Previdência privada vale a pena?

O cidadão que pensa investir em um plano de previdência privada para garantir uma aposentadoria tranquila, já deve ter ouvido falar de duas siglas bastante comuns: PGBL e VGBL.
PGBL quer dizer Plano Gerador de Benefício Livre e VGBL significa Vida Gerador de Benefício Livre. Ambos são planos previdenciários que permitem que você acumule recursos por um prazo contratado, sendo que neste período, o dinheiro depositado vai sendo investido e rentabilizado pela seguradora que você escolheu.
Em ambos planos o contratante passa por duas fases:
– Período de investimento: ocorre quando estamos trabalhando e/ou gerando renda. Esta é a fase onde se forma o patrimônio.
– Período de benefício: ocorre a partir da idade que você escolhe para começar a desfrutar do dinheiro acumulado durante anos de trabalho. A maneira de recebimento dos recursos você escolherá, sendo possível resgatar o patrimônio acumulado e/ou contratar um tipo de benefício (renda) para começar a receber mensalmente da empresa seguradora.

Deve-se ressaltar que tanto o período de investimento como o período de benefício não precisam ser contratados com a mesma seguradora. Assim, uma vez encerrado o período de investimento, o participante fica livre pra contratar uma renda na instituição que tiver escolhido.

A diferença principal entre PGBL e VGBL está na tributação. No PGBL você pode deduzir o valor de suas contribuições da sua base de cálculo do IR(Imposto de Renda) , com limite de 12% de sua renda bruta anual.
Desta forma você poderá reduzir o valor do imposto a pagar ou aumentar sua restituição de IR. Fazendo uma suposição de que um contribuinte tenha um rendimento anual bruto no valor de R$ 100 mil, no PGBL, ele poderá declarar no imposto de renda R$ 88 mil.
O imposto restante sobre os R$ 12 mil aplicados em PGBL só será pago no resgate deste dinheiro, porém preste atenção no fato de que este benefício fiscal só é vantajoso para quem faz a declaração do IR completa e são tributados na fonte.
Aos que fazem declaração simplicada ou não é tributado na fonte, como autônomos, o VGBL parece ser o mais viável, pois este plano é indicado para quem pretende diversificar os investimentos ou quem pensa em aplicar mais de 12% de sua renda bruta em previdência.
O motivo é que num VGBL, a tributação acontece apenas sobre o ganho de capital.

Baseada no que pesquisei até hoje em alguns bancos, sites, revistas, etc., julgo pessoalmente não valer a pena investir em previdência privada. Exceto no caso em que a empresa para qual se trabalhe pague pelo menos uns 50% da previdência privada, fora isto, o IR e as taxas tornam este investimento inviável. Prefiro até poupança à previdência privada. Pior mesmo só título de capitalização.
assobio

Enfim, o investidor deverá fazer as próprias contas, pesquisas e tirar as conclusões sobre a viabilidade da previdência privada para si. Também é recomendado pesquisar, estudar e simular antes de fazer a diversificação de investimentos por conta própria para alcançar a tão sonhada tranquilidade na aposentadoria/independência financeira, claro, sem esquecer para quem é beneficiário, que a Previdência Pública não deve ser descartada, jamais!

Sucesso na decisão de cada um.

previdencia-social-x-previdencia-privada

Leia também:

 

Até o próximo post.

There are 32 comments left Go To Comment

  1. AdminBro / Post Author
  2. Vilmar / Post Author
  3. Vilmar / Post Author

    Aposentadorias por tempo de contribuição têm alta de 35% em 2016
    13/02/2017 – Mercado – Folha de S.Paulo

    http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2017/02/1858143-beneficios-por-tempo-de-contribuicao-tem-alta-de-35-em-2016.shtml

  4. Vilmar / Post Author


    Caros colegas,

    Sinto pena por ver o brasileiro nessa situação (Reforma da Previdência). Querem imputar ao trabalhador os custos da corrupção, má gestão e abusos dos governantes. Pior: é um povo sem educação financeira que, num ato de desespero, corre como gado desgovernado. Muitos desconhecem taxas de administração, carregamento, etc. Previdência privada nunca foi um bom negócio (exceto para os não disciplinados). A que ponto chegamos…Lamentável.

