles Ponzi enganou Wall Street usando selos. E fica difícil diferenciar uma fraude de um sistema multinível.

    Walter Salmeri, gerente de desenvolvimento de negócios da BitInka, que atua como bolsa (exchanger) de Bitcoins na América Latina, explica um pouco o funcionamento das pirâmides, o risco desses golpes e as formas para o usuário se defender. Criada em 2013, a BitInka atua em nove países: Colômbia, Espanha e Estados Unidos e com equipes locais no Chile, Peru, Argentina, Venezuela, Bolívia e mais recentemente no Brasil.

    Características de uma Pirâmide

    As pirâmides financeiras, ao contrário do esquema de ponzi, não possuem uma administração centralizada. Essa é uma característica que faz esse modelo de negócio ruir rapidamente. As interações entre as pessoas envolvidas no esquema de pirâmide se limitam apenas à pessoas em cargo diretamente superior ou inferior, não existindo qualquer contato com uma organização central. Uma forma fácil de identificar uma empresa que opera como esquema de pirâmide é analisando o comportamento de seus participantes. Geralmente os ganhos financeiros dos vendedores ou participantes são muito mais divulgados do que o próprio produto ou serviço prestado pela empresa.

    Regra dos 70%

    Nos Estados Unidos existe a famosa regra dos 70% que explica que para uma empresa de marketing multinível ser legítima pelo menos 70% do retorno financeiro deve ser sobre a venda do produto. Caso a maior parte do valor venha do ingresso de novos participantes, o usuário deve ficar atento a legitimidade do negócio. Geralmente, pirâmides financeiras aplicam uma grande quantidade da verba em marketing, e a menor parte no produto anunciado. Outra prática que diferencia as empresas de marketing multinível de pirâmides financeiras é a prática da recompra de estoques dos participantes, para evitar acúmulo, algo que não é feito nos esquemas de pirâmide.

    Bitcoins não são pirâmide

    Bitcoins são apenas escolhidos como uma forma de pagamento de diversos esquemas de pirâmides atuais devido a sua valorização, explica Salmeri. O funcionamento do bitcoin é como qualquer uma das criptomoedas que funciona de forma similar a qualquer outra moeda tradicional, como real ou dólar. Além de funcionar como as moedas tradicionais, o bitcoin tem vantagens em relação as moedas físicas, como a facilidade para transferências, legalidade e segurança, diz.

    Ele lembra que esquemas de pirâmide e outros golpes financeiros existem desde a 1920, sempre usando as moedas tradicionais para atingir seus objetivos. “Considerar os bitcoins como um responsável pelo esquema de pirâmide é a mesma coisa que considerar as moedas tradicionais como culpadas pelos golpes financeiros”, afirma.

    Muito além do bitcoin: mais de 900 moedas virtuais

    Entretanto, Salmeri alerta que os usuários devem ficar atentos as moedas alternativas, conhecidas por “altcoins”. Embora existam quase mil alternativas reais, muitas pessoas negociam moedas falsas dizendo ser um ótimo investimento. Caso o usuário deseje operar com altcoins, é recomendado que ele confira o site Coin Market Cap, que lista todas as moedas verificadas, seu valor no mercado e seu histórico.

    5 dicas para identificar um golpe

    Seguindo alguns passos para verificar a validade das diferentes plataformas que podem ser usadas para comprar e vender bitcoins e outras criptomoedas, o usuário não irá ter nenhum problema com as transações e seu dinheiro estará sempre seguro, afirma Salmeri. Esses são os pontos que o usuário deve ficar atento ao negociar bitcoins e outras criptomoedas com alguém.

    1- Ninguém irá te dar nada de graça. Se você receber mensagens online e propostas oferecendo dinheiro de “graça”, renda garantida ou multiplicar seus bitcoins, apenas ignore. Geralmente esses pedidos também são acompanhados de um pequeno depósito de entrada.

    2- Se uma empresa oferece para você um alto lucro em curtíssimos períodos de tempo ou um retorno vitalício, certamente você será enganado.

    3- Sistemas de indicações são a base do funcionamento de uma pirâmide. Se uma plataforma exige que você convide outras pessoas e que os convidados paguem para se cadastrar fique atento, elas certamente são uma pirâmide. Nunca confie em empresas que oferecem comissões sobre os valores dos participantes que entrarem com sua referência. Se você for abordado por alguém oferecendo condições similares, denuncie para o órgão responsável assim que possível!

