Nova derrota aos golpistas do TelexFree
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Nova derrota aos golpistas do TelexFree

25 de junho de 2013

Mais uma derrota foi imposta ao TelexFree em solo brasileiro.
Vale a pena conferir a reportagem a seguir:

 

Telexfree é derrotada e continua impedida de fazer pagamentos e novos cadastros
Tribunal de Justiça do Acre negou recurso da empresa, que pode recorrer em até 5 dias
24/06/2013 17:46:45 – Atualizada às 24/06/2013 19:49:04

O Tribunal de Justiça do Acre decidiu manter bloqueados os pagamentos da Telexfree, bem como a adesão de novos divulgadores ao sistema. A decisão é do desembargador Samoel Evangelista, da 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC) e vale para todo o Brasil, bem como para o exterior.

O bloqueio havia sido determinado no último dia 18 pela juíza da 2ª Vara Cível de Rio Branco (AC), Thaís Queiroz Borges de Oliveira Abou Khalil, que também tornou indisponíveis os bens de Carlos Costa e Carlos Wanzeler, sócios da Ympactus Comercial LTDA, razão social da Telexfree.

A suspeita é que a empresa tenha montado um sistema de pirâmide financeira, e não um negócio de venda de pacotes de telefonia via internet (VoIP, na sigla em inglês) por meio de marketing multinível, como se apresenta.

O desembargador Evangelista recebeu o recurso da empresa e dos seus sócios no último dia 20. Nesta segunda-feira (24), o magistrado manteve na íntegra a decisão de primeira instância.

A Telexfree tem cinco dias para apresentar um novo recurso e levar o caso ao colegiado da 2ª Câmara Cível.

Procurados, os advogados da Telexfree não comentaram até o momento. Na página da empresa em uma rede social, um comunicado afirma que “o mais breve possível tudo estará normalizado”.

A decisão ocorre no mesmo dia em que a Mapfre negou que a Telexfree a tivesse contratado para oferecer seguro aos seus divulgadores . A informação havia sido prestada por Carlos Costa por meio de um vídeo, mas foi desmentida em nota pela seguradora.

Em entrevista exclusiva ao iG em março, Costa afirmou que a empresa tinha mais de 450 mil associados. Seu advogado, Horst Fuchs, falava em 600 mil. Ambos sempre negaram qualquer irregularidades.

‘Poderá ser o maior golpe da história do Brasil’

O bloqueio dos pagamentos e cadastros atende a um pedido do Ministério Público do Acre (MP-AC), que considera a Telexfree como possivelmente “o maior golpe da história do Brasil”, segundo a decisão de primeira instância.

O argumento do órgão é que, em vez de depender da venda dos pacotes VoIP, o lucro da empresa e de seus promotores – chamados de divulgadores – depende sobretudo da entrada de novos integrantes, como numa pirâmide financeira.

Segundo a juíza Thaís Kalil, é vantajoso para os promotores tentarem cadastrar outros divulgadores na rede do que efetivamente tentar vender o produto VoIP.

“A questão é que, muito provavelmente, quando esgotada a principal fonte de receita do grupo (novos cadastramentos), muitos não terão oportunidade sequer de recuperar o investimento inicial (mínimo de US$ 339), ai então se começará a falar em prejuízo”, escreveu a juíza.

No recurso, os advogados da empresa afirmaram que a decisão causava o “calote institucionalizado” e que o fim de novos cadastros irá resultar no fim da Telexfree.

Entenda o caso
Telexfree é o nome fantasia da Ympactus Comercial Ltda., do Espírito Santo, braço brasileiro da Telexfree Inc., fundada em 2002 nos Estados Unidos por Carlos Wanzeler e James Merril. A venda dos pacotes VoIP, segundo a empresa, ocorre no sistema de marketing multinível, e os interessados também podem lucrar por meio da publicação de propaganda na internet e da captação de novos divulgadores para a rede.

A Ympactus passou a ser investigada depois que serviços de proteção ao consumidor (Procons) de diversos estados relataram um número elevado de consultas sobre o sistema Telexfree. No Mato Grosso, houve casos de pessoas que venderam carros e joias para investir no negócio, disse, em março, o procurador-geral do estado, Paulo Prado.

Impulsionados pelos Procons, os ministérios da Justiça e da Fazenda fizeram uma análise da Telexfree. Em março, a Secretaria de Acompanhamento Econômico anunciou que o modelo de negócio não era “sustentável” e se assemelhava a um esquema de pirâmide financeira.

Também em março, o iG ? mostrou que, nos EUA, a Telexfree havia contratado Gerald P. Nehra, um advogado com experiência em casos de pirâmide , para rever o modelo de negócios praticado no mercado americano.
economia.ig.com.br/2013-06-24/telexfree-e-derrotada-e-continua-impedida-de-fazer-pagamentos-e-novos-cadastros.html

 

A CVM está atenta a esta movimentação do mercado e publicou um guia com orientação para os investidores para identificar e se proteger desses golpes financeiros. A íntegra do guia da CVM você pode ler clicando no link abaixo:
Boletim de Proteção do Consumidor/Investidor CVM/DPDC

Leia também:

Até o próximo post.