    Dispara a procura por planos de previdência privada no Brasil
    Jornal do SBT – 08/12/2016

    http://www.sbt.com.br/jornalismo/jornaldosbt/noticias/83882/Dispara-a-procura-por-planos-de-previdencia-privada-no-Brasil-.html

    Att,
    JK

    forum.infomoney.com.br/viewtopic.php?f=12&t=11596&start=140#p2560831

  5. JophnPetr /

    Imagina a situação de um PP de uma empresa que contribuia com os mesmos 9% do empregado. Empregado é descontado em 9% e a empresa coloca mais 9%, totalizando 18%. O único problema é que a taxa de ADM é de 6%, a taxa de carregamento é de 4% e existe uma regra que o valor colocado pela empresa nunca poderá ser sacado ou carregado, ele serve somente de base para cálculo do valor que será recebido mensalmente após sua aposentadoria (INSS). Então você jamais colocará a mão nesse dinheiro e o cálculo para saber o valor que receberá na aposentadoria depende de regras e mais regras complexas. Os pontos negativos são fortes. Acha que vale a pena?

  6. Vilmar / Post Author

    “Hoje, o INSS é o melhor investimento”, afirma especialista

    http://chegadeperderdinheiro.com.br/atualmente-o-inss-e-o-melhor-investimento-diz-especialista/

  7. Vilmar / Post Author

    Previdência Privada – Tudo Que Você Precisa Saber
    Por RAFAEL SEABRA | INVESTIMENTOS

    http://queroficarrico.com/blog/2016/01/31/previdencia-privada/

  8. Vilmar / Post Author

    A Previdência Social brasileira – um esquema fraudulento de pirâmide
    http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=993

  9. Vilmar / Post Author

    Exame ‏@exame_com
    Há 4 minutos
    Regra de aposentadoria muda, mas Previdência preocupa

    http://ow.ly/Ovjec

  10. Vilmar / Post Author

    “Não compensa”, diz especialista sobre previdência privada; veja opções – InfoMoney
    Veja mais em: http://www.infomoney.com.br/onde-investir/previdencia/noticia/3925236/nao-compensa-diz-especialista-sobre-previdencia-privada-veja-opcoes

    1. Vilmar / Post Author

      Falta coragem para acabar com tempo de contribuição para aposentadoria

      http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2015/05/1631168-falta-coragem-para-acabar-com-tempo-de-contribuicao-para-aposentadoria.shtml

  11. Vilmar / Post Author

    Investir em previdência privada? Veja 6 motivos para não fazer isso – InfoMoney
    Veja mais em: http://www.infomoney.com.br/mercados/noticia/3820707/investir-previdencia-privada-veja-motivos-para-nao-fazer-isso

  12. Vilmar / Post Author

    PGBL é a melhor opção para a aposentadoria?
    infomoney.com.br/onde-investir/infomoney-responde/noticia/3613127/pgbl-melhor-opcao-para-aposentadoria

  13. Vilmar / Post Author

    31/07/2014 – 22h00
    Déficit da Previdência no 1º semestre foi de R$ 23 bi

    O déficit da Previdência Social no primeiro semestre de 2014 chegou a R$ 23,484 bilhões. Em igual período de 2013, o déficit tinha chegado a R$ 29,004 bilhões. A queda, portanto, foi de 19%. Os números foram apresentados nesta quinta-feira, 31, pelo Ministério da Previdência Social. Os valores estão corrigidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

    No primeiro semestre deste ano, a arrecadação líquida total somou R$ 157,269 bilhões e as despesas chegaram a R$ 180,753 bilhões, resultando no déficit de R$ 23,484 bilhões. No primeiro semestre do ano passado, a arrecadação alcançou R$ 149,671 bilhões e as despesas chegaram a R$ 178,676 bilhões, gerando rombo de R$ 29,004 bilhões.