    4- Se uma empresa foca divulgar mais os lucros por indicação do que a venda do produto em si, certamente o produto não é o foco principal de vendas. Pense nisso: Se uma empresa não vende seu produto, de onde vem o lucro dela? O lucro que sustenta o topo da cadeia vem dos novos usuários entrando na base e isso se configura como um esquema de pirâmide.

    5- Fique alerta com plataformas de financiamento coletivo e doações, afinal essa é uma forma comum de se justificar um golpe. Uma forma de identificar uma plataforma para golpes é se além do valor depositado a plataforma chame você e seus amigos para fazer o mesmo. Existem diversas plataformas de financiamento coletivo legítimas onde você pode contribuir com projetos de maneira segura.

    Como o usuário pode se defender?

    Inicialmente o usuário pode investigar o possível golpe e encontrar informações válidas em seu website. “Por exemplo na página inicial da BitInka, na parte inferior da página no canto direito você encontra o logo da BitGo, os certificados PCI 3.1 e da TrustWave,” afirma Salmeri.

    Há ainda sites especializados em identificar fraudes com moedas digitais, como o BadBitcoin, que tem uma lista negra de sites irregulares. O Guia do Bitcoin também tem uma lista com sites irregulares e divulga análises de alguns portais. E, no Facebook, há o Desmascarando Pirâmides Financeiras, que também pode ajudar.

    A suspeita pode começar se o site não tem endereço ou localização ou nome dos responsáveis. Não informar quem são parceiros, como bancos ou corretoras, também pode ser um sinal de alerta. Outra forma interessante para o usuário confirmar a veracidade de um negócio é questionar o possível golpista sobre o produto vendido pela empresa. Se ele não der uma resposta concreta como “cadeiras” ou ter uma descrição detalhada do funcionamento de um software ou serviço, certamente é um golpe.

    Esmola demais

    O usuário nunca deve acreditar em alguém que diz que pode multiplicar seu dinheiro por duas, três ou quatro vezes, seja em bitcoins ou em moedas tradicionais, afirma Salmeri. Esses resultados são impossíveis até em longo prazo e a empresa ou pessoa que está oferecendo esse serviço é uma armadilha para os participantes.

    A melhor forma que um novo usuário pode se iniciar na operação com bitcoins é por meio de empresas seguras e verificadas. Para isso ele deve principalmente se informar sobre o tema, tanto por pesquisas quanto em comunidades sobre bitcoins, aconselha Salmeri.

    Cuidado com os “faraós”

    Outra forma de negociar bitcoins seguramente e se defender das pirâmides financeiras é ficar atento às pessoas que fazem propostas de negócio, afirma Salmeri. Os “faraós”, apelido dado aos que tentam vender os esquemas de pirâmide, tendem a conversar apenas por mensagens privadas, evitando que o esquema seja desmascarado mais rapidamente. Por fim, antes de concluir uma negociação o usuário sempre deve perguntar publicamente sobre o negócio. Assim recebendo comentários positivos ou negativos sobre o negociante, ajudando na conclusão do negócio, afinal como diz o velho dito popular “quem não deve, não teme.”
    fonte de consulta: arenadopavini.com.br/arenas-das-empresas/34155

    Leia também:

    [BITFRAUDE BREAKINGNEWS] Pirâmide financeira em João Pessoa com bitcoin

    Até mais pessoal!

    Convidados

    PME: 6 dicas para ganhar dinheiro com um negócio em casa

    5 de outubro de 2017

    O home office tem as suas vantagens, porém pode ser tornar uma dor de cabeça se o empreendedor não souber se organizar. É preciso saber como fazer isto.

    Home office negócio em casa

    Muitas pessoas que iniciam um negócio começam trabalhando de casa. Afinal, em geral o início de um negócio é feito de muito trabalho e pouco dinheiro e o trabalho de casa ajuda na redução de custos e na flexibilidade de horários.

    Mas não se engane. O home office tem as suas vantagens, porém pode ser tornar uma dor de cabeça se o empreendedor não souber se organizar para tirar proveito do que essa modalidade de trabalho tem a oferecer. Para ajudá-lo a ter sucesso no seu negócio em casa, a Exame conversou com especialistas que trouxeram dicas fundamentais sobre o tema. Confira a seguir:

    1 – Considere seus custos

    Uma das grandes vantagens de ter um negócio em casa é que você não precisa gastar com o aluguel de um ponto comercial, além de economizar com água, luz e telefone. No entanto, é aí que mora um dos principais erros de quem inicia seu empreendimento como home office, alerta o consultor do Sebrae Julio Tadeu Alencar.