3 Comments

  • Reply Vil Bro 20 de fevereiro de 2018 at 17:14

    Brasileiro é condenado nos EUA por esquema de pirâmide financeira Cleber Rene Rizerio Rocha foi considerado culpado por conspiração e lavagem de dinheiro no caso TelexFree

    https://veja.abril.com.br/mundo/brasileiro-e-condenado-nos-eua-por-esquema-de-piramide-financeira/

  • Reply Vilmar 28 de maio de 2014 at 18:23

    Pra quem está perdendo dinheiro com os micos X, eis a solução:

    16h40- Arthur Ordones
    TelexFree admite ser incapaz de gerenciar o próprio negócio e deve entrar em processo de falência

    Durante o processo, companhia será administrada por um interventor nomeado pela Justiça

    SÃO PAULO – A companhia TelexFree, acusada de pirâmide financeira nos Estados Unidos, está sem condições de pagar seus credores e, portanto, deve ser incluída na lei federal que coloca um interventor na condução dos negócios, enquanto o devedor fica sob a supervisão da justiça, apesar de ainda permanecer no controle.

    O juiz da divisão de falências de Worcester, em Massachusetts, Melvin Hoffman, afirmou na terça-feira (27), ao The Wall Street Journal, que quer colocar o interventor no comando o quanto antes e que os fatos mostrados pelas autoridades americanas sobre o caso justificam essa nomeação de fora.

    Joseph Davis, advogado da empresa nos Estados Unidos, questionado sobre a chegada de um administrador indicado pela Justiça, afirmou que concorda com a intervenção na empresa. “Nós não faremos oposição a isso, afinal, faz sentido a empresa não ficar nas mãos de quem a levou à falência”, disse ao jornal.

    A TelexFree é acusada nos EUA de ter montado um esquema de fraude, chamado pirâmide financeira, que já arrecadou, de forma ilegal, US$ 1 bilhão. James Merrill, um dos sócios da empresa, foi preso no início de maio, enquanto o brasileiro Carlos Wanzeler está foragido. Ambos podem pegar até 20 anos de prisão caso sejam declarados culpados pela justiça. No Brasil, diferentemente dos Estados Unidos, o processo ocorre de forma bem mais lenta.
    infomoney.com.br/onde-investir/acoes/noticia/3373075/telexfree-admite-ser-incapaz-gerenciar-proprio-negocio-deve-entrar-processo

    #Telexfria

    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

  • Reply Vilmar 28 de junho de 2013 at 13:19

    E tome mais uma derrota aos golpistas do telexfree:

    Telexfree é investigada por lavagem de dinheiro e formação de quadrilha
    O inquérito foi aberto pelos promotores Danilo Lovisaro e Rodrigo Curti
    12h10 | 28-06-2013

    SÃO PAULO – O Gaeco (Grupo de Combate ao Crime Organizado), do Ministério Público do Estado do Acre, investiga se as atividades da Telexfree constituem em crimes contra a economia popular, como lavagem de dinheiro, estelionato e formação de quadrilha.

    De acordo com a assessoria de comunicação do Ministério Público do Acre, o inquérito foi aberto pelos promotores Danilo Lovisaro e Rodrigo Curti.

    A Justiça do Acre também já havia entrado com liminar determinando a suspensão das atividades da Telexfree, para que a empresa não realizasse novos cadastros de divulgadores ou pagamentos aos divulgadores já cadastrados, até o julgamento final da ação principal, sob pena de multa diária de R$ 500 mil.

    A decisão foi tomada após a conclusão de indícios de pirâmide financeira na atividade da Telexfree e afeta as atividades da empresa em todo o território nacional.

    De acordo com o MP, a intenção das medidas cautelares é garantir o devido ressarcimento dos investidores, com base na “coletividade e não casos isolados”. “Estamos abertos para ouvir reivindicações, mas o posicionamento do MP é que se trata de pirâmide financeira fraudulenta e, portanto, ilegal. Por isso, tomamos as medidas legais cabíveis”, disse o Promotor de Justiça Danilo Lovisaro, coordenador do Núcleo de Apoio Técnico (NAT).
    Outro lado
    Em vídeo publicado na página da Telexfree no Fecebook no dia 24 de junho, o diretor da Telexfree, Carlos Costa, disse que o jurídico da empresa “continua trabalhando para resolver a situação o mais breve possível”.
    infomoney.com.br/onde-investir/renda-fixa/noticia/2843237/telexfree-investigada-por-lavagem-dinheiro-formacao-quadrilha

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