    Exclusivamente em relação ao mês de junho deste ano, o Regime Geral de Previdência Social (RGPS) apresentou déficit de R$ 4,508 bilhões, refletindo uma arrecadação de R$ 26,878 bilhões e despesas de R$ 31,386 bilhões. Em junho do ano passado, o resultado foi negativo em R$ 3,372 bilhões, saldo obtido a partir de uma arrecadação de R$ 25,539 bilhões e despesas de R$ 28,911 bilhões. Ou seja, se o acumulado do primeiro semestre de 2014 foi melhor que do primeiro semestre de 2013; o mesmo não ocorreu com junho deste ano, que foi 33,7% pior que junho do ano passado.

    Urbano

    Sozinha, a previdência urbana apresentou superávit de R$ 13,939 bilhões de janeiro a junho deste ano; resultado 66,6% melhor que o saldo positivo de R$ 8,368 bilhões de igual período de 2013. No primeiro semestre de 2014, o RGPS urbano arrecadou R$ 153,943 bilhões e acumulou despesas de R$ 140,004 bilhões.

    Especificamente em relação a junho, o superávit previdenciário urbano foi de R$ 2,402 bilhões, refletindo arrecadação de R$ 26,280 bilhões e despesas de R$ 23,877 bilhões. Em junho do ano passado, o superávit no segmento tinha alcançado a marca positiva de R$ 2,597 bilhões. O resultado de junho deste ano, portanto, foi 7,5% mais fraco que o de junho de 2013.

    Rural

    A previdência rural fechou o primeiro semestre com déficit de R$ 37,423 bilhões, com arrecadação de R$ 3,325 bilhões e despesas de R$ 40,749 bilhões no período. É praticamente o mesmo rombo registrado entre janeiro e junho do ano passado, de R$ 37,373 bilhões. A alta foi de apenas 0,1%.

    Exclusivamente em relação a junho, o RGPS do setor rural registrou resultado negativo de R$ 6,911 bilhões, saldo gerado a partir de uma arrecadação de R$ 598 milhões e despesas de R$ 6,525 bilhões. Em junho do ano passado, o déficit previdenciário rural foi de R$ 5,969 bilhões. O rombo, portanto, cresceu 15,8% na comparação entre junho deste ano com junho de 2013.

    Benefícios

    Em junho de 2014, a Previdência pagou cerca de 31,6 milhões de benefícios, sendo 27,3 milhões do RGPS e 4,3 milhões de assistenciais. As aposentadorias somaram 17,8 milhões de benefícios. O valor médio real dos benefícios pagos pela Previdência Social, no primeiro semestre de 2014, foi de R$ 971,57, registrando crescimento de 16,7% em relação ao mesmo período de 2007, já descontada a inflação.
    opovo.com.br/app/economia/ae/2014/07/31/noticiaseconomiaae,3290992/deficit-da-previdencia-no-1-semestre-foi-de-r-23-bi.shtml

  14. Leandro /

    É muito comum vermos no Brasil os Aposentados dependerem da caridade de terceiros para sobreviverem, pois na maioria das vezes a aposentadoria não é suficiente nem para pagar os seus remédios. A Previdência Privada é hoje a melhor opção para as pessoas garantirem uma tranquilidade para o seu futuro, pois com ela você garante uma serie de benefícios:

    Garante que sua renda não caia quando você se aposentar;
    Garante redução no imposto de renda pessoa física;
    O valor que você aplica mensalmente vai criando uma reserva financeira para você;

    https://www.frpromotora.com/previdenciaprivada.php?id=45085898 olhe as melhores opçoes de Previdência Privada para VC e sua FAMILIA !!!!!

    1. Vilmar /

      Tem que fazer muito bem as contas para saber se uma previdência privada irá valer a pena.
      Grato pela participação, volte sempre!