    Segundo ele, é muito comum o empreendedor começar um negócio em casa e, por não ter gastos fixos com aluguel e luz, ele acaba vendendo o seu produto a um preço muito baixo. “Porém, quando ele cresce e vai sair da garagem de casa, de repente se dá conta de que precisa aumentar os preços e isso tem um impacto negativo no negócio”, afirma.

    “O correto é que o empreendedor desde o início contabilize esses custos. Aquela casa é da pessoa física, então a pessoa jurídica tem que pagar um valor pela área da casa que está usando”, explica.

    Mas e quando a empresa não tem caixa para pagar esse valor à pessoa física? “Não é problema não pagar no início, afinal essa é uma das vantagens de trabalhar de casa. Mas é importante que esse custo esteja contabilizado e que se reflita no preço do produto”, afirma.

    2 – Domine sua área

    Não é porque você vai começar um negócio na garagem de casa que pode fazer as coisas de forma amadora. Alencar lembra que é fundamental para o negócio que o empreendedor entenda do assunto, caso contrário, perderá dinheiro em processos.

    “É muito comum a pessoa começar o empreendimento sem domínio do setor. É um dos problemas que mais aparecem”, afirma Alencar.

    “Se eu começo um negócio de bolos, tenho que saber quais equipamentos vou precisar, mesmo que eu não consiga comprar tudo logo no início. Se não tiver domínio sobre a área, vale a pena investir um curso para aprender”, aconselha.

    3 – Faça um plano de negócio

    Mesmo trabalhando da sua própria casa, é importante que o empreendedor se planeje e faça um plano de negócio. “Ele precisa pensar quem é o seu cliente, quanto vai custar para produzir, qual será o seu preço, quais os seus custos, tudo na ponta do lápis”, afirma Alencar.

    Se a ideia é produzir marmitas em casa, por exemplo, é necessário que o empreendedor considere se é viável vender na porta de casa (será que você mora num local com grande circulação de potenciais clientes?) ou se terá que levar esses produtos até os consumidores. E se for esse o caso, como será feito esse transporte? Quanto isso vai custar?

    Com esse planejamento organizado, o empreendedor saberá se a sua ideia inicial é viável ou não. “Se, ao colocar essas questões no papel, eu percebo que algo não vai dar certo, já mudo antes de começar, sem perder dinheiro”, explica o consultor.

    4 – Tenha um local fixo de trabalho

    Trabalhar da cama, de pijama com o laptop no colo sem dúvida não é uma boa ideia se você quer prosperar com um negócio em casa.

    Para André Brik, criador do site Go Home, que fala sobre empreendimentos home office, é importante que o empreendedor defina um local de trabalho em sua casa. “Um quarto com porta é o ideal, pois fica mais fácil se isolar da rotina da casa”, afirma.

    Porém, se você não tem esse cômodo específico para trabalhar, definir uma mesa, ou um canto da casa como seu local de trabalho já ajuda na organização e na produtividade, garante o especialista.

    5 – Estabeleça um horário de expediente

    Outra dica é estabelecer um horário de expediente para trabalhar, mesmo que seu escritório seja sua sala de estar.

    “É importante ter hora para começar e hora para terminar. E também se vestir para trabalhar. Minha esposa passa inclusive maquiagem”, conta Brik.

    Ele explica que o hábito de se arrumar para o trabalho em casa ajuda o empreendedor a entrar no ritmo e o deixa preparado para ir a uma reunião em cima da hora ou mesmo receber algum cliente em casa.

    “A pessoa tem que estar com a cabeça no trabalho. Quando vai falar ao telefone, se estiver de pijama sua atitude vai ser diferente”, afirma.

    6 – Não confunda presença com disponibilidade

    Se você pretende ter um negócio em casa, é importante explicar para a família que você pode até estar presente, mas não está disponível para comprar pão ou lavar a louça no seu período de trabalho.

    “O problema de trabalhar de casa é que as pessoas confundem a presença com a disponibilidade”, afirma Brik. Segundo ele, a divisão entre vida doméstica e trabalho é o “grande calcanhar de Aquiles” do home office. Por isso, deixe claro que você precisa dar atenção ao trabalho e faça combinados com seus familiares.

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    Até mais.