  15. Vilmar /

    Poupança rende mais do que a previdência? – InfoMoney
    infomoney.com.br/onde-investir/infomoney-responde/noticia/3297711/poupanca-rende-mais-que-previdencia

  16. Vilmar /

    Exame ‏@exame_com 5 min
    É melhor poupar para a aposentadoria por conta própria?

    http://abr.ai/1sx5rVx

  17. Vilmar /

    Valor Econômico ‏@valor_economico 4 min
    Captação líquida de planos de previdência aberta cai 20% em 2013

    http://www.valor.com.br/u/3443546

  18. Vilmar /

    09h00- IBCPF
    Estou em dúvida entre Tesouro Direto e fundo de pensão; qual é melhor?
    Licelys Marques, CFP, planejadora financeira certificada pelo IBCPF, responde a pergunta de leitor do InfoMoney

    Pergunta:
    Trabalho em uma empresa estatal e nela temos um fundo de pensão. Funciona assim: para cada real que contribuo, a empresa que no caso é a patrocinadora contribui com um real também.

    Os planos oferecidos pela Fundação para quando chegar a aposentadoria são os seguintes:

    VITALÍCIO: Neste caso,quando me aposentar, a Fundação irá me remunerar com um salário mensal mais o décimo terceiro salário para o resto de minha vida com um valor aproximado de 0,5% do saldo existente na minha conta de aposentadoria. Esse benefício terá correção anual pelo IPCA, e ainda caso faleça, minha esposa poderá receber o benefício vitalício. Filhos somente terão direito ao beneficio, na falta de pai e mãe somente até os 24 anos.

    PERCENTUAL DO SALDO: Neste caso podemos escolher receber por mês, um percentual do saldo da conta aposentadoria. Esse recurso continuará sendo aplicado pela fundação e rendendo juros. Nós fazemos a opção por qual valor percentual queremos receber. Pode variar de 0,2% a 1% do saldo da conta. Neste caso não há pagamento de 13º salário. Em caso de falecimento do beneficiário, não há pensão, e o saldo restante na conta é sacado pelos familiares, no caso, esposa e ou filhos.

    RETIRADA PROGRAMADA: Podemos programar um tempo, 10, 15 e 20 anos para fazer uma retirada mensal ata se esgotar os recursos da conta aposentadoria. Neste caso o recurso mensal do benefício é maior em relação ao VIALÍCIO, mas não há pagamento de 13° salário. Em caso de falecimento do beneficiário, não há pensão, e o saldo restante na conta é sacado pelos familiares, no caso, esposa e ou filhos.

    Outra opção é fazer o saque da conta, com IR de 27,5% e tentar outro investimento.

    A minha pergunta é a seguinte: O tesouro direto é uma boa aplicação quando se trata em longo prazo? Uma NTN-B para 2050 com cupons semestrais seria mais interessante, uma vez que ela paga uma taxa de 6,67% ao ano + IPCA?

    Seria viável essa mudança?

    Leitor: Marcelino

    Licelys Marques, CFP, planejadora financeira certificada pelo IBCPF:

    As NTN-B são títulos de renda fixa que pagam IPCA (inflação) acrescida de uma taxa fixa anual. O grande benefício desse tipo de operação é que o investidor será remunerado com uma taxa de juros reais e não correrá o risco do seu investimento ter uma rentabilidade inferior a inflação.

    A recomendação é alocar uma parte do seu patrimônio nesse tipo de título, mas sempre com um horizonte de longo prazo e de preferência segurar a operação até o seu vencimento, pois as NTN-B possuem marcação a mercado e podem sofrer deságio caso os juros futuros subam ou podem ter ágio caso os juros futuros caiam. Se o investidor resolver vender esses títulos antes do vencimento em um ciclo de juros futuros subindo pode ter deságio no valor do título e sair perdendo nessa operação. Se o investidor permanecer com os títulos até a sua data de vencimento, receberá o valor correspondente à rentabilidade contratada no momento da compra, independente das variações de preço do título ao longo da aplicação.

    Por isso, a recomendação seria fazer uma carteira de investimentos mais diversificada incluído títulos mais líquidos que possibilitem o investidor a resgatar algumas aplicações sem risco de deságio caso precise utilizar parte de sua reserva para outro fim.

    No caso descrito, o investidor aderiu a um fundo de pensão na empresa ao qual trabalha e no momento do recebimento do benefício pode optar por algumas opções de benefício conforme comentou e inclusive pode optar pelo saque da reserva.

    O fundo de pensão é uma previdência fechada e como o PGBL possui incentivo fiscal. No caso de declaração completa de imposto de renda, existe a possibilidade de o participante poder deduzir até 100% das contribuições pagas à previdência complementar, até o limite de 12% da sua renda anual. A tributação no resgate ou na renda será sobre o total da reserva e não somente sobre o rendimento como é o caso do VGBL.

    Como o próprio investidor comentou ele será tributado em 27,5% sobre o total da reserva no momento do saque ou no recebimento da renda mensal e isso deve ser muito bem analisado, pois o montante acumulado diminuirá consideravelmente e o mesmo será novamente tributado sobre o rendimento das vendas, nos vencimentos de títulos e nos pagamentos de cupons das NTN-B de acordo com a tabela progressiva que varia entre:

    • Alíquota de 22,5% – eventos ocorridos até 180 dias após a aplicação;

    • Alíquota de 20% – eventos ocorridos até 360 dias após a aplicação;

    • Alíquota de 17,5% – eventos ocorridos até 720 dias após a aplicação;

    • Alíquota de 15% – eventos ocorridos após 720 dias da aplicação.

    O que precisa ser analisado agora é uma análise da necessidade de renda mensal que a família precisa e precisará nos próximos anos.

    Se 0,5% do saldo projetado da reserva for suficiente para atender as necessidades da família é interessante optar pela renda vitalícia, pois o benefício será corrigido anualmente pelo IPCA e o investidor não perderá o poder de compra a longo prazo. Além disso, após a morte do beneficiário, a esposa receberá o benefício vitalício e na ausência do pai e da mãe, os filhos terão o benefício até os 24 anos de idade.

    Caso a família precise mais que 0,5% do saldo projetado, o melhor cenário seria que o investidor saque somente à taxa excedente à inflação, pois isso possibilitaria manter o patrimônio e após a sua morte o montante será direcionado como herança para a família.

    Nesse caso teremos que analisar a rentabilidade média apresentada pelo gestor do seu fundo de pensão versus a rentabilidade contratada na NTN-B. Só será interessante o resgate do fundo de pensão se a rentabilidade média do fundo de pensão for muito inferior as das NTN-B, pois o investidor será taxado em 27,5% sobre o total da reserva no saque do fundo de pensão. A NTN-B 150850 está pagando IPCA + 7% a.a e isso correspondem a aproximadamente 12,82% a.a (considerando um IPCA de 5,82% em 2013). Só o pagamento do imposto no resgate do fundo de pensão comeria 2 anos de rentabilidade das NTN-B aproximadamente.
    m.infomoney.com.br/onde-investir/infomoney-responde/noticia/3168568/estou-duvida-entre-tesouro-direto-fundo-pensao-qual-melhor

  19. Vilmar /

    Choque na previdência

    Ao contrário do clima de tranquilidade e bem-estar que, em geral, sugerem as propagandas dos produtos de previdência privada, o ano de 2013 veio para mostrar um lado mais turbulento do setor. Quem sempre imaginou os investimentos do gênero como um caminho zen, de rentabilidade continuamente crescente, levou um susto. As emoções foram fortes ao longo do ano passado. E se aproximaram daquelas experimentadas por segmentos do mercado de capitais mais sujeitos à volatilidade, como a renda variável.

    Em 2013, conforme revela o balanço realizado com 727 fundos pelas consultorias NetQuant e Towers Watson, todos os segmentos da previdência aberta perderam de goleada para o Certificado de Depósito Interfinaneiro, o CDI, principal referência de retorno da renda fixa, que rendeu 8,06% no ano passado, e até mesmo da poupança, com 5,85% de ganho líquido.

    Os fundos da categoria renda fixa – que tiveram melhor desempenho no ano passado – registraram ganho médio de 4,62%, ou seja, não só foram batidos pelo CDI como perderam também da inflação: segundo a mediana de estimativas do mais recente boletim Focus, do Banco Central, 2013 teria fechado com uma alta de 5,74% na medição pelo IPCA. Já os multimercados sem renda variável conseguiram uma rentabilidade média acumulada ainda mais sofrível, de apenas 2,06%.

    Nas categorias com renda variável, o resultado minguado só não foi negativo nos fundos com alocação de até 15% da carteira em ativos do gênero. Esses produtos com menor limite para apostar em ações ganharam 2,16% na média de 2013. No entanto, conforme a possibilidade de alocação em bolsa aumenta, o prejuízo também cresce. Aqueles com permissão para ter até 30% de renda variável perderam 0,05% no ano passado, enquanto os compostos por fatia de até 49% tiveram um prejuízo médio de 3,02%.

    O ano registrou ainda marcas pouco memoráveis para a indústria. Em julho, por exemplo, houve, pela primeira vez em cinco anos, mais saques que aportes, com resgates líquidos de R$ 1,04 bilhão. Desse total, a renda fixa amargou retirada de R$ 622 milhões no período. O saldo negativo refletiu o nervosismo dos investidores, preocupados com perdas em meses consecutivos.

    Os resultados ruins em 2013 espelharam, entre os principais fatores, o ciclo de alta de juros combinado ao movimento de alongamento de prazos médios das carteiras de previdência. Segundo o sócio-diretor da NetQuant, Marcelo Nazareth, “a maiora dos fundos só viu o lado ruim desse cenário”. Ou seja, fizeram a troca de títulos no momento em que os juros estavam nos patamares mais baixos e foram pegos no contrapé do ciclo de alta da taxa básica de juros, a Selic. “Uma regulamentação tardia acabou obrigando as empresas de previdência a alongarem os prazos justamente quando as taxas estavam nas mínimas históricas”, explica Nazareth, em referência à determinação do governo que obrigou gestores de previdência aberta a substituir aplicações de curto prazo e indexadas à Selic por papéis mais longos.

    Na esteira desse ajuste, recheadas de títulos públicos indexados à inflação, as NTN-Bs, e, em menor grau, de prefixados, como LTNs e NTN-Fs, as carteiras da maioria dos fundos de renda fixa do setor amargaram perdas em boa parte do ano passado. Os momentos mais críticos ocorreram nos dois meses que antecederam os resgates de julho, conforme pode ser percebido pelo desempenho do IMA-B, índice que registra a variação de uma carteira teórica de títulos do governo atrelados ao IPCA. Em maio, o indicador registrou uma perda de 4,52% e, no período seguinte, novo retorno negativo de 2,79%.

    As perdas na renda fixa trouxeram volatilidade inédita ao mercado. Segundo o presidente da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi), Osvaldo do Nascimento, o Brasil historicamente não apresentava essa instabilidade no setor, “mas agora entrou no clube”. Com uma cultura previdenciária até então permeada pela estabilidade, as oscilações de 2013 deixaram os investidores com os nervos à flor da pele.

    Em termos de captação líquida, quando se descontam os resgates dos aportes, apesar de o ano ter terminado com um saldo positivo de R$ 25,37 bilhões, o valor representa um recuo de 31,35% na comparação com o resultado de 2012, segundo o levantamento da NetQuant e Towers Watson.

    Todos os segmentos de renda variável registraram saídas líquidas no ano passado, provavelmente impactados pelo desempenho ruim do Ibovespa, que teve queda de 15,5% em 2013. O recuo nessa categoria de fundos de previdência indica ainda uma tendência a maior aversão ao risco, que deve imperar neste ano entre os investidores.

    Para a consultora sênior do grupo Mercer, especializado em seguros e previdência, Carolina Wanderley, “o cliente de PGBL e VGBL muitas vezes enxerga esses produtos como um investimento de curto prazo. É um erro”. O presidente da FenaPrevi reforça essa percepção: “o cidadão não está preparado para a volatilidade e quando ele olha para rentabilidade negativa ele acha que perdeu dinheiro”.

    Carolina, no entanto, lembra que previdência é investimento de poupança e de longo prazo. “Enquanto as pessoas não entenderem essa característica vai acontecer essa fuga em momentos de instabilidade.” O vice-presidente de planejamento e vendas da Icatu Seguros, Luciano Snel, vê um lado benéfico para as turbulências de 2013. “O cenário adverso forçou as companhias a fazer ações de relacionamento com os corretores e clientes para ter certeza de que todo mundo estava entendendo”, diz.

    De acordo com a diretora de produtos e comunicação da BB Seguridade, que controla a Brasilprev, Ângela de Assis, o ano passado trouxe um aprendizado com as ações de relacionamento, que, avalia ela, foram fundamentais para enfrentar as oscilações do mercado. “Em maio e junho, quando tivemos um período de grande volatilidade, começamos a fazer uma série de reuniões no Brasil todo para levar informações sobre a volatilidade, como era melhor atuar, impacto da alta da Selic. Fizemos esses encontros específicos com todos os clientes com maiores valores aplicados em previdência.” Segundo Ângela, essas iniciativas não só impediram clientes de realizarem prejuízos, como trouxeram maior tranquilidade aos cotistas.
    abesprev.com.br/templatenew1/index.php/notcias-menuprincipal-13/6375-2014-01-09-12-23-57.html

  20. Vilmar /

    17h12- Tenho R$ 600 mil em previdência, mas estou insatisfeito com rendimento; devo sair?

    José Henrique Souza Lacerda, CFP, planejador financeiro certificado pelo IBCPF, responde a pergunta de leitor do InfoMoney

    Pergunta:

    Tenho R$ 600 mil em um VGBL que investe em Renda Fixa, com taxa de administração de 1%, pela baixa rentabilidade, estou pensando em sacar tudo e investir em CDB ou Tesouro, ou Fundo DI. É uma boa ideia? Se sim, qual é a melhor aplicação?

    Leitor: Luiz Carlos

    Resposta de José Henrique Souza Lacerda, CFP, planejador financeiro certificado pelo IBCPF:

    Prezado Luiz Carlos,

    Antes de decidir resgatar seu VGBL é fundamental avaliar a tributação, pois sobre a parte correspondente aos rendimentos incide Imposto de Renda (IR) de acordo com a Tabela Progressiva ou Regressiva, conforme o Regime Tributário (RT) escolhido. Em ambos os casos, os possíveis ganhos adicionais com a mudança para CDB, Tesouro Direto ou Fundos DI podem sequer não compensar, no curto prazo, o IR pago no resgate.

    Supondo que no resgate o valor aplicado foi R$ 500 mil e que a parte correspondente aos rendimentos é de 100 mil, no RT Progressivo o Imposto de Renda na fonte compensável na declaração de ajuste anual será de R$ 15 mil, enquanto que no RT Regressivo o IR definitivo dependerá do prazo de acumulação, variando de R$ 10 mil a R$ 35 mil. Ou seja, nesses casos, tão somente pelo fato de resgatar o VGBL, o valor de seu resgate poderá ser onerado em até 5,83% de IR, salientando que se a parte correspondente aos rendimentos for superior a R$ 100 mil, esse percentual poderá se ainda maior.

    Provavelmente sua escolha pelo VGBL foi acumular recursos no longo prazo para usufruir a fase de benefícios da aposentadoria. Sendo assim, antes de decidir resgatar e incorrer no IR, procure sua Entidade Aberta de Previdência Complementar, demonstre sua insatisfação com os rendimentos obtidos e obtenha orientação sobre outros Fundos de Investimento Especialmente Constituído (FIE) disponíveis. Existe ainda a Portabilidade, que permite transferir seus recursos para VGBL de outra Entidade de Previdência, também sem a necessidade de resgate. Antes de investir leia o prospecto e o regulamento de cada fundo escolhido, estando ciente de que a rentabilidade passada não representa garantia de rentabilidade futura.

    Se ainda assim optar por resgatar, existem diversas aplicações que podem diluir ao longo do tempo o impacto do IR no resgate, por possuírem vantagens tributárias em relação ao VGBL, tais como Letras de Crédito Imobiliário (LCI), Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) e as LH (Letras Hipotecárias). Mas se a decisão for de continuar juntando recursos para aposentadoria, aplicar em NTN-B via Tesouro Direto é uma boa opção, mesmo não sendo isenta do IR. Nela seu dinheiro estará protegido da inflação oficial (IPCA), com rendimentos adicionais próximos a 7% ao ano, por prazos que podem superar os 35 anos.
    m.infomoney.com.br/onde-investir/infomoney-responde/noticia/3168583/tenho-600-mil-previdencia-mas-estou-insatisfeito-com-rendimento-devo

  21. Vilmar /

    Governo reajusta em 5,5% benefícios pagos pelo INSS

    Por Enfoque em segunda-feira, 13 de janeiro de 2014 – 10:07

    Portaria do Ministério da Previdência Social e do Ministério da Fazenda publicada hoje (13) no Diário Oficial da União reajusta em 5,56% os benefícios pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para aposentados e pensionistas que recebem acima do salário mínimo.

    O valor se refere ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), spanulgado na última sexta-feira (1) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No ano passado, o reajuste foi 6,2%.

    De acordo com a publicação, a partir de 1º de janeiro de 2014 os benefícios pagos pelo INSS não poderão ser inferiores a R$ 724 nem superiores a R$ 4.390.

    O Ministério da Previdência Social informou que os 9,5 milhões de benefícios acima do piso previdenciário representarão impacto líquido de R$ 8,7 bilhões. Já o reajuste do salário mínimo atinge 20,8 milhões de benefícios previdenciários e assistenciais e representa impacto líquido de R$ 9,2 bilhões.

  22. Vilmar /

    27/11/2013 às 08h33
    Previdência: Dez passos para um futuro promissor

    http://www.valor.com.br/financas/3350886/previdencia-dez-passos-para-um-futuro-promissor#ixzz2lqXgsveS

  23. Vilmar /

    @infomoney 48 min

    5 dicas de previdência para você ganhar mais e ter uma aposentadoria tranquila

    http://tinyurl.com/lzfxccm

  24. EDUARDO /

    Vilmar,

    Achei a sua opinião bem interessante tendo em vista que não é o que recorrentemente nos costumamos ler em blogs e sites por aí. Desse modo, porquê o PGBL é inviável? Vale mais a pena pagar IR no presente do que obter a dedução e postergar o pagamento do imposto?

    1. Vilmar /

      Sim, pode valer a pena se for um prazo de 10 anos ou mais, onde a alíquota no resgate compense já todo o IR abatido mês a mês…estávamos falando sobre isto a pouco tempo no tópico de previdência do fórum infomoney, dê uma olhada lá!
      http://forum.infomoney.com.br/viewtopic.php?f=12&t=11596

      1. Vilmar /

        Existe alguma outra alternativa para um rendimento mensal que não seja FII via proventos ou Previdência Privada, dado que outras modalidades de investimento, se a pessoa for sacar algo mensalmente, ela irá mexer no rendimento do principal ?
        Tks.

  25. Kleber Rebouças /

    Realmente, é uma furada, na maioria dos casos.

    Mas duas dúvidas não restam:

    1) Planos fechados de empresas são vantajosos porque a empresa também contribui. Então o empregado pode, em tese, aportar metade do valor que aportaria para atingir seu objetivo.

    2) Se o sujeito é tão descontrolado que não consegue nem manter uma poupança a Previdência poderia ser uma “poupança compulsória”. Apesar das dúvidas de que o sujeito sairá lucrando no final…

    1. Vilmar /

      Eu concordo com 1) e 2), por aí mesmo.
      Obrigado pelas participações.

  26. Vilmar /


    PGBL e VGBL são conto do vigário
    Com um fundo de previdência, as pessoas não conseguem enriquecer. Você já ouviu falar do Montepio da Família Militar? Era um fundo de previdência que quebrou [em 1986, deixando milhares de poupadores na mão]. Mesmo que não quebre, esses fundos tiram tanto em taxas cobradas dos poupadores que não dá o resultado esperado. Você já tentou comprar um PGBL ou VGBL? É um conto do vigário. Fiz um e coloquei R$ 100 por mês durante cinco anos. Quando fui resgatar, havia perdido 40%.

    http://defendaseudinheiro.com.br/luiz-barsi-o-rei-dos-dividendos-na-bmfbovespa/#comment-665

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